A independência da Catalunha, segundo o Podemos

Beto Vazquez, assessor político de Pablo Iglesias, defende a autonomia – mas não a divisão da Espanha. Ele provoca: conservadores – espanhóis e catalães – refugiam-se no nacionalismo, para esconder ataque aos direitos sociais
Entrevista a Outras Palavras, 4V e Opera Mundi

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2 comentários para "A independência da Catalunha, segundo o Podemos"

  1. Jorge Llagostera disse:

    Para conhecer uma posição de esquerda a partir do ponto de vista da Catalunha, e não do ponto de vista de Madrid, sugiro consultar os documentos da CUP – Candidatura d’Unitat Popular : http://www.cup.cat

  2. Xavier Veciana disse:

    Infelizmente Podemos não entende que a luta do movimento pela autodeterminação da Catalunya ultrapassa a estreita visão das antiquadas direitas catalãs separatistas e tomou a força de um movimento de autodeterminação e emancipação de um povo que luta contra um estado neofranquista liberal borbonico autoritário, originário do regime de 78 quando foi criada a pseudodemocracia sequestrada pelo neofranquismo e fagocitada pelo neoliberalismo. A luta do movimento de auto-emancipação da Catalunya tem componentes variados, mas hoje representa uma grande força republicana anticapitalista. Uma das múltiplas provas é como a classe dominante catalã mudou as sedes dos seus bancos e empresas fora da Catalunya com medo a perder as suas maquinas de gerar lucro e dominação financeira a expensas de um povo cada dia mais marginalizado. A posição supostamente neutral e soberanista de Podemos tem feito o ridículo jogando o papel de todos os que defendem o velho regime neofranquista. Qualquer força politica que se oponha verdadeiramente ao neofranquismo borbonico deveria não só defender o movimento independentista catalão mas animar a todos os povos da Espanha a levar adiante os seus movimentos de autodeterminação para a constituição de uma republica federal com um programa politico e social anticapitalista. Desde as trinta décadas chamadas ironicamente “gloriosas” pelo domínio sem disputa da globalização financeira neoliberal, este é um dos primeiros movimentos sérios de revolta contra o estado e os seus poderes financeiros. Não ter a coragem de apoiá-lo mostra simplesmente a cara amarela de Podemos.

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