"A beleza que você tem eu também vejo"

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Fotografar uma mulher é mostrar que corpo é extensão e expressão de sua alma, não um manequim. Quem se aceita basta-se, é linda à sua maneira, permite-se

Texto e fotos de Carina Calixto*

“A verdadeira beleza de uma mulher está refletida em sua alma.” As palavras e a beleza de Audrey Hepburm me fizeram ir além. Sensualidade e feminilidade estão no que sentimos, no que acreditamos, estão nas nossas escolhas e vontades, estão no se permitir e na amplitude de viver naturalmente. Aprendi e descobri a amar meu corpo, aprendi com os desejos da alma a celebrar as formas e as cicatrizes que este corpo carrega. Descobri que outras mulheres também merecem ser vistas desta maneira.

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Em muitas fotografias enquadram-se as mulheres em padrões pré-estabelecidos de sensualidade, que ignoram nossa vida, nosso jeito de ver o mundo. Fotografar uma mulher é fotografar a essência e não o estereótipo. É fotografar e mostrar que o corpo é a extensão e a expressão de sua alma, e não um manequim. Mulheres que realmente se aceitam não precisam de produções de imagens, se bastam, são lindas à sua maneira, permitem-se! Estes registros são um convite a perceber a naturalidade feminina. A beleza que elas e você tem eu também vejo, sinto e acredito.

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*Carina Calixto: Nascida em Recife, pós-graduada em Mediação Cultural, é produtora cultural pela Fundação do Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (FUNDARPE) e fotógrafa. Desenvolve projetos autorais voltados a fotografia de retratos e estilo de vida. Defende a ideia de que antes de dominar muitas técnicas um fotógrafo precisa transmitir verdade.

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