Agenda: "Manifestar-se é um Direito"

140320-ZeCelso

Hoje, no Teatro Oficina, ato político-cultural contra truculência das PMs e projeto do governo federal para restringir protestos. Zé Celso e Laerte Coutinho confirmados

Pela campanha Por que o senhor atirou em mim?”

Nesta quinta-feira, 20/03, o Teatro Oficina em São Paulo será palco de um protesto contra o projeto de lei que está sendo preparado pelo governo federal para regulamentar as manifestações públicas no país. O Ato Político-Cultural “Manifestar-se é um direito” terá a presença de artistas, intelectuais, movimentos sociais e cidadãos que veem na nova legislação uma barreira à liberdade de expressão e reunião dos brasileiros.

De acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o projeto de lei elaborado pelo Planalto deverá proibir o uso de máscaras e obrigar os manifestantes a avisarem as autoridades públicas com antecedência sobre a realização dos protestos. A proposta pretende ainda endurecer penas para crimes cometidos durante as manifestações públicas. Em entrevistas, Cardozo também se mostrou disposto a levar para outras capitais do país a tática conhecida como kettling, usada pela PM paulista para reprimir preventivamente os manifestantes antes de qualquer crime.

Por entender que manifestar-se é um direito, e que tal direito está em risco no Brasil, os participantes do Ato Político-Cultural no Teatro Oficina pedem o arquivamento do projeto de lei e o abandono de medidas restritivas aos protestos políticos. Quanto mais rua, mais democracia. Uma petição resume os pontos defendidos pela campanha “Por que o senhor atirou em mim?”, que congrega 18 coletivos e organizações do movimento negro e da periferia, e que impulsiona o Ato Político-Cultural desta quinta-feira.

A campanha entende que as recentes manifestações não trouxeram nenhuma novidade em termos de truculência policial, mas apenas contribuíram para que as cortinas pesadas que encobrem o comportamento cotidiano das PMs nas favelas e periferias fossem abertas: repressão, violência e despreparo para o convívio democrático. Por isso, os coletivos propõem repensar a estrutura e o modelo das polícias existentes no país, herança da ditadura militar.

Já estão confirmadas as presenças de José Celso Martinez Correa, Leonardo Sakamoto, Pablo Ortellado, Max B.O., Lerte Coutinho, Sérgio Vaz e Di Melo. O antropólogo Luiz Eduardo Soares, autor da Proposta de Emenda à Constituição  (PEC) 51, sobre a reforma das polícias, gravou uma mensagem convidando para o ato. “É um ato muito importante pelas liberdades democráticas, contra o retrocesso e as leis de exceção”, classifica. “O Rio de Janeiro, tal como eu o idealizo, estará de alguma maneira presente.”

Serviço:

O quê: Manifestar-se é um Direito – Ato Político-Cultural

Onde: Teatro Oficina – Rua Jaceguaí, 520, Bixiga, São Paulo-SP

Quando: 20/03/2014, às 19h

Por quê: Para barrar projeto de lei antimanifestação

Quem: Artistas, intelectuais, movimentos sociais e cidadãos

Organização: Campanha “Por que o senhor atirou em mim?”

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também:

3 comentários para "Agenda: "Manifestar-se é um Direito""

  1. ni burgueses ni patrones disse:

    Esse evento é patético. Unir intelectualóides, grandes nomes de grandes partidos políticos pensando que eles vão agregar a luta nas ruas é pífio. Ainda por cima o espaço é um teatro, espaço fechado! E as ruas? ah, e verdade. Academicos e políticos não saem da caverna, tem medo das ruas…
    Pela luta com e pelas trabalhadoras e trabalhadores, nunca com a burguesia!
    MAIS GASOLINA E BARRICADA, MENOS BURGUESIA E HIPOCRISIA!

  2. Isis Monteiro disse:

    Manifestar é um direito constitucional regido por cláusula pétrea.
    Temos que nos manifestar e cobrar nossos governantes.
    Devemos sair de nosso postura passiva.

  3. TCC disse:

    Manifestar-se de forma educada e passiva é um direito e um dever.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *