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Crise no país centro-asiático combina demandas justas da população com disputas oligárquicas e, num plano global, os interesses dos EUA, Rússia e China. Entender os fatos e seus sentidos exige superar análises unilaterais ou preconceituosas
EUA sustentam que Kiev tem direito de se ligar à OTAN. Mas tolerariam tropas e armas russas estacionadas no México, diante de sua fronteira? A resposta está no bloqueio que exercem contra Cuba — de onde não parte ameaça militar alguma
Mídias “respeitáveis” dos EUA distorcem fatos e fabricam alarmismo artificial contra imunizantes seguros da China e Rússia. Como funciona a campanha. Por que, em nome de seus interesses geopolíticos, Washington ameaça a Saúde global
Giro de Biden pela Europa desnuda limites do progressismo americano. Inovador e ousado nos assuntos internos, presidente é refém dos interesses do império. China evita disputa militar: sabe que dá as cartas, por não ter cedido à ilusão neoliberal
Pentágono ainda presume o direito de hegemonia sobre a América Latina, diante da “ameaça” asiática. Em fala em Washington, almirante reforça antiga ideia da Guerra Fria, para atuar contra “atores regionais malignos” em seu quintal…
Progressista no plano interno, presidente mantém a geopolítica agressiva de seus antecessores. Tentativa de apagar os desastres – em especial no Oriente Médio – não esconde: China e Rússia estão no alvo, e os EUA não descartam a força bruta
Os EUA e a OTAN veem no país a chance de ampliar seu cerco à Rússia. Mas Moscou, que se fortaleceu na Síria, já não aceita ser humilhada. Os generais do Pentágono e a indústria de armamentos querem um conflito. Biden, por enquanto não
Visita de representantes do governo Biden à Argentina, Colômbia e Uruguai mostra: Washington perde terreno na região. Teme que, nos próximos 20 anos, ela se torne braço estratégico de Rússia, China e Irã. E o descaso pelo Brasil não é acidental
Inconsciente de sua pequenez, o Reino Unido espalha conflitos insólitos – da conspiração para o golpe na Bolívia a planos anti-Rússia. Tem o amparo de sua ex-colônia, os EUA. Decadente mas perverso, mostra que é grave não saber envelhecer
China, Rússia, Bolívia e Irã: não há país sem contradições. Nações antiimperialistas também têm “espoliadores locais” e insatisfações populares. Entendê-las, de forma crítica, é crucial à construção de uma solidariedade internacional
Pensador argumenta: perda de liderança tecnológica e econômica deixa a nu a pequenez moral do mundo eurocêntrico. Domínio do dólar não durará dez anos. Há, pela primeira vez em séculos, brecha para ordem mundial menos hierárquica
Uma leitura da obra do pensador quilombola substitui a crítica ao colonialismo pela idealização dos saberes ancestrais. Por outro lado, ele nunca quis fundar nova antropologia – e sim, confrontar academicismos. Apontamentos sobre artigo polêmico de Douglas Barros
O conturbado início de 2026 mostra que o Brasil precisa repensar sua posição no mundo. Um caminho é combater a cultura de subordinação interna e construir plataforma pela soberania para gerar autonomia política – e alavancar desenvolvimento nacional
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