Facebook: um mapa das redes de ódio

Pesquisa vasculha território obscuro da internet: comunidades que clamam por violência policial, linchamentos, mortes dos “esquerdistas” e novo golpe militar

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Pesquisa vasculha território obscuro da internet: as comunidades que clamam por violência policial, linchamentos, mortes dos “esquerdistas” e novo golpe militar

Por Patrícia Cornils, entrevistando Fábio Malini | Imagem: Vitor Teixeira

No dia 5 de março o Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo, publicou um mapa de redes de admiradores das Polícias Militares no Facebook. São páginas dedicadas a defender o uso de violência contra o que chamam de “bandidos”, “vagabundos”, “assaltantes”, fazer apologia a linchamentos e ao assassinato, defender policiais, publicar fotos de pessoas “justiçadas” ou mortas violentamente, vender equipamentos bélicos e combater os direitos humanos.

Para centenas de milhares de seguidores dessas páginas, a violência é a única mediadora das relações sociais, a paz só existe se a sociedade se armar e fizer justiça com as próprias mãos, a obediência seria o valor supremo da democracia. Dentro dessa lógica, a relação com os movimentos populares só poderia ser feita através da força policial. Qualquer ato que escape à ordem ou qualquer luta por direitos é lido como um desacato à sociedade disciplinada. Um exemplo: no sábado, dia 8 de março, a página “Faca na Caveira” publicou um texto sobre o Dia Internacional das Mulheres no qual manda as feministas “se foderem”. Em uma hora, recebeu 300 likes. Até a tarde de domingo, 1473 pessoas haviam curtido o texto.

Abaixo o professor Fábio Malini explica como fez a pesquisa e analisa o discurso compartilhado por esses internautas. “O que estamos vendo é só a cultura do medo midiático passando a ter os seus próprios veículos”, diz ele. Explore as redes neste link.

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Como você chegou a esse desenho das redes? O que ele representa?

É um procedimento simples em termos de pesquisa. O pesquisador cria uma fanpage no Facebook e passa a dar “like” num conjunto de fanpages ligada à propagação da violência. Em seguida, usamos uma ferramenta que identifica quais os sites que essas fanpages curtem. E, entre elas, quais estão conectadas entre si. Se há conexão entre uma página com outra, haverá uma linha. Se “Faca na Caveira” curte “Fardado e Armados˜há um laço, uma linha que as interliga. Quando fazemos isso para todas as fanpages, conseguimos identificar quais são as fanpages da violência (bolinhas, nós) mais conectadas e populares. Isso gera um grafo, que é uma representação gráfica de uma rede interativa. Quanto maior é o nó, mais seguida é a página para aquela turma. No grafo, “Polícia Unida Jamais será vencida” é a página mais seguida pela rede. Não significa que ela tem mais fãs. Significa que ela é mais relevante para essa rede da violência. Mas a ferramenta de análise me permite ver mais: quem são as páginas mais populares no Facebook, o que elas publicam, o universo vocabular dos comentários, a tipologia de imagens que circula etc.

O que você queria ver quando pesquisou esse tema? E o que achou de mais interessante?

Pesquisei durante apenas uma semana para testar o método de extração de dados. Descobri que o Labic, laboratório que coordeno, pode ajudar na construção da cultura de paz nesse país, desvelando os ditos dessas redes, que estão aí, lotadas de fãs e públicas no Facebook. Assustei-me em saber a ecologia midiática da repressão no Facebook, em função da agenda que esses sites estabelecem.

Primeiro há um horror ao pensamento de esquerda no país. Isso aparece com inúmeros textos e imagens que satirizam qualquer política de direitos humanos ou ligadas aos movimentos sociais. Essas páginas funcionam como revides à popularização de temas como a desmilitarização da Polícia Militar ou textos de valorização dos direitos humanos. Atualmente, muitas dessas páginas se articulam em função da “Marcha pela Intervenção Militar”. Um de seus maiores ídolos é o deputado Jair Bolsonaro.

Após os protestos no Brasil, a estrutura de atenção dos veículos de comunicação de massa se pulverizou, muito tráfego da televisão está escoando para a internet, o que faz a internet brasileira se tornar ainda mais “multicanal”, com a valorização de experiências como Mídia Ninja, Rio na Rua, A Nova Democracia, Outras Palavras, Revista Fórum, Anonymous, Black Blocs. São páginas muito populares. Mas não estão sozinhas. Há uma guerra em rede. E o pensamento do “bandido bom, bandido morto” hoje se conformou em votos. Esse pensamento foi capaz de construir redes sociais em torno dele.

