Disse me disse

Ministério da Saúde culpa Butantan por atraso no cronograma – e diz que vai precisar rever planejamento de distribuição

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Um dia após apresentar a governadores seu cronograma de distribuição de vacinas, o Ministério da Saúde já teve que rever um número. Como dissemos ontem, os cálculos da pasta davam como certas 9,3 milhões de doses da CoronaVac a serem entregues pelo Instituto Butantan este mês, sendo que o próprio Butantan havia dito horas antes que seriam apenas 2,7 milhões. A redução se deve ao atraso no fornecimento do Ingrediente Farmacêutico Ativo pela Sinovac.

O secretário-executivo Élcio Franco disse que, diante da diminuição da remessa, a pasta vai ter que rever os grupos prioritários e refazer seu planejamento de distribuição… “Fica muito difícil planejar sem ter a confirmação de que vamos receber”, afirmou ele, em vídeo divulgado pela pasta. Em outras palavras, responsabilizou o Butantan pela bagunça, o que foi reforçado por nota do Ministério: “A redução no número de vacinas quebra a expectativa do Ministério da Saúde de cumprir o cronograma divulgado ontem”, diz o texto, completando que a dificuldade “está em o Butantan conseguir cumprir as entregas das doses previstas em contrato”.

O instituto de pesquisa rebateu, afirmando que a Saúde omite “que, como é de conhecimento público, o desgaste diplomático causado pelo governo brasileiro em relação à China provocou atrasos no envio da matéria-prima necessária para a produção da vacina” e que “a autorização para envio só ocorreu após intervenções feitas pelo governo de São Paulo”.

Farpas à parte, o Ministério enviou um ofício ao Butantan para adquirir mais 30 milhões de doses da CoronaVac. Elas seriam adicionais às 100 milhões que já estão previstas para entrega até setembro.

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