Só o PCC ameaça São Paulo?

[Novembro] Dossiê revela: onda de assassinatos que apavora Estado foi iniciada e radicalizada pela PM. Governo Alckmin omite-se. Mídia silencia

Paraisópolis, Zona Sul, um dos bairros mais atingidos pelas ações da polícia: 37 presos (7 menores) em dois dias

Breve dossiê revela: onda de assassinatos que apavora Estado foi iniciada e radicalizada pela PM. Governo Alckmin omite-se. Mídia silencia

Por Antonio Martins

I.

Ao descrever, num ensaio recente (breve em português, em Outras Palavras), a situação tormentosa vivida pela Grécia, o jornalista Paul Mason, da BBC, recorre à história da Alemanha, às portas do nazismo. Só uma sucessão de erros crassos, mostra ele, pôde permitir que Hitler chegasse ao poder. Mas havia algo sórdido por trás destes enganos. Embora não fosse conscientemente partidária do terror, a maior parte das elites alemãs desejava o autoritarismo, pois já não conseguia tolerar o ambiente democrático da república de Weimar.

As circunstâncias são distintas: não há risco de fascismo no cenário brasileiro atual. Mas é inevitável lembrar de Mason, e de sua observação sobre a aristocracia alemã, quando se analisa a espiral de violência que atormenta São Paulo há cinco meses. Em guerra com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), parte da Polícia Militar está envolvida numa onda de assassinatos que já fez dezenas de vítimas, elevou em quase 100% o índice de homicídios no Estado e aterroriza as periferias.

Pior: a escalada foi iniciada (e é mantida e aprofundada) por integrantes da própria PM, a força que deveria garantir a segurança e o cumprimento da lei no Estado. Mas apesar de inúmeras evidências, o governo do Estado não age para refrear tal atitude. E a mídia omite, ao tratar da onda de mortes, a participação e responsabilidade evidentes da polícia. É como se tivessem interesse em manter, em São Paulo, um corpo armado, imune à lei e ao olhar da opinião pública, capaz de se impor à sociedade e diretamente subordinado a um governador cujos laços com a direita conservadora são nítidos.

Para ocultar o papel de parte da PM na avalanche de brutalidade, a mídia criou um padrão de cobertura. As mortes de autoria do PCC são noticiadas, corretamente, como assassinatos de PMs. Informa-se que o número de crimes deste tipo cresce de modo acelerado — já são 90 vítimas, este ano. Mas se associa a insegurança que passou a dominar o Estado apenas a estes atos. Também informa-se sobre parte das mortes praticadas pela PM — seria impossível escondê-las por completo. No entanto, aceita-se, sempre sem investigação jornalística alguma, a versão da polícia: morreram “em confronto”, depois de terem reagido.

Este estratagema permite silenciar sobre três fatos essenciais e gravíssimos: a) parte da PM abandonou seu compromisso com a lei e a ordem pública e passou a agir à moda de um grupo criminoso, colocando em risco a população e a grande maioria dos próprios policiais, honestos e interessados em cumprir seu papel; b) diante desta subversão do papel da PM, o comando da corporação e o governo do Estado estão, ao menos, omissos; c) procura-se preservar este estado, evitando, recorrentemente, caracterizar a atitude do setor criminoso da polícia e, muito menos, puni-lo.

II.

Algumas iniciativas permitiram, nos últimos dias, começar a quebrar a cortina de silêncios e omissões. O jornalista Bob Fernandes, editor-chefe do Terra Magazine, sustentou, num comentário corajoso, em noticiário da TV Gazeta, que havia algo além do crime organizado, por trás da onda de assassinatos. “Rompeu-se um pacto entre polícia militar e PCC”, frisou Fernandes — e atribuiu a esta ruptura tanto a “guerra” entre os dois grupos como a espiral de morte que se seguiu.Criminosos matam de um lado? Vem a resposta: alguns, quase sempre em motos, com munição de uso exclusivo de forças policiais, dão o troco e também matam.”

A fala do editor do Terra Magazine teve o mérito de romper o consenso que a mídia fabricava, até então, em torno de uma explicação inconsistente. Mas a que se referiria ele, ao mencionar, em linguagem quase enigmática, a ruptura de um pacto?

Uma das pistas, para encontrar a resposta, é seguir o fio da meada da onda criminosa. Quando ela teria começado? Por quais motivos? Entre o final de maio e o presente, os jornais estão fartos de notícias sobre os assassinatos, sempre no padrão descrito acima. Mas não é difícil encontrar um ponto de inflexão, o momento a partir do qual o cenário se transforma.

Ele situa-se precisamente em 29 de maio. Nesta data, quando ainda não adotava a confirmação sem checagem das versões da Polícia Militar, O Estado de S. Paulo registra um massacre. Seis pessoas foram mortas pela ROTA, uma unidade da PM conhecida pela truculência. Estavam num estacionamento, próximo à favela da Taquatira, Zona Leste da capital. Foram vítimas de um comando constituído por 26 policiais. A própria PM afirmou, na ocasião, que eram integrantes do PCC. Alegou-se que estariam reunidas (num estacionamento?) para “traçar um plano de resgate de um preso”. Segundo as primeiras versões, teriam “atirado contra os policiais”. Apesar de numerosas (segundo a PM, 14 pessoas, das quais três foram capturadas e cinco fugiram), e “fortemente armadas”, nenhum soldado sequer se feriu.

Esta versão fantasiosa foi desmentida logo em seguida. Pouco depois da ação policial, um dos mortos “em confronto” seria executado a sangue frio, por parte dos PMs que haviam participado da operação. Os assassinos agiram em pleno acostamento da rodovia Ayrton Senna, e em área habitada. Uma testemunha presenciou o crime e o denunciou, enquanto acontecia, pelo telefone 190. A sensação de impunidade dos assassinos levou-os a ser fotografados pela próprias câmeras de vigilância da estrada. Nove dos 26 policiais foram presos, horas depois. Destes, seis foram soltos em dois dias. Três — apenas os que teriam praticado diretamente a execução — permaneceram detidos. Não é possível encontrar, nos jornais, informações sobre sua situação atual.

Atingido, o PCC reagiu recorrendo, embora em escala limitada, ao método que marcou sua atuação em 2006. Na região de Cidade Tiradentes, uma das mais pobres da cidade e local de moradia de um dos mortos, o grupo obrigou a população a um toque de recolher no dia do enterro do comparsa, 31 de maio. Tiveram de fechar as portas, entre outras, as escolas municipais Adoniran Barbosa e Wladimir Herzog… Mas, também repetindo o que fizera em 2006, a facção não se limitou a isso. Começaria, logo em seguida, a longa série de assassinatos de policiais militares.

No ano passado, 47 PMs paulistas foram mortos, em serviço ou suas folgas. Não é um número excepcional, para uma corporação que reúne quase 100 mil soldados, exerce atividade de risco e vive sob tensão permanente (o índice anual de suicídios é muito próximo ao das vítimas de homicídio). Em 2012, tudo mudou. Até o incidente fatídico de 29/5, haviam sido contabilizadas 29 mortes de PMs — pouco acima da média registrada no ano anterior. Entre 29/5 e 4/11, os ataques disparam. São 61 novos assassinatos, em apenas cinco meses. Há casos dramáticos: uma policial morta diante de sua filha; um garoto assassinado apenas por ser filho de policial, ocasiões em que as próprias bases da PM são atacadas. Inúmeros relatos narram a situação de pânico vivida por milhares de soldados honestos, cuja vida foi subitamente colocada em risco numa “guerra” provocada por uma minoria.

Mas aos poucos — e aqui começa um dos pontos mais obscuros de todo o episódio –, a PM parece inclinar-se em favor de sua banda violenta. Além de ter provocado o PCC à luta no final de maio, num ataque cujo caráter criminoso está demonstrado, a polícia paulista empenhou-se, nos meses seguintes, em tornar a disputa cada vez mais sangrenta e mais letal para a população civil.

Alguns episódios são emblemáticos desta tendência e da barbárie produzida por ela. Em 10 de outubro, por exemplo, um soldado de 36 anos foi executado em Taboão da Serra, oeste da Grande São Paulo. Dois homens dispararam seis tiros em seu corpo. Nas horas seguintes, no mesmo município, nove pessoas foram assassinadas. Duas delas foram vítimas da ROTA — execuções, segundo testemunhas. As sete outras, em circunstâncias nunca esclarecidas, mas muito assemelhadas às descritas por Bob Fernandes, em seu comentário recente. Poucos dias antes, na Baixada Santista, um outro episódio, em condições muito semelhantes, deixou, em cinco dias, um rastro de quinze mortos. Em nenhum destes casos houve investigações sobre o comportamento dos policiais — nem por parte de seus pares, nem da mídia…

A esta altura é perturbador, porém inevitável, traçar um paralelo. Radicalizar ao máximo a guerra contra o PCC; afogar o “inimigo” em sangue, sem se importar com o risco de atingir a população como um todo, foi a estratégia que prevaleceu na PM em 2006, quando a força enfrentou pela primeira vez o grupo criminoso. Entre 12 e 20 de maio daquele ano, mais de 500 pessoas foram assassinadas em chacinas e execuções na capital, região metropolitana, interior e litoral de São Paulo. A grande maioria não tinha relação alguma com o PCC, como denunciam, desde então, as Mães de Maio. Adotou-se aparentemente a ideia de que deflagrar terror indiscriminado contra a população forçaria o grupo criminoso a recuar, temeroso de perder apoio de suas bases sociais.

III.

Um personagem destacado é comum aos episódios de 2006 e aos de hoje: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Não estava diretamente à frente do Palácio dos Bandeirantes, durante a primeira rebelião do PCC (deixara o posto um mês antes, para concorrer à presidência da República). Mas havia governado o Estado nos seis anos anteriores e executara uma política de segurança considerada ao mesmo tempo brutal e ineficiente. Sua ligação com os acontecimentos ficou patente ao abandonar, de modo abrupto, uma entrevista em que jornalistas britânicos (ao contrário da grande mídia brasileira) questionaram-no sobre o ocorrido.

Apontado como membro da organização ultra-direitista Opus Dei, até mesmo por integrantes de seu partido (o PSDB), Alckmin é visto, por parte da elite brasileira, como uma liderança importante a preservar. As declarações que tem dado, desde maio, em favor das posições mais belicosas e agressivas, no interior da PM, são eloquentes.

Falta muito a apurar, na trilha tenebrosa e caótica para a qual descambou a segurança (?) pública em São Paulo, desde maio. Por que, após uma tentativa fugaz de investigar ações ilegais e criminosas de parte de seus integrantes, a PM desistiu do esforço? Que levou a imprensa — que também denunciou a truculência, num primeiro momento — a silenciar e a repetir, desde junho, uma versão insustentável? Um setor de policiais especialmente violento terá conseguido impor sua postura? De que forma estarão envolvidos o governador e a imprensa?

O certo é que, para interromper a escalada sangrenta, a sociedade precisa agir — o quanto antes.

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também:

47 comentários para "Só o PCC ameaça São Paulo?"

  1. marcio ramos disse:

    Aprendi com a policia: policial honesto não é “executado pelo crime”.
    Aprendi com o crime: “olho por olho dente por dente”.
    Quem “paga o pato” é a população…

  2. Giovanni disse:

    Cidadão de bem não tem o que temer da polícia.

  3. Sah Veiga disse:

    Perfeito esse texto!
    Tem muito acontecendo e pouquíssimo sendo falado!

  4. "No ano passado, 47 PMs paulistas foram mortos, em serviço ou suas folgas. Não é um número excepcional, para uma corporação que reúne quase 100 mil soldados, exerce atividade de risco e vive sob tensão permanente (o índice anual de suicídios é muito próximo ao das vítimas de homicídio)."
    Queria que seu filho fosse policial, otário. Aí você veria se um PM morto não seria o bastante para te deixar revoltado. Que texto escroto, amigo.

    • e das centenas de familias que nao possuem ligação nenhuma com o pcc que são chacinadas pela PM? vc se alistando na polícia você está aceitando o risco de morte, amigo. A questão é de corrupção, e de quem está pagando quem pra isso acontecer.

    • "Você se alistando na polícia você está aceitando o risco de morte". Jura que você pensa isso? Jura mesmo? Você sabe quanto ganha um policial militar? Sabia que esses a família desses PMs que foram mortos não receberão um centavo de indenização? Sabia que você está criticando quem "generaliza" mas age da mesma forma dizendo que a PM chacina todo mundo? Você acha mesmo que toda a corporação é corrupta? Você acha que os policiais que morreram faziam parte de um grande complô hegemônico para acabar com a imagem (!!) do PCC perante à população? Sabe qual o problema? Internet virou terra de ninguém, onde todos escrevem sobre TUDO sem sabe NADA.

    • Puta que pariu, o ponto que eu quero chegar é exatamente esse e o do cara que escreveu a matéria. Não adianta ficar chorando mágoa de familia de pm ou de familia de quem não é envolvido no pcc morreu, sim é uma fatalidade horrível, não gostaria que isso acontecesse comigo ou qualquer um próximo a mim, mas não é o ponto que a matéria quer chegar. A corporação não é toda corrupta. Muitos inocentes, dos dois lados estão morrendo, e muito mais do que culpados. Que essa "guerra" que está acontecendo tem muito mais merda escondida de baixo do pano, tem. Eu só me pergunto por exemplo por que que o pcc não sai matando político e pessoas de alto escalão do governo e polícia. Talvez pq muitos estão patrocinando essa limpeza?

    • Tudo bem, respeito seu ponto de vista. Só não fale que "você está aceitando o risco de morte quando se alista na PM". Policial, professor e o caramba devem ser remunerados decentemente pelos trabalhos prestados. Não existe isso de "fazer com amor". É isso também que gera a corrupção dentro da corporação.
      E o texto publicado no blog deixa bem claro em alguns momentos que quem iniciou toda essa crise foi a PM. Ai não dá né…é simplesmente não olhar para o outro lado.

    • Abner Amaral disse:

      Thierry Felix Girard não matam oficiais de alto escalão da polícia porque sabem que entre eles (oficiais) há um forte corporativismo forçando toda a tropa mediante ordens a agir mais energicamente, enquanto forem soldados (praças) a morrer a resposta será sempre mais branda pela corporação. Daí dos policiais formarem grupos para "acertarem contas" com vagabundo. Agora vai me dizer que quem está sendo morto são pessoas de bem, que não tem bandido matando bandido, civil matando civil!? Tudo cai na conta da PM… Enquanto as pessoas acharem normal PM morrem só pq é PM, eles vão achar normal matar também.

    • Filipe Santos de Almeida disse:

      Thierry Felix Girard , a vida é feita de escolhas, meu caro. Assim como você pensa que "Ao se alistar para a Polícia Militar, assume-se o risco de morte", ao bandido também é facultado trabalhar honestamente e não romper a legalidade, ou seguir o caminho mais fácil e enfrentar as consequências do mesmo! E quanto a falta de iniciativa dos meliantes em atacar políticos, embora estudar não tenha sido o forte deles, não são tão burros a ponto de atacar a única categoria capaz de mudar as leis em desfavor da bandidagem, convenhamos!

    • Tem político e empresário que lava dinheiro pro PCC também, a sujeira é em todo canto. Se policial e morador de favela tivesse uma qualidade de vida melhor, salário, educação e saúde, imagino que essa sujeira já diminuiria muito.

  5. esse texto é campanha petista ao governo. a campanha começou mais cedo.

  6. Anônimo disse:

    O fato do Sr. Governador ser the Opus Dei ou de Direita, não o diminui em nada. É inadmissível a existência de PCC ou qualquer outra forma de organização de criminosos. Isso tem que ser desmantelado a qualquer custo. Se o Sr. Governador tratasse bandido como querem os jornalistas, realmente estaríamos perdidos! Força Governador!

    • é realmente inadimissível a existencia do pcc ou qualquer outra formar de organização de criminisos.. se a educação continua a mesma o desemprego continua crescendo e o salario continua baixo continuaremos fabricando integrantes para facçao criminosa ..engraçado ate os policiais militares sai da favela pra reprimir seu proprio povo com um salario de merda.

    • Luiz Freitas disse:

      E a forma que o seu querido governador, que já naufragou o estado em sangue antes, tá agindo, tá sendo eficiente pra caramba né?

    • se vc for nas favelas, vai ver que uma boa parcela da comunidade prefere a segurança que eles tem com o PCC, do que com a policia. o pcc surgiu pra criar ordem entre bandidos, mas tb o que acontece é que criou ordem nas comunidades oprimidas pelo governo. Nao se desmantela uma organização dessas, pelo menos nunca vi alguém falar um jeito disso acontecer.

    • kkkkk quanto preconceito heim, senhor machão. Se bala e violencia fosse resolver o problema do pcc, já teria resolvido, mané

    • É cara eu sou, lol, para com isso… Procuro me informar, ir atrás de estudos conretos e sérios sobre o comportamento nos presídios, aonde surgiu o pcc. Entender o problema social que a policia das ruas, e os moradores de bairros pobres passam. Não enxergo essa "guerra" como um bang bang de filme de faroeste, isso sim é ridículo. Essa porra é muito suja, de todos os lados, sujeira tentando limpar sujeira.

    • Mas os boys classe média preferem ver todas essas comunidades mortas para manter suas vidas fúteis e sem sentido sem perturbações 😀

  7. Lester disse:

    Realmente, Guilherme, você tem ódio do autor, pois não consigo ver mal pior a ser desejado pra alguém do que ser policial ou pai de um, deus me livre de ver alguém de minha convivência perdendo sua humanidade de forma tão clara. Nada pode ser pior.

  8. Inacreditável que alguem escreva um texto como esse na atual situação. Não consigo nem achar que ele mora em outro país, mas sim em outro planeta.

  9. "O certo é que, para interromper a escalada sangrenta, a sociedade precisa agir — o quanto antes."
    Agir como? Matar bala no peito como se fossemos o super homem?
    Tirar o direito do porte de armas de civis com a desculpa de reduzir a violência foi uma grande jogada. Com tanta guerra civil acontecendo mundo afora, vocês acham que o atual governo brasileiro queria mesmo correr o risco de algo parecido acontecer por aqui? Por mais que controlem as massas com futebol, novelas e projetos sociais pífios, eles sabem que uma fatia generosa the população repudia tanta coisa errada que acontece em nosso país, e em condições de lutar de verdade, uma revolução poderia acontecer…
    O que? Violência só gera violência? Vai lá resolver com flores então…

  10. Alfredo lopes Filho disse:

    Os nossos governantes estão preocupados e pensativos, não com o povo mas sim com as próximas eleições, a uma nuvem escura no horizonte são os 20% insatisfeitos, que podem aumentar com toda essa crise intitucional de valores morais, corrupção patrocionada pelos partidos do PSDB e PT, veja so a situação em que nos o povo se encontra estamos presos dentro de casa.

  11. regina disse:

    Achei o texto mto interessante, mesmo sendo filha de militar , nao acredito nas versoes dadas pelo Estado e midia. E sim existe um pacto entre Estado e a bandidagem , é só nao esquecermos dos fatos atuais e passados. Infelizmente os inocentes pagam o preço (vida) dos corruptos.
    Pra mim ainda o pior tipo de bandido continua sendo os engravatados e fardados (nao todos) , ms como disse os bons paga pelos mals , infelizmente.
    Vamos agir sociedade , agir em prol a vida !

  12. Vitor disse:

    O Texto é Bom para deixarmo-nos saber !!!
    Porem o Ponto de vista é errado !!!
    O Que tem que ficar Claro é Que a Policita existe para Combater a Criminalidade, e como todo Combate há Vencedores e Derrotados.
    Vence o Lado Mais forte, mas os 2 lados sempre terão perdas.
    Então que continue a Guerra… Se a cada 500 Bandido “De Ladrão de Galinha ha Estuprador” Morrer para 10 Policiais Já é um Ótimo numero, Mas para isso é Necessário manter-se Rígido diante a atual situação e não ficar fugindo da realidade.
    SR. Policial Se escolheu essa profissão Faça seu Dever com Honra, Desde Criança sabemos que Bandido Atira na Policia e Vise -versa … se Cresceu e á Escolheu conhecia seus riscos…
    O Problema é Que Muitos policias escolhem a Função por ser um Cargo publico e ter seu salario garantido no final do mês … Ai quer sentar suas nádegas em uma cadeira atras de um balcão e não correr riscos…
    Se Tem Medo de Matar vá ser Jardineiro, Se tem medo de Morrer não seja Policial.

  13. “não há risco de fascismo no cenário brasileiro atual.” Quem disse?

  14. Esse texto tinha que ser lido por milhoes de Brasileiros.

  15. Dynisson disse:

    Gostei muito deste texto pois ele denuncia muitas barbáries que a grande mídia não divulga, que são os questionamentos de inconformismo que os bons repórteres deveriam fazer… colocações que pusessem por terra todos os disfarces dessa minoria criminosa que enterram nossos irmãos brasileiros inocentes.
    Realmente essa onda de terror tem muita gente grande envolvida…

  16. muitas barbáries, tem gente grande aí envolvida… se escondam meu povo, pois a casa dos bandidos, sejam eles: políticos, militares, ou até mesmo os mais pé de chinelos… a casa deles está bagunçada!

  17. Luiz disse:

    Uma pequena correção (aliás, excelente artigo diga-se de passagem): a equipe de jornalistas que Geraldo Alckmin lamentavelmente se levantou e ignorou quando tocaram o dedo na ferida é australiana, e não britânica.
    Parabéns por essa excelente leitura dos fatos!

  18. Sirley disse:

    Excelente artigo! Só quem mora na periferia para conhecer o sentimento de pânico que se instaurou. Inclusive, não foi noticiado que nesta terça, terminais de ônibus da z/n (Cachoeirinha e Pirituba) foram fechados às 22h (sabe-se lá por ordem de quem) e a população que volta tarde do trabalho foi obrigada a andar por horas até chegar em casa, durante a madrugada, com o risco de ser executado.

  19. Denise disse:

    Beleza então, vamos falar com a polícia pra não matar mais nenhum bandido, mas quando seu filhinho ou qualquer parente seu for morto pelos seus queridos amigos criminosos não vem chorar não amigo! (Deus me livre se algum bandido morrer, é uma perda e tanto pra sociedade não é mesmo?! tsc tsc)

  20. Dossiê? Sem um documento oficial? Provas? Nomes? Primeiro, embora respeite a opinião alheia por mais fantasiosa que seja, essa visão débil psudo socialista sobre segurança pública só poderia partir de alguém imparcial e sem o menor conhecimento técnico. Um monte de baboseira escrita por alguém que nem ao menos se deu ao trabalho de se informar como é feita a apuração dos crimes, como funciona um batalhão de polícia, que as mortes são apurada pelo DHPP, mesmo quando há participação de policiais militares, seja no exercício the função ou de folga. Mídia silenciada? O poder midiático deste País, regado a drogas, promíscuidade e muita hipocrisia é um dos maiores opositores à polícia… reportagens tendenciosas, mau apuradas aprogoadas por "jornalistas" que nem ao menos sabem a diferença entre uma "bala" e um projéti, você diz que estes estão acobertando as ações policiais? Por favor… texto simplista, engomadinho e ridículo. Há mais vocativos do que informação concreta nessa viajada ai.

  21. Edison Evaristo disse:

    Não vi abolutamente nenhuma prova, apenas acusações vazias contra a PM. Uma avalanche de achismos e conclusões sem fundamento. Até pode ser verdade, mas carece de provas.
    Um absurdo é culpar a PM pela onda de violência pelo fato de responderem com energia a atividades criminosas onde bandidos morreram. Somente uma sociedade com valores deturpados e influenciada por ideologias e filosofias que visam desestabilizar uma ordem social é que não gosta de ver sua policia atuando com energia contra criminosos. E o que fica muito claro é justamente o contrário. A maior responsabilidade por esta onda de violência é parte da própria sociedade que possui uma cultura anti-policial e ve o criminoso como uma vitima da desigualdade social (argumento mais furado e sem fundamento que existe atualmente), promovendo, com isso, a impunidade e a indefinição da atividade policial.

  22. Não acredito que li esse texto. Ridículo.

  23. Carla Martins disse:

    "Além de ter provocado o PCC à luta no final de maio" não dá, né? Não tem essa do PCC ser "provocado"…a própria existência dele já é contra lei, já é criminosa. Não estou tirando a culpa dos policiais pelos assassinatos, mas tentar "justificar" as ações dos bandidos não rola. Seja pelo motivo que for, eles não deveriam ter a audácia de impor o que quer que seja. Eles deveriam viver escondidos, na deles, já que a vida deles é uma ilegalidade sem fiim.

  24. José Augusto Dionízio disse:

    Parabens pelo texto. Somente a verdade está escrita nesse trabalho valoroso. Infelizmente aqui no Tocantins, começa aparecer também sinais de execução supostamente praticadas por policiais militares e/ou agentes de segurança pública, resta a esperança de que tais atos e fatos sejam apurados e indicados os culpados pelos crimes, caso contrário, estaremos sujeitos a vivermos igualmente aos paulistas e paulistanos. Trabalhos como este, promove Justiça e liberta as pessoas que vivem em silêncio forçadas pela impunidade. Acreditamos em Cristo, que a Justiça não durma na balança dos seus julgamentos.

  25. A tá então , quer dizer que o pcc pode tudo? è cada uma que leio viu.

  26. Reginaldo Bispo disse:

    Excelente artigo. A policia quando sai matando, a torto e a direita, descumprindo a legislacao, vitima populares inocentes de forma criminosa, instituindo a pena de morte, como se estivesse acima das leis e dos direitos constitucionais dos cidadaos, cometendo genocidio contra parcela da populacao pobre e negra.

  27. Anônimo disse:

    Eu gostaria de saber o que o autor do texto sugere diante da matança de policiais. Uma bandeirinha de paz? Oferecer flores à bandidagem? País nenhum civilizado do mundo aceita ataques à Força Pública. Por que aqui tem que ser diferente?

  28. PCC quer 111 PMs mortos em 2012 para lembrar dos 20 anos do massacre do Carandiru.
    http://noticiasriobrasil.com.br/?p=3232

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *