O Lincoln que Spielberg — e os EUA — esqueceram

Além de anti-escravista, presidente norte-americano lia Marx, simpatizava com socialistas utópicos e defendia direitos trabalhistas radicais

An-Unfinished-Revolution-frontcover

Por Vicenç Navarro* | Tradução: Gabriela Leite

O filme Lincoln, produzido e dirigido por um dos diretores mais conhecidos dos EUA, Steven Spielberg, deu nova vida a um grande interesse pela figura de Abraham Lincoln, um dos presidentes que, como Franklin D. Roosevelt, sempre desfrutou, no imaginário estadunidense, de grande lembrança popular. Sua figura política destaca-se como a de quem garantiu a unidade dos EUA, depois de derrotar os confederados que aspiravam a secessão dos Estados do Sul. É também uma figura que ressalta na história dos EUA por ter abolido a escrevidão, e ter dado a liberdade e cidadania aos decendentes das populações imigrantes de origem africana — ou seja, a população negra, que nos EUA é conhecida como a população afroamericana.

Lincoln foi também um dos fundadores do Partido Republicano. Este, em suas origens, era o completo oposto do que é hoje, quando está fortemente influenciado por um movimento — o Tea Party — chauvinista, racista e reacionário ao extremo. O Partido Republicano fundado por Lincoln era, ao contrário, uma organização federalista, que considerava o governo federal como garantia dos Direitos Humanos. Entre eles, a emancipação dos escravos, tema central da película Lincoln, foi aquele ao qual Lincoln deu maior ênfase. Terminar com a escravidão significava que o escravo passava a ser trabalhador, dono de seu próprio trabalho.

Contudo, Lincoln, inclusive antes de ser presidente, considerou outras conquistas sociais como parte dos Direitos Humanos. Entre ela, o direito do mundo do trabalho controlar não só seu trabalho, mas também o produto dele. O direito de emancipação dos escravos transformava-os em pessoas livres assalarianas, unidas — segundo ele — em laços fraternais com os outros membros da classe trabalhadora, independentemente da cor de sua pele. Suas demandas de que o escravo deixasse de sê-lo e de que o trabalhador — tanto branco como negro — fosse o dono, não só de seu trabalho, mas também do produto de seu trabalho, eram igualmente revolucionárias. O segundo tipo de emancipação, no entanto, nem sequer é citado no filme Lincoln. Ele a ignora. E utilizo a expressão “ignora” ao invés de “oculta” porque é muito possível que os autores do filme e do livro em que ele se baseia nem sequer conheçam a história real de Lincoln.

A Guerra Fria do mundo cultural e até acadêmico dos EUA (que continua existindo) e o enorme domínio do que lá se chama a Corporate Class (a classe dos proprietários e gestores do grande capital) sobre a vida, não só econômica, mas também cívica e cultural, explica que a história formal dos EUA que se ensina nas escolas e universidades é muito tendenciosa, isenta de qualquer “contaminação ideológica” precedente dos movimentos de trabalhadores — seja socialismo, comunismo ou anarquismo. A grande maioria dos estudantes norte-americanos, inclusive os das universidades mais prestigiosas e conhecidas, não sabem que a festa do 1º de maio, celebrada mundialmente como o Dia Internacional do Trabalho, é uma festa em homenagem aos sindicalistas de seu país que morreram em defesa da jornada de oito horas de trabalho por dia (no lugar de doze). Sua vitória difundiu-se na maioria dos países do mundo. Nos EUA, tal dia, o 1º de Maio, além de não ser festivo, é o dia da Lei e a Ordem — Law and Order Day — (ver o livro People’s History of the U.S., de Howard Zinn). A história real dos EUA é muito diferente da história formal promovida pelas estruturas de poder estadunidenses.

As simpatias ignoradas de Lincoln

Lincoln, já quando membro da Câmara Legislativa de seu Estado, Illinois, simpatizou claramente com as demandas socialistas do movimento trabalhador, não só dos EUA, mas também da cena mundial. Sua defesa dos trabalhadores a controlar o produto de seu labor é revolucionária ainda hoje.

Na realidade, Lincoln considerou que a escravidão era o domínio máximo do capital sobre o mundo do trabalho, e sua oposição às estruturas de poder dos Estados do sul devia-se precisamente a perceber estas estruturas como sustentadoras de um regime econômico baseado na exploração. Daí veio a ideia da abolição da escravatura como a libertação não apenas da população negra, mas capaz de beneficiar também a classe trabalhadora branca — cujo racismo, via o presidente, ia contra seus próprios interesses.

Lincoln também indicou que “o mundo do trabalho antecede o capital. O capital é o fruto do trabalho, e não existiria sem o mundo do trabalho, que o criou. O mundo do trabalho é superior ao mundo do capital, e merece a maior consideração (…) Na situação atual, o capital tem todo o poder e há que se reverter este desequilíbrio”. Leitores dos escritos de Karl Marx, contemporâneo de Abraham Lincoln, se lembrarão que algumas dessas frases eram muito semelhantes às utilizadas por tal analista do capitalismo em sua crítica da relação capital/trabalho sob tal sistema econômico.

Surpreenderá a um grande número de leitores saber que os escritos de Karl Marx influenciaram Abraham Lincoln, tal como documenta em grande detalhe John Nichols, em seu excelente artigo “Reading Karl Marx with Abraham Lincoln: Utopian socialists, German comunists and other republicans” [“Lendo Karl Marx com Abraham Lincoln: Socialistas utópicos, comunistas alemães e outros republicanos”], publicado no Political Affairs (27/11/12), e do qual extraio as citações, assim como a maioria dos dados publicados nesse artigo. Os escritos de Karl Marx eram conhecidos entre grupos de intelectuais que estavam profundamente insatisfeitos com a situação política e econômica dos EUA, como era o caso de Lincoln.

Karl Marx escrevia regularmente no The New York Tribune, o jornal intelectual mais influente nos Estados Unidos naquele período. Seu diretor, Horace Greeley, considerava-se um socialista e um grande admirador de Marx, ao qual convidou a ser colunista no diário. Em suas colunas, incluiu um grande número de ativistas alemães que haviam fugido das grandes perseguições ocorridas na Alemanha daquele tempo — um país altamente agitado, com um nascente movimento trabalhador que questionava a ordem econômica existente. Alguns desses imigrantes alemães (conhecidos naquele momento como os “Republicanos Vermelhos”) lutaram mais tarde contra as tropas sulistas na guerra civil, dirigidos pelo presidente Lincoln.

Greeley e Lincoln eram amigos. Na verdade, Greeley e seu diário apoiaram desde o início a carreira política de Lincoln, sendo Greeley quem o aconselhou a candidatar-se à presidência do país. E todas as evidências apontam que Lincoln era um grande leitor de The New York Tribune. Em sua campanha eleitoral, convidou vários “republicanos vermelhos” a integrar-se a sua equipe. Já antes, como congressista, representante do condado de Springfield no estado de Illinois, apoiou frequentemente os movimentos revolucionários que ocorriam na Europa e muito especialmente na Hungria, assimando documentos de apoio a esses movimentos.

Lincoln, grande amigo do mundo do trabalho estadunidense e internacional

Seu conhecimento das tradições revolucionárias existentes naquele período não era casual, mas fruto de suas simpatias com o movimento trabalhador internacional e suas instituições. Incentivou os trabalhadores dos EUA a organizar e estabelecer sindicados e continuou fazendo-o quando presidente. Vários sindicatos nomearam-no membro honorário. Em sua resposta aos sindicatos de Nova York, sublinhou “vocês entenderam melhor do que ninguem que a luta para terminar com a escravidão é a luta para libertar o mundo do trabalho, ou seja, libertar todos os trabalhadores. A libertação dos escravos no Sul é parte da mesma luta pela libertação dos trabalhadores do Norte”.

Durante a campanha eleitoral, Lincoln posicionou-se contra a escravidão, indicando explicitamente que a libertação dos escravos permitiria aos trabalhadores exigir os salários que lhes permitissem viver decentemente e com dignidade.

Marx, e também Engels, escreveram com entusiasmo sobre a campanha eleitoral de Lincoln, em um momento em que ambos estavam preparando a primeira Associação Internacional dos Trabalhadores. Em umas sessões, Marx e Engels propuseram à Internacional que enviasse carta ao presidente Lincoln, parabenizando-o por sua atitude e postura. No documento, a Primeira Internacional parabenizava ao povo dos EUA e seu presidente por, ao terminar com a escravidão, haver favorecido a libertação de toda a classe trabalhadora, não só estadunidense, mas mundial.

O presidente Lincoln agradeceu a nota e respondeu que valorizava o apoio dos trabalhadores do mundo a suas políticas. Seu tom cordial certamente criou grande alame entre os establishment econômicos, financeiros e políticos dos dois lados do Atlântico. Estava claro que, como assinalaria mais tarde o dirigente socialista estadunidense Eugene Victor Debs, em sua própria campanha eleitoral, “Lincoln foi um revolucionário e por mais paradoxal que pudesse parecer, o Partido Republicado teve em suas origens uma tonalidade vermelha”.

A revolução democrática que Lincoln iniciou e que nunca se desenvolveu

Não é preciso dizer que nenhum desses dados aparece no filme Lincoln, nem é amplamente conhecido nos EUA. Mas, como bem observam John Nichols e Robin Blackburn (outro autor que escreveu extensamente sobre Lincoln e Marx), para entender o ex-presidente há que entender o período e o contexto em que ele viveu. Lincoln não era um marxista (termo sobreutilizado na literatura historiográfica e que o próprio Marx denunciou). Nem era sua vontade acabar com o capitalismo, mas sim corrigir o enorme desequilíbrio existente, neste sistema, entre o capital e o trabalho. Mas, sem dúvida foi altamente influenciado por Marx e outros pensadores socialistas, com os quais compartilhou seus desejos imediatos, levando sua postura a altos níveis de radicalismo em seu compromisso democrático.

Não há duvida de que Lincoln foi uma personalidade complexa com muitos claro-escuros. Mas as simpatias estão escritas e bem definidas em seus discursos. Na realidade, a maior influência sobre Lincoln foi a dos socialistas utópicos alemães, muitos dos quais se refugiaram em Illinois, fugindo da repressão europeia.

O comunalismo que caracterizou tais socialistas influenciou a concepção democrática de Lincoln, que interpretava a democracia como a governança das instituições políticas por parte do povo, no qual as classes populares eram maioria. Sua famosa frase (que se converteu no esplêndido slogan democrático mais conhecido do mundo) — Democracy for the people, of the people and by the people [Democracia do povo, para o povo e pelo povo] — mostra claramente a impossibilidade de haver um governo do povo para o povo sem que seja realizada pelo mesmo povo. Daí vieram a libertação dos escravos e do mundo do trabalho como elementos essenciais de tal democratização. Seu conceito de igualdade levava inevitavelmente um conflito com o domínio das instituições políticas pelo capital. A realidade existente nos EUA, que detalho em meu artigo “O que não foi dito na mídia sobre as eleições nos EUA” (Publico, 13/11/12) é uma prova disso. Hoje a Corporate Class controla as instituições políticas daquele país.

Repito que nenhuma dessas realidades aparece no filme. Spielberg não é, afinal de contas, Pontecorvo, e o clima intelectual estadunidense ainda está estancado na Guerra Fria, o que o empobrece intelectualmente. “Socialismo” continua sendo uma palavra mal vista nos círculos do establishment cultural daquele país. Na terra de Lincoln, o projeto democrático que ele sonhou nunca se realizou, devido à enorme influência do poder do capital sobre as instituições democráticas. E o paradoxo doloroso da história é que o Partido Republicano tenha se convertido no instrumento político mais agressivo a serviço do capital hoje existente.

Vicenç Navarro é catedrático de Ciencias Políticas y Políticas Públicas. Universidad Pompeu Fabra, y Profesor de Policy Studies and Public Policy. The Johns Hopkins University

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também:

36 comentários para "O Lincoln que Spielberg — e os EUA — esqueceram"

  1. O Lincoln que Spilberg e os EUA esqueceram… para, claro, vender ingressos de cinema relegando sua própria história.

  2. Lincoln era liberal-clássico (hoje seria até um libertário), como todo liberal (termo na sua essencia original e não o usurpado e deturpado pela esquerda atual) ele defendia que empregado e empregador decidissem o que era justo para ambos, fim da escravidão e maior liberdade política. Do mais, nem vou zoar pq deve ser doença

  3. Lincoln lia Marx, que tinha uma coluna no The New York Tribune, e simpatizava com seu pensamento. Fico pensando se o mundo seria o que é hoje se Lincoln não tivesse sido assassinado.

  4. MASTER PIECE OF SHIT ' Estimula a Comunicação Compartilhada e procura enxergar e construir relações sociais pós-capitalistas'

  5. Victor disse:

    Lincoln foi do Whig Party, partido nacionalista, protecionista, socialmente conservador, em prol da industrialização e modernização do país. Foi também do National Union Party, um partido de centro, nacionalista e abolicionista e, por último, fez parte do GOP, o partido republicano, que antigamente era nacionalista, conservador, adepto da escola americana de economia. ONDE, POR FAVOR, que LINCOLN era esquerdista?
    Vamos lá, o ser humano acima do capital é uma bandeira conservadora. Vamos lembrar que, em seu capitalismo de Estado, a URSS punha o progresso do país acima das pessoas que o compunham, matando-as quando podia.

  6. Reconstruir a história, assim, fica fácil. Os personagens mais bondosos ganham uma roupagem socialista, enquanto a própria denominação socialista é retirada de outros, como no caso de Hitler(do partido nacional socialista). Aguardando a análise pós-capitalista de como os grandes genocidas, como Mao Tsé-Tung são, na verdade, como o mundo esqueceu, grandes ideários do neo-liberalismo e representantes da direita. Acho que essa é uma boa maneira dos esquerdistas ficarem com a consciência mais limpa.

    • Do mesmo jeito que todos querem pintar o Obama como o bonzinho, já que foi o primeiro presidente negro nos EUA. Bora…chega de palhaçada, Obama é filho da puta como George W Bush (filho) e Nixon…

    • Rony Marques disse:

      Espero que você saiba que o socialista, em Partido Nacional Socialista, é outro tipo, um anterior a Marx. Em entrevista concedida nos anos 30, Hitler diz que odiava Marx por ter deturpado a palavra socialismo e esperava traze-la de volta para seus moldes originais.

    • Sobre os comentários acéfalos de Lucas "Classe média sofre" apenas digo: REAÇA…ME ABRAÇA!!! 😀

    • Marcio Sampa disse:

      Hernan Tolopka Esses menininhos leram dois resumos de livros para o vestibular, ouviram muita baboseira em casa e das mães dos amiguinhos nos passeios para a Disney e agora ficam grunhindo bobagens no teclado. Ah sim, aprenderam também a língua bárbara dos ianques para jogar videogame e se sentem muito importantes e inteligentes por conta disso…

  7. Tem um gurizão muito reacionário comentando.

  8. Juliano Nascimento disse:

    Agora que o Lincoln está na moda vocês querem, né? o pot pol declaradamente marxista não quem, né?

  9. Fabiel Goss disse:

    Eu direi, então, que eu não sou, nem jamais fui a favor de se tratar de qualquer forma the igualdade social ou política das raças branca e negra – assim, eu não sou nem jamais fui a favor de se constituírem eleitores ou jurados de negros, nem de se qualificá-los para ofícios, nem para casarem com pessoas brancas, e eu direi em adição a isso que há uma diferença física entre as raças branca e negra que eu acredito irá proibir as duas raças de viverem juntas em termos de igualdade social e política. E devido ao fato deles não puderem assim viver, enquanto eles permanecerem juntos deverá haver a posição de superior e inferior, e eu tanto quanto qualquer outro homem sou a favor de ter a posição superior firmada para o homem branco.
    (…) E dou (…) a mais solene garantia de que eu irei até o fim, do lado the legislação do Estado, que proíbe o casamento de pessoas brancas com negras.
    Do quarto debate com Stephen Douglas, em Charleston, Illinois, em 18 de septembro de 1858. Textos extraídos de http://www.afrocentricnews.com.

  10. Fabiel Goss disse:

    Eu direi, então, que eu não sou, nem jamais fui a favor de se tratar de qualquer forma the igualdade social ou política das raças branca e negra – assim, eu não sou nem jamais fui a favor de se constituírem eleitores ou jurados de negros, nem de se qualificá-los para ofícios, nem para casarem com pessoas brancas, e eu direi em adição a isso que há uma diferença física entre as raças branca e negra que eu acredito irá proibir as duas raças de viverem juntas em termos de igualdade social e política. E devido ao fato deles não puderem assim viver, enquanto eles permanecerem juntos deverá haver a posição de superior e inferior, e eu tanto quanto qualquer outro homem sou a favor de ter a posição superior firmada para o homem branco.
    (…) E dou (…) a mais solene garantia de que eu irei até o fim, do lado the legislação do Estado, que proíbe o casamento de pessoas brancas com negras.
    Do quarto debate com Stephen Douglas, em Charleston, Illinois, em 18 de septembro de 1858. Textos extraídos de http://www.afrocentricnews.com.

  11. É fato que muito nenem aqui fala the esquerda de maneira pejorativa. Mas se seus pais tem férias , décimo terceiro salário e seus direitos trabalhistas……foi graças á direita? Falar de esquerda não se resume só em Socialismo, comunismo ou anarquismo. Menos, ainda, em falar em "testes" mal feitos do socialismo como foi a partir the morte do LÊNIN na URSS , na China Maoista, na Romênia de Ceaucescu ou na atual Cuba.

  12. Fabiel Goss disse:

    Eu direi, então, que eu não sou, nem jamais fui a favor de se tratar de qualquer forma the igualdade social ou política das raças branca e negra – assim, eu não sou nem jamais fui a favor de se constituírem eleitores ou jurados de negros, nem de se qualificá-los para ofícios, nem para casarem com pessoas brancas, e eu direi em adição a isso que há uma diferença física entre as raças branca e negra que eu acredito irá proibir as duas raças de viverem juntas em termos de igualdade social e política. E devido ao fato deles não puderem assim viver, enquanto eles permanecerem juntos deverá haver a posição de superior e inferior, e eu tanto quanto qualquer outro homem sou a favor de ter a posição superior firmada para o homem branco.
    (…) E dou (…) a mais solene garantia de que eu irei até o fim, do lado the legislação do Estado, que proíbe o casamento de pessoas brancas com negras.
    Dito por Abraham Lincoln no quarto debate com Stephen Douglas, em Charleston, Illinois, em 18 de septembro de 1858. Textos extraídos de http://www.afrocentricnews.com.

  13. Charles Gomes disse:

    parei no tea party extrema direita… e racista? http://goo.gl/znXDl o cara pega notícia de onde? MSNBC?

  14. Antonio de Paiva Moura disse:

    O comentário que eu mais gostei foi o de Herman Tolopka

  15. Quantos professores de História temos aqui!!!! Só que não… descobre o que é historiografia (e para de ver documentários do discovery), daí tu entende a parte da "guerra fria acadêmica e cultural" depois vem postar aqui. Tu vais ver que vai ser bem diferente. Mas desse jeito, é como falar com uma porta… (Isso é para os reaças que ficam comparando nazismo com socialismo e comunismo e Che com Stálin e Hitler.)

  16. O neoliberalismo- forma de manutenção do CAPITAL como ditador das normas de vida dos povos do mundo é destruidor das manifestações culturais de cd povo, ou seja do MULTICULTURALISMO, que é a real riqueza da HISTÓRIA da
    HUMANIDADE. Não tem lugar, espaço, no fase superior do CAPITALISMO que é ainda o IMPERIALISMO econômico e cultural dos povos menos desenvolvidos. Os MCM, a lingua inglesa e a informatização da vida, aceleraram este processo de dominação dos outros povos do MUNDO ou seja de ACULTURAÇÃO. Poluiram o planeta para apenas 10% da humanidade usufruirem de todas as riquezas esgotáveis do PLANETA.
    Para eles camuflar a verdade é apenas parte da PROPOSTA DE manter no SEMIANALFABETISMO as populações do mundo, inclusive , as camadas MÉDIAS viciadas em meias informações.ESTE ARTIGO DEIXA CLARO O QUE É A DEMOCRACIA DA CULTURA QUE QUEREM IMPOR AOS ATRAZADOS DO MUNDO

  17. Teto Machado disse:

    Os pretenciosos juízes anacrônicos the História.
    Wellington Machado Ferreira (professor de História).
    Canso-me de ler disparates históricos em comentários que, quando publicados. Parecem destinados a ter o efeito de um tapa na cara dos destinatários que opinam na direção contrária, principalmente quando o assunto é permeado pelos resquícios ideológicos the Guerra Fria, ou seja, quando os defensores do liberalismo confrontam-se com os defensores do marxismo ou socialismo.
    Para os que ainda não alcançaram a maturidade intelectual, ao menos por não terem vivido os anos que lhes tenham permitido ler o suficiente, ouvir o suficiente, observar o suficiente, restam os limites the argumentação baseada num pretenso humanismo, que certamente nem elas mesmas possuem, haja visto que manejam as palavras como quem esgrima uma fina e perfurante espada sempre numa única direção, construída por outras mentes, certamente a serviço de um discurso maniqueísta, que agigantam erros e dimunuem conquistas e avanços.
    Esquecem-se de que, tanto para quem lê, como para quem escreve, existe a lente, o filtro, a distorsão.
    A palavra-chave aqui é maniqueísmo.
    Em quase meio século de existência, em sua quase totalidade consumida pela reflexão, concluo hoje que, em parte alguma do mundo ou the história, the sociedade ou do ser humano, a escolha ou a opção deva ser, simplesmente, entre o bem e o mal, a vida ou a morte, o útil e o inútil, a paz ou a guerra, e por aí vai.
    Qualquer ser humano, sociedade ou época histórica nesse mundo, é capaz do mais granduioso ato de altruísmo e cortesia e, imediatamente após, é também capz de cometer o pior ato de crueldade e destruição. Essa dualidade é parte de nossa natureza e, definitivamente, somos ambíguos, imersos na contradição, possuidores the razão e the insanidade, simultanemente.
    Então, satanizar Stálin. Mal-Tse-Tung, Che Guevara, Lênin, Karl Marx, citando palavras destituídas de rigor histórico como genocídio, holocausto, etc, é querer esconder o que os Hitler, Pinochet, Lindon Johson, Richard Nixon, Ronald Reagan, George Bush, Franco, Salazar, entre tantos outros, que acabam sendo, por omissão “canonizados”, santificados no altar the santa história.
    Nenhum líder, com seus erros e acertos, na condução de uma Nação, em determinado momento the história deve ser julgado, mesmo a despeito de seus excessos para o bem e para o mal. Se hoje massim o fazem seus críticos à direita ou à esquerda, o fazem por razões não tão humanitárias ou por solidariedade às vítimas dos excessos.
    O que fazem os que acusam hoje, o falecido Mao-Tse-Tung ou Stálin de genocídio no passado, diante do genocídio atual cometido pelos Estados Unidos, Israel, países the Liga Árabe, Turquia e países the OTAN na Síria, Afeganistão e outros lugares? Onde estão os protestos? E as acusações de genocidas a seus líderes no Facebook, Twiter e outros espaços?
    Parece que, quando se trata do presente, as ideologias morrem.
    Isso sem falar que ninguém contabiliza os milhões de mortos no passado mais remoto, nem demoniza seus algozes, que hoje, ainda que tenham tido sangue nas mãos, são heróis grandiosos.
    Então, arrisco-me a afirmar que, nos séculos que virão, homens como Lênin, Stálin, Mao-Tse-Tung, Che Guevara, Fidel Castro e outros, até mesmo os de direita, a despeito de seus erros e excessos, por resgatarem seus povos the miséria e transformarem seus Estados em grandes e respeitáveis , terão o mesmo tratamento biográfico de outros tantos, não menos violentos, porém menos achincalhados, como Júlio César, Otávio Augusto, Gengis Khan, Átila, Pedro (o grande), Alexandre Magno, Carlos Magno, Robespierre, Napoleão Bonaparte, Otto Von Bismarck, entre outros. Quem viver verá.

  18. Marcelo disse:

    Talvez tenha entendido errado o texto. Não vejo a intenção do autor em afirmar uma posição socialista de Lincon. Observo que o objetivo principal deste texto é trazer a falta de democracia cultural da sociedade americana.
    O autor não tem a pretensão de dizer que Lincon foi socialista, ele apenas usa um dos presidentes mais estudados nos EUA para mostrar que a história americana é toda camuflada!
    Quanto aos comentários vejo a falta de capacidade dos conservadores em analisarva situação e entender

  19. Andrei disse:

    Lincon era racista até a alma,além de ter sido um criminoso de guerra.Mas como ganhou a guerra Tudo foi banido da história oficial.Leiam os livros em inglês,esses que chegam aqui ia foram revisados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *