Uma carta para a nova editoria do jornal Extra, a Editoria de Guerra

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Vamos ter enviados especiais para as terras indígenas isoladas? Correspondentes nos presídios? Editoriais contra as reintegrações de posse e destruição dos modos de vida?

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Querida Editoria de Guerra do jornal carioca Extra. Você, tão jovem, tão original. Editoria de… Guerra! Vi amigos falando sobre sua existência. Por causa do tráfico, né? Digo, por causa das ações tresloucadas da polícia – do Estado – há algumas décadas, essa ações (não lembro se já disse que elas são tresloucadas) que a embalaram no berço, alimentaram-na durante a gestação, mas sempre de forma a dar uma disfarçada, como se não fosse com ela. Como se fossem da Paz.

Chacina de Osasco e Barueri, em 2015. Que guerras urbanas serão pautadas?

Não me lembro de tantas Editorias de Guerra por aí nesse mundão velho de… guerra. Por isso pergunto: Guerra Urbana ou Guerra Agrária? Ou Guerra como um todo, uma Guerrona, nossa Guerra estrutural, a mãe de todas, aquela que dá origem ás demais?

Veja, eu não falo em Guerra Agrária por fixação, por pensar só nisso. Eu sou da cidade e vejo diariamente sua musa, a Guerra segue firme e forte por aqui, deparo-me com a Guerra no Trânsito, vejo seus espasmos, a Batalha da Especulação Imobiliária, a Marcha das Balas de Borracha acompanhada da Orquestra de Despejos. Sei que essa Guerra é rude, essa Guerra é intensa. (Não creio que você possa estar falando apenas da Guerra Urbana localizada, aquela com alguns personagens mais facilmente detectáveis pelo senso comum, jovens com fuzis na mão, não, não, eu não quero levá-los para casa, Editoria de Guerra, eu imagino que uma pessoa que conviva tanto com generais deva saber que essa é a apenas sua expressão mais noticiada, pois não?)

"A Noite de São Lourenço" (Paolo e Vittorio Taviani, 1982)

“A Noite de São Lourenço” (Paolo e Vittorio Taviani, 1982)

Mas enfim. Falo da Guerra Agrária, sim, porque ela tem uma certa precedência – histórica, cronológica – em relação às demais guerras. Dizem até que revoluções saíram do campo, não? Sim, sim, batalhas sangrentas. Assistiu “A Noite de São Lourenço”, dos Irmãos Taviani, um filme lindo dos anos 80? Lá tem uma batalha incrível entre resistentes e fascistas, no meio de um campo de trigo. E em filme anterior deles, “Allonsanfan”, outra cena imponente, revolucionários urbanos e camponeses irmanados – só que apenas em sonho.

Tá bom, tá bom, viajei. É que a Europa falou tanto de Guerra Primeira, Guerra Segunda, traumatizada que é, enquanto nós, por aqui, nós que nos distraímos tanto, não a assumimos. Mas agora temos, temos… uma E-di-to-ri-a. Uma Editoria de Guerra! Pois todo o resto é normal, imagina você, a Grande Marcha dos Psicopatas e dos Exploradores, entre estupradores e executivos em série, tudo isso seguirá na cobertura ordinária, esse desfile de vendedores de venenos e fuzileiros políticos, desnecessário fazer uma Editoria da Dívida Genocida ou uma Editoria dos Despejos Cruéis. Afinal, temos, temos… uma Editoria do Rubinho e da Bibi, uma Editoria de Guerra! Com vista para ele, para o Cristo Redentor.

Ah, Editoria de Guerra. Mal posso esperar para saber quem será o Subeditor de Grilagem, o repórter especializado em jagunços, já estou louco para conferir a cotação das motosserras e as investigações sobre a sagrada propriedade assassina. Vamos ter enviados especiais para as terras indígenas isoladas? Correspondentes nos presídios? Editoriais indignados contra as reintegrações de posse e destruição dos modos de vida? (Claro – claaaaaro – que você sabe que Guerras não existem a partir do Rio, por geração espontânea, que elas são fruto de processos históricos. Complexos. E que são objetos de narrativas. “Aos vencedores, a versão das batalhas”.)

Massacre de Pau D'Arco (PA) deixou 10 mortos em maio.

Massacre de Pau D’Arco, no Pará, deixou 10 mortos em maio. Chacinas no campo são “guerra”?

