Quando Jerusalém-2014 faz lembrar Berlim-1933

Jornalista israelense escreve: cenários não são iguais, mas surto de ódio antipalestino estimulado por Telaviv envergonha história judaica

Berlin, NS-Boykott gegen jüdische Geschäfte

Por Chemi Shalev, no Haaretz | Tradução: Antonio Martins

Os velhos jornais no Ocidente não terão coragem de publicar essa matéria. Críticas muito duras ao governo israelense vêm da própria imprensa liberal do país. Precisam ser conhecidas, para que setores interessados em paz e justiça no Oriente Médio saibam que podem encontrar apoio em importantes setores da sociedade israelense. Talvez estejam ainda apáticos, por se sentirem isolados em meio à manada que segue a propaganda oficial e a mídia, hegemonizada pelos setores mais sectários (o diário Haaretz, onde foi publicado o texto a seguir tem 10% dos leitores; os demais jornais são controlados por magnatas estrangeiros da mídia conservadora). 

O artigo faz analogias entre o ambiente de histeria em Israel, estimulado de forma oportunista por políticos da direita, e o que a Alemanha respirou, nos estágios iniciais do nazismo. A publicação de artigos como esse em Israel, embora chocantes, pode ser vista com esperança de que setores existentes na própria sociedade israelense poderão, um dia, virar o jogo. Mas isso só ocorrerá se houver também forte pressão internacional. 

Trata-se de salvar Israel do fascismo, do isolamento internacional, e de estabelecer entre este país e os palestinos bases para um futuro de paz e boa vizinhança, única forma de ambos escaparem da tragédia humanitária que avança no Oriente Médio. (Sérgio Storch, da Rede de Judeus Progressistas)

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Israelenses queimam bandeira palestina e gritam slogans anti-árabes, durante onda de ódio

Em 9 de março de 1933, os paramilitares camisas-marrons da SA nazista lançaram uma ofensiva. “Em diversas partes de Berlim, um grande número de pessoas, a maioria das quais aparentemente judias, foi atacado abertamente nas ruas e golpeado. Algumas foram feridas gravemente. A polícia pode apenas recolhê-las e levá-las ao hospital”, relatou o jornal londrino The Guardian. “Os judeus foram espancados pelos camisas-marrons até sangrar nas faces e cabeças”, prosseguiu o jornal. “Diante de meus olhos, paramilitares, babando como bestas histéricas, perseguiram um homem em plena luz do dia e o chicoteavam”, escreveu Walter Gyssling, no jornal.

Sei que você ultrajou-se antes mesmo de chegar ao final do parágrafo anterior. “Como ele ousa comparar incidentes isolados em Israel com a Alemanha nazista?”, você está pensando. “Isso é uma banalização ofensiva do Holocausto”.

É claro que você tem razão. Minha intenção não é traçar um paralelo. Meus pais perderam, ambos, suas famílias, durante a II Guerra Mundial. Não preciso ser convencido de que o Holocausto é um crime tão único que figura de modo destacado, mesmo nos anais de outros genocídios premeditados.

Mas sou um judeu e há cenas no Holocausto que estão gravadas indelevelmente em minha mente, ainda que não estivesse vivo à época. Quando assisti vídeos e vi imagens de gangues de judeus racistas de direita marchando pelas ruas de Jerusalém, cantando “Morte aos Árabes”, caçando árabes aleatoriamente, identificando-os por sua aparência ou sotaque, perseguindo-os em plena luz do dia, “babando como bestas histéricas” e golpeando-os antes que a polícia pudesse chegar, a associação histórica foi automática. Foi o que primeiro saltou à mente. Deveria ser, penso, a primeira coisa a saltar à mente de qualquer judeu.

Não é preciso dizer que Israel de 2014 não é “O Jardim das Bestas”, expressão que Erik Larson usou para descrever, em seu livro, a Alemanha de 1933. O governo de Telaviv não é tolerante com o vigilantismo ou os gângsters, como foram os nazistas por algum tempo, antes que os alemães começassem a se queixar de desordem nas ruas e dos danos à reputação internacional de Berlim. Não tenho duvidas de que a polícia fará todo o possível para prender os assassinos do garoto palestino cujo corpo calcinado foi encontrado numa floresta de Jerusalém. Até rezo para descobrirem que o assassinato não foi um crime de ódio [Em 6/7, a polícia israelense prendeu, de fato, pessoas – judeus ortodoxos de extrema-direita – que confessaram a autoria do crime, evidentemente motivado por ódio e racismo (Nota da Tradução)].

Mas não nos enganemos. As gangues de valentões judeus promovendo caçadas humanas não são uma aberração. Não foi um acesso incontrolável e único de raiva, que se seguiu à descoberta dos corpos de três estudantes sequestrados. Seu ódio inflamado não existe num vácuo. É uma presença marcante, que cresce a cada dia, engolfando setores cada vez mais amplos da sociedade israelense, alimentada num ambiente de ressentimento, isolamento e auto-vitimização, impulsionado por políticos e “especialistas” – alguns cínicos, outros sinceros – que se cansaram da democracia e suas brechas e que anseiam por ver a imagem de Israel associada a um único Estado, uma única nação e, em algum ponto desta espiral descendente, um único Líder.

Em apenas 24 horas, uma página do Facebook convocando “revanche” pelos assassinatos dos três garotos sequestrados recebeu dezenas de milhares de “curtidas”, e encheu-se de centenas de apelos explícitos para matar árabes, onde quer que estejam. Outra página, pedindo a execução de “extremistas de esquerda”, alcançou quase dez mil “likes”, em dois dias. Além disso, inúmeros textos na web e nas mídias sociais estão inundados de comentários dos leitores vomitando o pior tipo de bile racista e pedindo morte, destruição e genocídio.

Estes sentimentos foram ecoados nos últimos dias, ainda que em termos um pouco mais velados, por membros do Knesset [o Parlamento israelense], que citam versos da Torah sobre o Deus da Vingança e sua ordem de extermínio dos amalequitas. David Rubin, que descreve a si mesmo como ex-prefeito de Shiloh, foi mais explícito: em um artigo publicado no Israel National News, ele escreveu: “Um inimigo é um inimigo e a única maneira de vencer esta guerra é destruir o inimigo, sem levar excessivamente em conta quem é soldado e quem é civil. Nós, judeus, atiraremos primeiro nossas bombas sobre alvos militares, mas não há, em absoluto, necessidade de nos sentirmos culpados por arruinarmos as vidas, matarmos ou ferirmos civis inimigos que são, quase sempre, apoiadores do Fatah ou do Hamas”.

Pairando sobre tudo isso estão o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu governo, que insistem em descrever o conflito com os palestinos em tons rudes de “preto e branco”, “bem contra o mal”; que descrevem os adversários de Israel como incorrigíveis e irredimíveis; que nunca demonstraram o mínimo sinal de empatia ou compreensão, diante das reivindicações de um povo que vive sob ocupação israelense por meio século; que fazem pronunciamentos voltados a desumanizar os palestinos aos olhos do público israelense; que perpetuam o sentimento público de isolamento e injustiça; e que, portanto, estão abrindo caminho para ondas de ódio homicida que começaram a emergir.

Algumas pessoas ensaiarão um paralelo entre a terrível violência de direita que varreu Israel depois dos Acordos de Oslo e a maré crescente de racismo. Em ambas, está implicado o premiê Netanyahu. De seus discursos virulentos na Praça Sion contra o governo da época ao assassinato de Yitzhak Rabin; e de sua retórica antipalestina áspera à explosão horrível de racismo hoje.

Mas é uma resposta fácil demais. Não basta culpar Netanyahu, sem questionar o resto de nós, Judeus em Israel ou na Diáspora, os que fecham os olhos e os que desviam o olhar, os que retratam os palestinos como monstros desumanos e os que veem qualquer autocrítica como um ato de traição judaica.

A comparação certamente é válida: a máxima de Edmund Burke – “Para o triunfo [do mal], basta que os homens bons nada façam” – era correta em Berlim no início dos anos 1930 e permanece verdadeira em Israel. Se nada for feito para reverter a maré, o mal certamente triunfará – e não será preciso esperar muito.

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28 comentários para "Quando Jerusalém-2014 faz lembrar Berlim-1933"

  1. V Nicolau disse:

    “Os velhos jornais no Ocidente não terão coragem de publicar essa matéria.” Só esta frase já assusta, já deveria ser motivo de muita reflexão sobre o poder da mídia tradicional.

    • André Carneiro Santiago disse:

      Eu acho que vc confundiu o conceito de liberal. Liberal americano é esquerda, apropriou dos liberais ingleses que tem elementos de esquerda (ex: legalização das drogas) e direita (defesa do livre mercado). No português o liberal é traduzido pela origem do termo, movimentos liberais brasileiros são conhecidos como: liberais e/ou libertários, no eua seriam os libertarians e não liberals.

  2. Anonimo disse:

    Interessante como em nenhum momento o autor menciona o assassinato dos 3 garotos israelenses, o incessável lançamento de mísseis por parte do Hamas, a violência árabe contra judeus, etc. O único problema são os judeus. O autor consegue ser pior que os nazistas. Por que pelos nazistas os problemas não eram apenas os judeus, eram os comunistas, os russos, etc. Para o autor, todo o problema do conflito são os judeus. Como se o mundo árabe fosse nos odiar menos, por darmos um pouco de terra. Quanta inocência! Não vamos esquecer que até agora os árabes jamais reconheceram o estado de Israel. Eles possuem mais de 20 estados, e nós apenas 1. Mas isto não é o suficiente. Temos que sumir do mapa, porque só assim os árabes serão felizes.
    Veja também a diferença, os nossos garotos são sequestrados e mortos brutalmente e os árabes comemoram, distribuem doces e os assassinos são mártires. Quando o garoto árabe morreu por um dos nossos. Nós prendemos 6 dos nossos. E não comemoramos nada. Não vamos esquecer também que Israel é a única democracia no Oriente Médio e é a única que é criticada. Sr. autor, uma mulher pode dirigir em Gaza? Ela pode se vestir como bem entende? Onde está o racismo???
    Só lamento a posição do autor, não sei nem como uma pessoa dessas ainda se considera judia.

  3. Ralph Pestana disse:

    Artigo de esquerda de jornal esquerdista………………….tinha que dar nisto………………..UM ABSURDO e nada que retrate a realidade

  4. Rafael disse:

    Mas ele memcionou sim sobre o assassinato dos 3 garotos. Acho que a parte mais importante de participar de qualquer grupo, seja ele escolhido ou hereditário, é a Auto-critica. Isso vale para Judaismo tanto para qualquer outra religião, etnia, credo, grupo econômico, ou organização.

  5. Dan Moche disse:

    Anônimo, nada do que você escreveu refuta os argumentos do jornalista do Haaretz. Você é a favor do olho por olho? De incitar o olho por olho até que todos estejam cegos? Este é o tema.
    Ralph, você desqualificar o texto por ser de “direita” ou “esquerda” mostra a que ponto chegou a midiotização das pessoas. Haval a la zman debater contigo.

  6. B.A.C. disse:

    Ok. Como se o ódio dos palestinos aos judeus não fosse IGUALMENTE destrutivo (ou mais). Aliás, o autor se lembra de um ativista político muçulmano que tinha muita simpatia e até amizade por Hitler? Inclusive visitou campos de concentração como se fossem parques de diversão? Ou seja, o ódio dos palestinos contra os judeus não nasceu após o fim da II Guerra. Não nasceu com a imposição do Estado de Israel. Então, quer ser sensato? Seja, mas seja de verdade inteira e não meia verdade.

  7. Emilia disse:

    Uma questão tão antiga e parece que de fato terá que ter uma intervenção mundial para que os ortodoxos saiam da posição de inebridade beirando a loucura.

  8. ivo disse:

    Essa parece mesmo é com um traidor de seu povo. O povo de Israel tem motivos reais e legitimo para reagir assim e demostrar sua indignação.

  9. Leonardo disse:

    Não só o autor fala do assassinato bárbaro dos rapazes israelenses como também chama de bárbaro os demais assassinatos que se seguiram. Essa divisão de esquerda e direita não existe mais no meu dicionário, Ralph Pestana, vide o governo desastroso e paliativo do PT, mas isso não entra nesse assunto.
    Existe certo e errado, existe humanismo, existe empatia pelo ser humano que sofre na guerra, sofre com o racismo e com a xenofobia. Você demonstra com seu comentário, assim como o anônimo que veio antes, que não tenta nem entender o porque de tanto ódio e assim tentar sanar o problema.
    Existem na faixa de Gaza grupos extremistas muito piores do que o Hamas, que matam inclusive ativistas estrangeiros que estão lá há anos ajudando o povo palestino (Vittorio Arrigoni).
    A minha opinião é pro-palestina, porque eles são claramente os oprimidos, mas diferente de vocês dois eu abomino qualquer tipo de violência, a diferença é exatamente essa, na minha opinião não existe maniqueísmo, ou é certo ou é errado, o mal esta presente dos dois lados e deve ser criticado pelo que é sempre que mostrar sua cara feia. Assim como eu sei que existem israelenses maravilhosos em sua luta contra um governo de apartheid, e palestinos que reconhecem esses esforços através do ódio cego de tantos de seus vizinhos e familiares.
    Chamar a revista veja de realista e lúcida é piada, faz parte da chamada main stream media, dominada por grandes empresas, que como sempre são a favor de manter o status quo, e se você não vê nada de errado com nossa sociedade (sociedade global, não só a brasileira), você anda lendo as fontes erradas de informação.

  10. Dan Moche disse:

    Ivo, sobre traições e o povo de Israel…quem está traindo o que?
    Não existe “povo de Israel” sem a Torah. Não por acaso ela foi entregue logo após a libertação do povo da escravi(s)(d)ão Egípcia. É a coroação da gênese do “povo de Israel”.
    A Torah declara: “Ame seu próximo como a si mesmo, Eu sou
    o Todo-Poderoso” (Vaicrá 19:18). O Talmud relata que um gentio veio a
    Hilel e falou-lhe: “Converta-me, na condição de que irá ensinar-me toda a Torah enquanto eu ficar parado num pé só!”.
    Hilel aceitou a condição e lhe disse: “O que você não gosta, não faça com seu semelhante. Esta é toda a Torah . O resto são comentários. Vá e estude!”
    Se Hilel estava se referindo ao mandamento de ‘Amar o Próximo’, por que não mencionou diretamente as palavras do versículo? O Rabino
    Yeruchem Levovitz (1847-1936), da Yeshivá de Mir, na Polônia, explicou que isto veio para nos ensinar um importante princípio.
    A partir das palavras “ame seu próximo”, poderíamos pensar que, ao sentirmos a emoção do amor pelos demais, já estaríamos cumprindo este mandamento.
    A verdade é que somente o sentimento de amor não é suficiente. Pelo contrário, o amor precisa nos motivar a fazer coisas positivas para os demais e evitar quaisquer ações ou palavras que possam causar dor ou sofrimento a alguém.
    HaKtáv VeHaKabalá , um livro enciclopédico sobre a Torah, dá os
    seguintes conselhos práticos para se cumprir esta Mitsvá:
    1) trate os outros com respeito;
    2) procure o melhor para os outros;
    3) sinta o sofrimento dos demais;
    4) cumprimente os outros com cordialidade;
    5) dê o benefício da dúvida;
    6) ajude os outros;
    7) procure dar pequenos presentes ou empréstimos;
    8) não se considere melhor que os outros.
    (Baseado nos ensinamentos do Talmud , Tratado Shabat, página 31a.)
    Fonte:http://www.lekachtob.xpg.com.br/lekach_tob-n203-Kedoshim5771.pdf
    Ivo, indignação é um sentimento legítimo. Mas não é boa guia.

  11. Leandro disse:

    O autor esquece-se do conceito da palavra “Holocausto”. Da parte religiosa, Holocausto é um sacrifício, a qual há uma parte que não tem poder de revidar, como eram os animais selecionados.
    Nas guerras, atribui-se este termo à massacres de povos ou da parte civil, sem que haja fim militar como nos casos dos judeus da WW2, Hiroshima e inclusive da cidade de Dresden, na Alemanha ao final da guerra.
    O caso da palestina é complicado pois os dois lados transpiram ódio e ambos trocam agressões. O autor enfatiza Israel e não considera o ódio e intolerância religiosa do lado oposto, bem como seus ataques à alvos civis.

  12. Anonimo disse:

    É incrível como as pessoas colocam os dois lados como iguais ou pior, como o palestino como “justo”. Antes de mais nada, o Hamas é um grupo terrorista. Não é um grupo “militante”. Sua missão é aniquilar Israel. Eles não querem uma solução dois estados, querem uma solução um estado.Veja o acampamento de férias do Hamas para crianças para entenderem como o ódio aos judeus é doutrinado desde a infância.
    http://www.jpost.com/Middle-East/100000-children-attend-radical-Hamas-summer-camps
    Neste artigo não se vê, mas em outros, você ve o líder Hanyeh pisando na bandeira Israelense e em diversos outros prega a aniquilação dos judeus, como “inimigos de Alá”.
    O Hamas não “revida” ataques. Ele pratica terrorismo. Ele tem como alvo civis, não militares. O intuito dele não é guerrear contra um exército, e sim matar a população judaica em geral. Isso tem que ficar claro.
    “Ah mas Israel também mata civis!” Isso é porque o Hamas, como qualquer grupo terrorista, se esconde atrás de casas de civis. “Ah isso é mentira da mídia”.
    http://www.idfblog.com/blog/2014/07/10/idf-strikes-houses-gaza-used-military-purposes/
    E se a Argentina jogasse foguetes no Brasil, caindo perto de suas casas. Você diria, “ah não morreu ninguém, então tudo bem, vamos esperar morrer alguém” ou “vamos falar de paz”. Como vamos falar de paz com alguém que não reconhece o seu direito de existir e ao mesmo tempo está te agredindo? Israel tem o direito de se defender. Todos que criticam Israel é porque não tão tacando mísseis em suas casas. Israel ainda avisa que vai atacar, para os civis fugirem. Vai ver o Hamas fazer isso ou buscar alvos militares. O Hamas quer é explodir Israel.
    “Ah mas isso tudo é por causa da ocupação Israelense”. Primeiro, se os árabes tem direito a Israel, os judeus também tem. Isso é indiscutível. Se alguém acredita que Israel deve ceder todo seu espaço aos árabes, então a discussão acaba aqui. Estou assumindo que todos aqui são a favor de uma solução dois Estados. Não vamos esquecer que eles tem mais de 20 Estados e os judeus apenas 1. No território Israelense já moram 1,5 milhão de árabes. Quantos judeus moram em Gaza? 0. E na cisjordânia?? Ok, lá tem judeus morando. Então sugiro o seguinte. Tiremos os judeus da Cisjordânia e tiremos os árabes também de Israel, 1,5 milhão deles. Se pode árabe morar em Israel, por que não pode judeu na Cisjordânia???? Tem algum problema o judeu morar lá? Se é assim vamos expulsar os colombianos, bolivianos, argentinos do Brasil, já que a terra é dos brasileiros. Aliás, por quê não pode ter judeu morando em lugar algum dos países árabes??? Há mais de 600 mil judeus refugiados, expulsos dos países Árabes há mais de 60 anos. Vai ver os direitos políticos de um judeu no Irã, Arábia Saudita, Síria, etc.
    Acordem!! Ridículo essa demonização de Israel e santificação do povo “Palestino”. Digo “palestino” porque isso é outra farsa. Eles são jordanianos e egípcios. Nunca houve uma etnia palestina. Muita inocência do povo aqui além de um grande ódio velado aos judeus.

    • Cesar disse:

      Tá sendo dramático demais, os caras tão falando que não existe certo e errado nessa briga, que os dois tem lados negativos que precisam ser resolvidos parar não tirar mais vidas de civis inocentes e você me fala que eles estão defendendo um lado só? eita ignorância, mentinha limitada a sua, quem mais morre nesses conflitos ridículos são inocentes.

  13. tohto disse:

    A revista veja não é referência prá nada…

  14. Cesar disse:

    E só pra você ficar sabendo, ambos povos estão cansados dessa briga, o conflito é pior internamente do que externo, maioria jovens estão cansados disso e querem ter uma vida normal, com paz entre os povos ou pelo respeito.

  15. tania disse:

    Li todos os comentários mas ninguém foi ao cerne da questão. Outro dia ouvi que aqui no Brasil judeus e árabes convivem muito bem. O que acontece lá é simples. Os EUA com seus poderosos ricos judeus conseguiu em 1948, ao final da guerra, criar um posto avançado no Oriente Médio com a suposta criação de um estado , uma pátria para judeus. Estes moram em todo mundo até hoje. Como os ricos de todas as origens atualmente, que não têm mais pátria. Sendo assim, a causa de tudo isso está no fato de alguns donos do mundo acharem que precisam ter todo o petróleo, todo o poder e pra quê??? Poder pelo poder. Dessa forma, Israel é mais um posto militar enfiado dentro do território árabe. E sempre avançando mais. Só muito inocente pra acreditar nesta história de uma pátria para os judeus. Alguém imagina se no Brasil , de repente, fosse criado um país enfiado dentro do nosso território, com muitos soldados e armamentos, o que nós faríamos? Sabemos o que o bilionário Soros fez há pouco com a única intenção de conseguir ficar num posto avançado visando a Rússia. Patrocinou uma luta sangrenta na Ucrânia para depor o presidente eleito e colocou lá um ditador. O foco é este. Para esta meia dúzia de donos do mundo matar milhares de pessoas é apenas estratégia de dominação.

  16. O que eu posso dizer é o que sempre foi evidente: o amigo que defende Israel é… …um anônimo ! Começou errado, rapaz. Mostre a sua cara e sua verdade, talvez, seja considerada. É muito fácil se esconder atrás de um avatar. Outro detalhe, você esquecer de considerar quem apoia Israel e o poder militar que possui, e como o utiliza. Se você não souber, posso falar sobre isto para você, Sr… …como é que posso chamar alguém que não tem nome ? Ah, talvez de covarde… ISRAEL / VAZA / DA FAIXA / DE GAZA…!!!

  17. Celso Bacheschi disse:

    Ao cidadão que escreveu “e se os argentinos jogassem foguetes no Brasil?”, que tal se lembrar de que o Brasil, não está invadindo o país vizinho, nem roubando território deles? Por que a vergomha de identificar-se?

  18. Wilson Mousinho disse:

    Na verdade, devemos considerar que, o povo palestino tem os mesmos anseios que, no passado, tiveram os judeus, ou seja, ter um Estado livre e autônomo.
    Se nós formos lembrar como ocorreu a criação do Estado judeu, perceberemos que, a mesma luta travada hoje pelos palestinos – incluindo o uso de métodos militares e terroristas (algo extremamente condenável) foi o mesmo adotado pelos israelitas que, apenas deixaram de ocorrer quando alcançaram o seu principal objetivo, materializado da construção do Estado de Israel (1948).
    Compreende-se, portanto que, os palestinos só deixarão de lutar quando da criação de seu Estado – considerando que os palestinos não tem reclamado dos territórios perdidos nas Primeira Guerra Árabe-Israelense (1948-49) que inclui o norte de Israel (Haifa) e nem na Guerra dos Seis Dias(1967), Jerusalém Ocidental – assim como fizeram seus primogênitos judeus.
    Na Cisjordânia, a situação não é tão dramática porque a ANP comandada por Mamoud Abas, aceitou as imposições de Israel e, por isso, recebe alguns benefícios por parte do Estado Judeu. Já em Gaza, o governo do Hamas não aceita dobrar-se aos mandos de Israel e, portanto, desde que o Hamas assentou-se no poder, Israel vem impondo situação deploráveis ao povo palestino de Gaza, o que só faz aumenta a espiral de violência entre as duas comunidades.

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