Linchadores de esquerda têm no caso da fantasia de Abu sua Escola Base

entrudo

Cena de entrudo em 1880, em desenho de Angelo Agostini

Diferença em relação ao escândalo dos anos 90 é que não é preciso mais jornalistas ou delegados afoitos para expor alguém indevidamente; internautas fazem tudo sozinhos

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Este texto será escrito sem imagens do menino negro que, em Belo Horizonte, estava fantasiado de Abu. Ou dos pais, um casal de atores que saiu para a folia vestido de Alladin e Jasmine. E não será acompanhado de fotos porque as considera uma brutal violação dos direitos dessa criança – ou mesmo de seus pais. Estes, acusados de racismo. Pois Abu, no desenho da Disney, é um macaco.

Não verão aqui nem a foto original, com os três sorridentes, nem a foto editada pelo jornal Extra, com a imagem do menino borrada. Pois a criança não cometeu nenhum crime. Não é suspeita de nada. Ao mesmo tempo, não pode ser exposta porque o linchamento virtual ocorrido nos últimos dias definiu a atitude dos pais – a de desfilar com a criança – como racista. Sem que se respeitasse o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Tarefa difícil, na era das imagens. Ainda mais em pleno carnaval. É como se a legião dos bem intencionados tivesse de incorporar tanto a lógica do mundo do entretenimento como a ética invertida do entrudo – optando por atirar ovos e desclassificar os pais que, em sua visão, cometeram um crime. (Mas qual crime? Foram acusados de quê? Quem os denunciará ao Conselho Tutelar? Por qual motivo?)

CAUSAS DETURPADAS

Desta vez não estamos a falar de sites de direita. De programas sensacionalistas de fim de tarde. Mas sim dessa esquerda brasileira cada vez mais adepta de justiçamentos, pronta a amarrar o desafeto ideológico no primeiro poste virtual, sem se importar com os personagens em jogo, em nome de uma determinada causa. Que pode ser a luta contra o racismo, ou contra o machismo. Uma boa causa. E o problema não está na causa.

E sim no açodamento. Na opção pela linguagem do ódio como discurso político prioritário. Não aquele desprezo pelos opressores mais poderosos. Neste caso não se vê tanta valentia. Quebram-se vidraças de agências bancárias sem menção aos banqueiros (como os do Itaú e Bradesco) que lucram dezenas de bilhões. Não o combate a grandes latifundiários, grandes empreiteiros, megaempresários.

O que está acontecendo é a conveniente eleição de pequenos opressores. Mesmo que sejam supostos opressores. E eles podem ser um casal anônimo, numa foto com uma criança. Podem ser os pais adotivos dessa criança, em um país onde as crianças negras têm mais dificuldade de serem adotadas – exatamente pelo racismo. Estão ali, em pleno carnaval, por que não jogar umas pedras neles?

Um amigo de Belo Horizonte avisa, em sua página no Facebook: ele é pai de uma menina negra e não admitirá que ninguém determine que sua filha – que adora macacos – não possa se fantasiar de um macaco. A reação é sintomática porque não é a reação de um opressor. Pode-se até achar que ele ou Fernando Bustamante (o ator que se vestiu de Alladin) estejam perpetuando uma simbologia indevida. Mas eles têm ou não esse direito?

Onde está o selo de integridade anti racismo para definir quem poderá expor uma família inteira a essa sanha justiceira? Todos os que xingaram Bustamante e sua mulher (ao que tudo indica, ela mesma afrodescendente) estarão dispostos a ir para a delegacia fazer um BO e ser testemunhas na Justiça contra pais que consideram – sem conhecer o cotidiano dessa família – racistas, consideram racistas por causa de uma foto?

JULGAMENTOS INSTANTÂNEOS

Houve tempo em que a instantaneidade das notícias era mais lenta. Como na época da Escola Base, caso emblemático em São Paulo da falta de ética policial e jornalística. Um delegado precipitado decidiu que os donos de uma escola infantil abusavam de uma criança (eles eram inocentes) e, com o auxílio de uma horda de repórteres afobados, os expuseram à execração pública.

Hoje não precisamos nem desses repórteres e nem desses delegados. Fazemos a própria investigação relâmpago e o próprio linchamento, agora com as ferramentas ainda mais velozes das redes sociais. Com um agravante: a esquerda que defendia os direitos humanos ela mesma se dispõe a liderar alguns linchamentos, em nome desses mesmos direitos humanos. A plutocracia deve morrer de rir ao assistir a esse espetáculo.

É hora de muita gente parar e fazer um balanço. A destruição de reputações vai se tornando um exercício diário. E não importa que este ou aquele possam ser, de fato, canalhas. Alguns racistas/machistas/homofóbicos chegam a se aproveitar desses tribunais de exceção para divulgarem suas mensagens de ódio – na lógica do Cavalo de Troia. A extrema valentia instantânea está sendo acompanhada de ingenuidade.

Há algo de muito errado quando a grande imprensa consegue ser mais cuidadosa, em relação a direitos elementares, do que muita gente sábia – ou originalmente sábia – que ocupou as redes sociais. Algo se perdeu. Ligou-se um botão de eliminações cíclicas e não se sabe bem onde apertar para desligá-lo. Ou não se quer apertá-lo. Pois parece que quem reclamar disso poderá ser o próximo a ser eliminado.