A despolitização, a corrupção, os abusos de poder, a impunidade, estão na raiz da força alcançada por essas redes da violência e da justiça com as próprias mãos. E não tenho dúvida: essas redes, fortes, vão conseguir ampliar seu lastro eleitoral. Vão ajudar na eleição de vários políticos “linha dura”. Em parte, o crescimento dessas redes se explica também em função de forças da esquerda que passaram a criminalizar os movimentos de rua e ficaram omissas a um conjunto de violações de direitos humanos. O silêncio, nas redes, é resignação. O que estamos vendo é só a cultura do medo midiática passando a ter os seus próprios veículos de comunicação na rede.

Você escreveu que “é bom conhecer e começar a minerar todos os conteúdos que são publicadas nelas.” Por que?

Porque é preciso compreender a política dessas redes e seus temas prioritários. Instituir um debate por lá e não apenas ficar no nosso mundo. É preciso dialogar afirmando que uma sociedade justa é a que produz a paz, e não uma sociedade que só obedece ordens. Estamos numa fase de mídia em que se calar para não dar mais “ibope” é uma estratégia que não funciona. É a fala franca, o dito corajoso, que é capaz de alterar (ou pelo menos chacoalhar) o discurso repressor.

É interessante, ao coletarmos e minerarmos os dados, notar que muitas dessas páginas articulam um discurso de Ode à Repressão com um outro pensamento: o religioso, cujo Deus perdoa os justiceiros. Isso se explica porque ambos são pensamentos em que o dogma, a obediência, constituem valores amplamente difundidos. Para essas redes, a defesa moral de uma paz, de um cuidado de si, viria da capacidade de os indivíduos manterem o estado das coisas sem qualquer questionamento, qualquer desobediência.

No lugar da Política enfrentar essas redes, para torná-las minoritárias e rechaçadas, o que vemos? Governantes que passam a construir seus discursos e práticas em função dessa cultura militarizada, dando vazão a projetos que associam movimentos sociais a terrorismo. Daí há uma inversão de valores: a obediência torna-se o valor supremo de uma democracia. E a política acaba constituindo-se naquilo que vemos nas ruas: o único agente do Estado em relação com os movimentos é a polícia.

O grafo mostra as relações entre os diversos nós dessa rede. Mas e se a gente quiser saber o que essas redes conversam? As PMs estão no centro de vários debates importantes hoje: o tema da desmilitarização. A repressão às manifestações. O assassinato de jovens pobres, pretos, periféricos. Esses nós conversam sobre essas coisas? Em que termos?

Sim, esses nós se republicam. Tal como páginas ativistas se republicam, tais como páginas de esporte se republicam. Todo ente na internet está constituindo numa rede para formar uma perspectiva comum. As ferramentas para coletar essas informaçoes públicas estão muito simplificadas e na mão de todos. Na tenho dúvida que as abordagens científicas das Humanidades serão cada vez mais centrais, pois a partir de agora o campo das Humanidades lidará com milhões de dados. É uma nova natureza que estamos vendo emergir com a circulação de tantos textos, imagens, comportamentos etc.

Você escreveu que “os posts das páginas, em geral, demonstram o processo de construção da identidade policial embasada no conceito de segurança, em que a paz se alcança não mediante a justiça, mas mediante a ordem, a louvação de armamentos e a morte do outro.” Pode dar exemplos de como isso aparece? E por que isso é grave? Afinal, na visão dos defensores e admiradores da polícia, as posições que defendem dariam mais “paz” à sociedade.

Sábado, 8 de março, foi o Dia Internacional da Mulher. Uma das páginas, a Faca na Caveira, deu parabéns às mulheres guerreiras. Mas mandaram as feministas se foderem. O post teve 300 likes em menos de meia hora e na tarde de domingo tinha 1473 likes. A paz só será alcançada com ordem e obediência, dizem. No fundo, essas redes revelam-se como repressoras de qualquer subjetividade inventiva. Por isso, são homofóbicas e profundamente etnocêntricas de classes. É uma espécie de decalque do que pensa a classe média conectada no Brasil, que postula que boné de “aba reta” em shopping é coisa da bandidagem.

Em Vitória, onde resido, em dezembro de 2013, centenas de jovens que curtiam uma roda de funk nas proximidade de um shopping tiveram que entrar nesse recinto para fugir da repressão da polícia, que criminaliza essa cultura musical. Imediatamente foi um “corre-corre” no centro comercial. Os jovens foram todos colocados sentados, sem camisa, no centro da Praça de Alimentação. Em seguida, foram expulsos em fila indiana pela polícia, sob os aplausos da população. Depois, ao se investigar o fato, nenhum deles tinha qualquer indício de estar cometendo crime. Essa cultura do aplauso está na rede e é forte. É um ódio à invenção, à diferença, à multiplicidade. É por isso que a morte é o elemento subjetivo que comove essa rede. Mostrar possíveis criminosos mortos, no chão, com face, tórax ou qualquer outro parte do corpo destruída pelos tiros, é um modo de reforçar a negação da vida.

Essas redes conversam com outras redes não dedicadas especificamente à questão das PMs? Vi, por exemplo, que tem um “Dilma Rousseff Não”, um “Caos na Saúde Pública” e um “Movimento Contra Corrupção”. Que ligações as pessoas ali estabelecem entre esses temas?

Sim, são páginas que se colocam no campo da direita mais reacionária do país. Mas isso também é um índice da transmutação do conservadorismo no Brasil. Infelizmente, o controle da corrupção se tornou um fracasso. Essa condição fracassada alimenta a despolitização. E a despolitização é o combustível para essas páginas. Mas a despolitização não é apenas um processo produzidos pelos “repressores”, mas por sucessivos governos mergulhados em escândalos e que são tecidos por relações políticas absolutamente cínicas em nome de alguma governabilidade.

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50 comentários para "Facebook: um mapa das redes de ódio"

  1. Bento disse:

    Ghiraldelli tem razão ao escrever que “o Facebook foi criado para cultivar o fascismo”

  2. eleonora de aguiar casali disse:

    oi , se não fosse porque vivo aqui e minhas filhas crescerão aqui, teria curtido porque adoro livros e filmes de intriga, tipo:
    final de semana recebo no face uma foto do congresso pegando fogo com texto passa pela revolução francesa, Maria Antonieta e termina assim, “Vamos juntos, vamos mostrar que no Brasil o povo esclarecido pode realmente mudar o rumo da história ….. já que pelas urnas vai ser difícil, por motivos óbvios.”
    dias depois FHC estréia no UOL e puxa!…lá está maria antonieta…daí me pergunto, maria antonieta ?! intrigante, não pesquisadores ????

  3. Chamar o funk de cultura musical já mostra a que vem o autor do texto. A visão maniqueísta e dicotômica da população brasileira também deixa transparecer a intenção ‘doutrinadora’ por trás do texto.
    Direita é o mal, a esquerda são as minorias oprimidas e odiadas sem motivos. Mas, não somos nós que vivemos num país democrático, de política LIBERAL, sacramentada pelo ilustre ex-presidente FHC ?! Aquele, à quem Luis Inácio seguiu a risca – expandindo fronteiras internacionais, aceitando crédito e pagando dívidas externas. E para o povão, sobra um formador (ou deformador) de opinião desses, que juro, após ler o texto todo, prefiro não saber o nome, para não ter o ímpeto de adentrar em algum tipo de argumentação ad hominem.
    O ódio pela instituição que é responsável pela soberania de um país, e a simpatia pela degradação intelectual e social das pessoas menos instruídas é uma inversão de valores bem calculada. Pretende defender atitudes inócuas e autodestrutivas em detrimento de uma disciplina necessária e prudente. É como justificar a existência de uma esquerda festiva e alienada, que é guiada por textos como esses, que falam de paz e igualdade, mas visam em todo o sentido o ódio e o desentendimento entre as diferentes estruturas sociais presentes em um país de território enorme, mas que estão todos sob a instituição de uma única federação, ávida por poder e capaz de usar seus cidadãos como meros peões em um jogo de elites…
    Elites senhores, são elas os comandantes do mundo, não importam se saúdam com o punho cerrado, ou com os dedos em riste! Nossa única e ponderada opção é sermos indivíduos, e nunca nos deixar rotularmos!

  4. O mininão Hansen gastou tanto latim em sua crítica heim.
    Parabéns pela pesquisa Fábio, já chamou a atenção dos estudiosos da “Direita” mais torta que já existiu neste país, aquela que diz que não há mais direita nem esquerda, a que defende a alienação por traz de um povo comum e total.
    Cuidado com esse totalitarismo aí meu amigo. Um dia pode ser que você não possa nem escrever esse textículo direitopata, porque vai perder a vida se tentar, afinal, críticas não são bem vindas quando o autoritarismo está no poder.
    Quem critica hoje, criticará amanhã, e no rumo que você quer ir, amanhã não vai mais ser admissível, porque a mordaça vai voltar, junto com o pau de arara.
    Se não leu, leia 1984. Se quiser, vasculhe o que acontecia com os intelectuais e professores na linda e harmonica época da ditadura. Época, alíás que culminou com a degradação da tal educação que você gosta tanto.
    Seu texticulo é contraditório, não dá pra ser uma massa e ser indivíduo plenos ao mesmo tempo, ainda mais sob a “tutela” de uma instituição, seja qual for. O individuo é contraditório, a instituição é rígida e reprime o próprio indivído. Mas “alguém” sempre tem que “comandar” a instituição, e esses, que são indivíduos contraditórios, podem tudo, criam brechas na regra.
    A “soberania” guardada pela tal instituição, me poupe, só se for para a marinha americana. Aquela que aportou aqui para garantir o golpe. Porque não sei como podem se orgulhar dessa farça, de não poder dar conta do próprio racha dessa tal instituição, cheia de indivíduos contraditórios por natureza.
    Elite hoje, elite amanhã. Se não há pobre, não há rico.
    Quem vai abrir mão do lucro?

  5. Luiz disse:

    Essa cultura do medo, de governos duros e cidadãos guerreiros não os faz sentir uma leve brisa do fascismo?

  6. Wilson disse:

    Lobão não curtiu essa reportagem…

    • carlos fortes disse:

      O lobão que estava corretissimo na sua avaliação do sistema politico, levou do presidente sarney – tres cadeias por porte de outras drogas, pelo motivo de dizer em todos os show ………TUDO É POSE ………… Mas o mundo da volta e hoje o Lobão não realiza o que a BABY CONSUELO OU DO BRASIL – DOS NOVOS BAIANOS, dizia que o artista tem a responsabilidade de pensar e falar de forma assertiva e coerente.

  7. Thiago Lima disse:

    Obrigado Patrícia pela matéria! Esclarecedora!

  8. Valeria disse:

    Nada justifica a violência, Porém a reportagem esqueceu de abordar a que parte de perfis de esquerda. É insipiente, é verdade, mas usa todo tipo de tática suja à disposição, com perfis falsos, invasão por vírus e tudo o que estiver à mão. Fica parecendo que a esquerda virtual é composta de monges…conta outra!!!!

  9. Tarcísio da Costa disse:

    Não acredito que o mapeamento das páginas relacionadas ao admiradores das Polícias Militares no Facebook possa ajudar na construção da cultura de paz no país. Somente pelo respeito à democracia, à liberdade de imprensa e a tolerância pela opinião contrária seja possível se chegar a paz. Nem a extrema direita e nem a extrema esquerda respeitam estes princípios. Tudo pelo poder e para se manter no poder é o lema dos ditadores. E eles estão de plantão, dos dois lados. Não desejo nenhum deles para o Brasil.

  10. Hemengardo Lúgubre disse:

    As pessoas que curtem uma página anti-corrupção não são necessariamente de direita. A corrupção existe dos dois lados, é um mal a ser combatido, onde quer que se implante.

    • Concordo, Hemengardo, entretanto, o que mais vejo nas tais páginas são ataques ao PT, mas não é contra a corrupção em si? Ou seja, é só o PT que é corrupto? Eu não sou petista, sou apenas um Jornalista e me distancio para poder enxergar melhor e é isso que vejo, não estou aqui para defender o Partido dos Trabalhadores, porém não poderia deixar de registrar essa peculiaridade.

  11. Dico disse:

    Todo extremismo é perigoso, prejudicial e injusto.

  12. Santanna disse:

    “É preciso dialogar afirmando que uma sociedade justa é a que produz a paz, e não uma sociedade que só obedece ordens.”
    Dialogar com 50 mil homicídios por ano, num país onde o criminoso pratica o crime na certeza que não será punido. No país onde o partido que governa, bateu o recorde de corrupção de todos os tempos na história tupiniquim. Que premia ditaduras em republiquetas da América Latina a África, com portos, financiamentos do BNDES ,perdão de dívidas ? E você vem com esse discursinho utópico pacifista social. Fábio Malini não vê a realidade. E outra, essa caricatura foi feita com um viés unilateral( se é que me entendem). A grande verdade é que as pessoas estão insatisfeita com o atual estado de coisas, e reclamam, tem todo direito de reclamar. E ninguém pode tirar esse direito delas(não que estou dizendo que o artigo diz isso). Como diria Nelson Rodrigues: “Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta.”
    E hoje no Brasil, quase nada presta.

  13. biracaputo disse:

    Presunção de culpabilidade
    Grande parte dos cidadãos iletrados nos códigos legais que regem as múltiplas inter-relações sociais convive com certas normas atinentes à esfera jurídica por força de sua popularidade. Dentre elas, talvez a mais popular seja a presunção de inocência, comumente expressa por: “todo homem é inocente até que se prove o contrário”. Tal norma baseia-se no artigo XI, § 1, da Declaração dos Direitos do Homem, de 1948, e está presente na Constituição Federal do Brasil e de muitos países livres do mundo contemporâneo. Toda essa popularidade pode ser atribuída às inúmeras vezes que a mídia de massa a veicula, por ocasião dos frequentes escândalos que assolam a “coisa pública” brasileira, mas também por sua razoabilidade, ao proteger inocentes de ataques difamatórios e/ou de ritos sumários de execração pública. Nas palavras do Dr. Renato Brasileiro, especialista em Direito Penal: “Não havendo certeza, mas dúvida sobre os fatos em discussão em juízo, inegavelmente é preferível a absolvição de um culpado à condenação de um inocente, pois, em juízo de ponderação, o primeiro erro acaba sendo menos grave que o segundo.1”. Lembro das aulas de história que tive no ensino médio em que o professor costumava dizer: “se você vir um cartaz dizendo que é proibido morder a orelha do professor, de certo também verá algum professor sem orelha”.
    Mas, de uns tempos para cá, cabe-nos considerar uma outra dimensão da realidade: a virtual. Seus efeitos, para o bem e para o mal, ocupam cada vez mais corações e mentes em diferentes aspectos da experiência humana. Ainda estou sob o impacto do artigo “Facebook: uma mapa das redes de ódio2”, que trata de pesquisa realizada pelo Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo. Ele constata como trafegam os clamores de pessoas (?) pelas vísceras e pelo sangue de outras pessoas (?) em ambiente virtual participativo. É crescente o interesse em analisar como os usuários da Internet se manifestam, quer por interesses econômicos, acadêmicos ou políticos. Nunca antes pessoas (?) puderam manifestar-se tão amplamente, rapidamente e livremente (leia-se anonimamente, ou quase) como agora. Isto, certamente, traz muitos impactos sobre a maneira que se estabelecem relações interpessoais, dentro e fora do ambiente virtual. Um desses impactos, que é o que desejo destacar, é o da impessoalidade. Parece-me que a condição de usuários, temporariamente alija as pessoas de sua própria condição humana in totum para reduzi-las aos usos e significados que quem as lê lhes atribui. Por exemplo, é possível reduzir imaginariamente uma pessoa a um objeto sexual, quando esta é um usuário conectado, assim como é possível transformar um inocente em culpado para erigir sobre ele um continente para tudo que há de pior em si. Para isto, não são necessários sequer indícios, quanto mais argumentos. Fomos além da desqualificação de oponentes, agora os desconsideramos como humanos, desprovidos de história, de necessidades, de vulnerabilidades, de passado e de futuro e, assim sendo, inviabilizamos a própria empatia intraespécie. Estamos todos disponíveis ao escárnio, à barbárie e à parte mais torpe e vil uns dos outros, sem que para isto seja necessária alguma razão. Em poucas palavras: muito doentes.

  14. A extrema direita nasce em resposta à grande onda de impunidade. O bandido é preso e no mesmo dia é solto. Ninguém faz nada, então eis que surge os extremistas. O nazismo nasceu assim também, como um meio reparador de desigualdades. Enquanto a esquerda vive no mundo do faz de contas, do coitadismo e da utopia, a direita se movimenta desordenada, andando lado a lado do sensacionalismo. Ao meu ver um dia as picuinhas se dissiparão, mas este dia não é hoje.

  15. Willy Sandoval disse:

    ESQUERDA É DO BEM, DIREITA É DO MAL!!! POR QUE A PRESIDANTA DILMANDONA NÃO INTERVÉM NA SELEÇÃO PARA TIRAR O FACISTA FELIPÃO QUE JÁ OUSOU ELOGIAR O PINOCHET? VAMOS DILMONA, AJA! MOSTRE QUEM É QUE MANDA NO PAÍS!

  16. Elias disse:

    Funk é cultura? Somos obrigados a tolerar um ritmo musical que não tem ritmo, não possui cantores que sabem cantar, as musica idolatra pedofilia e o crime é isso?
    Policiais no Brasil são heróis trocam tiros dezenas de vezes em sua carreira, muitos morrem, enquanto esses intelectuais vivem em suas classes e casas confortáveis longe da guerra com o crime, crime esse que mata mais de 80000 pessoas por ano, apoiar a polícia é ser fascista? Quem sustenta o estado brasileiro, quem permite que vcs continuem escrevendo merda é a polícia, se dependesse de mim apenas não haveria textos como esse vcs tem sorte da polícia proteger vcs, os policiais morrem por uma população covarde que é a brasileira, em ataques dos crime, meia dúzia de bandidos fazem que milhões de brasileiros se escondam, da onde vem tanta covardia? Quem transformou o brasileiro em uma vítima covarde? A esquerda fez isso alem de desarmar a população, não permitem uma reação do povo com isso e nem se quer permitem o apoio a policia como no caso desse texto, o que queriam? Quais paginas em favor da polícia desejam? Em um país que se mata mais gente que todas as guerras mundiais desejam o que? O culpado do Brasil ser o que é são vcs e não a polícia.

    • Elias, infelizmente, o funk virou cultura, é expressão de uma parcela da população que encontrou no ritmo (sim ritmo, acho que você não sabe bem o que vem a ser ritmo, pois o maior motivo das pessoas gostarem desse tipo de música, é o ritmo – dançante) uma forma de exteriorizar a realidade de onde vivem. A divulgação desse ritmo e sua adoção pela classe média veio com sua popularização nas novelas globais ou você tem dúvidas?
      Sim, policiais no Brasil são heróis, principalmente pelo baixo salário que recebem frente aos perigos da profissão, que tal uma manifestação pelo aumento salarial desses heróis? Vai lá pedir para o Alckmin – ou quem quer que seja o Governador do seu Estado – aumentar o soldo dos heróis. Que aliás, servem como escolta particular para a família do Alckmin.
      O discurso da covardia já era adotado há muitos e muitos anos atrás, naquele papinho de “não reação”. Naqueles tempos você ainda tinha chance de não ser morto ao não reagir, hoje, isso não é garantia de nada. “Meia dúzia de ladrões”? ‘Péra, você está falando do Brasil ainda, né? Um país com um déficit carcerário que condena duplamente quem é punido pela Lei. Sem contar os inúmeros bandidos e corruptos que ‘somos’!!!! Sim, somos um povo corrupto, adoramos cortar fila, nos regozijamos ao receber troco a mais, a cada ‘caixinha’ pra escapar de multa e por aí vai.
      Quem permite que fiquemos escrevendo ‘merda’ como você, não é a polícia, meu caro e sim, o sistema democrático no qual estamos inseridos, em outro contexto, em outros tempos, essa liberdade nos fôra negada e a polícia era quem ia te buscar em casa, caso algum vizinho lhe dedurasse (“Olha, meu vizinho fala mal do governo”, pronto, cadeia, tortura…) E quem eram os torturadores? O cidadão-comum? O homem de bem? Sim e geralmente era policial.
      Onde você estava quando os policiais clamavam pela PEC 300?

  17. Marcos disse:

    A PM não garante minha liberdade para escrever, como falaram acima, quem garante isso é nossa constituição democrática. A PM é apenas um ente dessa instituição, que deve promover a paz e a segurança, e não a guerra contra tudo o que fascistas acreditam ser ruim.
    Acho que o brasileiro, antes de sair culpando PM ou nosso regime democrático, devia fazer uma análise de consciência e ver até que ponto ele mesmo não é corrupto. Até que ponto ele mesmo não é conivente com a corrupção de amigos e parentes. Vai desde o exemplo mais banal, pular fila quando se encontra um amigo nela, à silenciosa admiração de um conhecido que se “deu bem” dando uma rasteira no imposto de renda. SIM, como falaram acima, somo um povo corrupto. Temos inúmeras qualidades, mas não temos a qualidade da auto-honestidade. E isso não se resolve com a violência para com o próximo. Isso se resolve com uma revolução cultural, de paz. Vocês acusam intelectuais de não contribuírem com nada.. que triste conclusão essa.. Uma conclusão de quem não lê um livro, de quem não vê um filme e de quem não consegue mudar e sonhar através do intelecto.

  18. Caio disse:

    Patrícia, espero não precisar ter de desejar pra você o mesmo que aquele bosta desejou para a Rachel Sheherazade pra que você aprenda um pouco sobre maldade, sobre maldade gratuita, sobre ódio gratuito nos olhos de bandido, sobre quem faz a opção pelo mal por pura vontade, por gostar do mal, gostar do teu sofrimento.
    Espero que você não precise ter seu lar invadido, que você não precise ter seu corpo invadido.
    Você acha realmente que “tudo bem” para o cara cuja notícia tá em todos os jornais hoje, que molestou uma mulher na estação da Luz? Acha que ok, ele é um cara legal mas incompreendido? Acha que a população que presenciou e espancou ele é errada? Imagina se fosse você, ou sua mãe, ou sua irmã menor, molestada por um verme desses. Verme a gente não trata com carinho.
    Espero que você não precise passar por uma experiência traumática dessas para aprender que você não mora na Nuvem Rosa do desenho dos Ursinhos Carinhosos onde tudo se resolve com amor e carinho, e principalmente pare de achar que a Direita é o Coração Gelado e vocês da esquerda são os Ursinhos Carinhosos. É por causa de pessoas como vocês que o Brasil é um poço de lama, sujo, cheio de verme, que vomitam asneiras como essas tantas que você acaba de vomitar.
    Adeus.

  19. Luiz Eduardo disse:

    As mentes mais brilhantes da humanidade fugiram para a solidão. Acontece que nossos valores culturais os abominaram e, nunca os valoraram como mereciam. Como dizia Schopenhauer: ainda bem que só existe uma vida. Eu odiaria ter que viver de novo. A inexistência é meu único consolo nesse caos.
    Pois, somos animais rudes, egoístas..Certa vez conheci um filósofo prussiano. Ele nunca deixava de citar e assim fez: “fuja meu amigo, fuja para sua solidão”.
    Até minha primeira e pouco mais de um década me surpreendia com as pessoas, então tomei conhecimento do conceito de décadence!

  20. Muito tendenciosa e confusa na sua ideologia esta página! e se há estes territórios na rede, é por causa da MORTE MORAL DO ESTADO LULO-PETISTA, DO SUÍCIDIO MORAL DAS INSTITUIÇÕES, E DO APARELHAMENTO VERMELHO DA IMPRENSA.

  21. Iun disse:

    – o modelo do Fábio é válido
    – a sociedade está assim mesmo
    -hoje conversando com uma policia ouvi que não se deve dar esmola aos deitados no chão, assim eles nunca vão trabalhar, e que a Defensoria está errada em defender eles, e que os direitos humanos estão errados.
    -ou ela acredita em Deus para resolver tudo ( já que falou mal do PT e PSDB)
    ou esse pessoal já está aglutinado em outro partido que não o PSDB.
    -até neste site há comentaristas que são meio analfabetos para assuntos diferentes do seu dia-a-dia

  22. Ian disse:

    O facebook é o pior arquivo de crimes.
    Nesse local se pode colocar uma foto de uma pessoa indefesa e lhe atribuir um crime, fora do direito formal. Os acusadores nunca precisarão provar.
    É o nascimento do direito de grupos.

    • Cesar Ferreira disse:

      Eu comecei a ler o tal desmascarento e encontrei o autor fazendo o que seria correto fazer, ou seja, grifar trecho por trecho do texto para fazer uma contra-argumentação objetiva. Só que logo se nota que o contra-argumento não bate com o texto grifado e fica claro se tratar apenas de discurso retórico cheio de falácias…
      Por exemplo, o texto grifa:
      // São páginas dedicadas a defender o uso de violência contra o que chamam de “bandidos”, “vagabundos”, “assaltantes”, fazer apologia a linchamentos e ao assassinato, defender policiais, publicar fotos de pessoas “justiçadas” ou mortas violentamente, vender equipamentos bélicos e combater os direitos humanos. //
      Em seguida comenta:
      // Como a esquerda manipulou o termo “direitos humanos”, então, para eles, priorizar uma vítima em detrimento dos criminosos violentos é “combater os direitos humanos”. Prestem atenção também quando eles usam o termo “defender policiais”, como se fosse algo condenável.
      A coisa não termina por aí. Segundo o texto, quem é contra criminosos na verdade é contra “o que chamam de bandidos”, “o que chamam de vagabundos” e “o que chamam de assaltantes”. Na ótica da esquerda, bandidos não são mais bandidos, mas apenas “o que chamam de bandidos”.
      Novamente, é bom frisar: a linguagem, para os seres humanos normais, é uma ferramenta. Para os esquerdistas, é uma arma. //
      Agora minha análise parte por parte do texto acima:
      // Como a esquerda manipulou o termo “direitos humanos”, então, para eles, priorizar uma vítima em detrimento dos criminosos violentos é “combater os direitos humanos”. //
      Primeiro há uma imputação generalista (“a esquerda manipulou o termo”) e uma sequente explicação (“para eles, priorizar uma vítima em detrimento dos criminosos violentos é “combater os direitos humanos”.”) que é apenas outra imputação que não se prova e portanto não serve de validação da primeira afirmação. Ou seja, pura falácia.
      // Prestem atenção também quando eles usam o termo “defender policiais”, como se fosse algo condenável. //
      O crítico claramente externa crença a respeito da intenção do texto. Ou seja, ele está inferindo que o autor disse que policial não merece defesa quando a frase apenas relata o uso dessas redes também para “defesa de policiais”.
      A questão que se pode discutir além é saber qual defesa se refere implicitamente o texto criticado para só depois poder se debater se existiu embutido nisso alguma condenação em se “defender policiais”. Isto é, seria a defesa do policial que planta um flagrante para facilitar seu trabalho? Ou seria a defesa do policial que não é covarde e arrisca a própria vida para prender na forma da lei quando seria mais fácil atirar de longe pelas costas em vez de correr atrás e encurralar o suspeito e com isso garantir a sociedade que um inocente não seja morto por engano?
      // A coisa não termina por aí. Segundo o texto, quem é contra criminosos na verdade é contra “o que chamam de bandidos”, “o que chamam de vagabundos” e “o que chamam de assaltantes”. Na ótica da esquerda, bandidos não são mais bandidos, mas apenas “o que chamam de bandidos”. //
      Novamente o crítico pega uma expressão colocada no texto para inferir seu significado colocando palavras na boca do autor (“Segundo o texto, quem é contra criminosos na verdade é…”) para em seguida fazer sua conclusão (“Na ótica da esquerda, bandidos não são mais bandidos…”). Isto é, ele afirma ser contra bandidos e que o autor, ou a esquerda, não considera existir bandidos.
      // Novamente, é bom frisar: a linguagem, para os seres humanos normais, é uma ferramenta. Para os esquerdistas, é uma arma. //
      Falácia gritante… Se é esquerdista não é um ser humano normal. E seres humanos “normais” (os não de esquerda) não usam a linguagem como uma arma.
      Enfim, existe sim uma evidente tentativa de fraude intelectual. Mas não exatamente do Fábio Malini.

  23. Thalles Vinicius disse:

    Um texto completamente esquerdista, além do vitimismo exacerbado, é evidente que todo o sistema governamental está sendo fraudado pela alienação da classe dominante (A realmente dominante, a classe aixa e media do pais, pq são eles a base da economia). Assim, essa “desordem” nada mais é que um projeto esquerdista corrupto dos nossos amigos comunistas Dilma e Lula, pra acabar com a esperança de uma limpeza em nossos sistemas, de um país realmente justo e prospero.

  24. Tuco Rodriguez disse:

    Parabéns pelo texto Patrícia, realidade nua e crua de uma sociedade que tem uma cultura de ódio, uma cultura disseminada pelo ódio que sabe da realidade sabe da raiz do problema mas finge que não ver pelo seu egoísmo e ignorância, em outros países você ter uma criança dormindo na rua é um absurdo muito grande uma coisa que nunca sera aceita, mas, aqui algo normal na visão da cultura do ódio teria é que exterminar todos mas alguém querer saber porque aquela criança esta ali se apanhava em casa se é viciada em drogas se onde morava é um lugar que a policia só aparece pra matar que o governo é omisso que sua família é desestruturada, ou não tem dinheiro pra comprar nem os alimentos básicos, ninguém quer saber ninguém quer livros na favela educação de qualidade, porque o bom é gastar comprar coisas pra pagar ate que a morte os separe gastar consumir gastar e o resto o mundo todos que se fodam literalmente, porque uma sociedade que adora ser a ‘justiceira’ satanizar todo pensamento contrario a pseudo ‘justiça certa’ é considerado um comunista que se quiser va mudar pra cuba não sabe nem o que é comunismo nem onde fica cuba uma sociedade que discrimina gay negro favelado e o pior os próprios grupos se descriminam entre eles, é complicado é muita ignorância é muita falta de leitura de uma mente mais aberta de querer entender o problema social na raiz e querer mudar o pensamento por isso a leitura sempre sera a chave pra sair da ignorância ou se aprofundar ainda mais nela, porque o que vejo nessa sociedade é um povo que acredita em tudo que passa na tv e em qualquer baboseira que publicam no facebook sem saber se é verdade ou não, porque disseminar ódio hoje em dia esta na moda parece ser a maneira certa de esta no status da sociedade mas parece ser mais um atestado de ignorância em massa.

  25. Anderson disse:

    Primeiramente gostaria de ressaltar que não tenho profundos conhecimentos.Porem vou falar sobre o pouco que sei e através da minha experiência de vida.
    Todos colocam suas opiniões a partir de estudos e teses.Funk é uma cultura de pessoas que vivem para satisfazerem seu instinto animal(sexo) e material(como se consumir luxo os tornaria pessoas mais felizes).E o funk vem de onde senhores!!!!!(nem é preciso mencionar).Eles vivem uma outra trealidade,muitos saõ frutos do carnaval,de um porre no buteco balada,ou da vontade irresistível do corpo.Enquanto na tv vêem produtos de consumo e locais onde não terão acesso e pensam que as classes média e alta é quem são culpadas pela sua impossibilidade de consumir o que vêem,sentindo se livres para usarem de qualquer artifício para poderem consumir o mesmo que vocês(lembrando que toda regra tem sua excessão) ,revoltados por não terem “os mesmos direitos que vocês”.
    Vivemos em um país onde não se sabe quem é o vizinho,onde temos filas,trânsito e burocracia á beça!!!Fica dificil saber quem vai pegar sua caneta emprestada e devolver em seguida.
    Fácil criticar a ação da polícia sem conhecer seu preparo e suas condições.Pois por dentro daquelas fardas são pais e mães de família que expõem suas vidas para manter a nossa segurança.Que querem beijar seus filhos e entes queridos ao final de mais um dia de trabalho,que saem para trabalhar sem saber se voltarão.
    Na minha opinião se faz necessário desfazer se dos próprios interesses e crenças e fazer pesquisas mais profundas para se ter uma opinião mais esclarecida sobre as coisas.Mantendo ainda sempre a possibilidade de modifica la.
    O meio seria um caminho interessante.

  26. Kalil disse:

    Ora vejam só, mais um que apóia o Marco Civil da Internet e o controle da rede. Interessante…

  27. Patrícia disse:

    Acredito que toda intenção doutrinária é fragilizada quando quem acessa o texto tem acesso também à todas as críticas construídas em volta dele, contra, a favor ou muito pelo contrário.

  28. Camila disse:

    Vocês estão certíssimos! Devemos seguir e nos espelhar nos exemplos dos pacifistas da história como Stalin, Che Guevara, Fidel Castro e Mao Tse Tung! Viva o comunismo!

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