O Brasil que Mino Carta não enxerga

Só recorte muito pobre, restrito à surrada noção de “arte maior”, pode ter levado jornalista a ver país culturalmente “imbecilizado”

Por Cynara Menezes, em seu blog

o fantástico painel do grafiteiro Toz na zona portuária do Rio. Foto do facebook do artista

O fantástico painel do grafiteiro Toz na zona portuária do Rio. Foto do facebook do artista

Só recorte muito pobre, restrito à surrada noção de “arte maior”, pode ter levado jornalista a ver país culturalmente “imbecilizado” 

Por Cynara Menezes, em seu blog

O provocativo artigo de Mino Carta na CartaCapital da semana, A Imbecilização do Brasil, me instigou a escrever um contraponto às palavras dele. Discordo de Mino e sei que, ao escrever o texto, sua principal intenção era justamente levantar o debate. Não, não acho que o Brasil tenha se imbecilizado. A questão, para mim, diz respeito ao que se considera arte. Só Portinari é arte? Existe arte “menor” e arte “maior”? Em que tipo de arte você acredita?

Não vejo “deserto cultural” algum no País. Nos últimos anos, uma nova cultura está surgindo, mas é preciso ter olhos para vê-la. É forte a cultura que vem da periferia e cada vez mais será. Não temos mais Portinaris? Temos grafite. O Brasil é hoje referência mundial em arte de rua. Temos grandes artistas como Os Gêmeos, Nina Pandolfo, Nunca. Estava matutando sobre estas coisas e acabei descobrindo outro fera, o baiano Toz, que acaba de pintar, ao lado de oito grafiteiros, um painel gigante na lateral de um prédio da zona portuária do Rio.

Ao olhar o incrível trabalho de Toz, me dei conta de que a “arte” de que muitos sentem saudade é na verdade uma arte que fica trancada nos museus, que tem de ir à Europa para conhecer. A arte dos grafiteiros está na rua, ao alcance dos olhos de quem passa, não precisa pagar ingresso para ver. Portinari, Di Cavalcanti, Volpi –é indiscutível sua qualidade artística. Mas ver de perto um quadro deles não é para todo mundo. O grafite é – e para mim tampouco é discutível seu valor. Detalhe: o grafite no muro, ao contrário do quadro pendurado no museu, faz qualquer um sentir que pode ser artista. Isso é inclusão.

(detalhe do painel de Toz. Foto: Sergio Moraes/Reuters)

Guimarães Rosa, Gilberto Freyre… Entendo a provocação de Mino Carta, mas vários dos nomes que ele cita em seu artigo vieram da elite brasileira. E não é culpa do Brasil se a elite não cria mais. Se, em vez de ir para a Europa se ilustrar e voltar escrevendo ou pintando obras fantásticas, os filhos da elite agora preferem ir a Miami comprar bugigangas, não é culpa do povo. Quem se imbecilizou não foi o Brasil, foi a elite. Já escrevi aqui, em tom de galhofa, sobre os submergentes: a elite brasileira submergiu, emburreceu, se vulgarizou. Por que a imprensa, como diz Mino, está ruim? Porque a imprensa é o retrato dessa elite decadente e inculta.

Mas, prestem atenção: o que tem surgido de manifestação cultural vinda do povo é muito mais do que interessante. Representa o futuro, não o passado que ficou para trás. O mundo mudou, a arte também. “Ah, mas o povo gosta de axé, de sertanejo”. E acaso o axé e o sertanejo vieram do povo? Ou vieram do mainstream, da elite que controla a música, para pegar o dinheirinho do povo? Ivete Sangalo, que cobra 650 mil reais para tocar sua música ruim até em inauguração de hospital, não veio do povo. Luan Santana não veio do povo. Eles se impuseram ao povo por meio de mega-esquemas de divulgação. É completamente diferente.