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também:

51 comentários para "Linchadores de esquerda têm no caso da fantasia de Abu sua Escola Base"

  1. narciso disse:

    Pena que só haverá esse texto do gênero em entre os escritores à esquerda, e olha que é uma velha lição : ”Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.”
    Friedrich Nietzsche

    • José Milton Bertoco disse:

      Olha, posso até aceitar que o cara fez sem maldade, de boa fé, mas eu não teria feito isso, jamais. Ficou grotesco e não vejo, nessa opinião, qualquer tipo de falso moralismo. Certamente a criança será objeto de bullyng – o que, também, não se justifica, mas seria previsível.
      Também não concordo com o “linchamento” pelas redes, mas hoje é inevitável a reação rápida e em massa – infelizmente não há muito cuidado nisso.

      • Junior Soares disse:

        Muito sem noçao essa fantasia. Linchamento moral nao, ok, mas acho que foi uma péssima ideia.

        • Jonas disse:

          Se um menino negro, gay ou obeso sofre bullying, a culpa não é dele ser negro, gay ou obeso. Nem dos pais dele. Não se elimina o bullying repudiando as características da criança (ou dos pais), mas sim criando mecanismos para punir os agressores e impedir a reprodução dessa violência. O mesmo se dá com uma fantasia de carnaval. O problema do bullying não está exatamente na fantasia em si e sim na mente de quem acha que a roupa de macaco é ofensiva. Porque impedir uma criança de usar uma fantasia de qualquer bicho que seja?

          • Vivianne Diniz disse:

            Perfeito! Lutam por igualdade e querem “cuidado” com s forma de ser feliz? Então um casal gay que colocar o filho adotado com blusa rosa vai TB ser criticado? Ta errado? Hoje em dia temos que andar pissndo em ovos!

  2. Roberto Marques disse:

    Reflexão urgente e necessária.
    A esquerda punitiva está se tornando em uma estranha massa moralizante. Não percebem que estão cavando a própria cova.

  3. Taygoara disse:

    Finalmente um texto com boa argumentação. Achei a idéia da fantasia ruim, pensando na representação do todo. Porém esse texto ajuda a refletir melhor sobre o enquadramento da situação. Ñ sei dizer se mudei minha opinião sobre o caso, mas posso afirmar q meu olhar sobre ele está mais brando, com um peso menor. Obrigado pela leitura! 😉

  4. Alex Vaz disse:

    O texto é bom, mas ele próprio não erra quando rotula a esquerda? Diga-me: que pesquisou as pessoas pra saber o pensamento ideológico político delas? Cuidado! Rotular é também uma forma de preconceito. Com relação ao ocorrido, lamentável que perdamos tempo com essa bobagem. Simplesmente estragaram o carnaval de uma família que aparentemente só queria ter um momento de diversão em família. Se me visto de Abu, logo sou macaco, joia. Se me vestir de Bill Gates, logo sou inteligente e rico? E se me fantasio do “burro do Shrek”, então sou Burro? Ah! Está na hora de dar uma fantasia de Bobo da Corte para que ousou dar tanta importância para tal fato!

    • Alceu Castilho Alceu Castilho disse:

      Sou de esquerda, Alex. Estou falando, claro, de setores da esquerda. E a delimitação, no caso, é absolutamente necessária para a compreensão da crítica. Não se está falando, desta vez, dos conhecidos abusos praticados por setores da direita.

      • samuel disse:

        Alceu somos de esquerda. mas há uma preposição aí que difere; A visão de um branco que nunca foi ou teve o filho sendo chamado de macaco. É preciso combater certos signos construídos para menosprezar a etnia negra . Se a ação foi tão contundente sobre este caso, deve ter um passado que explique e o presente que ratifique. O pai apenas foi ingenuo , de uma pureza quase infantil , mas o fato exposto pela comunidade negra vai faze-lo olhar como mais atenção e entender o contexto histórico de ter um negro fantasiado e seno chamado de macaco. sugiro que leia também o texto de Marco Serra.Forte abraço https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153665399827935&set=a.10150341830322935.354885.639047934&type=3

    • Luciene Cavalcanti disse:

      Bem isso..ja encheu essa pegação no pé com pessoas q estão se divertindo EM FAMÍLIA né.. que baixo astral viu

  5. Joubert Oliveira disse:

    Alceu, gostaria de ponderar que, na minha opinião, pelo menos por ora, penso que esse tipo de pessoa, que se precipita, que julga, que “tem sangue nos olhos” para defender uma causa, está em todo lugar. Não é privilégio nem condição para a “esquerda brasileira” conter todos os extremistas. Claro, confesso que nem tenho certeza se sei apontar quem é de esquerda ou direita hoje na sociedade…eu mesmo não sei onde me encaixo… há um tempo eu diria que sou de esquerda…mas to longe de integrar essa esquerda que descreveu, aliás, eu fui um dos primeiros a questionar o episódio e defender um olhar ponderado e justo sobre o fato.

    • Alceu Castilho Alceu Castilho disse:

      Olá, Joubert. Como respondi em outro comentário, sou de esquerda. Não quis generalizar para toda a esquerda, e sim apontar um setor, os “linchadores de esquerda”. Com práticas que, digamos, não são exatamente progressistas. Tem gente já me odiando por isso – como previu o próprio texto. Mas quando a gente vê o Renato Janine Ribeiro compartilhando dá um alento, pois o objetivo era colocar o debate para funcionar. Com menos ódio e mais razão.

      • Joubert Oliveira disse:

        ok…perdão se eu te entendi errado também… Achei que estava considerando que todas as pessoas que se dizem de esquerda – se isso significa defender direitos e oportunidades de trabalhadores e minorias – são radicais e insensatos. Porque há também a corrente que diz que o PSDB é a esquerda – os que estão contra o governo atual…confusão ne…mas de ideias, estamos do “do mesmo lado”…rs

        • Alceu Castilho Alceu Castilho disse:

          Não, não pensaria isso. Sobre o PSDB, surgiu à centro-esquerda. Está hoje na centro-direita, com cada vez mais figuras de direita e um ou outro (cada vez mais raro) remanescente do campo progressista.

  6. Salvador Ribeiro disse:

    Eles não foram expostos, eles se expuseram. E é uma fantasia ruim. Não justifica um linchamento, nem mesmo um virtual, mas talvez não seja um ato execrável questionar os pais sobre o sentido da representação. O personagem da fantasia da criança é um animal de estimação. Qual será o impacto para um filho adotado quando, futuramente, com uma consciência mais amadurecida à respeito de relações parentais e sociais, ele se ver representado assim?

    • Renato disse:

      A foto representa um dia na vida dessa família, até essa criança ter “consciência mais amadurecida à respeito de relações parentais e sociais” irão passar anos. Até lá, se eles derem muito amor e o tratarem bem, acho que esse impacto não será tão relevante.

      • Carol disse:

        Quer dizer que não posso mais me fantasiar de macaco porque é uma “fantasia ruim” e vai deturpar minhas relações sociais e parentais?
        A fantasia é ótima, linda! A família não deveria se abalar com opiniões ridículas, “problematizadas”, de pessoas que enxergam problema onde não há.

        • Salvador Ribeiro disse:

          É uma fantasia muito bonita esteticamente. É ruim por causa do que ela representa. Fantasiar é representar um papel. Porque os pais quiseram que o filho adotado representasse um animal de estimação deve ser problematizado sim. Ainda mais, mas não apenas, por causa da questão do racismo, que pode até não ser o sentimento dos pais, mas é um problema cultural.

  7. Maria do Rosário Cavalcante disse:

    Não sei quem começou a espalhar a foto do casal com a criança e os comentários sensacionalistas, mas que os “racistas/machistas/homofóbicos” de plantão estão adorando, estão… Certamente, dando mais corda por aí e futuramente, esperem, se utilizarão disso para “justificar” seus atos insanos…
    .
    Dia desses debatia(ou tentava, pois fui expulsa, por argumentar com quem não quer argumentos), na página “Brasil Melhor”, cujo nome não combina, pois não aceitam quem pense lá dentro, sobre o vídeo de uma vendedora que colocava água de gelo numa garrafa. O vídeo era só isso, mas a chamada irresponsável e extremamente agressiva, dizia que ela o fazia para vender e a xingava… Não demorou para muitos entrarem já condenando-a por algo que não foi mostrado no vídeo(vender a água), mas que o dono da página já havia determinado, julgado, condenado… Depois, quando muitos entraram questionando algumas falas dele e o próprio vídeo, mudou a descrição e alguns textos pelo caminho, provavelmente por medo de processo, mas que obviamente printei…
    .
    E assim vamos seguindo… Em um único clique, vemos/lemos, julgamos e condenamos(Muitas vezes, literalmente, como no caso da “bruxa”, onde uma mulher foi linchada até a morte por boatos de que era bruxa e usava crianças em rituais…)… Nunca tivemos tantos juízes e carrascos nesse país…

  8. Deivy Leão disse:

    …esse texto me fez enxergar senso crítico na “esquerda”, o que há muito não via nas redes sociais. Acabei de ver um bom debate entre Luiz Pondé e Marcos Nobre, sobre os lados do pensamento e penso que temos que levar os debates de alto nível para as redes sociais, onde o nível está bem ao chão, baixíssimo. Onde já se viu criar tanta polêmica num episódio familiar carnavalesco.

  9. Leonardo disse:

    Vai chegar o dia em que vão acusar Pirelli, Goodyear e Firestone de racismo por fabricarem pneus na cor preta.

    O ser humano, hoje em dia, está numa sanha desenfreada em apontar dedos, nomear culpados e vencer, por bem ou por mal, todas as discussões em que se mete, inclusive aquelas que não entende, não foi convidado e sua opinião é tão importante quanto um vidro de laxante vazio.

    • Alceu Castilho Alceu Castilho disse:

      Leonardo, preciso discordar dessa comparação com os pneus, pois a preocupação com a simbologia do macaco é legítima. O que se questiona é a crucificação de uma família, e a exposição de uma criança, em nome da causa, de uma forma desumanizadora – paradoxal, portanto.

      • Gerson Carneiro disse:

        Os pais foram para a via pública se expor.
        Hello! Estamos na Era do facebook.
        Não há paradoxo algum.

        • Eduardo disse:

          “Os pais foram para a via pública se expor”. A sugestão é de que ficassem em casa porque o comportamento deles pode parecer ofensivo para alguns?
          Que tal sugerir isso para homossexuais? Afinal, estão “na rua se expondo”, e tem muita gente que se diz ofendido com isso. Você está legitimando o linchamento porque a pessoa se “expôs”?
          Explica melhor isso aí, porque ou não faz sentido ou faz um sentido bem nazista.

          • Gerson Carneiro disse:

            Deixa eu desenhar:

            Homossexuais estão na rua sim mas não estão expondo crianças a situações vexatórias.

            Explicado. Agora é com você. Procure ler um pouco sobre racismo.

          • Gerson Carneiro disse:

            Tua referência a homossexuais envolvendo-os nessa questão é de um sentido bem nazista.

      • Gerson Carneiro disse:

        Ao tentar misturar no racismo que envolve o fato uma questão político-partidária você acabou atraindo para si o pecado que tentou atribuir aos “linchadores de esquerda”.

        • Douglas Otaviani Tôrres disse:

          Perfeito Gerson.Gostaria de dar meu pitaco.Como negro este ano,como em outros o que espero? Que a policia ira me parar,revistar e ser truculenta e com certeza,não sei quantas vezes.Ou entrar em uma loja e atrair a desconfiança do segurança ou do banco.E isto é por baixo o cotidiano da vida de um classe media,imagine pobre.Ai a gente ve casos recentes do goleiro Aranha,da Maju,da pichação na universidade Makenzie,as bananas atiradas em estadios na Europa contra jogadores negros.São anos associando de forma pejorativa a imagem do macaco ao negro.E ai,um jovem casal resolve brincar o carnaval com seu filho adotado negro,e o fantasua de que? Macaco !!! Claro que a imagem causou indgnaçào,revolta.Mas nào foi so nos ditos “radicais de esquerda” ( este é outro ponto que citareo a seguir).A indgnação pariu de negros,de brancos, de movimentos civis organizados,pois a imagem foi forte.Depois se vem a apuração dos fatos,e se fica sabendo do casal,do menino adotado,vem um texto do.pai no face explicando,tentando dar um fim a polemica.Mas o que,o que teve de porrada em cima de quem se indgnou com a foto,como eu,e somos taxados de racistas,que o tacismo esta nos olhos de quem ve,tenho que aguentar mais esta.A radicalização foi para o outro lado,a maioria brancos(parecia protesto de opositores do governo).Claro que isto so serviu para jogar mais lenha na fogueira.Tenho amigos no face,gente assumidamente de direita e o que vejo,este post generalizando culpa a esquerda pelo tamanho que ficou o episodio.O episodio ainda não esta no fim pois os animos estão exaltados e ai a coisa descamba para o lado politico,que ja esta barra,o pais paralisado.por um ano por uma crise politica.Coxinhas estão compartilhando este texto e ai sobra pra CUT,PT,MST e qualquer um ou organização de esquerda.Para finalizar,não arrependo de toda a minha ira lançada em textos quando vi a imagem,mas depois tentei refletir,poderia deixar este episodio morrer,mas as defesas do casal,e muitas certamente porque são brancos,e tem muitos que radicalizaram demais com a foto.Mas o.radicalismo esta é sendo inflado dos 2 lados,assim como.na politica,e repito este texto alem de não contribuir para a apaziguar animos,acirrou mais em outro embate.

          • Gerson Carneiro disse:

            Douglas,

            O fato chegou ao noticiário internacional, com a mesma foto sem tarja e as mesmas críticas. Será que os tais “linchadores de esquerda” apontados pelo Alceu Castilho estão influenciando a imprensa internacional?

  10. Gerson Carneiro disse:

    Totalmente sem nexo a relação que o texto tenta atribuir entre esse caso e o da Escola Base. Começando que no caso da fantasia de Abu os próprios protagonistas foram para a via pública se expor. Então não trata-se de suposição, como o da Escola Base, trata-se de julgamento de um fato de conhecimento público.

    Vivemos em uma sociedade racista. E um dos traços do racismo é a dificuldade de nos enxergarmos como tal.

    Um menino branco pode ser fantasiado de macaco mil vezes. Nunca será chamado de macaco. Um menino negro nem precisa ser fantasiado. Reflitam.

    O racismo dispensa a consciência do portador. Não é necessário o portador estar ciente do racismo contido no seu ato. Por isso ingenuidade tampouco é excludente de racismo.

    Há coisas que não se pode brincar mesmo. E se brincar, óbvio que enfrentará o inevitável tribunal público da Era do facebook.

    Prudência não faz mal a ninguém.

    Resumo da ópera: o autor do texto acabou caindo no pecado que ele próprio apontou nos “linchadores de esquerda”.

    • Gerson Carneiro disse:

      E ainda tem o fato de que à época do caso da Escola Base não havia facebook. Fato este totalmente ignorado pelo autor do texto.

      • Marcelo Abruzzini Benedito disse:

        Como o Alceu Luis de Castilhos cita, numa das respostas ao seu texto, para confortá-lo na publicação, o sr. Renato Janine Ribeiro(…Mas quando a gente vê o Renato Janine Ribeiro compartilhando dá um alento…), faz-se sempre oportuno lembrar o que já disse o referido sr. Renato a respeito de LINCHAMENTOS:
        _______________________________________________________
        18/02/2007 – 09h00
        Razão e sensibilidade
        PUBLICIDADE
        RENATO JANINE RIBEIRO
        Especial para a Folha de S.Paulo
        Escrever sobre o horror em estado puro: assim vivi o convite para participar deste número do Mais!. É insuportável pensar no crime cometido contra o menino João Hélio. E é nisso que mais penso, nestes dias. Não me saem da cabeça duas ou três coisas. A primeira é o sofrimento da criança. Se há Deus, e acredito que haja, embora não necessariamente antropomorfo, como admite Ele esse mal extremo, gratuito, crudelíssimo?
        Se a alma ou o espírito tem um destino após a morte, chame-se esse de juízo eterno ou de uma série de reencarnações, como poderá esse infeliz menino ser recompensado pela vida que lhe foi ceifada, não apenas tão cedo, mas, além disso, de modo tão bárbaro?
        Essas são questões religiosas, ou melhor, de fé. E quanto aos assassinos? A outra coisa que não me sai da cabeça é como devem ser punidos. Esse assunto me faz rever posições que sempre defendi sobre (na verdade, contra) a pena de morte.
        Anos atrás, me convidaram a escrever um artigo para uma revista de filosofia contra a pena de morte. Perguntei então: mas alguém escreverá a favor? E me responderam que era possível, por que não? Acabei escrevendo meu artigo (contra a pena capital), mas este caso horrível me faz repensar ou, melhor, não pensar, sentir coisas distintas, diferentes.
        Se não defendo a pena de morte contra os assassinos, é apenas porque acho que é pouco. Não paro de pensar que deveriam ter uma morte hedionda, como a que infligiram ao pobre menino. Imagino suplícios medievais, aqueles cuja arte consistia em prolongar ao máximo o sofrimento, em retardar a morte. Todo o discurso que conheço, e que em larga medida sustento, sobre o Estado não dever se igualar ao criminoso, não dever matar pessoas, não dever impor sentenças cruéis nem tortura -tudo isso entra em xeque, para mim, diante do dado bruto que é o assassinato impiedoso.
        Torço para que, na cadeia, os assassinos recebam sua paga; torço para que a recebam de modo demorado e sofrido. Conheci o sr. Masataka Ota, pequeno empresário cujo filho pequeno foi assassinado. Entrevistei-o para meu programa de ética na TV Futura (episódio “Justiça e Vingança”). Masataka perdoou os assassinos, isto é, embora pudesse matá-los, não o fez.
        Quis que fossem julgados e lamenta que já estejam soltos, poucos anos após o crime hediondo, mas ele é um caso raro –e admirável– em não querer se vingar, em não querer que os assassinos sofram mais do que a pena de prisão. Confesso que não seria a minha reação.
        Quem é humano?
        Penso –porque ainda consigo pensar, em meio a esse turbilhão de sentimentos– também que há diferentes modos de impor a pena máxima. A punição com a morte se justifica ora pela gravidade do crime cometido, ora pela descrença de que o criminoso se possa recuperar. No caso, as duas razões comparecem. Parecem irrecuperáveis, e seu crime é hediondo. Não vejo diferença entre eles e os nazistas.
        Creio que só um insensato condenaria as execuções decretadas em Nuremberg. Há, hoje, quem debata se Luís 16 deveria ou não ter sido guilhotinado: dizem alguns que o melhor seria reduzir o último rei absoluto da França a um cidadão privado, um pouco como a China (curiosamente, campeã em execuções) fez com Pu Yi, seu derradeiro imperador. Mas Luís era culpado apenas de ser rei. Pessoalmente, era um homem bom. Os nazistas foram culpados do que fizeram. Optaram pelo mal. Como esses assassinos.
