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Um 2023 de alegria e reconstrução!
Agonia (e contra-ataque) do mundo eurocêntrico e do colonialismo
Em meio à inação de governos e corporações, continuam a aflorar alternativas
Após décadas de estudos, que remontam a milhões de anos, ciência compreendeu como a ação humana altera ciclos da Terra que duram cem milênios. Duas instituições conservadoras temem as consequências políticas desta descoberta
Há vida além da precarização?
Os anos neoliberais os esmagaram em dívidas e angústias. O sistema os vê como vestígio do passado. Ainda assim persistem, são quase 2 bilhões e produzem 70% dos alimentos. Suas lutas não cessam. Eles podem ser parte de uma alternativa
Campanha contra jornada 6×1 reintroduz no Brasil, enfim, a luta pelo tempo livre de trabalho. Como Marx e Adorno apontaram, pauta expõe voracidade do capital, politiza relação vista como inalterável e abre caminho para enfrentar a alienação
Enfrentar o patriarcado, e libertar mulheres e homens
Despontam grupos antifeministas escondidos sob a fachada do vitimismo. A estratégia: usar dados reais sobre o sofrimento masculino para manipular discursos. Um possível antídoto: criar espaços de diálogo para além de polarizações forjadas
Sobrevivem, e causam enorme sofrimento, duas relações obsoletas: a família como espaço de exclusividade afetiva e a responsabilização das mulheres pelo bem-estar amoroso. Um conceito pode ajudar a superá-las: o de reprodução emocional
Há cem anos, a lâmina tornou-se símbolo de pureza e elegância. Barba foi apontada como sinal de incivilização. Forjou-se o ideal erótico de corpo feminino sem pelos. Hoje, capitaliza-se a diversidade. Um exemplo sutil de como a lógica da mercadoria “cria” identidades…
Pensadora feminista mergulha nas subculturas como incel e redpill. Como extrema direita politiza frustrações pessoais. Os impactos no mundo offline e a monetização do antifeminismo. E os caminhos para repensar modelos de masculinidade
Em fábula sobre o “empoderamento” nos limites do capitalismo, a princesa desperta e aprende que deixou de ser submissa. Agora, é livre, deseja e age, porque é “excepcional”. Então, uma proposta da Disney faz-lhe pensar na luta de classes
Para ir muito além do tecno-otimismo e do fatalismo
O futuro pode não ser dos fatalistas
Seria a alegria alienante, face ao sofrimento coletivo? Em meio à visita a um museu, um crítico do capitalismo conclui que não. A luta não necessita da culpa. E nos momentos raros de plenitude estão sinais de que as misérias de hoje passarão
Novo livro provoca: esquerda precisa superar o realismo doméstico que a impede de imaginar alternativas à família atomizada e consumista. Chave pode estar no conceito de “luxo público” e em infraestruturas coletivas voltadas ao Cuidado
Em novo livro, Jonathan Crary explora o nexo entre capitalismo tardio, redes e dissolução dos laços sociais. O sistema, diz, quer apatia narcisista e desperdício da vida. Mas a emancipação pode surgir da revolta contra a existência apequenada
O poder global, em crise, apelam à brutalidade. Há resistência
Há dois meses, nem um saco de farinha entra no enclave. Milhares de pessoas morrem por falta de medicamentos básicos. Israel tenta forçar rendição dos palestinos e já prepara nova invasão por terra, marcada para coincidir com chegada de Trump à região
O peso da herança colonial e de quatro décadas de neoliberalismo
Persiste a ameaça. Elementos para desmontá-la
Livro desnuda programa extremista que tem enorme influência no governo Trump, mas é anterior e mais vasto que ele. Suas diretrizes: liberdade total para corporações, sabotagem contra a China, educação cristã, ataque ao trabalho. Ele já inspira ultraconservadores de outros países…
Crítico cultural italiano adverte: de pouco valem analogias com Hitler ou Mussolini. Ultradireita bebe nos métodos da dominação colonial e racista, ressurge sempre que a ordem do capital está em xeque e é convocada pelas democracias liberais…
SUS, uma política civilizatória
Pesquisador elenca as formas de infiltração do setor privado no sistema público, tendência crescente que fragmenta o atendimento à população. Ele debate: é urgente começar a reverter esses processos, caminho único para garantir que a Saúde seja de fato universal
Novo remédio tem eficácia de 100% na prevenção de HIV entre mulheres – mas tudo indica que a dona da patente manterá seu preço nas alturas. Caso escancara: contra desmandos da Big Pharma, impulsionar farmacêuticas públicas é urgente
Jairnilson Paim, pensador e ativista histórico pela Reforma Sanitária, sustenta: medidas para melhorar serviços são relevantes mas não bastam, pois o capital avança sobre a saúde. É urgente uma política econômica condizente com a sustentação digna do SUS – e uma Reforma Tributária que de fato combata desigualdades
Médico, gestor, um dos responsáveis pelo desenho e criação do SUS. Mais que isso: David Capistrano Filho, falecido há 25 anos, era um homem comprometido com a transformação estrutural do Brasil. Conheça sua trajetória pelas palavras do organizador de reedição de sua obra
Frente pela Vida analisa a economia da saúde e os entraves em ano eleitoral. Governo Lula garantiu recomposição do orçamento, mas Arcabouço Fiscal ainda é grande ameaça. Ademais, política de juros do Banco Central bloqueia a garantia de saúde para todos
Com aval do governo, a Conep, órgão de regulação de estudos clínicos sofisticado e regido pela participação popular, foi trocado por sistema que abre espaço à indústria farmacêutica. Mudança se dá após forte lobby no Congresso e no Executivo. SBB judicializa a questão
Há três décadas, Brasil curvava-se ao TRIPS, acordo da OMC que regulamentou propriedade intelectual para garantir fartos lucros à Big Pharma. É hora de enfrentar seus efeitos, se quisermos reverter devastação na indústria nacional e garantir mais remédios à população
Chaves para compreender e combater a rapinagem
Após quatro décadas de retrocessos, 117 Titãs globais e seus fundos opacos manejam mais dinheiro que qualquer governo no Ocidente. E impõem lógicas que vão reduzir o planeta a um inferno social e ambiental – até que sejam detidos
Pressões sociais desafiam um grande tabu do neoliberalismo. Os impostos sobre a riqueza voltam a ser considerados, depois de demonizados por décadas. Em Paris, uma escola até há pouco ignorada assumiu a liderança acadêmica desta combate
Avanços, impasses e esperanças na busca de uma nova ordem internacional
Pequim criou moeda do nada. O Ocidente o fez também, após a crise de 2008. Com uma diferença essencial: na China, recursos serviram a transformação radical da indústria, serviços públicos e infraestrutura. Ninguém alimentou os rentistas…
Avanços, impasses e esperanças na busca de uma nova ordem internacional
Governo insiste em entorpecer a si próprio com os “números da economia”. Não enxerga a regressão do país e o ressentimento que ela produz. Por isso, isola-se das maiorias. Um recomeço, mesmo modesto, é possível. Mas exige novas políticas – e outro tipo de diálogo com as maiorias
A indispensável dimensão simbólica da luta pós-capitalista
Lançamento oferece traduções inéditas de seis coletâneas do autor alemão, reunindo versos que dissecam e iluminam as engrenagens do nazismo, do capitalismo industrial e dos primeiros anos da Guerra Fria. Leia sete de seus poemas e uma entrevista com o tradutor
Um conto sobre dois brasis na História. Quem teria assaltado as irmãs beatas em Campinas? Por que tirar delas o que usavam para fazer os melhores quitutes da cidade? A resposta surge dias depois, junto ao mar, após viagem que transpôs o planalto e a serra
Este é o tema de um famoso conto do escritor mineiro. Nele, a cachaça e a música nos conduzem através de uma etnografia da celebração no interior do país, que faz soar uma sinfonia de estórias, entre os dramas da consciência do herói e antigos arquétipos revividos
É no conflito com a sociedade brasileira – inaceitável e reiterativa – que as obras de Mário de Andrade e Silviano Santiago ganham forma: realizada e utópica. Ao fazer do puxar-conversa um método, ambos mostraram-se mestres da deseducação, perigosíssimos como Sócrates
Conceber cenários aterrorizantes, como faz a literatura distópica, tem uma função imaginativa peculiar. Leva-nos a refletir: há alternativas à lógica do capital, que arrastar o mundo ao desastre? E, assim, aguçar subjetividades para enfrentar o que o sistema julga inescapável
Poeta que fundou a Cooperifa aborda o impacto da literatura periférica hoje – nas escolas, quebradas, presídios e até na “lista dos mais vendidos”. Como ela pode instigar outras visões da juventude sobre o futuro e seu lugar no mundo? “Distraídos, venceremos”, cita ele
Poesia das cidades está, há séculos, no encontro entre os diferentes, suas chispas, seus estímulos. Seriam as redes, num mundo de tempo escasso, a armadilha que estimula o convívio sem atrito entre os iguais? Um gueto digital que amplia muros?