O rap que vem da periferia de São Paulo vem do povo. “Ah, mas o rap não é brasileiro”. E o que é brasileiro? A bossa nova? Mas ela não veio do jazz norte-americano e ganhou elementos nossos? A mistura está em nosso sangue e em nossa tradição cultural: bossa com jazz, rap com samba, funk com maracatu. Isso é Brasil. Vejo, sim, grandes talentos do rap surgindo, fazendo ótima música e falando a linguagem do entorno onde vivem. Os rappers são os cronistas dos rincões mais longínquos e esquecidos do Brasil urbano. Assim como, gostando-se ou não dele, o funk carioca nasce no subúrbio, em estúdios de fundo de quintal. É original e vibrante. Não é “arte”? Voltamos ao começo: o que é arte, afinal?

Numa coisa Mino tem razão, a TV brasileira oferece muita coisa ruim. É verdade. Mas eu não sou tão pessimista. A Globo, principal emissora do país, de vez em quando brinda seus telespectadores com coisas bacanas, até mesmo em novelas, seu mais popular produto – Avenida Brasil — é um exemplo recente. Ironia: as outras emissoras comerciais, que pretendem tirar a “supremacia” da Globo, não têm nenhuma exceção, só oferecem lixo. Mas vejam só, temos TV a cabo, com várias opções (eu gosto muito do Canal Brasil), e ainda tem a TV pública. Ninguém é obrigado a assistir porcaria, é só usar o controle remoto.

Hoje mesmo li o Zeca Pagodinho se queixando de que não toca samba no rádio. Pois eu ouço samba direto no rádio, sabem por quê? Porque só ouço rádio pública, todas com programação de alto nível e variada. Zeca, como tanta gente que reclama do que toca no rádio, devia simplesmente boicotar as emissoras comerciais.

Não vejo imbecilização alguma do Brasil. Temos uma significativa parcela de pessoas recém-incluídas que já estão produzindo cultura e, incentivadas, produzirão cada vez mais. É uma notícia excelente: não são mais só os 5% de brasileiros que tinham acesso à cultura que podem fazer música, pintura, literatura, cinema. Ainda não deu tempo de uma nova geração de intelectuais, oriunda das classes mais baixas da população, como é possível hoje, se formar. No futuro, tenho certeza, virão daí os novos Gilbertos Freyres, os novos Sergios Buarques de Holanda, escrevendo sobre o País, suas mazelas e seus desafios.

Com a diferença de que, para eles, não será só uma paixão intelectual. Sentiram na pele o que estão falando. Escreverão com as vísceras. E é essa, para mim, a melhor definição de arte, sempre: aquela que vem das vísceras.

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20 comentários para "O Brasil que Mino Carta não enxerga"

  1. Mesmo achando que "as coisas" andam um tanto complicadas no país, principalmente nos grandes centros urbanos e periferias, estou de acordo com o texto. De fato, acostumou-se a chamar de arte no país, apenas o que vem dos nomes the elite. Não há dúvida quanto ao valor dos grandes nomes the arte brasileira. Mas daí achar que tudo que possa aparecer vindo das pobres periferias deva ser condenado é um ranço elitista muito bem definido pela autora the matéria acima. Por certo vamos demorar um pouco para termos uma lapidação, mas por certo vamos evoluir, muito acima the mediocridade do tal "sertanejo universitário" que campeia por aí. Culturalmente, podemos não estar dando grandes frutos, afinal só depois the primeira década do século XXI que conseguimos colocar quase todas as crianças e jovens nas Escolas. se o Ensino deixa a desejar, é porque anda estamos matriculando parcela the população que em épocas passadas nem sonhavam em estudar. Temos que dar um tempo…Quanto ao sr. Mino Carta, é mais um intelectual the elite nativa. Abraços.