        Em países como os Estados Unidos, a demora na execução é ela própria uma parte –talvez involuntária- da pena. Alguém passa 20 anos no corredor da morte, e é executado quando já pouco tem a ver com quem foi. Na Inglaterra, antes de abolir a pena de morte, era diferente: dois ou três meses após o crime, o assassino era enforcado. Nos dois países, a garantia de todos os direitos de defesa ao réu faz parte, por curioso que pareça, da engrenagem que diz ao acusado: você terá todos os direitos, mas não escapará.
        No Brasil é diferente. Não temos pena de morte, na lei. A Constituição a proíbe. Mas provavelmente executamos mais gente que o Texas, o Irã ou a China. É que o fazemos às escondidas. Quando penso que, desses infanticidas, os próprios colegas de prisão se livrarão, confesso sentir um consolo. Mas há algo hipócrita nisso.
        Se as pessoas merecem morrer, e se é péssimo o Estado se igualar a quem tira a vida de outro, por outro lado é uma tremenda hipocrisia deixar à livre iniciativa dos presos ou aos justiceiros de esquina a tarefa de matar quem não merece viver. Abrimos mão da responsabilidade, que pode ter uma sociedade, de decidir –no caso, quem deve viver e quem merece morrer. Tudo isso traz questões adicionais. É-se humano somente por se nascer com certas características? Ou a humanidade se constrói, se conquista -e também se perde? Alguém tem direito, só por ser bípede implume, de fazer o que quiser sem perder direitos? A todos assiste o direito da mais ampla defesa.
        Mas, garantida esta, posso fazer o que quiser sem correr o risco da pena última? Isto, que relato, põe em questão meu próprio papel como intelectual. Intelectual não é apenas quem tem uma certa cultura a mais do que alguns outros. É quem assina idéias, quem responde por elas. Tive, na graduação, uma amiga que teve bloqueio de escrita. Mas, na verdade, ela até fazia trabalhos –de graça– para outros colegas. Seu bloqueio não era de escrita, mas de assinatura. Talvez possa dizer: o cientista escreve, o intelectual assina.
        O intelectual é público. Só que, para ele cumprir seu papel público, é preciso acreditar no que diz. Ora, quantas vezes o intelectual afirma aquilo em que não acredita? Quantos não foram os marxistas que se calaram sobre os campos de concentração, que eles sabiam existir? Por isso, o mínimo que devo fazer, se sou instado a opinar, é dizer o que realmente penso (ou, então, calar-me).
        Sei que a falta de perspectiva ou de futuro é o que mais leva pessoas a agirem como os infanticidas. Sei que devemos reformar a sociedade para que todos possam ter um futuro. Creio que isso reduzirá a violência. Mas também sei que os pobres são honestos, mais até do que os ricos. A pobreza não é causa da falta de humanidade. Quer isso dizer que defenderei a pena de morte, a prisão perpétua, a redução da maioridade penal? Não sei. Não consigo, do horror que sinto, deduzir políticas públicas, embora isso fosse desejável.
        Mas há algo que é muito importante no exercício do pensamento: é que atribuamos aos sentimentos que se apoderam de nós o seu devido peso e papel. Não posso pensar em dissonância completa com o que sinto. A razão, sem dúvida, segura muitas vezes as paixões desenfreadas. Quantas vezes não nos salvamos do desespero, do desamparo, do ódio e da agressividade, apenas porque a razão nos acalma, nos contém, nos projeta o futuro?
        Que crimes o amor desprezado não causaria, não fosse ele contido pela razão? Mas isso vale quando a dissonância, insisto, não é completa. Se o que sinto e o que digo discordam em demasia, será preciso aproximá-los. Será preciso criticar os sentimentos pela razão –e a razão pelos sentimentos, que no fundo são o que sustenta os valores. Valores não são provados racionalmente, são gerados de outra forma. Afinal de contas, o que vivemos no assassínio bárbaro de João Hélio, como meses atrás quando queimaram viva uma criança num carro, não é diferente do nazismo.
        Dizem uns que o Brasil está como o Iraque. Parece, pior que isso, que temos algumas mini-auschwitzes espalhadas pelo território nacional.
        RENATO JANINE RIBEIRO é professor de Ética e Filosofia Política na USP e autor de, entre outros, “A Ética na Política” (ed. Lazuli).
        http://www1.folha.uol.com.br/fo…/ilustrada/ult90u68751.shtml

  11. Gerson Carneiro disse:

    Onde está a “grande imprensa cuidadosa” citada no texto?
    Está falando da imprensa de qual país?

    Se estiveres falando da imprensa brasileira, meu amigo, pode ir tomar um remédio porque você está afetado por um estado febril.

  12. Gerson Carneiro disse:

    Enquanto acharem que tudo se resolve se “não falarmos sobre isso”, enquanto acharem que é exagero, que é “mimimi”, o racismo se perpetuará.

    Brancos estão mais preocupados em falar para os negros “não verem racismo em tudo” do que ensinar as pessoas a não serem racistas.

  13. Gerson Carneiro disse:

    Pronto. A merda foi tão grande que já está na imprensa internacional. E lá não tem “lichadores de esquerda.” Caiu a casa para a tese do Alceu Castilho.

  14. @Luisk2017 disse:

    Gostei do texto acima. Postei isso no meu perfil de facebook antes de ler o “Linchadores de esquerda…” :
    ANTÍTESE POLAR METAFÍSICA
    Ainda sobre a criança fantasiada de macaco
    – Nos bons tempos, militando junto a um círculo restrito de comunistas, no qual o debate buscava o ‘ser’ dos fenômenos e interações sociais (coisa rara atualmente), surgiu uma expressão bombástica, que visava caracterizar uma polêmica estéril: ‘antítese polar metafísica’.
    – Lembrei-me disso hoje, pensando no ferrenho combate de redes sociais de internet que aqui se travou no carnaval.
    – De um lado, gente bem intencionada, que busca combater o racismo, seja porque sofre com ele, seja porque adquiriu sólida consciência social contrária a ele.
    – No outro lado do ringue, gente exorcizando seu racismo, por pura defensiva, desqualificava qualquer crítica ao pai e à mãe do garoto. Aí se juntava gente que – corretamente – pedia ponderação na ‘fritura’ já que o Fernando Bustamante (pai do garoto) era gente boa (e é mesmo); racistas pegaram carona no fato, ou para justificar seus atos contra empregados/as negros/as de seus condomínios, residências e empresas ou para ganhar terreno na pobre polarização política que se vive no Brasil (ah, esses ‘esquerdistas’ e seus discursos igualitaristas).
    – Adotei posição de distância desses polos.
    – Para os primeiros, meus companheiros de ideologia, disse: o cara veio a público,não fez apologia do ato e, mesmo minimizando a coisa, reconheceu que mexera na sensibilidade de uma cultura de resistência ao racismo que, ainda bem, cresce em nossos tempos. Ah, mas não foi a autocrítica exigida para o caso, disseram alguns. Calma. A autocrítica é dele (se não fosse, não seria ‘auto’). O fato concreto é que ele dialogou, na defensiva, mas positivamente, com a justa reação de que aquela fantasia poderia implicar conduta racista. A animosidade e valentia em redes sociais de internet nem sempre corresponde a ações concretas no outro dia. Tanto é verdade que nenhum dos críticos disse que vai denunciá-lo por crime de racismo ao MP, à PF etc.
    – Para os que os defenderam (mãe e pai), pelo que vi em seu perfil no facebook, houve quem avocasse sua condição (a do pai) de democrata, ator, pai adotivo de criança negra, enfim, de alguém que estaria mais no campo progressista, do que no ‘colo’ dos bolsonaros e felicianos – ainda que ninguém usasse esses exemplos. E isso é relevante mesmo. Jogá-lo para lá seria uma injustiça, disse eu, e uma burrice. Óbvio que muitos, que acham que elevador de serviço é lugar de serviçal mesmo, que são contras cotas etc, se agarraram no rabo do cometa para destilar seu ódio de classe e relativizar o justo combate antirracista.
    – Análise concreta da situação concreta, pediria o Lenin. Aí entro com a estranha expressão que citei acima: antíteses polares metafísicas. Só servem para instalar um fla X flu onde deveria ter um debate sobre o ‘ser’ do acontecido.
    – O pai e a mãe da criança deveriam reconhecer que, mesmo não tendo intenção, acirraram a justa e necessária tomada de consciência que avança no mundo e no Brasil E que foi inadequada a manifestação cultural que levaram às ruas (tanto que não a defenderam). Os críticos deveriam levar em conta que eles tem trajetória pessoal que, em nada, os coloca no campo de militantes racistas. E que queimá-los na fogueira em que deveriam estar os bolsonaros e felicianos é um grande e irreversível equívoco.
    Fujam das antíteses polares metafísicas. Sejamos mais dialéticos.

    • Marcio Ramos disse:

      Falou e disse. É isso aí.

    • Marcos Romao disse:

      Gostei demais da análise de @Luisk2017 e da recomendação final, ” Fujam das antíteses polares metafísicas. Sejamos mais dialéticos.”
      Dois temas cabeludos são tratados no artigo do Castilho. A ver, racismo nas relações familiais e comportamento da esquerda ao fazer críticas.
      Sou ativista da esquerda e do movimento negro desde 1970. Sei da enorme dificuldade que a esquerda clássica tem ao tratar do tema racismo no Brasil ou de tratar algum tema polêmico sem fritar o oponente. Sei também da enorme dificuldade que temos em nosso país em falarmos dos racismo que acontece “em família” e nos relacionamentos pessoais.
      Mas estamos começando a botar os podres prá fora e no início tirar assuntos como racismo e preconceitos debaixo do tapete, rola um monte de trapalhadas. Mas é uma fenômeno que considero melhor do que ficarmos todos calados.

  15. Marcos Rey disse:

    Concordo com o comentário sobre “Pirelli, Goodyear, Firestone, pneus na cor preta”. Entendo também que a preocupação com a simbologia do macaco é legítima. Vi a foto e na minha interpretação penso ter visto o menino vestido de Aladim como o pai. Um pequeno Aladim. Mas fica a pegunta: Quem o enxerga como macaco?

      • Marcos Rey disse:

        Como disse qnd vi a foto girei ela pra ESQUERDA, girei pra DIREITA, visualizei até de ponta cabeça e o que vi foi apenas um elemento estético: uma família feliz, fantasiada durante o carnaval, um menino fantasiado, que seja de Abu…durante o carnaval. O processo de inversão de papéis durante o carnaval, isso é de se fantasiar, como um homem que se veste de mulher, uma mulher de homem ou, que seja, uma criança de macaco, serve para celebrar a vida e deixar que as pessoas apreciem todos os outros dias do ano, quando estarão vestidas simplesmente como elas mesmas. Como disse Umberto Eco: “Redes sociais dão voz aos imbecis”. Tomo a ousadia de complementar aquela frase de Nietzsche “Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.” Acho que quando se olha muito tempo para um abismo, VC se torna parte dele. Seja “patrulheiros racistas” ou “linchadores de esquerda”.

  16. Laura disse:

    Crítica bem ponderada já que em tempo de linchamento perde-se bons soldados em nome da causa. O questionamento não é indevido, mas com o foco em acusar os pais de racistas perdeu-se a chance de questionar se era uma atitude apropriada ou não. Nem sempre tem que ser pela dor. Nem sempre vai valer a pena expor uma criança desse jeito pela causa. Isso pode ser feito de maneira mais inteligente. (Pelo menos espero isso)
    Quanto ao pai que indagou sobre a filha ser negra é gostar de macacos… Não seria prudente vesti-la assim mesmo não, talvez melhor seria ensina-la que outras pessoas vão se ofender com isso já que isso é usado como ofensa. Os símbolos contam suas histórias, não importa se gostamos deles ou não, as pessoas não se vestem de burros, mulheres de galinhas, gordos de elefantes e saem impunes. Mas a ideia de compartilhar a foto da criança vestida de abu junto com o brado de racismo é mais cruel com essa criança do que devemos tolerar, não valeu pela causa, serviu só para o pequeno menino experimentar o que vem por aí.

  17. James P. Cannon disse:

    Sim, houveram setores de esquerda que propagaram essa mediocridade (como o DCM, por exemplo). Mas a maior parte da divulgação (e inicial, diga-se de passagem) veio por parte dos setores pós-modernos, entre eles o movimento feminista radical (que mantém a página “comentários irracionais” no Facebook e são adeptas de uma ideologia pró-imperialista e pró-capitalista originado nos EUA que, entre outas coisas, ignoram a luta de classes) e o movimento negro, adepto da ideologia também pró-imperialista e pró-capitalista de Carlos Moore, defensor de assassinos sanguinários como Jonas Savimbi. Esses lixos que se infiltraram na esquerda para destruí-la por dentro não são comunistas e jamais serão, apesar de haver algumas pseudo-socialistas entre as Radfem (que se infiltraram no PCB e no PCR). Entre os adeptos de Carlos Moore nem é preciso falar, são anticomunistas fervorosos, apesar de reivindicarem o legado dos Panteras Negras, que eram declaradamente maoístas. O fato é: ou a esquerda revolucionária combate com mão-de-ferro esses lixos pós-modernos financiados pela CIA ou ela caminhará para o fundo do poço.

    • James P. Cannon disse:

      Só para corroborar ainda mais com o que disse acima. O DCM acaba de publicar uma matéria de uma suposta “feminista” defendendo praticamente a perseguição policial do imperialismo a Julian Assange, compartilhando a ideia mentirosa (fabricada pela CIA) de que ele é um “estuprador”. Capachos da burguesia, é o que são.

  18. Isabel disse:

    A criança não deveria ter sido vestida com esta fantasia? ok cada um tem sua opnião… mas não li nada comentando sobre a mesma criança ter sido fantasiada de pequeno príncipe… pq?
    ninguem se preocupa o dia que esta criança crescer e descobrir que ela não é o pequeno príncipe??? Já pensou quanto trauma?

    ah por favor, deixem as pessoas serem felizes, passando para seus filhos os valores delas… vão lá e adotem uma criança, de qualquer gênero, raça e idade, vão fazer alguma coisa de bom pra alguem ou para vcs mesmo… e parem de cuidar da vida alheia…

  19. Marcio Ramos disse:

    Você tá certo Alceu.

    A foto editada e postada serviu para os patrulheiros fazerem merda. O texto do pai do garoto achei tocante e para os patrulheiros ficou em segundo plano.

    De qualquer forma vejo isso tudo como a droga da lavagem cerebral Holywoodyana & CIA na cabeça colonizada de tanta gente. E da nóia do povo de tornar tudo público. A sociedade fofoca, tagarela, faz parte da socialização, pro bem ou pro mal. Enxergaram na foto racismo onde não existia, mesmo com o texto do pai se retratando. Uma tristeza.

  20. Gabriel disse:

    Quanta maldade no coração. Abu é um personagem de desenho, assim como o Snoopy, o Garfield, o Mickey e o Patolino. É um macaco, e daí? Qual o problema? Podia ser um cão, um gato, um rato ou um pato. O racismo está na cabeça do autor do texto e na maioria dos comentários. E se o paí tivesse fantasiado o menino de Patolino? É um pato, não um macaco, teria problema porque o personagem tem a cor preta? No dia seguinte, ele fantasiou o filho de Pequeno Príncipe, um menino branco e loiro, vão implicar com isso também? Vão dizer que o menino deveria se fantasiar de um personagem negro? Guardem as suas neuras apenas para vocês e deixem as crianças apenas serem crianças.

  21. Rafael disse:

    Vou copiar o que postei no facebook de um amigo meu que compartilhou.
    Linchamentos morais não vão parar porque ainda são uma forma eficiente de conformidade social (eu falando como economista).
    A gente de esquerda tanto critica quem fala “bandido bom é bandido morto”, mas que diferença vai fazer se a gente adotar o lema “opressor bom é opressor morto”? No momento que esse lema for adotado, vai só ocorrer danças das cadeiras e o mundo vai continuar na mesma.

  22. Cleusa Slaviero disse:

    Considero que o pai da criança simplesmente não acha que um negro se pareça com macaco e por isso não viu mal algum. Eis a questão, os pais não são racistas, de verdade, é a impressão que tive. Acho um absurdo o que estão fazendo com o tema, me dá a impressão que todo o mundo que olha pra um negro o considera um macaco e acho mais coisas estranhas relacionadas ao tema, mas vou ficando por aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *