O novo ataque de Bolsonaro ao SUS

Por meio de mera “Nota Técnica”, ministério da Saúde elimina, na prática, núcleos multidisciplinares de qualificavam Saúde da Família

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Feito rastilho de pólvora, circula nas redes sociais uma nota técnica do governo Bolsonaro que, basicamente, decreta o fim do NASF, o Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica. Como explica o site do próprio Ministério da Saúde, os NASF foram criados em 2008 para fortalecer a atenção básica. Para isso, oferecem um grande leque de profissionais, como assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, farmacêuticos, e por aí vai, que têm a missão de  atuar em conjunto com médicos e enfermeiros, auxiliando quem está na ponta a resolver melhor os problemas de saúde da população.

Eis que na segunda-feira (27/1), Otavio Pereira D´Avila, que está à frente do Departamento de Saúde da Família da Secretaria de Atenção Primária da pasta, assinou um documento que libera os gestores a adotarem qualquer modelo. Daqui para frente, cabe aos secretários municipais e estaduais de saúde definirem que profissionais entram ou não em uma equipe multiprofissional e sua carga horária mínima. Além disso, os gestores não precisam mais inserir o profissional do NASF no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES) – o que, na prática, os torna invisíveis na gestão pública.

Outra Saúde publicou aqui ontem (29) uma entrevista sobre o tema. Retiramos hoje (30), às 17h, o conteúdo do ar a pedido do entrevistado.

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