  2. Mesmo achando que "as coisas" andam um tanto complicadas no país, principalmente nos grandes centros urbanos e periferias, estou de acordo com o texto. De fato, acostumou-se a chamar de arte no país, apenas o que vem dos nomes the elite. Não há dúvida quanto ao valor dos grandes nomes the arte brasileira. Mas daí achar que tudo que possa aparecer vindo das pobres periferias deva ser condenado é um ranço elitista muito bem definido pela autora em matéria acima. Por certo vamos demorar um pouco para termos uma lapidação, mas por certo vamos evoluir, muito acima do medíocre "sertanejo universitário" que campeia por aí. Culturalmente, podemos não estar dando grandes frutos, afinal só após o século XX (?), que conseguimos colocar quase todas as crianças e jovens nas Escolas.(?) Se o Ensino deixa a desejar, é porque ainda estamos matriculando parcela de população que em épocas passadas nem sonhavam em estudar. Temos que dar um tempo…Quanto ao sr. Mino Carta, é mais um intelectual via elite nativa. Abraços.

  3. Acho que você tem que ter cuidado pra não confundir sociologia the cultura com qualidade artística. Concordo que existe uma certa tendência de rotular expressões artísticas "alternativas" – grafite, tatuagem – com baixa cultura. No entanto, seja no grafite ou na pintura "de museu", seja no funk ou na música clássica, qualidade artística é insubstituível, e não há vísceras que compensem falta de talento, empenho ou criatividade.
    Acho que o Brasil vive um momento medíocre do ponto de vista artístico em geral (guardadas algumas exceções como essas que você citou), principalmente na música – não sei se falta criatividade, talento ou ousadia, mas 99% do que toca na rádio é completamente descartável; música pra embalar o sono desperto the massa anestesiada pela cultura do consumo. E isso tanto na música "da elite" quanto "da massa" – se é que essa distinção realmente faz sentido.

    • Nata Sha disse:

      muito bom, a imbecilização na musica é logica, todos os hits pop faltam de lyrica sensata mas ficam lembradas como "catchy tune". bem comercial.

    • "Se, em vez de ir para a Europa se ilustrar e voltar escrevendo ou pintando obras fantásticas, os filhos da elite agora preferem ir a Miami comprar bugigangas, não é culpa do povo." hehe verdade. Concordo que piorou geral. A periferia antes tinha a manha de criar o samba por exemplo, agora ela no máximo consegue criar o funk. E a elite não tava só preocupada com dinheiro, ainda tinha a preocupação com o status ligado à cultura.

    • "Se, em vez de ir para a Europa se ilustrar e voltar escrevendo ou pintando obras fantásticas, os filhos da elite agora preferem ir a Miami comprar bugigangas, não é culpa do povo." hehe verdade. Concordo que piorou geral. A periferia antes tinha a manha de criar o samba por exemplo, agora ela no máximo consegue criar o funk. E a elite não tava só preocupada com dinheiro, ainda tinha a preocupação com o status ligado à cultura.

  4. alexandre a. moreira disse:

    Cynara Menezes e Mino Carta….sinto muito…seu colega de revista tem opiniões muito mais pertinentes lembram disto:
    Folha de São Paulo – Opinião — 3/7/2012
    O Nome próprio da cultura
    Vladimir Safatle
    No Brasil, os debates sobre ação cultural normalmente pecam pelo medo de afirmar as exigências da cultura em voz alta.
    De um lado, há aqueles para quem os investimentos em cultura se justificam por permitir o desenvolvimento da “economia criativa”. Nessa visão, cultura é bom porque gera empregos, turismo e desenvolvimento econômico.
    De outro, há os que veem a cultura como ponta de lança de serviços de assistência e integração social. Mais música e menos violência –é o que alguns gostam de dizer, como se houvesse alguma forma de relação direita possível. O que abre um perigoso flanco: se o índice de violência não baixar, o investimento em música parece perder o sentido.
    Por fim, há os que compreendem cultura como um mero complemento para a educação. Todas as ações culturais devem estar integradas em um projeto educacional pedagógico.
    Há de lembrar a tais pessoas que a cultura ocidental construiu seu lugar exatamente por meio da recusa dessas três tutelas. Platão e Rousseau, por mais que enunciassem pensamentos distintos, tinham ao menos a similitude de ver a arte como uma pedagogia para o bem-viver em sociedade. Não por outra razão, um expulsou os artistas de sua cidade ideal e o outro brigava para não abrirem um teatro em Genebra. Afinal, Dostoiévski, Francis Bacon, John Cage e Paul Celan não são exatamente companheiros na arte da descoberta do bem-viver.
    A arte serve mais para desestabilizar visões de mundo do que para referendá-las.
    Já a subsunção das discussões culturais aos imper ativos da nova “economia criativa” é só mais uma maneira de justificar a lógica de mercador de certos administradores culturais. Assim, eles podem financiar o que circula mais, já que a alta circulação é o critério fundamental para a avaliação dos processos de produção econômica.
    Como Britney Spears sempre circulará mais do que Anton Webern, fica justificada a transformação do Estado em departamento de desenvolvimento de subprodutos culturais
    para a indústria.
    Daqui a pouco, teremos baile funk pago pela Secretaria da Cultura ( ainda por cima, com a desculpa de que se trata de manifestação popular ).
    Mas o Brasil mereceria um debate cultural que não precisasse de muletas para se justificar e que não tentasse perpetuar f alsos dilemas –como cultura elitista x cultura popular, cultura dos países dominantes x cultura da periferia e outros absurdos do gênero.
    Aqueles que acreditam que a cultura serve, sobretudo, para desestabilizar visões de mundo e compreender a força crítica das formas estéticas deveriam parar de falar em voz baixa.
    Vladimir Safatle
    é professor livre-docente do Departamento de filosofia da USP.
    Escreve às terças na Página A2 da ‘Folha’.

  5. Gostei do texto do Mino Carta e texto bom é aquele que cria polêmica e suscita um ótimo texto como esse como contraponto.

  6. ZonaCurva disse:

    ótimo contraponto ao bom texto de Mino Carta.

  7. O sr. Mino Carta, pelo currículo ostensivamente exposto na sua coluna na "Carta Capital", passeou bastante pelas redações de meia dúzia de famílias que dominam os meios de comunicação no país. O texto na coluna citada, beira a arrogância do intelectual velho e esclerosado, abandonado na grande biblioteca em alguma mansão dos bairros chiques. Lamentável.
    Sabe o que me lembra o sr. Mino carta com esse texto? Certos comentaristas de futebol, quando elogiam algum jogador atual mas logo ressalvam que não é um…(e aí citam nomes famosos do nosso futebol de décadas atrás?)…Como se o "inocente" Futebol – (lembrando as peripécias geniais de Garricha; como se tivesse lugar hoje?) – de 50 anos atrás fosse o mesmo jogado hoje? Com caras voando baixo todo o campo como se fosse um futebol de salão? Comédia…kkkkkkk

  8. Ambos os textos são provocações. O triste, ao longo desse processo histórico em que um crítica e a outra resgata, é a elevação da mediocridade ao patamar de excelência, o “hype”.

  9. Achei a visão do Mino Carta demasiado radical e radicalizar qlq coisa é ignorância. Há muita arte e muitos artistas para se descobrir no Brasil. Eles estão aí, basta que a gente pare pra observar. O que esta na mídia é só aquilo que a nossa imprensa burguesa quer. É esse sistema mass media que emburrece, alienia e destrói algumas das construções positivas the política cultural. É esse sistema que não dá espaços para o novo, o diferente ou para periferia. Infelizmente só o talento artístico não é suficiente para o artista chegar lá. Esta claustrofobia acontece devido à falta de espaço que acontece em um país como o nosso, que tem outras necessidades mais urgentes, e o interesse em cultura e pensamento fica sacrificado, o que se reflete em como a sociedade se constrói. Mas há tb um "mal" contemporâneo, o capital que se expande sem limites, mas sem se diferenciar suficientemente do mesmo.

  10. Raul Corrêa disse:

    Caramba, mas não precisava dizer que a Ivete Sangalo é "música ruim" e botar o Luan Santana no mesmo saco, né?
    A música de mercado é muito mais complexa do que parece pras pessoas que só ouvem de beira de ouvido e conseguem, não sei como, julgar a qualidade e o valor dela assim, sem viver proximamente.
    Essa música também é expoente artístico e está sendo feita de um jeito que não existia, e limá-la do rol das "coisas que são arte" e do que não é, e que é considerado menos inteligente ou elaborado, é ter a mesma atitude que limar o grafite do rol de "artes visuais". Os meios de se viver música são inúmeros, e usar a receita européia pra analisar e dizer o que é sofisticado e o que é pobre musicalmente não é o melhor jeito para se falar de todos esses meios, e muitas vezes acaba sendo mais uma elitisse que pretende julgar, não sei como, o que presta e o que é lixo.

    • Carlos Eduardo Nascimento Gomes disse:

      Não é bem por essa linha extremista de "o que presta e o que é lixo", mas é possível diferenciar uma obra mais esmerada que outra. Não é preciso ser um gênio para ver que a obra de Cartola ou Luiz Gonzaga é superior à de MC Naldo, todos artistas da classe oprimida. Da mesma forma é notável que a música de Ivete e Luan (dois membros da elite) é superficial., quando comparada à de Arnaldo Antunes ou Gilberto Gil.

  11. MariaC disse:

    Vou ler o texto de Mino novamente. Acho que ele tem razão. O Brasil não é só arte. É muitas coisas. E essas muitas coisas estão ruins sim.
    Quem vai a S. Paulo ( são Paulo é uma vitrine de povo) sabe que ex. no metrô, a figura entra, e se arreganha com sua mochila perto da porta, com vistas a garantir sua saída. Não percebe que com isto não permite a entrada de uns 6. Já notei essa situação e verifiquei que havia – dentro do metrô – lugar para os 6, mas a figura não permitiu que entrassem. Isso é o Brasil de todo dia.

  12. Paulo disse:

    “No entanto, seja no grafite ou na pintura “de museu”, seja no funk ou na música clássica, qualidade artística é insubstituível, e não há vísceras que compensem falta de talento, empenho ou criatividade.”
    Sem acrescentar muita coisa mais, fico com esse trecho escrito pelo Matheus, lá em cima, e … valeu Mino, pela boa provocação ! E parabéns pelo contraponto !
    Paulo

  13. Sarah Nery disse:

    Que ótimo! Eu adoro a Carta Capital, mas realmente essa capa sobre o vazio da cultura me incomodou demais e a autora pegou justamente no ponto: de que cultura estamos falando? De que arte? Gratidão por compartilhar dessa reflexão!

  14. Juliana disse:

    Sinceramente, não acho a elite inculta, muito pelo contrário, acho-a inteligente e esperta. O povo que é inculto, senão não seria facilmente manipulado.
    Guimarães Rosa era um grande artista e da elite brasileira, pois apenas uma minoria (elite) tinha acesso à educação. Guimarães Rosa era um homem culto, tinha escolaridade, e quem é da elite tem a acesso à serviços de qualidade. E se houve aqueles que se “impuseram” houve aqueles que se submeteram por falta de instrução.
    Obs.:A indústria cultural se apropria da cultura de massa. Um bom exemplo: o carnaval carioca.

  15. João disse:

    faltou o Ramon Martins nessa lista!!

  16. Roberto G, Mafra disse:

    Roberto Mafra,
    Síntese medíocre de alguém considerado como fora de série em nosso universo jornalístico e cultural. O Mino Carta com essa atitude, esse peripaque, esse apagão mental,
    infelizmente também passa a fazer parte da geléia geral que ele
    critica: ele aponte algum lugar do mundo onde exista alguma originalidade em movimento que não naufrague depois de alguns dias de evidência e de glamour, depois dos 15 minutos de glória, alguma coisa que valha a pena de verdade em qualquer âmbito das artes e da cultura.
    Quero crer que ele esteja apenas fustigando… Ele não é tão sem conteúdo assim.

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