Baixo Centro: lançamento irreverente em São Paulo

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Centenas participam da festa que apresentou e começou a arrecadar fundos para festival. Um estratagema esperto dribla leis repressivas e garante venda de comida e bebida na rua

Por Gabriela Leite

A tarde do último domingo antes do aniversário de São Paulo foi de festa. Centenas de pessoas reuniram-se no centro da cidade para curtir música, comida caseira e cerveja barata e aproveitar em conjunto as ruas do Largo do Arouche. Era o samba do BaixoCentro para anunciar a abertura da chamada pública que organizará os eventos do festival, a acontecer em abril.

O samba — que não pediu permissão à prefeitura para acontecer — reuniu as pessoas atrás do Mercado das Flores. Para contornar as leis proibicionistas que não permitem venda de comida e bebida na cidade, eram vendidas pulseirinhas a preços populares, e estas podiam ser trocadas pela comida e bebida.

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Outra particularidade da festa era a água, que era gratuita para quem trouxesse seu copo ou caneca (a alternativa, para quem não tinha, era comprar uma do projeto Amor sim, Água sim). Também houve muito cuidado com o lixo: em cada árvore, uma mensagem escrita em papelão, avisando os cidadãos a cuidar do seu. Abaixo dos cartazes, sempre um saco de basura.

A banda Bora Barão animou o domingo, e a festa durou até a noite. A algumas quadras de lá, um piquenique com festa da VoodooHop tocava seu som na praça Roosevelt, também livre e de graça. Chegando ao seu 459º aniversário, é capaz que a cinza São Paulo já esteja realmente aprendendo: suas ruas são para dançar.

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