O ‘Milistério’ da Saúde

General Pazuello, ministro interino, nomeia mais nove fardados para cargos estratégicos

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Na mesma entrevista a Magno Martins em que disse os absurdos listados aqui, o presidente Jair Bolsonaro elogiou o ministro interino da Saúde. “Por enquanto, deixa lá o general Pazuello. É um tremendo de um gestor“.

Pois ontem o gestor em questão avançou mais casas na militarização do Ministério da Saúde. O general nomeou nove fardados para cargos estratégicos da pasta, como assessoria direta ao gabinete do ministro, Secretaria Executiva e Secretaria de Atenção Especializada em Saúde (que foi prometida ao Centrão). Além dos novos nomes, Pazuello remanejou Antônio Élcio Franco Filho, que é coronel, para ser seu braço direito na pasta. Ele é ex-secretário de saúde de Roraima – estado alinhado com o bolsonarismo e um dos primeiros a flexibilizar medidas de distanciamento social. 

Hoje, a Frente Nacional dos Prefeitos tem uma reunião virtual com Eduardo Pazuello às 11h. Em plena pandemia, a entidade passou quase dois meses sem ser recebida por um ministro da Saúde. Os prefeitos querem respostas do governo federal sobre habilitação dos leitos de UTI prometidos e também compra de equipamentos e testes de diagnóstico.

Falando em testes, o “tremendo gestor” Pazuello pode acabar assinando a compra de 22 milhões de exames com laboratórios que já sofreram até interdição da Anvisa por apresentarem “resultados insatisfatórios” em testes para detecção de outras doenças e distribuidoras sem histórico de contratos com o setor público. A negociação pode representar uma mordida de R$ 1 bilhão para o Tesouro – e acontecerá sem licitação. As informações são do Estadão, que teve acesso a documentos sobre o andamento da chamada pública, lançada em 20 de abril. 

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