Ao olhar o Nordeste, o que o Brasil vê?

Vencedora do BBB, Juliette calcou estrondoso sucesso em torno da imagem da região onde nasceu. Como foram criados mitos de nordestino flagelado, da “cultura brasileira pura”, do retirante que foge da seca, que sustentamos ainda hoje?

Título original: O Nordeste de Juliette através de outras lentes – Parte 1

Por Flávio José Rocha

O Nordeste1 volta às manchetes com Juliette, ganhadora de uma competição televisiva. A paraibana soube como tirar vantagem diante das câmeras para divulgar as belezas naturais do seu estado natal e reclamar do preconceito sofrido por ser nordestina. Em que a ascensão de Juliette ao estrelato reforça ou nega uma visão recorrente sobre o Nordeste? Afinal, existe o Nordeste tão propagandeado por alguns meios de comunicação? Estaria certo Manoel Bandeira em seu poema Brisa ao convidar Anarina para viver no Nordeste e tentar convencê-la afirmando que “No Nordeste faz calor também/ Mas lá tem brisa/Vamos viver de brisa, Anarina”. Belchior, um uma de suas famosas canções chamada Conheço o meu lugar, pareceudiscordar de Bandeira quando cantou que o “Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca houve!2” Será mesmo?

Grande parte dos discursos sobre o Nordeste está centrado em seus “problemas” e a urgência em resolvê-los. Se é necessária uma solução para o “problema Nordeste”, é porque há uma crença que este é um espaço geográfico que não encontrou o “desenvolvimento”, envergonhando as regiões brasileiras irmãs que estão (estão mesmo?) vestidas para o baile do dito mundo globalizado. As soluções oferecidas parecem se perder em um labirinto que não encontrou um Teseu e uma Ariadne que com o seu fio apontem uma suposta saída, a julgar pelos constantes projetos oferecidos ao longo do último século para “salvar” os seus habitantes. Quem sabe não seria porque quem se arvora em ser Teseu e Ariadne seja na verdade o Minotauro? As propostas para sair do labirinto parecem vir de quem não conhece a geografia daquele lugar ou simplesmente deseja que não se encontre a saída, assim é possível manter a “doença” para vender mais remédios. Não há a negação de que existam problemas sérios a serem solucionados naquele território, mas é necessária uma reflexão sobre os recursos apresentados no último século e quem com eles ganhou verdadeiramente.

O fato é que visões e soluções reducionistas e uniformizantes para caracterizar o Nordeste já não servem, embora continuem sendo espalhadas e acolhidas de bom grado. As afirmações que vêm tentando explicar aquele pedaço do Brasil há um bom tempo não deveriam encontrar eco como antes, como tão bem já nos alertou Durval Muniz com o seu livro A invenção do Nordeste e outras artes (1999). Por exemplo, seria o poder político exercido por algumas famílias nos estados uma característica única do Nordeste? Não o creio, pois este é um fato presente em estados do Sul e do Sudeste com os Amim em Santa Catarina, os Dias no Paraná, os Covas em São Paulo, os Bolsonaro, Garotinho e Maia no Rio de Janeiro e a família Neves, em Minas Gerais, para citar apenas alguns exemplos mais conhecidos. Então se trata do Semiárido? Não necessariamente, já que o Maranhão conta apenas com dois municípios e uma população de pouco mais de 200 mil pessoas vivendo neste referencial geográfico enquanto em Minas Gerais há quase um milhão e meio de pessoas que habitam terras semiáridas em 91 município daquele estado do Sudeste3. Seria então a eterna imagem de pessoas em busca de água ou quando esta é utilizada como moeda de troca política? Os políticos bica d’água que trocavam votos por bicas d’água nas periferias cariocas também tinham a água como uma maneira de manter o poder político, logo este não é um fato isolado do sertão4. Se apontam o messianismo, há a Guerra do Contestado acontecida no Paraná e em Santa Catarina e, de forma muito intrigante, as novas igrejas neopentecostais como a Igreja Universal, originada no Rio de Janeiro, e a Igreja Pentecostal Deus é Amor, fundada na cidade de São Paulo, para citar apenas dois casos, nasceram nas metrópoles do Sudeste. Além disso, há os padres católicos cantores, como Marcelo Rossi, em São Paulo, ou Reginaldo Manzotti, no Paraná, que levam milhares de pessoas às suas missas. Estes líderes religiosos pentecostais e católicos não deixam de ressoar como figuras messiânicas, dadas as devidas proporções, é claro, com o seu poder sobre os fiéis. Entretanto, estas comparações não significam que não haja peculiaridades naquela área como o bioma Caatinga, único no mundo com aquelas características, ou manifestações culturais próprias. A questão é que algumas destas peculiaridades reverberam com uma força imagética que supera qualquer tentativa de diversificar a narrativa sobre o Nordeste.

Outro reducionismo é pensar como Mário de Andrade, que defendia que o que restava do Brasil puro já havia abandonado as grandes cidades do Sul do país e continuava habitando o Nordeste e o Norte e por isso para lá se destinou com a sua Viagem Etnográfica. Muitos ainda pensam assim. É bem possível que Juliette tenha, de alguma forma, evocado esta pureza no inconsciente dos telespectadores de forma planejada ou não. Talvez seja isto que Graziela Marcheti quis dizer em artigo publicado aqui no Outras Palavras quando escreveu sobre Juliette: “Ela nos provoca a um engajamento ético e afetivo. Age como se quisesse nos transformar, assim como ela também se abre em transformação5”. Mas então o escritor Durval Muniz tratou de lembrar, em uma de suas colunas no Jornal Diário do Nordeste, que “Como costuma acontecer com quem invoca a identidade nordestina, logo diferenças de classe, raça ou gênero (que eram simbolizadas por outros personagens do programa) eram superadas e todos torciam para a ‘nossa’ representante no reality show.”6

Pensada como um problema a ser resolvido, aquela região atraiu diferentes pensadores sempre certos de que haviam encontrado a solução perfeita para o que julgavam ser necessário solucionar. As propostas mudaram ao longo das décadas, mas algumas características se mostraram parecidas na forma de pensar e agir, com soluções quase sempre vindas de fora do lugar. Dos pensadores que destacarei neste e na segunda parte deste artigo, vale ressaltar que quase todos são homens brancos e alguns de fora do Nordeste, o que por si deve nos alertar para a imposição de uma visão de mundo limitada, já que o Nordeste tem uma grande população de afrodescendentes, de indígenas e de mulheres. É óbvio que existem outras pessoas que poderiam ser destacadas, mas optei às citadas abaixo por terem tido uma influência muito grande sobre como o Nordeste é visto no imaginário nacional e por serem apontadas por outros pesquisadores. Embora haja uma gama de intelectuais e ativistas pensando o Nordeste por novas lentes (que citarei posteriormente), ainda levará um tempo para se fazer sentir este novo pensar refletido e sentido em práticas políticas concretas. Comecemos por aqueles enviados ainda no tempo do Império.

As Comissões Científicas

Na década de cinquenta do século XIX a Corte enviou a primeira Comissão Científica de Exploração, também chamada de Imperial Comissão Científica Exploratória das Províncias do Norte, ao estado do Ceará. Esta Comissão estava interessada na verdade em descobrir possíveis riquezas minerais, já que anos antes a Califórnia havia sido tomada do México pelos Estados Unidos por causa da descoberta do ouro. Possuindo a Califórnia vastos territórios áridos e semiáridos, havia a expectativa de que o ouro pudesse ser encontrado por aqui também (KURY, 2004). Por isto esta comissão teve entre os seus membros o engenheiro Guilherme Capanema, chefe da Seção Geológica e Mineralógica. Os resultados foram pífios e o Ceará não se tornou a nova California, embora o desejo pareça ainda persistir, desta vez com uma tentativa nas últimas três décadas de replicar o agronegócio industrial dos vales californianos nos vales cearenses com a fruticultura irrigada.

Foi a grande seca de 1877 que, oficialmente, impeliu o Imperador Dom Pedro II a enviar uma segunda Comissão Científica novamente para o estado do Ceará, em 1881. Desta vez o objetivo era estudar e sugerir soluções para as secas. Foram os integrantes desta segunda Comissão os primeiros representantes governamentais a lançar as propostas que julgavam mais convenientes para lidar com as estiagens prolongadas. Para os conhecimentos científicos que possuíam à época, não se poderiam esperar outras recomendações que não fossem as da engenharia hídrica, já em voga em outros países. A Comissão sugeriu a transposição de águas do Rio São Francisco para o Rio Jaguaribe, a construção de grandes açudes e estradas e campos de irrigação para resolver os problemas causados pelas estiagens. As propostas apresentadas revelam uma crença inabalável nas soluções técnicas, ainda muito forte atualmente, como as únicas viáveis para facilitar uma saída das crises políticas e das convulsões sociais na região. A visita gerou o primeiro grande açude do Semiárido, o Açude de Cedro, localizado em Quixadá-CE, que demorou mais de vinte anos para ser concluído. Ele deu início à Era da Açudagem com recursos públicos para atender às reclamações dos grandes proprietários da região. Além de beneficiar os latifundiários que se tornariam Senhores da Terra e da Água, a intenção era também manter as “hordas de famintos” fixadas no sertão para que não chegassem às cidades do litoral e praticassem saques ou engrossassem os movimentos messiânicos que ameaçavam a ordem sociopolítica e colocassem o frágil regime político da época em perigo.

Euclides da Cunha

Para muitos brasileiros as secas são a força motriz do “atraso” do Nordeste. O escritor Durval Muniz (1999, p. 81) afirma que “O Nordeste é, em grande medida, filho das secas; produto imagético-discursivo de toda uma série de imagens e textos, produzidos a respeito deste fenômeno, desde que a grande seca de 1877 veio colocá-la como o problema mais importante desta área.” As literaturas científica e ficcional sobre as secas chega a ser inumerável. Como já escrevi em um artigo intitula Ainda sobre as Secas7, em 2017, “A seca passou a ser um discurso uníssono para reivindicar verbas e para justificar as grandes somas gastas em açudes e barragens, incentivos fiscais às empresas que se instalam no Nordeste e o perdão de dívidas junto aos bancos estatais para os grandes e médios proprietários ao longo do último século.” O dinheiro dificilmente chega em quem mais precisa e foram políticas públicas como o Bolsa Família e o trabalho de convivência com o meio ambiente local promovido pela Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) que surtiram mais efeitos positivos do que a grande maioria das obras hídricas.

Talvez não haja obra da literatura que mais tenha contribuído para uma visão estereotipada sobre o Nordeste do que o livro Os Sertões (1902), de autoria de Euclides da Cunha (1866-1909), ainda assim um livro que deve ser lido por todos pela sua qualidade literária. Depois de reportar a Guerra de Canudos para jornal O Estado de São Paulo por pouco mais de cinquenta dias, Cunha voltou para São Paulo e poucos anos depois publicou o que se tornaria um clássico, mas cunharia uma visão sobre aquela região que permanece até os dias atuais. Involuntariamente ou não, Os Sertões e outras obras que seguiram nas décadas seguintes com a mesma temática, serviram e servem para justificar as desigualdades socioeconômicas do sertão com base nas suas características geográficas.

Em geral, as pessoas lembram da famosa frase presente no livro que diz: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. No entanto, não sabem como Cunha adjetivou este sertanejo na mesma página do seu mais famoso livro. Vejamos o que ele diz depois de falar da aparência nada atlética do povo do lugar:

É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. (p. 95)

O autor exibe uma verve invejável, mas o que a grande maioria também não sabe é que Euclides da Cunha nunca chegou pessoalmente até o povoado de Canudos, como enfatiza o escritor Durval Muniz. Isso quer dizer que ele fez um relato a partir dos testemunhos de outras pessoas. Foi o olhar sobre o olhar do outro. Uma terceirização da narrativa. Não seria isso que acontece tantas vezes ainda hoje?

Gilberto Freyre

A construção imagética que temos atualmente sobre o Nordeste começou a ser fortificada no Centro Regionalista do Nordeste, fundado em 1924, que propôs a unidade regional como forma de fortalecimento político para barganhar por verbas que estavam sendo centralizadas pela região do café. O discurso uníssono centrado no regional surtiria mais efeito do que se ecoado pelos estados de forma separada. Dois anos depois, o Centro Regionalista organizou o Congresso Regionalista do Recife. Essa empreitada foi liderada pelo sociólogo Gilberto Freyre (1900-1987), trajeto bem descrito por Durval Muniz em seu já citado livro.

Freyre ficou famoso e é criticado pelo seu livro Casa Grande & Senzala (1933), que disseminou o mito da democracia racial no Brasil. Poucos anos depois ele lançou outro livro seminal intitulado Nordeste (1937), que apesar do título, enfoca no estudo da zona canavieira daquela região do país, sempre com críticas às usinas de açúcar, que tomavam o território litorâneo e elogios aos senhores de engenho que começavam a escassear. Na introdução do livro ele afirma que existe “Um Nordeste onde nunca deixa de haver uma mancha de água: um avanço de mar, um rio, um riacho, o esverdeado de uma lagoa.” E encerra a mesma introdução dizendo que o naturalista estadunidense Herbert H. Smith, ao comparar os fazendeiros de café do Sul aos senhores de engenho do Norte concluiu pela superioridade dos segundos, segundo o autor. Nele Freyre criticou a monocultura da cana-de-açúcar no litoral nordestino e até mesmo a plantação de eucaliptos na cidade do Recife, mas é preciso lembrar que o título da publicação tem uma intenção de disseminar o termo Nordeste, no qual o escritor logrou êxito.

José Américo de Almeida

O paraibano José Américo de Almeida (1887-1980) escreveu em 1923 o livro A Paraíba e seus problemas e inaugurou o chamado Ciclo Regionalista na literatura brasileira8 com o seu livro A Bagaceira, em 1928, embora não se saiba o que justifica apenas o Nordeste ter uma literatura classificada como regional, diferente do Sudeste ou do Centro Oeste, por exemplo. Almeida foi Ministro da Viação e Obras Públicas e Ministro dos Transportes nos dois governos de Getúlio Vargas e exerceu outros cargos públicos. Deu grande impulso à Era da Açudagem no Nordeste e incentivou as Frentes de Emergência dos Flagelados da Seca nos anos 19309. Durante o primeiro governo de Getúlio Vargas, com o fim de demarcar a área geográfica que receberia as verbas governamentais para o “combate” às estiagens, aquele presidente estabeleceu o que viria a se chamar de Polígono das Secas. Ainda naquela década, o Presidente Vargas chegou a enviar para a prisão alguns coronéis nordestinos desafetos seus.

É também na década de 1930 que as capitais começavam a ter que lidar com milhares de migrantes de forma inesperada e a situação começava a gerar insatisfação nas populações destas cidades. A ideia principal das Frentes de Trabalho ou Frentes de emergência era manter os retirantes ocupados no próprio Semiárido para que não se deslocassem para as cidades, onde a população estava amedrontada pela ameaça de saques.

A prática de utilizar as vítimas das secas para a construção de açudes foi intensificada pelo então Ministro José Américo de Almeida e passou a ser comum nas décadas seguintes, atingindo o seu auge no início dos anos 198010. A reivindicação para a construção de açudes passou a ser uma rotina por parte dos proprietários de terras da região, dado a maior valorização que estas propriedades adquirem após possuírem reservatórios de água. As pessoas que trabalhavam nestas Frentes de Emergência tinham a esperança de que estas construções iriam democratizar a água na região quando, na verdade, elas eram usadas para construir grandes açudes e barragens e concentrar a água nas grandes propriedades.


Referências bibliográficas

ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes . São Paulo: Cortez, 1999.

ALMEIDA. José Américo de. A Paraíba e seus problemas. Senado Federal/Fundação Casa de José Américo. 1923.

________. A Bagaceira. José Olympio: Rio de janeiro. 1928.

CUNHA. Euclides da. Os Sertões: campanha de Canudos. São Paulo: Nova Cultural. 1992.

FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala: formação da família brasileira sob o regime patriarcal. São Paulo: Editora Global. 2003.

________. Nordeste. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967.

KURY, L. A Comissão Científica de Exploração (1859-1961). Revista Conviver Nordeste Semi-Árido. Fortaleza, v. 1, n. 4, out./dez. 2004.

SILVA, Flávio José Rocha da. Ainda sobre as secas:. Raízes: Revista De Ciências Sociais E Econômicas, 37. 2017. p. 118-128. Acessível em https://doi.org/10.37370/raizes.2017.v37.55

______. Nordeste: imagem real ou fabricada? In Revista de Ciências Sociais. V 49 N. 2. Jul/2018. p. 576-600. Acessível em http://www.periodicos.ufc.br/revcienso/article/view/11731


1 Sobre o termo Nordeste, confira artigo de Durval Muniz no Diário do Nordeste de 04 de maio de 2021 em https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/durval-muniz-de-albuquerque-jr/a-institucionalizacao-da-palavra-nordeste-1.3081176

2 O poema Brisa virou canção na voz da cantora Maria Bethânia. Confira o poema em https://www.letras.mus.br/maria-bethania/164681/. A canção Conheço o meu lugar, de Belchior, pode ser ouvida em https://www.letras.mus.br/belchior/44452/

3 Confira a Nova Delimitação do Semiárido em https://www.gov.br/sudene/pt-br/centrais-de-conteudo/relao-de-municpios-semirido-pdf

4 Teve seu maior representante no político carioca Chagas Freitas.

5 Leia o artigo Os convites de Juliette em https://outraspalavras.net/crise-brasileira/os-convites-que-juliette-nos-faz/

6 Leia a coluna de Durval Muniz intitulada Juliette ressuscita Mané Xiquexique, personagem criado por um cearense contra jeca Tatu em https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/durval-muniz-de-albuquerque-jr/juliette-ressuscita-mane-xiquexique-1.3084246?fbclid=IwAR3eK1EkwFOqGovJsGwxmQmC3GOKPmw27W8p-LeIijozuFYf_8J83rAviCo

7 Leio o artigo completo em http://raizes.revistas.ufcg.edu.br/index.php/raizes/article/view/55

8 “A criação literária nordestina de 1930, sobretudo o romance, só se elucida em termos históricos-políticos se for analisada à luz do projeto ideológico que lhe é subjacente: o de criar e difundir o conceito de uma região – o Nordeste.” (ZAIDAN FILHO, 2001, p. 17)..

9 Confira o documentário O Homem de Areia (CARVALHO, 1981) em https://www.youtube.com/watch?v=TlPgb3VRAaw

10 “A seca de 1979-1983 apresentou um quadro bastante distinto, uma vez que, no final de 1983 para o início de 1984, o número de pessoas alistadas girava em torno de 2,7 milhões de trabalhadores entre homens, mulheres e crianças, essas com idade entre 12 e 17 anos: menores, enfim.” (CARVALHO, 2004).

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