Gaza: Brasil começa a reagir contra o massacre

140714_Gaza2Vigília com velas marca nesta terça-feira, em São Paulo, solidariedade às vítimas da ofensiva israelense, que já matou 172 pessoas e feriu 1154

Em solidariedade ao povo palestino, o Movimento Palestina para [email protected] ([email protected]) convida para uma vigília nesta terça-feira (15.07), às 19h, na Praça Cinquentenário de Israel, no Pacaembu. Contra a ofensiva militar, mas também contra o sofrimento cotidiano do povo palestino, será realizada vigília pelos mortos e “uma luta que não terminará com o cessar-fogo”. Os organizadores pedem que [email protected] tragam velas para acender por nossas irmãs e irmãos palestinos.

Desde o dia 8, Israel despejou mais de 800 toneladas de bombas sobre Gaza, matando em sete dias de ofensiva ao menos 172 palestinos, e deixando no mínimo cerca de 1000 feridos. O número de mortos não para de subir, contabilizando crianças, idosos, mulheres. Já entre os israelenses não houve mortes.

No domingo (13.07), Israel empreendeu incursão terrestre em território palestino. Aviões israelenses lançaram panfletos advertindo sobre o bombardeio nas cidades do norte. Em busca de refúgio, mais de 17 mil palestinos estão se dirigindo às instalações da agência da ONU para refugiados palestinos, a UNRWA, com fluxo intenso de carros, motos e até carroças puxadas com burros.

A crescente violência teve início no 12 de junho, data do sequestro de três colonos israelenses (de autoria até aqui não apurada). Desde então, cerca de 400 palestinos foram detidos sem acusação, o exército invadiu casas, e o que se viu, em Jerusalém, foi uma verdadeira caçada aos árabes, com palavras de ordem hostis e tentativas de linchamentos.

A situação da Faixa de Gaza se repete de tempos em tempos. Entre um bombardeio e outro, os palestinos sofrem um verdadeiro genocídio. Cisjordânia e Gaza, duas prisões a céu aberto, são territórios em situação de total precariedade. Os palestinos sofrem com a expansão dos assentamentos ilegais, com o cerco militar, a péssima qualidade e o controle de recebimento da água. Diariamente o Estado de Israel promove, lentamente, a limpeza étnica na Palestina.

“E tudo isso vai continuar, enquanto for apoiado por Washington e tolerado pela Europa – para nossa vergonha infinita”, como recorda Noam Chomsky.

A Praça Cinquentenário de Israel, onde acontecerá a vigília a partir das 19h, localiza-se entre a Rua Goiás e a Rua Itaquera. Para confirmar participação, use página no Facebook.

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Um comentario para "Gaza: Brasil começa a reagir contra o massacre"

  1. Gisela disse:

    Os nazistas tinham uma palavra para essas incursões rápidas: blitzkrieg.

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