Me conta. Teremos também uma Editoria de História? Talvez vocês possam fazer umas matérias interdisciplinares. Editoria de Geografia sim, né? “A Geografia serve, em primeiro lugar, para fazer a Guerra”. (Como dizia aquele francês.) Lógico que sim. Posso sugerir também uma Editoria de Sociologia? Outra de Antropologia, outras de Psicologia e Psiquiatria. Economia eu sei que vocês já têm, Editoria de Guerra, mas ela anda muito focada, fala sempre para os mesmos – e desconfio que aqueles que estão do lado errado, posto que artífices daquilo que eu chamei de Guerra Mais Ampla, a Guerrona.

Ou será que não dá para agrupar tudo numa verdadeira Editoria de Política, uma Editoria de Política séria, uma Editoria de Política que contemple – efetivamente – todos os lados da disputa, e que não esteja a serviço de exércitos de fanáticos? E-vi-den-te-men-te não essa editoria de política que está aí, Editoria de Guerra, e isso fica entre nós, porque sei que os donos de seu jornal talvez não assimilem tão bem essa crítica, que vem do fundo de meu coração, com a melhor das intenções, apenas aqui pedindo licença para uma contribuição singela, mas uma Editoria de Política que…

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Dorialândia, essa terra de dependentes do desprezo

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Uma terra que necessita de despejos. (Foto: Tiago Macambira/Jornalistas Livres)

É um lugar violento, com gente violenta, mas que não se diz violenta; terra de gente que posa de bacana, mas precisa soterrar alguém para saciar a própria fissura

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Dorialândia é um lugar violento, com gente violenta, mas que não se diz violenta. Uma terra onde as pessoas se matam nas Marginais, porque-a-cidade-precisa-andar e, conforme a definição de seu guru, por “excesso de otimismo”. Terra de gente que posa.

Consumidores de dorias viajam para Campos do Jordão para testemunhar araucárias dizimadas (eles são os netos dos bandeirantes e dos plantadores de café) e, quem sabe, a casa do prefeito paulistano – aquela com uma área pública invadida.

Na administração de Dorialândia o guru leva uma garrafa pet com guaraná quente à mesa. Começa a reunião. Quem fala uma bobagem, na definição dos dependentes de doria, é obrigado a tomar o purgante. Todos riem e acham m-o-d-e-r-n-o.

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“Eles não sabem o valor de uma nota de cem”

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Preso no trânsito, taxista de Belo Horizonte faz uma reflexão sobre dinheiro e poder, a partir do caso JBS e do valor concreto ou desconhecido de uma nota de R$ 100

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

A jornalista Constança Guimarães contou esta história nas redes sociais. Ela pegou um táxi em Belo Horizonte. Era o começo da noite de sexta-feira, 19 de maio. Um dia após estourarem as notícias sobre a JBS. O trânsito estava lento. “Mas melhor que ontem”, disse o taxista. “Porque em dia de manifestação fica muito parado mesmo”.

Constança disse a ele que manifestações precisam provocar desconforto, interferir no cotidiano para motivar reflexão. Em muitas outras vezes já havia se posicionado dessa maneira e sua colocação fora recebida com arroubos “a esmo”, como ela disse, ou dirigidos a ela “com muita, muita ênfase”. Algumas dessas ênfases, violentas.

Foi quando o taxista disse: “Mas é claro. Senão vira piquenique.” Continuar lendo

Brasil agora tem uma esquerda “valente”, caçadora de estagiários

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Estudante de Engenharia foi demitido da empresa após escrever contra feministas

Em vez de defender trabalhadores e debater temas econômicos, vem aí a “esquerda que pede a cabeça de pecadores”; combater o capitalismo ou o Estado, nem pensar

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Durante a ditadura de 64, milhares de jovens, senhores e senhoras ousaram desafiar os tanques e coturnos. Foram exilados, torturados, assassinados. Não que o enfrentamento revolucionário fosse o único caminho. Houve quem desafiasse o sistema de outra forma. Com um jornal, com textos, com músicas. Foi também por essa legião de resistentes que pudemos voltar ao esboço de democracia que vivemos (com todos os seus defeitos) durante 30 anos. E que hoje é um títere na mão leve de farsantes.

Antes, durante a era Vargas, outros brasileiros corajosos arriscaram seus pescoços em nome de ideais. E de compromissos perenes. Basta pensar nos homens descritos por Graciliano Ramos em “Memórias do Cárcere” para se ter uma ideia da tenacidade, da capacidade de resignação, da necessidade de desenvolvimento de códigos (e de silêncios), de respeito aos companheiros – pois se sabia que a luta era longa e que qualquer vacilo podia ser fatal. Falhava-se, sim, sem dúvida – mas não sem um certo senso de disciplina. Continuar lendo

FHC, Alckmin, Serra, Blairo Maggi e o Vale das Notícias Ignoradas

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Governador recebeu o ex-presidente e os dois ministros no Palácio dos Bandeirantes; em pauta, a defesa do agronegócio; mas leitores não deram bola

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Todo jornalista deve ter sua lista de notícias-que-não-emplacaram. Você vai lá, apura, descobre algo, sente aquele comichão de repórter, algo entre o orgulho e a expectativa de que repercuta, e… simplesmente a notícia não vinga. Até é publicada, não necessariamente desprovida de destaque. Mas ninguém dá bola. E a notícia não precisa ser sua. Às vezes você percebe que um colega deu algo importante. Espera que aquilo vá rodar o país. Mas nada.

Acaba de acontecer comigo. Duplamente. Lia distraidamente a Coluna do Estadão, nesta terça-feira (07/02), quando me deparei com a seguinte informação: o governador Geraldo Alckmin recebeu em pleno Palácio dos Bandeirantes o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os ministros José Serra e Blairo Maggi. Em pauta, o agronegócio. O ministro da Agricultura queixa-se da percepção da sociedade em relação ao setor. E FHC se dispôs a abrir o espaço de seu blog, em prol da causa.

Não vi ninguém – absolutamente ninguém – comentar a notícia. E escrevi a seguinte nota, no De Olho nos Ruralistas, observatório sobre agronegócio que coordeno: “Alckmin recebeu FHC, Serra e Blairo Maggi para defender agronegócio“. Mas novamente… nada. Uma das piores repercussões da história do site. O leitor não se interessou. E fiquei pensando…

… no Vale das Notícias Ignoradas. Um imenso vale com notícias soterradas, ignoradas ou instantaneamente esquecidas (o Vale das Notícias Esquecidas é outro, contém notícias que ao menos foram destaque por algum tempo), criaturas natimortas. Notícias que atravessaram algum Rubicão, driblaram os muros de pauteiros e editores, interesses dos patrões, foram estampadas. O leitor que as rejeitou.

Sim, bem sei que leitores são induzidos. Que as notícias que se repetem, sistematicamente, que aparecem nos editoriais e nas colunas dos articulistas, que ganham suítes, têm muito mais chance de entrar na memória coletiva, de fazer parte do debate público efetivo. Mas não estou a falar do Vale das Notícias Censuradas, rejeitadas, derrubadas, vetadas. E sim de notícias que saíram.

Qual a importância, então, de um governador receber – em pleno Palácio dos Bandeirantes – um ex-presidente da República, estrela de seu partido, um dos intelectuais mais influentes de certas décadas do século 20, junto com dois ministros de um governo golpista, um deles de seu partido, o conhecidíssimo José Serra? O outro, o vice-rei da soja, cotado em alguns círculos até mesmo para a Presidência da República?

(Foto: Marcos Corrêa/PR/Portal Planalto)

(Foto: Marcos Corrêa/PR/Portal Planalto)

Eu não estou louco. Vejo relevância do encontro no contexto da própria nomeação de um tucano, Alexandre de Moraes, outro ministro do constitucionalista Michel Temer (nesta terra de constitucionalistas distraídos), para o Supremo Tribunal Federal. Vejo relevância na reunião de três grão-tucanos nesse lugar específico – mesmo que fossem só eles. Vejo importância política na costura entre governo estadual (e entre outro presidenciável, Alckmin) e ministros de Temer.

Por fim, e como editor de um site sobre o universo dos ruralistas, vejo com certa perplexidade Fernando Henrique Cardoso abrir o espaço de seu blog – tradicionalmente reservado para a defesa da legalização da maconha – para promover um setor econômico que se vende por um preço muitíssimo maior do que aquilo que realmente oferece. Ultrasubsidiado, com uma fatia do PIB muito menor do que sugere sua auto-estima nas alturas, patrocinador de violências históricas no campo e de uma das desigualdades estruturais da sociedade brasileira, a que diz respeito ao acesso à terra.

“FHC vai abrir seu blog para defender o agronegócio”. Esse foi outro título que pensei. Será que daria certo? A notícia subiria para algum morro, eventualmente o Morro das Notícias Sobre Tucanos, ou o Pico dos Leitores que Odeiam FHC (ou o Planalto das Notícias sobre Agronegócio, ou sobre Blairo Maggi), ou continuaria no Vale das Notícias Ignoradas? Não sei.

O capitalismo precisa de Celso Roth para substituir o Celso Roth

Quem levará a culpa no capitalismo contemporâneo? (Foto: Ricardo Duarte/Divulgação)

Quem levará a culpa no capitalismo contemporâneo? (Foto: Ricardo Duarte/Divulgação)

O sistema precisa de medidas mirabolantes – e duras – para se dar a impressão de que está sendo consertado, quando se está fazendo apenas um remendo

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Com o Inter de Porto Alegre praticamente rebaixado no Brasileirão, as piadas de adversários tomaram as redes sociais. A melhor delas – e a mais inquietante – é a seguinte: “O Inter precisa contratar o Celso Roth para substituir o Celso Roth”.

Celso Roth comandou o time – que nunca caiu – durante a maior parte do campeonato. Não é um técnico conhecido pela criatividade, ou por um vasto repertório de jogadas, pelo conhecimento tático. Mas como aquele que vai “dar um jeito”, nem que seja na base do grito, da pressão. Por isso ficou conhecido como técnico que salva times do rebaixamento. Paradoxalmente, participou do rebaixamento do Vasco, no ano passado, e do provável rebaixamento do Inter. Continuar lendo

Brasil precisa de uma Crítica da Aceleração Cínica

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O cinismo no Brasil virou um atropelo. Uma disparada. Uma manada de cínicos tomou o Planalto, referendada por cínicos de toga e por multidões de cínicos políticos

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

O filósofo alemão Peter Sloterdijk escreveu sua “Critica da Razão Cínica” em 1983. Mais de 30 anos depois, podemos usar o mote para pensar na extensão do cinismo em terras brasileiras, nestes tempos recentes. A ética das conveniências – uma ética às avessas, portanto – tem sido invocada por atores políticos de diversos matizes. Particularmente pelos que pretendem preservar o estado atual das coisas. Como os cínicos descritos pelo alemão.

Não falo dos cínicos originais, claro. Como o grego Diógenes, aquele da Lanterna. Assim como outros termos (“prudência”, por exemplo), a palavra cinismo foi ganhando, ao longo dos séculos, um contorno oposto. De uma postura libertária, provocativa, contestadora, iconoclasta, foi aos poucos se tornando isso o que está aí – uma palavra em sintonia com as práticas cotidianas da burguesia. Ligada a um fingimento – mas um fingimento conservador, quase violento. Continuar lendo

Lochte, o vilão? Ora, o Brasil tem os próprios mentirosos

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Disputa narrativa durante as Olimpíadas ganhou uma unanimidade; em pleno Golpe do Pato, nadador americano rouba a cena dos que dilaceram há meses nossa democracia

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Cê ta pensando que eu sou Lochte, bicho..
Sou malandro velho, não tenho nada com isso

(Arnaldo Baptista, “Lóki?”, revisitado)

E eis que o nadador americano Ryan Lochte alcança a unanimidade. Nem a judoca brasileira medalhista (Rafaela Silva), nem o francês vice-campeão do salto em altura (Renaud Lavillenie) – ninguém a obtivera. Nem Usain Bolt. Nem Galvão Bueno. Em plenas Olimpíadas, o espetáculo esportivo de mitificações e demonizações tem agora um vilão para chamar de seu. Da mídia brasileira à mídia americana, que o apelidou de “americano feio”.

Mas quem tem medo de Ryan Lochte? Sua traquinagem um tanto limítrofe (apesar dos 32 anos nas costas largas) foi descoberta pela polícia brasileira, ótimo. E? E o que mesmo? Sim, não somos patetas. E temos uma história folclórica, que logo será esquecida. Mesmo assim, ela ganhou um destaque estratosférico, roubando a cena de Simones e Phelps, Neymares e velas, das torcidas pouco fleumáticas e da mais nova higienização promovida pelo poder público no Rio. Continuar lendo

Depois da Lei de Gerson, Brasil tem a Lei de Cristovam

Senador pelo DF inventa a “violência constitucional necessária”; frase para justificar impeachment lembra Jarbas Passarinho; e entra no panteão brasileiro da infâmia

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Quem se lembra do tricampeão Gerson fazendo propaganda de cigarro, nos anos 70? “Eu fumo Vila Rica porque gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também!”

Virou uma lenda. Um código de ética às avessas. Passados os anos, porém, a Lei de Gerson vai se tornando esquecida. Afinal, diante de tanta gente levando vantagem em tudo, seguiríamos culpando… o Gerson? Continuar lendo

Comentários a respeito de José Luiz Penna

O tempo andou mexendo com o presidente do PV, ex-comunista (e compositor da música de Belchior), agora nomeado secretário da Cultura de Geraldo Alckmin

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho
Deixem que eu decida a minha vida
Não preciso que me digam de que lado nasce o sol
Por que bate lá meu coração

Sonho e escrevo em letras grandes (de novo)
Pelos muros do país
João, o tempo andou mexendo com a gente sim

José Luiz Penna assina com Belchior uma das obras-primas do compositor cearense: “Comentários a respeito de John”. Era uma homenagem a John Lennon. Corria o ano de 1979 – um ano antes do assassinato do beatle por um louco de pedra. Continuar lendo