Em São Paulo, Festival #CUBAVEMATEVOCE!

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“Imersão cultural” será oportunidade para celebrar cores, temperos, imagens, e música, além da imperdível palestra de Félix Contreras, precursor do jornalismo literário em Cuba 

Por Marília Arantes

Um petit comitée organizado pela comunidade cubana ocupará os espaços da Serralheria, em São Paulo, amanhã (31), a partir das 15h. No festival promovido pela Difusora Havana6463 – número que se remete à distância entre São Paulo e a capital -, haverá a projeção de videoclipes cubanos, exposição do fotógrafo Maurizio Logombardi, show inédito de lançamento do disco de Yaniel Matos e Violoncelo, La Mairada, além do encerramento com a banda Batanga & Cia. – que promete embalar o público com verdadeira Rumba.

Ainda entre atrações especiais, quitutes típicos, feitos pela chefe Paulina Alzamora, venda de discos inusitados, (Siguaraya, Ago e Yoruba Andabo), assim como a palestra em que o poeta e jornalista cubano Félix Contreras apresentará seu livro: Eu conheci Benny More, publicado no Brasil, pela Editora Hedra, em 2008. No bate-papo a seguir, ele decorrerá, sobretudo, sobre o papel da música na difusão cultural do país, em especial, por meio das trilhas cinematográficas.

Contreras, natural de Pinar del Rio, é parceiro do Outras Palavras, por afinidades eletivas. Há poucos meses, em sua recente estadia em São Paulo, ele elegeu frequentar a redação para editar suas poesias em paz. Antropólogo cultural, atuou uma vida como jornalista de cultura em veículos como o Granma Internacional, Cuba Internacional, Bohemia, Casa das AméricasRadio Taino. Frequentador da cena cultural de Havana há anos, Félix sabe – ou vivenciou -, as melhores histórias. E foi a fundo nos estudos sobre a cultura popular do país.

Conforme pontua, a música cubana foi crucial para fundamentação da música pop, nos anos 40. “Quando o percussionista Chano Pozzo chegou em Nova York, com os 10 congas (tambores) que costumava carregar, os grandes do jazz ficaram loucos. Dissie Gillespie, por exemplo, convidou-o a tocar em sua orquestra, dando origem ao que se conhece por Jazz Latino. Também, Carmen Miranda e Josephine Baker foram orquestradas por cubanos.”

Todavia, o autor explicará porque, entre geniais artistas, elegeu musicalmente Benny More, como objeto de estudo. “Ele era o maior intérprete, que melhor cantou todos os gêneros da música cubana, e dirigia uma orquestra sem ler música [partituras] – fundou a orquestra cubana e pode ser considerado ‘o pai da salsa’ – , embora este não seja um gênero, mas um nome comercial.”

Conforme explica, a Salsa veio ao mundo em Nova York, graças ao produtor musical Harry Masussi. “É uma mistura de ritmos do Caribe que se fez nos Estados Unidos por arranjistas com formação acadêmica, como Rene Hernandes e Peres Prado que juntaram Merengue, de Santo Domingo, Cha cha cha e Mambo.”

Nessas interessantes relações entre ritmo, política, exílio, resistência, e sobretudo, talento dos músicos cubanos, revela-se a trama da história, culturalmente, no contexto americano. “O que aconteceu foi que a maioria dos músicos importantes do Pós-59 saiu da ilha e foi para NY. Rene Hernandes, Tito Puentes, eram os maiores músicos da América Latina”, gabou-se Félix.

Serviço:

Festival #CUBAVEMATÉVOCÊ!

Sábado, 31 de maio

Abertura da casa e cozinha: 15:00


Serralheria – Espaço Cultural & Produtora


Rua Guaicurus 857 – Lapa, São Paulo.


http://escapeserralheria.org/

logo serralheria

Valores:


R$ 10 passaporte cubano


R$ 15 na Lista / **Confirmando participação no evento**
R$ 20 na porta

LIVRE para 15 primeiros membros do Outros Quinhentos

 

 

 

 

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