O tenebroso mundo das "novas" festas infantis

Decoração clichê, babás em aventais, onipresença de games — tudo lembra desumanização e consumo em certos bufês. Pior: moda é aniversário em limusine

arquivo-pessoal-gustavo-oliveira-2

Fotos: Gustavo Oliveira

Decoração clichê, babás em aventais, onipresença de games — tudo remete a consumo e desumanização em certos bufês. E é possível piorar: moda, em certas classes, é aniversário em limusine. Mas surgem, também, alternativas

Por Lais Fontenelle

Bolo, balão, brigadeiro, amigos, familiares e parabéns. Onde encontramos todas essas coisas? Em festas de aniversário, especialmente nas de crianças, é claro! Infelizmente essa afirmação já não é tão óbvia assim nos dias atuais, quando as festas, nas classes médias e elites, ganharam espaços e formatos bem singulares – na maioria das vezes inadequados para os pequenos e massificados pelo mercado.

Sem tempo de preparar as festas dos filhos com a devida atenção os pais, hoje, acabam recorrendo a um mercado extremamente rentável de festas infantis customizadas que fazem tudo sob medida para o aniversariante. Os preços começam de aproximadamente R$ 2,5 mil e chegam até a espantosa soma de R$15 mil, segundo reportagem do ano passado.

Comecei a refletir sobre esse fenômeno no final dos anos 90, por ocasião do boom das festas em bufês. Nelas, a única coisa que remete ao aniversariante e à infância é, muitas vezes, o convite com a assinatura da própria criança. Ao chegar, você se depara com um baú onde deve “depositar o presente ao homenageado” – é esse o verbo usado pela recepcionista que fica na entrada. Depositar o presente, sem se esquecer de anotar seu nome no embrulho, para a criança saber, quando chegar em casa e abrir seu baú cheio de presentes, muitos repetidos, quem foi o “ coleguinha remetente”. Aquela delícia de dar o presente, escolhido a dedo ou feito com as próprias mãos; e de receber, desembrulhar e agradecer parece estar fora de moda.

A festa se desenrola, na maioria das vezes, em horário e com músicas, comidinhas ou brincadeiras nada adequadas à faixa etária convidada. No decorrer da comemoração, o pequeno aniversariante é estimulado, incansavelmente, por animadores que a todo momento nos fazem lembrar que hoje é o seu dia – e não do personagem famoso, geralmente licenciado, estampado nos quatro cantos do salão tentando roubar a cena das crianças.

A decoração em geral não foge ao padrão princesas para as meninas e super heróis para os meninos – como dita Walt Disney. Enquanto isso os pais, aqueles que conseguiram acompanhar seus filhos, ficam geralmente tomando uma bebidinha e jogando conversa fora, num merecido momento de descontração. Mas quem acompanha as crianças nas festas são, muitas vezes, as ditas folguistas – as babás de fim de semana –, que formam um séquito de branco de olhos atentos nos pequenos

No fim da festa, a criança geralmente volta para casa exausta com tantos estímulos sonoros, visuais e gustativos, e um saco cheio de presentes, com uma ressalva para as famílias que pedem doações para crianças carentes no lugar de presentes ao homenageado. Ainda assim, somos levados a questionar o que foi celebrado ali: as conquistas de mais um ano de vida entre amigos e familiares – ou o consumo?

É claro que os bufês infantis foram se modernizando e ganharam novos conceitos que acompanham as tendências das classes mais favorecidas, tais como alimentação mais light, sucos verdes, brigadeiros gourmet, brinquedos mais orgânicos, brindes inovadores e decoração ligada à natureza. Contudo, a essência consumista não mudou em nada e segue impregnada nesse rentável modelo de negócios.

Festas das elites

Mas isso não é tudo. O ano de 2011 marcou o início das festas sobre rodas. Meninas entre 6 e 11 anos, das elites de grandes centros urbanos, começaram a cobiçar festas que acontecem dentro de limusines locadas, geralmente cor de rosa. As mães das pequenas “noivas” alugam esses veículos pelo valor aproximado de dois mil reais para festejar mais um ano da vida de seus filhas, confinadas no trânsito de grande metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo – ao som ensurdecedor de celebridades mirins e ao sabor de doces e refrigerantes.

festa-do-gustavo-arquivo-pessoal-daniel-carvalho-7

Foto: Daniel Carvalho

A festa pode esgotar-se ali mesmo – sem espaço para troca ou movimento –, mas muitas vezes prolonga-se com uma ida a um cabeleireiro ou spa infantil, onde as convidadas podem pintar as unhas, maquiar-se ou exibir penteados arrojados. Exercitam assim o consumismo, valores materialistas e a sexualidade precoce.

E os meninos, peças fundamentais no exercício da brincadeira, e amigos queridos da aniversariante? Ficam de fora, como manda o figurino e o sexismo – desde a mais tenra idade. O sucesso dessas festas foi tão grande que a moda se reinventou e hoje atinge o público adolescente e o adulto com as famosas Festbus, que acontecem dentro de ônibus – transformados num grande salão de festas com pista de dança itinerante.

Já no ano passado o maior hit das festas infantis foram as chamadas festas do pijama, antes reconhecidamente caseiras – quando um grupo seleto de amigos passava a noite na casa do aniversariante. Hoje, mercantilizadas e abocanhadas pelo mercado infantil, têm decoração personalizada, com brindes que podem ir de pijamas e cobertores até tendas ou sacos de dormir, feitos sob medida para os convidados. Estes, depois de passarem horas navegando individualmente em seus tablets, adormecem na casa do amigo e levam os “mimos” para casa.

O velho colchão de dobrar, guardado embaixo da cama ou em cima do armário da casa da vovó saiu de moda, assim como também ligar para mãe que está recebendo os amigos para saber como estão as crianças ou simplesmente agradecer o pernoite. A comunicação entre pais fica restrita a seus filhos via whatsapp, denunciando a perda do sentido de coletividade e comunidade. E quem entretém as crianças são geralmente animadores contratados, com atividades tipo guerra de travesseiro.

Em pouco tempo, este tipo de festa tornou-se a principal escolha de meninas entre 6 e 11 anos – como previu uma empresa carioca pioneira em festas para crianças que criou, inclusive, uma cartela de opções para o que chama de minisleep. Ideias para lá de “criativas” compõem o cardápio da empresa: festas de culinária, festas em sítios, focadas em futebol e onde mais sua imaginação e recursos financeiros puderem alcançar. Outra empresa focada nesse mercado inventa o que seu desejo mandar para a festa dos seus filhos, sem que você precise sequer sair de casa e desde, claro, que possa pagar por isso.

Vale dizer que até o singelo bolinho na escola ganhou novos contornos, estimulados pela própria instituição de ensino – que deveria ter o papel de fomentar outros valores e formas de homenagear o aniversariante. Hoje, o famoso “parabéns” em sala de aula pode ser acompanhado por uma roda de presentes, enviados pelas famílias para o “dono do dia”, que sai da escola com um saco de 15 presentes ou mais, sendo que, muitas vezes, nenhum tem a autoria do amigo. Presente feito coletivamente na escola, cantoria de músicas ou algo que o valha parecem valores esquecidos, numa sociedade que mercantilizou as datas comemorativas e tem ensinado às crianças que, para ser, é preciso ter.

Mudaram, portanto, os valores, e não apenas os locais das festas. O que é transmitido para as crianças quando seu aniversário é festejado dentro de salões de beleza ou limusines? O que elas vão querer na festa de quinze anos ou no dia do casamento? O que pensar de famílias que se endividam o ano inteiro para isso e que, quando a festa acaba, já querem saber da criança o que ela pretende ter na festa do ano que vem?”.

Cabe aos pais essa reflexão, numa tentativa de reinventar, criativamente, a comemoração do aniversário de seus filhos, de uma forma mais sustentável e que valha a pena rememorar no futuro. E, claro, às escolas cabe a reflexão sobre o lugar social que ocupam na vida dessas famílias – lugar que deveria ser de formação para cidadania e não de bufê infantil.

Mas, nem tudo está perdido. A tendência contrária são as comemorações ao ar livre, em parques, com a criançada correndo solta atrás da bola, entre as árvores. Foi reconfortante receber um convite da festa de aniversário do filho de amigos, feito pela própria criança. A comemoração foi no Jardim Botânico do Rio. Lá, tive a chance de entregar o presente na mão da criança e lanchar delícias feitas pelas tias e avós. Tudo muito original, com o lugar decorado por um grande mural de fotos dos momentos vividos no último ano pelo aniversariante e seus amigos, que ali estavam. No fim, o “dono do dia” carregava um saco não tão grande de presentes, mas um enorme sorriso no rosto. Ele pode partilhar, com pessoas importantes na sua vida, conquistas e atividades que ficarão na memória. E o brinde foi um cd, gravado pelo seu pai e ilustrado pelo irmão mais velho, com suas músicas preferidas. Isso, sim, merece ser festejado!

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também:

60 comentários para "O tenebroso mundo das "novas" festas infantis"

  1. Cris disse:

    Parece q as coisas estão perdendo o sentido original p/ assumir essa personalidade consumista e de excessos… Se um dia tiver filhos pretendo resistir o máximo possível.

  2. Excelente texto! Para contribuir com a importante reflexão sobre o sentido que vem sendo dado às festas de aniversário das crianças, sugerimos este texto http://ninguemcrescesozinho.com/2012/07/19/deixe-a-crianca-entregar-o-presente-em-maos/, que fala um pouquinho sobre a importância da criança dar e receber o presente em mãos.

  3. Celso Santos disse:

    Os maiores culpados nessa história são os próprios pais.

  4. Ruy disse:

    De novo texto reclamando que o mundo muda o jeito que era quando eu era criança. Todas as críticas são baseadas apenas na nostalgia e julgamento negativo em estilo de vida de outrem.

    • Máyra disse:

      Não concordo com você. Estamos discutindo a infância das crianças de hoje. Festas regadas a consumismo que não tem a criança como foco só mostram o quanto doente está nossa sociedade. Criança com menos de dois anos não sabendo o que é brincar com bola e com medo de interação com outras crianças é abominável. As festas são reflexo disso. O que mais escuto é ” faz no Buffett você não precisa se preocupar com nada, sempre tem quem olhe as crianças”.
      A criança cresce sem referência, implorando das piores formas por atenção.
      Não estamos aqui discutindo se no passado era melhor e sim uma falta de perspectiva de futuro.

  5. franciele disse:

    Amei a sua explanação muito correto.

  6. Cecilia disse:

    O mundo muda, as coisas mudam. Oq era legal para a nossa geraçao nao é tão legal para essa geraçao.
    Qndo tive meu primeiro filho pensava: Aonde foi parar o bolinho embrulhado no papel alumínio?
    Hoje náo precisamos de bolo no papel alumínio pois temos uma gama de opçoes personalizadas e muito mais legais q na minha época.
    Ficou mais caro? Acho q nao. Quem quer fazer um bolinho em casa ainda tem essa opcao mas continua tendo mais opcoes para personalizar esse bolinho e agradar os convidados.
    O mundo digital tomou conta, a vida é diferente hoje da que era ontem. Não dá para compararmos.

  7. infelismente, nossas vidas parecem nao ter mais sentido algum, nao ha amigos, nao se visitam mais as casas das pessoas, e essas festas de buffet sao um saco, parabens pela materia

  8. flavia disse:

    Achei exagerada a visão. Pode se ter uma festa maravilhosa com um resultado tao bom quanto a tal festa simples.

  9. Taty Santos disse:

    acho que todos os pais tendem a oferecer o “seu melhor” aos filhos, e não tem nada demais se alguns podem oferecer benefícios que nem todos podem ter. Achei unilateral esse post. Quer dizer que se os pais podem dar um passeio de limusine aos filhos proporcionando aos mesmos uma lembrança diferenciada e que nem todos podem ter, esses pais são maus? muito tendencioso esse post. O mundo evoluiu e com ele as opções são incontáveis, então quem poder dar a mais aos seus filhos que dê, e os proporcione momentos inesquecíveis já que a infância passa rápido e dela ficarão as boas lembranças.

    • Palhaça Pirilica disse:

      Taty Santos, a questão não é se os pais podem ou não dá uma festa glamourosa, mas sim, será que acrinaçs está se divertindo mesmo? será que não é apenas mero exibicionismo, a crinaçs ja fic a naquela so amelhor, o que percebo nesta festa é a concorrencia as crianças desde sete anos ja querem ser melhor, minha festa tem que ser melhor, mais bonita. E não pensam vou fazer uma festa pra me divertir com minhas amigas. A criança tem sua infancia roubada pelo consumismo. Isso é triste!

      • Taty Santos disse:

        uma prova da evolução é que hj pessoas como vc que trabalham com animação tem oportunidades de ganhar com isso. Será que não é melhor ter uma animação na festa, ou seria melhor antigamente? Consumismo não é culpa dos pais, e sim da evolução mundial, hoje temos necessidades e opções que não existiam antigamente, e isso é muito bom. Saibamos aproveitar as ferramentas que o mercado oferece. Uma criança não deixa de ter infancia por ter ou não uma festa, seja ela a proporção que tenha.

  10. Rafael Stocco disse:

    se você não gosta, é só não fazer assim a festa dos seus filhos…

    • Taty Santos, gostaria de escrever que a sua postagem realmente liquidou o tema. O texto é tendencioso, provavelmente escrito por um petista raivoso pelo fato de que seus pais nunca puderam fazer coisa parecida para ele. Essa inveja que corrói a alma das pessoas é que está sendo objeto de formação de boa parte dos brasileiros. Parabéns a quem pode dar uma lembrança diferenciada para seus filhos que sim, se divertem muito com essas festas. É o momentinho deles, onde eles são o centro das atenções de dezenas de pessoas. Soma-se o fator econômico, onde biffets empregam dezenas de pessoas, que vão da faxina aos animadores de festa. Só critico o seu texto pelo fato de não achar isso “consumismo exacerbado” como você parece colocar, é um consumismo sim, mas merecido. Antigamente os filhos dos mais abastados também tinham festas opulentas, com palhaços, doces, bolos e brincadeiras, só não existia a estrutura que existe hoje. Como disse, texto ridículo.

  11. Jussara Gomes disse:

    Você já foi no blog LimoBag? Ela escreve sobre isso o tempo todo. Há anos. Essas festas grandiosas e bregas independem de classe social. O pessoal vende o rim para poder pagar o preço da exibição.
    http://limobag.blogspot.com.br/

  12. Amaranta Rocha disse:

    Maravilhoso!!! Precisamos mesmo ler, reler e compartilhar esse texto pra retornarmos ao que é essencial à criança e à infância: brincar e ser!

  13. Ótima reflexão. E embora o texto não imponha outro modelo, mas questione o rumo atual e exponha um modo mais simples ao término das colocações, vi tudo colocado com delicadeza e respeito aos que fazem da festa um devaneio luxuoso. Estranho é ver em alguns comentários um tom quase de raiva pela questão levantada e a perda de foco (ao MEU ver) ao se ponderar sobre a questão tão bem abordada com um “quem puder faça, quem não puder não faça…” A questão vai bem além disso, e a falta de percepção desse contexto realmente é preocupante…

  14. SemNome disse:

    Quando eu era criança, festa era bolo, salgadinho, balão e uma dúzia de crianças correndo e suando e jogando bola e se estapeando e brincando de menina-pega-piá ou de mãe-cola.
    Vai chegar a idade de festa em Limosine, vai chegar a idade de passar o dia com a amiga num salão fazendo a unha. Isso tudo é sim muito legal. Mas será que não é um tremendo exagero uma festa assim pra crianças de 6,7,10 anos?
    Se a minha geração já é tremendamente vazia, imagina só como vai ficar essa galera se a gente continuar empurrando tanto estímulo desnecessário? Vai ficar assim, como está a menina da esquerda, emburrada, sem graça, de saco cheio

  15. priscilla disse:

    Oi Lais,
    Gostaria de dividir com voce o aniversario da minha filha que foi feito de forma bem diferente e muito mais impactante. veja so:
    https://www.linkedin.com/pulse/o-que-primeiro-anivers%C3%A1rio-da-minha-filha-me-ensinou-sobre-fiorin?trk=pulse_spock-articles
    Abs

  16. Palhaça Pirilica disse:

    Parabéns pelo excelente texto, eu sou animadora de festas há 22 anos, Hoje sou conhecida como palhaça Pirilica, no decorrer desta minha caminhada, acompanhei a evolução das festinhas para mega festas. Como profissional da área, eu poderia discordar do do que diz, ou dizer; o tempo mudou as crianças ja nasceram num mondo globalizado e cheios de novidades. Mas não, minha opinião é baseada no que vivo no dia a dia e acompanho nas festas. Comecei nesta área em 1994 era o boom dos buffet’s , e ja vi de tudo nesse meio, festas onde a lembracinha era uma Barbie, festa onde a cinderela era uma global com de carruagem, show de circo completo. Porem isso não significa felicidade, pois em muitos casos o (a) aniversariante estava tenso, triste, exasuto e com tantas cosias acontecendo não curti. E nos dias de hoje vejo que as festas badaladas tambem já estão entre os menos afortunados que gastam muitas vezes o que não tem, fazem dívidas infinitas, dão calote nos prestadores de serviço. tudo em nome do consumismo desvairado e de se mostrar na redes sociais.

  17. valdirene disse:

    Gostei da reflexão, tenho me questionado muito sobre esta imposição consumista das festas de crianças começando pelo chá de bebê que hoje é um mega evento que virou moda até entre os casais de renda mais baixa, fazendo com que muitos se endividem antes mesmo do filho nascer. Parece que as pessoas perderam o censo do necessário.

  18. Edson disse:

    Essas festas são muito chatas.
    Deveriam ser iguais a velório quanto mais rápido terminar melhor.
    Exibicionismo puro.

  19. Maria Helena disse:

    Parabéns pelo teu comentário Claunderberg. Alguns não perceberam que se está falando de valores morais e não valores materiais.

  20. Andreia disse:

    Só vi criticas, nenhuma sugestão pata mudar / melhorar isso. E qual o problema dq comunicação via WhatsApp? Tudo agora é consumismo. Ok, não à limusine, ao salão de beleza (que tbm não concordo). Mas o que tem demais em fazer o evento no bufê?

  21. sí que es preocupante que ¿adultos? no sepan, como bien dice claudemberg, entender el contexto.
    es analfabetismo funcional, y explica el cochinaje (coxinhas, uso el cochino: porco, porque creo que se transforman en eso) desaforado repitiendo lo que la mídia baja.

  22. klenia disse:

    Achei a visão um pouco exagerada.
    Essa do embrulho sempre foi assim, sempre teve a caixa de presentes para posteriormente abrir em casa.
    Limosine realmente é exagero, mas acho q isso representa uma minoria bem, mas bem pequena.
    Na verdade, qualquer pai com condições tem
    Sim vontade de fazer um aniversario desses ( sem limosine, claro). Faz um mais sofisticado em certas datas e outros mais simples nas demais.

  23. Serependista disse:

    Claudemberg, sua contribuição foi excelente. As pessoas hoje sequer conseguem identificar num texto qual seu objetivo, emitindo comentários distorcidos sobre algo que sequer conseguiram entender, muitas vezes em tom de revanchismo ou raiva…

  24. Nídia Silvestrini disse:

    Tive a honra de participar desta linda festa de aniversário que aparece na foto acima, inclusive me hospedei no apartamento da aniversariante. A mãe da menina criou a roupa e fez com as próprias mãos. Eu, no dia da festa estava ajudando a pregar as estrelas e a bordar. Ninguem era rico, mas unidos para fazer uma linda festa surpresa. São tres meninas encantadoras, carinhosas e humildes. Quiseram fazer essa festa pois na época a aniversariante estava fazendo a novela Cheias de Charme da Rede Globo. Na festa entreguei o presente em mãos e ganhei um delicioso abraço. As crianças brincavam muito a vontade nos brinquedos. As meninas fizeram um showziinho cantando e dançando. O som estava agradável, tinha docinhos etc… as crianças estavam bem felizes e se divertiram a valer. Chegamos no apê lembrando de cada segundinho da maravilhosa comemoração. Concordo em alguns pontos da reportagem, mas quis deixar meu comentário para vocês verem que não é nada tenebroso e essa festa aconteceu a muitos anos atrás.

  25. Thais disse:

    Essa opiniao engessada e preconceituosa vai com certeza ecoar entre aqueles que gostam de criticar pela critica. Faço, eu mesma, todas as festas dos meus filhos, mas procuro a cada ano ter novas ideias. É um hobby compartilhado por muitas mães. Ah, e nao sei se voce sabe, mas festa em parque tambem é um modismo da classe média. Nem vou comentar outras incoerências forçadas do seu texto tendencioso, mas sao inúmeras.
    Esse ano organizei uma festa do pijama. Não teve tablet, nem guerra de travesseiro, nem saco de dormir personalizado. Teve muita criança se divertindo e uma festa gostosa, com muita brincadeira de roda, que vai ficar na lembrança dessas crianças por muitos anos.
    Buffet infantil é um mal necessário. Nem todos tem uma casa enorme pra receber os amigos.
    Sugiro que voce deixe de ser tão preconceituosa, pre-julgando e criticando o que é diferente, só porque é diferente de você.

  26. Nídia Silvestrini disse:

    Com certeza as pessoas tem total liberdade para expressar suas palavras, mas postar fotos sem permissão está errado. Me desculpa professora Lais
    mas você passou dos limites. Em uma tentativa de querer destaque, você menosprezou pessoas dignas, honestas, estudiosas, humildes.

  27. Marcelo disse:

    O tema não poderia ser mais atual eva abordagem foi na medida. Não há, no texto, recriminações sobre fazer ou não a festa em buffet e sim o alerta para as relações impessoais que estão sendo criadas com estas. Após anos realizando as festas de meu filho em casa, realizamos uma num buffet, pelo simples fato da facilidade de quando a festa acaba, não sobrar a limpeza da casa para os exaustos pais. Os amigos de meu filho fazem as festas em buffets e sempre os vejo interagindo, correndo, brincando, ou seja, sendo crianças de 6-7anos. Há sim aqueles que usam as festas para mostrar que estão em situação econômica mais favorável assim como existem os que fazem para que os convidados tenham uma pausa e possam ficar conversando sem maiores preocupações enquanto seus filhos estão desfrutando da companhia de seus amigos.
    O que se deve aprender com o texto é, a meu ver, que não se deve tirar das crianças a oportunidade de serem crianças e que o foco não está em qual buffet será a festa e sim quem é o amigo que está comemorando seu aniversário

    • Achei o seu comentário o mais sensato. Festas em ambientes apropriados, onde funcionários realizam as tarefas de servir, arrumar, providenciar os elementos do evento, permite aos pais do aniversariante um momento de descontração, interação com os outros convidados e até mesmo oferecer uma atenção maior ao seu filho. A postura das crianças numa festa, como a de correr por exemplo, só vai acontecer se ela sabe fazer aquilo. Ou seja, se há um consumismo, ele já está enraizado há muito tempo, no dia a dia do indivíduo que só conhece o tablet, o video-game e a internet. Se divertir, seja em casa numa noite de pijama ou na melhor boate da cidade, é sempre bom. O segredo é estar entre aqueles que mais temos afinidades.

  28. Fernanda Costa disse:

    Internem os pais dessas criaturas de Deus!

  29. Boa tarde, sou animadora infantil , a 24 anos, sou conhecida como “boneca sapeca”sou de MG. Atendo aniversários simples, atendo em escolas, festa vip,
    Os pais oferecem o que podem.
    Eu costumo oferecer um serviço diferenciado resgatando as cantigas de roda (tenho dois cds gravados), as brincadeiras antigas, como: pula corda, corrida de saco, pião, Mas os buffets oferecem brinquedos eletronicos,Dj…
    Gente isso é opcional.
    Lembrando que dou ênfase ao aniversariante (CLARO NA HORA DO PARABÉNS).
    Outra coisa, quanto a etiquetar os presentes e depositar num baú, cabe aos pais explicar para os filhos que receber os convidados na porta é muito mais elegante,não para receber o presente, mas para dar aquele abraço, como diz a autora.
    Há 95% das festas combinadas , “fechadas” trato diretamente com a mãe, que faz os gosto do filho.
    Boa tarde á todos e o meu contato para show infantil 38-991629567

  30. Mychelle disse:

    15 mil hahahah aqui em Goiânia elas ultrapassam a marca dos 100 mil

  31. Ana Carolina disse:

    Acho engraçado tanta crítica sobre as comemorações. Eu levei anos pra conseguir engravidar e sonhei anos com a 1a festa da minha filha, que foi linda e pensada em cada detalhe. Não me arrependo nem um pouco! Teve lugar pra colocar presente? Teve, sim, porque o objetivo era deixá-la brincar o máximo possível. E teve abertura de presentes, a maior farra em casa, o que ela adorou e curtiu, também. Teve bichinhos de biscuit, decoração, docinhos personalizados, tudo que eu sempre imaginei. Então, se acha tão errado, não faça, mas o objetivo não é apenas “consumismo”. Cada um tem suas aspirações e é ridículo dizer que os sonhos são fúteis quando não são seus!!!

  32. eva disse:

    Quanta besteira, cada uma faz a festa do jeito que quer e puder!! Simples assim.

  33. Roland Scialom disse:

    A asserção exposta no texto de Lais permite separar a classe média urbana de nossas grandes cidades em duas classes (no sentido matemático): (1) a classe dos que fazem o que o texto descreve e (2) a classe dos que não fazem porque consideram de péssimo gosto o que a classe “1” faz. A classe “‘1” tem mais dinheiro, poder e influencia. E aqui no patropi estamos acostumados com este estado de coisas.
    Eu me pergunto se esse comportamento medíocre da classe “1” é universal.
    Se é, então só resta dizer “assim caminha a humanidade”, isto é, por isso que não se consegue resolver problemas sociais muito sérios que a afligem
    (a humanidade) e cuja lista não caberia neste pequeno comentário.

  34. Flávia Marins disse:

    Acredito que este post não quis somente relatar o consumismo infantil mas, sim sobre a falta de união familiar e amigos numa reunião tão gostosa que deveria ter um único motivo comemorar mais um ano de vida. Uma vez que crianças e adolescentes de diferentes classes estão tendo sua vida ceifada. Infelizmente ainda existe seres humanos cegos e tapados pelo “amor incondicional” que acreditam ser acima de tudo e enchem seus filhos com sua culpa por serem relapsos e ausentes. E infelizmente acreditam que a modernidade, a tecnologia, os presentes que lhes dão certos status irá fazer seu filho feliz. Eu cresci numa família de pessoas que trabalhavam como estivador e empregada doméstica éramos 4. Somente eu de menina e a única vez que tive algo parecido a uma festa foi quando completei 15 anos e minha mãe fez um bolo desses caseiros que nem sabor havia e no meio colocou uma cobertura que até hoje não sei mas me lembro que era muito cremosa. E com duas ou três amigas cantamos o parabéns e ainda passamos o dia em uma piscina de cimento toda mal acabada. Enfim tenho essa data guardada até hoje em minha memória é com felicidade toda vez que lembro pois brincamos muito, nos divertimos até tarde e no final ainda fui dormir na casa de uma das amigas, não ganhei presentes de ninguém mas foi um dos meus dias mais feliz naquela fase. Por isso quero deixar meu relato e falar tbm que tenho uma filha e mesmo com todas as condições cabíveis a ensino desde já sobre economia e valores e espero de verdade que um dia quando ela estiver adulta entenda que dinheiro nunca irá comprar tudo.

  35. …a infância está sendo encurtada e nós não estamos fazendo nada para mudar isso…..criança sem infância será um adulto oco….

  36. Rogerio de Paula disse:

    “Que saudade da professorinha, que me ensinou o be-a-bá . Onde andará Mariazinha, meu primeiro Amor onde andará ! E eu igual a toda a meninada , quantas travessjras eu fazia . Jogos de botoes pela calcada , EU ERA FELIZ E NĀO SABIA , EU ERA FELIZ E NAO SABIA ! Ataulfo Alves
    É uma pena que a grande maioria de crianças e adolescentes desta geraçāo nao tem e nāo terão o privilégio de experimentar o verdadeiro sentido de felicidade em familia !

  37. Pelos comentários indignados percebo que muita gente vestiu a cacapuça. Claudenberg colocou bem as palavras.

  38. Minha esposa e eu tivemos a seguinte experiência em 2015: Decidimos fazer uma festa do pijama como aniversário de 7 anos da nossa filha. Ajudei ela a comprar alguns itens da sacolinha de brindes, os acessórios e ingredientes para a comida e também criei a arte e os desenhos enquanto ela fazia os doces e bolinhos. Como nossa casa é pequena, tivemos muita dificuldade em selecionar os amigos da nossa filha que poderíamos convidar, mas os pré-requisitos eram: os pais eram nossos amigos? os pais confiariam em deixar seus filhos conosco? as crianças participavam da vida de nossa filha além do ambiente escolar? os costumes dos outros pais eram semelhantes aos nossos? — Assim, foi planejado a noite, com uma sequência de brincadeiras, os momentos de alimentação finalizando com um filme, que durou poucos instantes, pois todos já estavam cansados. Além disso, criamos um grupo no Wahtsapp para deixarmos todos os pais informados da situação dos filhos. Pois sabemos a responsabilidade de cuidar de filhos dos outros. No dia seguinte antes de irem embora, imprimimos uma foto tirada na noite anterior em que todos aparecem e demos como lembrança. Tudo muito simples, manual, mas sincero. Foi muito bacana a experiência. Vale lembrar que também demos uma noite de folga para os pais pudessem sair ou descansar um pouco! =D.

  39. Eu acho que não importa se a festa é dentro de uma limusine ou sobre a laje de um barraco na favela. O importante é que no cotidiano ensine ao seu filho a agradecer o que já possui e não exigir mais dos outros (presentes/bens materiais) do que o carinho que eles tem por você. Tendo um filho assim, não haverá espaço suficiente para caber todos aqueles que queiram estar juntos dele.

  40. Daniela disse:

    Que texto desrespeitoso! Presta um desserviço à sociedade quando coloca sua opinião dessa maneira tão agressiva. E olha q eu, particularmente, prefiro as festas mais caseiras. Mas essa é a MINHA opinião. Existem várias outras opiniões diferente das minhas e é minha OBRIGAÇÃO respeitá-las. Uma coisa é fazer um texto que sutilmente faça as pessoas pensarem. Outra é agredir quem pensa diferente da gente. E é o que você fez. Estou decepcionada com um texto deste ter sido produzido por uma psicóloga, que deveria entender tão bem o que coloquei.

  41. Edison Luiz disse:

    Esse tipo de festa é apenas um reflexo de nossa sociedade cada vez mais desumana, consumista, exibicionista, competitiva. Sair numa limusine é querer exibir para os outros desconhecidos o poder; bau para depositar presentes é o cúmulo da infelicidade. Imagine não receber os presentes com o sorriso e o abraço dos amigos? A Festa acaba se transformando numa cena de Big Brother, ao invés de ser um momento de confraternização e alegria da criança.

  42. ana disse:

    Festa boa era aquela em a mãe passava noite fazendo doces, salgados e bolo, né? Festa boa era qdo a mãe passava o dia todo decorando a sala pra receber os amigos, e não podiam ser todos pq não tinha espaço na casa. Festa boa era aquela onde a mãe ficava ( de novo!) arrumando a enorme bagunça e sujeira que ficou da festa. Festa boa era aquela onde a mãe sequer sentava pra conversar ou descontrair, pois tinha q ficar atenta a movimentação da criançada, acudir quem se machucava, repor doces, refrigerantes e salgados. Dá um tempo!!!! Q mal tem os pais conversarem um pouco enqto as crianças brincam?? Há sim, um exagero, porém há uma realidade diferente atualmente. A violência aumentou e não é em qlq cidade que dá pra deixar os filhos brincarem na rua, livres, leves e soltos. Fazer festa em lugar aberto acho sensacional, mas e se chover?? Onde eu moro chove muito e não posso contar com isso. No meu condomínio não tem espaço kids, parque, quadra de esportes ou um lugar onde as crianças possam correr sem preocupação ou andar de bicicleta. A recreacionista vem a calhar. Fiz uma únicas festa na casa de festas e achei ótimo! Meu filho aproveitou e eu tbm!! As outras, fiz em casa pq o orçamento não permitiu que eu fizesse em outra casa de festas e eu fiquei exausta!!!!! Mas eles tbm aproveitaram pq a recreação estava excelente.
    Os tempos mudaram,temos que parar com essa nostalgia…qdo eu era pequena minha mae vinha com esse mesmo discurso, de que na época dela era melhor por isso ou por aquilo, e eu discordava, E discordo até hj. Cada época tem sua história, seu valor, seus aspectos negativos e positivos…não cabe mais generalizar por bem ou por mal.

  43. Preparar o aniversário, encher a bixiga, fazer os docinhos, arrumar a mesa do bolo, receber os presentes em mãos e agradecer…
    Coisa gostosa! Este ano terei como preparar tudo isso para minha Duda, assim como minha mãe fazia para mim…

  44. Adriana disse:

    Nossa… quanta amargura e falta de informação no texto. Sim, vivenciamos exageros…. já vi textos muitos bons a este respeito. Não é este o caso… pelo menos até a metade. Parei de ler no meio do texto… culpar os personagens tema da festa, a contratação de um buffet para que os pais não tenham que ficar o servindo os convidados e sim vivenciar a festa… Não é necessário ostentar, mas o texto generaliza demais a questão, pecando na abordagem do assunto. Crucifica exageros mas aborda a questão de forma exagerada… além disso, coloca informações sem conhecer o mercado. Com 2000 o máximo que você consegue é contratar um buffet de crepe para 50 pessoas. Contratar um buffet por esse valor só em uma segunda-feira e se for nesses sites de compra coletiva.

    • Natan Alves disse:

      Bota amargura, não entendo o motivo desse texto, me desculpe, mas ridículo, acho que se opnasse em algo que de fato tivesse valor e contribuisse em algo seria melhor, criança gosta é de festa, independente valores, tenho um subrinho que enquanto eu tiver condições vou oferecer o melhor de festa que posso, isso cabe em condições, cabe também aos pais explicar para seus filhos a realidade do mundo, mas gastar em festa? Poxa, o valor cabe ao bolso de quem vai sair

  45. Claudia Fagundes disse:

    Não concordo com este texto. Tudo muda, ou vai me dizer que escreveu este texto em uma máquina de escrever? Estamos em outros tempos, tempos mais modernos e com mais opções de entretenimento. Se tem o dinheiro e pode pagar e é o desejo da criança, por que não? O que molda uma criança é a educação e não a maneira que é comemorada seu aniversário!!! Ou por acaso as crianças que comemoram em parques também não tem tablets e celular? Ou vai dizer que a criança que comemora em uma limousine também não gosta de brincar de esconde-esconde? Acho que o mais importante é a educação e não ficar julgando pais que tentam transformar o sonho do aniversário do seu filho em realidade, seja numa casa de festas, num parque ou numa piscina.

  46. concordo plenamente,que o pior dos aniversário,é o aniversário em uma limusine.

  47. JA FIZ MUITAS FESTAS DOS MEUS FILHOS , MAS TUDO DO MEU ALCANCE .E NADA TA PERDIDO NESTE MUNDO .FE

  48. Wagner acosta disse:

    Em breve serei pai, e sempre achei essa futilidade das festas uma tremenda besteira. Peço a Deus que eu tenha bom senso quando chegar a hora de fazer algo especial pro meu filho.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *