Boaventura: a Terceira Guerra é contra a Rússia

Washington provoca Moscou em três frentes, atiça possível conflito nuclear e ignora opinião da sociedade norte-americana. Em nome da “democracia”?

Bombardeiro B-52 equipado com armas atômicas. Para Boaventura, "várias agências de segurança [norte-americanas] fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear"

Bombardeiro B-52 equipado com armas atômicas. Para Boaventura, “várias agências de segurança [norte-americanas] fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear”

Washington provoca Moscou em três frentes, atiça possível conflito nuclear e ignora opinião da sociedade norte-americana. Em nome da “democracia”?

Por Boaventura de Sousa Santos

Tudo leva a crer que está em preparação a terceira guerra mundial. É uma guerra provocada unilateralmente pelos EUA com a cumplicidade ativa da UE. O seu alvo principal é a Rússia e, indiretamente, a China. O pretexto é a Ucrânia. Num raro momento de consenso entre os dois partidos, o Congresso dos EUA aprovou no passado dia 4 a Resolução 758, que autoriza o Presidente a adotar medidas mais agressivas de sanções e de isolamento da Rússia, a fornecer armas e outras ajudas ao governo da Ucrânia e a fortalecer a presença militar dos EUA nos países vizinhos da Rússia. A escalada da provocação da Rússia tem vários componentes que, no conjunto, constituem a segunda guerra fria. Nesta, ao contrário da primeira, assume-se agora a possibilidade de guerra total e, portanto, de guerra nuclear. Várias agências de segurança fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear.

Os componentes da provocação ocidental são três: sanções para debilitar a Rússia; instalação de um governo satélite em Kiev; guerra de propaganda. As sanções são conhecidas, sendo a mais insidiosa a redução do preço do petróleo, que afeta de modo decisivo as exportações de petróleo da Rússia, uma das mais importantes fontes de financiamento do país. Esta redução trará o benefício adicional de criar sérias dificuldades a outros países considerados hostis (Venezuela e Irã). A redução é possível graças ao pacto celebrado entre os EUA e a Arábia Saudita, nos termos do qual os EUA protegem a família real (odiada na região) em troca da manutenção da economia dos petrodólares (transações mundiais de petróleo denominadas em dólares), sem os quais o dólar colapsa enquanto reserva internacional e, com ele, a economia dos EUA, o país com a maior e mais obviamente impagável dívida do mundo.

O segundo componente é controle total do governo da Ucrânia de modo a transformar este país num estado satélite. O respeitado jornalista Robert Parry (que denunciou o escândalo do Irã-contra) informa que a nova ministra das finanças da Ucrânia, Natalie Jaresko, é uma ex-funcionária do Departamento de Estado, cidadã dos EUA, que obteve cidadania ucraniana dias antes de assumir o cargo. Foi até agora presidente de várias empresas financiadas pelo governo norte-americano e criadas para atuar na Ucrânia. Agora compreende-se melhor a explosão, em Fevereiro passado, da secretária de estado norte-americana para os assuntos europeus, Victoria Nulland, “Fuck the EU”. O que ela quis dizer foi: “Raios! A Ucrânia é nossa. Pagámos para isso”. O terceiro componente é a guerra de propaganda. Os grandes media e seus jornalistas estão a ser pressionados para difundirem tudo o que legitima a provocação ocidental e ocultarem tudo o que a questione. Os mesmos jornalistas que, depois dos briefings nas embaixadas dos EUA e em Washington, encheram as páginas dos seus jornais com a mentira das armas de destruição massiva de Saddam Hussein, estão agora a enchê-las com a mentira da agressão da Rússia contra a Ucrânia. Peço aos leitores que imaginem o escândalo midiático que ocorreria se se soubesse que o Presidente da Síria acabara de nomear um ministro iraniano a quem dias antes concedera a nacionalidade síria. Ou que comparem o modo como foram noticiados e analisados os protestos em Kiev em Fevereiro passado e os protestos em Hong Kong das últimas semanas. Ou ainda que avaliem o relevo dado à declaração de Henri Kissinger de que é uma temeridade estar a provocar a Rússia. Outro grande jornalista, John Pilger, dizia recentemente que, se os jornalistas tivessem resistido à guerra de propaganda, talvez se tivesse evitado a guerra do Iraque em que morreram até ao fim da semana passada 1.455.590 iraquianos e 4801 soldados norte-americanos. Quantos ucranianos morrerão na guerra que está a ser preparada? E quantos não-ucranianos?

Estamos em democracia quando 67% dos norte-americanos são contra a entrega de armas à Ucrânia e 98% dos seus representantes votam a favor? Estamos em democracia na Europa quando uma discrepância semelhante ou maior separa os cidadãos dos seus governos e da Comissão da UE, ou quando o parlamento europeu segue nas suas rotinas enquanto a Europa está a ser preparada para ser o próximo teatro de guerra, e a Ucrânia, a próxima Líbia?

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30 comentários para "Boaventura: a Terceira Guerra é contra a Rússia"

  1. Sergio disse:

    Tenho lido bastes comentários seguindo esse raciocinio, mas quanto a Ucrania foi manipulanda pela Russia nos quase 100 anos? E não dá pra esquecer 30 milhoes em Holodomor.

    • Thiago disse:

      E por conta disso iniciemos uma guerra mundial 🙂

    • Pedro Marin disse:

      30 milhões em Holodomor? Você quer dizer a meia dúzia de Kulaks mortos por sabotarem a produção russa, queimando grãos?
      Basta assistir “Holodomor: o que você ainda não viu” pra ver o absurdo que é falar em Holodomor.
      Além disso, não sei o que você quer dizer com “Ucrânia manipulada pela Rússia”. A Ucrânia NÃO EXISTE sem a Rússia. As noções culturais e históricas da Ucrânia só existem a partir do momento que a Rússia existe. A Ucrânia só se torna uma nação depois da dissolução do socialismo soviético. Até então, era um pedaço de terra disputado e mantido por diferentes povos, em diferentes tempos. Não há a “grande nacionalidade ucraniana”, até porque essa só existe há uns 40 anos, de qualquer maneira.

      • Dinio disse:

        Valeu Pedro, excelente comentário. A DESINFORMAÇÃO é a OGIVA NUCLEAR da DOMINAÇÃO. E me espanta como o Brasileiro, apesar de ser um povo com certa criatividade, aceita passivamente a propagando do “stabilishiment Americano e seus Sócios”. Ora, qualquer lixo que sai na tela da Globo, engolem como verdade absoluta, ficando nítida a falta de cultura e discernimento para buscar a outra versão. Assistem ao JN, ou os outros lixos parecidos…lêem a Veja, Folha, Estadão, Zero Hora, e pronto, saem com o peito estufado e a “consciência feita …- agora eu sei das coisas e vou me posicionar”. Ou algum vira-lata acha que foi de bobinha que a Dilma, após as Eleições reuniu os BRICS no Brasil e fundaram o Banco do Bloco, exatamente para fazer frente à hegemonia Americana. Ora, é o Mundo todo que paga a estravagância Americana e seu poderio militar, no momento que isto é ameaçado, não duvidem de nada!

        • Jonner disse:

          Pedro e Dino… Disseram tudo. Tenho o otimismo (ou ilusão?) de acreditar que aos poucos a realidade e a informação mais livre e verdadeira que circula na internet vão abrir os olhos de cada vez mais pessoas no mundo.

      • Exatamente.Holodomor fazia parte da defesa da revolução dos trabalhadoes da russia e sofrefram , apos advertidos, as consequencias do ato de sabotagem que foi privar toda a russia e a propria ucrania da pantação e colheita do trigo tentando sabotar a revolução sovetica.

  2. Dina disse:

    Excelente análise!

  3. Claro, Sérgio, e por conta disso deve ser iniciada nova guerra.

  4. José disse:

    Minha alma está petrificada com comentários vazios de vida… ‘deve ser iniciada nova guerra’… Que horror de análises… Se não evoluirmos para a paz… afundamos a terra… e aqui quem está a mandar é a China, a super.potência do novo milénio.

  5. Reis Fabiano disse:

    A Terceira Guerra é inevitável e EUA e Europa estão na vantagem em relação ao países árabes e orientais. O Brasil tendo ou não armas nucleares terá que escolher um dos lados. No fim da guerra sobrara uma pequena população mundial que governará o mundo.

  6. Eduardo Magrone disse:

    A análise do Sr. Boaventura é alarmista. Evidentemente que existe um conflito em curso entre a Rússia e o chamado “Ocidente” (EUA + EU), mas daí concluir que se está gestando uma guerra nuclear entre os dois lados vai uma distância enorme. Tomara que ele esteja errado. Porém uma coisa é certa: os EUA são hoje uma sociedade que vive da mídia, do sistema financeiro e da guerra. A influência da indústria não armamentista é residual por lá. A tecnociência está hoje totalmente voltada para a indústria da guerra, que se transformou em um dos mais lucrativos negócios do mundo para o grande “irmão” do norte. A má notícia para eles é que a guerra nuclear não é lucrativa e pode gerar muitos prejuízos financeiro$. Por isso e apenas por isso é que eu não acredito em guerra total entre as duas superpotências ou entre EUA + EU contra Rússia + China. Isto mais parece um enredo macabro para mais um filme de fundo fascista de Steven Spielberg. No entanto, conflitos bélicos de baixa ou média intensidade em todas as partes do mundo, travados com armas convencionais ultramodernas e supercaras, nunca deixarão de ser fomentados, enquanto gerarem combu$tível para mover a máquina de guerra americana.

  7. Edgar Rocha disse:

    Também acredito, infelizmente, que teremos em 2015 um período de escuridão jamais visto na História. Mas, não acredito que o capitalismo seja autodestrutivo a ponto de colocar em risco sua continuidade. É este o ponto crucial. Acreditam que será um caminho com volta, tanto os Estados Unidos, quanto a Europa. Não será. Quando muito teremos alguma possibilidade de recomeço. Quando muito… se é que, para os que ficarem, valha a pena manter-se de pé num mundo contaminado por energia nuclear, destituído dos elementos básicos para a manutenção de algum sistema civilizado, mesmo que seja o tribal. Sem água, terra, biodiversidade, ar puro, saúde… o que sobra pra se construir algo? Difícil saber.
    Digo tudo isto diante da hipótese terrível de uma guerra nuclear.
    Por outro lado, mesmo que não se chegue a este nível de loucura, a caixa de Pandora vem sendo aberta aos poucos, desde as ações da Wikileaks, Snowden e tantos outros desertores que se curvam e se curvarão aos apelos do bom senso, da verdade e dos valores éticos. Ou seja, nada será como antes. E uma guerra só endossará a necessidade de que nada PODERÁ ser como antes, para o bem da humanidade.
    Acho que a aposta ocidental é a de que as potências capazes de um confronto deverão ir para o sacrifício e renderem-se ao assédio do mundo capitalista, por uma questão de nobreza e de princípios, a fim de evitar uma carnificina total. A razão para supor isto é a difusão quase homogênea dos valores da sociedade americana. Acreditam, com certa razão, de que o modo de vida americano é de tal forma paradigmático – tanto em superfície quanto no inconsciente – que o apoio massivo a uma derrocada oriental seria natural e massivo. De fato, os valores do hedonismo e niilismo absoluto, do desejo pelo conflito, da alma bélica e violenta, da injustiça como base para o poder, do individualismo exacerbado entre tantas outras facetas do processo de manipulação de massas, dão forma e conteúdo ao desejo de destruição sobre tudo que possa ferir este sistema de ideias. Ainda conseguem transmitir a ideia de que toda mazela mundial é fruto do que destoa deste modo de vida, tendo portanto, que expandi-lo. Na cabeça de um ocidental mediano isto é óbvio. A guerra, no entanto, acabaria por reforçar teses diferentes, sobretudo aos setores mais fragilizados desta sociedade, sendo este a maioria graças ao componente exclusão social, ainda inexplicável sob o ponto de vista da culpabilização do outro.
    Contudo, seria loucura procurar algum ponto positivo na confirmação de uma Guerra Mundial irreversível. Mas, vale lembrar: depois desta tempestade, qualquer bonança será ilusória, enquanto não se difundirem análises baseadas na verdade. Os que ficarem, não deverão se acomodar enquanto respirarem. É a única chance de impedir um renascimento desta fênix maldita capaz de ressuscitar até depois de um massacre nuclear.

  8. Ruy Mauricio de Lima e Silva Neto disse:

    Não é questão do capitalismo ser auto-destrutivo ou não.Os paranoicos do establishment são indiscutíveis realidades, verdadeiras bestas-feras.Stanley Kubrick não estava só a fim de brincadeira ou de uma gozação com o seu Dr.Strangelove. Não há dúvida que era uma caricatura, mas os grandes artistas têm o dom de atirar no que viram e acertar no que não viram.Nada impede, do jeito que a Humanidade segue desnorteada e materializada há coisa de um século, que em plena terceira guerra um aloprado com poder de mando resolva detonar um tremendo artefato nuclear sobre a Rússia ou sobre a China que tem grande chance de ser respondido por outro aloprado no campo oposto.Aí todos morreremos juntos ouvindo Kate Perry e Beyoncé.Será isso o que nos espera? Ninguém reage?

    • Eduardo Magrone disse:

      A detonação de um artefato nuclear sobre cidades habitadas não seria um fato inédito na história da humanidade. Porém, as circunstâncias hoje são bem outras. Os dois lados estão armados. Diante disso, pergunta-se: há estoque de irracionalidade suficiente na mente dos senhores da guerra, para que um dos lados “aperte o botão” e inicie o Armagedon? Claro que sim. Porém, a lógica de uma guerra nuclear em escala global não obedece à lógica de uma carnificina tribal. A guerra é hoje um excelente negócio tanto financeiro, como político. Quem estaria realmente interessado em acabar definitivamente com esse negócio por bem ou por mal não tem poder para apertar o botão. Pensemos nisso, enquanto lutamos sem tréguas pela paz. Aliás, a paz mundial, a regulação da mídia e a tributação das grandes fortunas quebrariam hoje a espinha dorsal do tão odiado “sistema” e com ele morreriam também as suas celebridades de ocasião. Utopia? Talvez…

  9. Caio disse:

    Terceira Guerra? Cara… que pira. Basta a Russia desligar o suprimento de gas para a Europa que eles morrem congelados. Nenhum desses paises esta financeiramente bem para entrar em uma guerra, sobretudo os EUA que deve uma divida gigantesca para a China. É só o mesmo bate bate de sempre…

  10. Roberto disse:

    Pegando as peças do “tabuleiro” mundial e montando… observo que o sistema de troca de moedas baseados no dólar foi colocado em risco. A China e a Rússia estão trocando Yuan e Rublos em transações comerciais (http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/08/china-e-russia-jogam-o-dolar-dos-eua-para-escanteio/).
    O dólar é o maior trunfo para a hegemonia dos EUA. – Qualquer mortal que crie uma “moeda de troca” válida em todo o mundo será o ser mais poderoso do planeta.
    O FMI e o Federal Reserve que imprime os dólares são empresas privadas, portanto mandam nos EUA. Caso uma guerra seja necessária para salvar o dólar americano, a opinião de seu povo é o que menos importará.
    A situação financeira mundial está semelhante ao da crise de 1929, mais uma prova de que o sistema monetário atual está entrando em colapso.
    Os estadistas sabem que é necessário mudar o sistema financeiro mundial, porém ninguém quer aceitar. Mudar é difícil, mas neste caso, é melhor que a terceira grande guerra.

  11. António Alvão disse:

    O futuro da humanidade e da 3ª guerra mundial, depende da consciência e da luta dos povos de cada país. No caso português, é fácil empurrar este povo para uma guerra(o que já aconteceu várias vezes), na medida em que não temos uma cultura de insubmissão e de rebeldia pela emancipação dos mais desfavorecidos; porque um povo despolitizado, não tem capacidade de análise e de decisão. – “A submissão é morte e a rebeldia é vida” –

  12. António Alvão disse:

    Por favor informem-me de novos comentários, obrigado.

  13. Wendel Amorim disse:

    Quem de fato provocaria uma guerra, e já o fez é o nefasto PUTIN! esqueceram do avião abatido da Malysia air lines???
    Putin, Adorado pelos esquerdistas, também. Ora! Quanto fatalismo! Se bem que, se os EUA tem mesmo bombas atômicas, armamento bélico nuclear, para literalmente desintegrar com essas ditaduras!

  14. Apesar da situação atual do mundo envolvendo conflitos entre Rússia , Ucrânia, Oriente médio , preço do petróleo,crise energética ,crise climática,divida gigante dos EUA e UE e o desejo de supremacia mundial dos EUA e UE e a nível menor China e Rússia, acho pouco provável uma 3ª Guerra mundial, mesmo na hipótese da superioridade bélica EUA e UE diante da China e Rússia , muito provável que não houvesse ganhador,mas consequências terríveis para humanidade e o planeta ,porém dissera um filósofo Alemão “Deus conseguiu limitar a inteligencia humana mas a ignorância não! O melhor caminho ainda é a diplomacia e o respeito mútuo pois a humanidade ainda quer viver.Quem garanteria o não uso de armas núcleares?

  15. ed2ferreira disse:

    Os russos tem armas extremamente perigosas, aperfeiçoam este conhecimento sofisticado há mais de um século. Já os americanos estão sofrendo as consequências de governos sucessivos controlados pelos delirantes movidos a cocaína de Wall Street. Como dizem os franceses, c’est la fuite en avant, a fuga pra frente, mais do mesmo, estão afogando em dívidas, tentam conseguir sobreviver indo brigar com o vizinho.

  16. Rafael Salles disse:

    O senhor Boaventura, em mais uma análise exagerada. Não sei como esse “sociólogo” é levado a sério, não a toa não tem o mesmo gabarito de outros nomes conhecidos.

  17. Leo disse:

    Eu achava que o inimigo “terrorismo” ainda ia durar um bom tempo. O americano sempre inventando seus inimigos, como Oceania, faltou imaginação dessa vez e alguém teve a brilhante ideia de reacender a boa e velha guerra fria, os russos comedores de criancinhas e inimigos do sonho americano estão de volta.
    Não acredito que seja mais do que isso, não acredito que seja do interesse deles começar uma guerra nuclear, pelo menos eu espero que não, como já disseram nos comentários anteriores, maluquice e psicopatia tem de sobra dos dois lados pra isso. O problema é um dos lados dar um passo sem volta esperando que o outro recue, e se o blefe não for um sucesso o impasse depois pode ser o estopim (nova crise dos misseis?).
    O mundo passou perto disso durante a guerra fria (que alias nunca acabou com a queda do muro), ainda bem que agora eles não possuem total controle midiático para nos manipular por completo, graças a internet ainda podemos catar algumas migalhas de informação contraditória.

  18. Lourival Almeida de Aguiar disse:

    Li os excelentes comentários que a maioria fez. Se pudessem ser articulados, sistematizados, configuraria um “tesouro escrito” a par do Boaventura….
    Vou, modesta e resumidamente, fazer uns comentários complementares. 1º: Faz mais de 40 anos que vejo/debato essa afirmativa: “A 3ª guerra, atômica, é inevitável”, de forma que, so que eu vejo, faz 40 que ela é “adiada”, pelo menos. 2º: A espécie humana corre sério risco (cada vez maior) de ser extinta do planeta pela implacável, destruição dos recursos naturais e do clima promovida principalmente pela lógica inexorável do capital, sem nem precisar de guerra nuclear…3º A Guerra nuclear seria “por partes” e duraria poucas horas. Se soltarem 10% que seja das bombas que detêm, as superpotências destroem toda a humanidade e seu ambiente posterior em alguns minutos apenas…4º Temos que acabar com o capitalismo antes que ele acabe com todos nós, destruindo o meio ambiente ou soltando suas bombas. Simples assim.

  19. Naiara dutra disse:

    mas e aqueles que soltarem as bombas nucleares ficarão vivos? se o mundo for destruido eles vao ficar numa boa nos palacios deles ? ué ué ? seria suicidio…..

  20. para filipova y amorim: da para ver cuáles son sus fuentes de información chicos.
    ella puede ir a compartir el destino de los ucranianos de la otan; veremos de qué muere, si de frío o de hambre.
    y amorim podría tomar un avión que sea “confundido” por las fuerzas del “ejército ukie” y agujereado con armas ukies como ya todos saben, menos él.
    en cuanto a salles y sus intelectuales con “gabaritos”… lo que natura no da salamanca no presta. y los cipayos culturales y sus adláteres serían sólo ridículos si no fuera por el mal que propagan.

  21. NÓS TEMOS QUE REZAR É MUITO! DIZEM QUE TÊM UM TAL CLUBE DOS PODEROSOS QUE DECIDEM O DESTINO DA RAÇA HUMANA. DEVEMOS REZAR MUITO PARA DEUS,É UM ABSURDO ESSE PAPO DE GUERRA…FRANCISCO DE ASSIS E JESUS CRISTO É QUE SÃO O CAMINHO.!!!

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