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Brasil precisa livrar-se da desigualdade e da reprimarização que mantêm aberta sua ferida colonial. Mas não será possível fazê-lo enquanto o rentismo promover a captura escandalosa da riqueza social e minar as bases da democracia
Com a globalização, país se desindustrializou, impondo horizonte de expectativas decrescentes. O trabalho e o padrão de vida se deterioram. Angústia e o luto espalharam-se pela sociedade, levando à explosão de mortes por desespero
Ele teve papel central no pós-guerra, mas neoliberais o destruíram. Emergiu o presentismo, sem diálogo com os desafios do futuro. Retomá-lo exige refletir qual país desejamos construir após três décadas de ruína da sociedade industrial
Diante da emergência climática, que ameaça a própria dinâmica do capitalismo, as altas finanças ensaiam uma nova estratégia. O Brasil pode tirar proveito dela, como insinuou Lula na COP-27 – mas isso exigirá um grande rearranjo político interno
Até manuais ortodoxos de economia pregam investimentos públicos para combater crises. Mas elites brasileiras se aferram à responsabilidade fiscal para enquadrar Lula – e sabotar PEC da Transição, primeiro passo para reconstruir o país
Os homens e empresas que constroem o poder dos Bolsonaro não pronunciam discursos raivosos. Alimentam, silenciosos, as engrenagens que sugam as riquezas coletivas e produzem desigualdade e miséria. Ódio e rancor são consequências
Desindustrialização, desnacionalização e endividamento opressivo sugam recursos da maioria para servir a interesses estrangeiros e uma elite local clientelista. Ao celebrar o bicentenário, temos a soberania por resgatar
Em plena era digital, Brasil escolhe reprimarização. Deixa de investir em novas tecnologias e quase toda inovação vem de fora, bancada por modelo de comércio exterior que prioriza a economia arcaica. Sem reverter isso, não terá soberania
É tolo culpar a Ucrânia ou o dólar, diz ex-ministro. Hospitais e farmácias só estão desabastecidos porque o Brasil renunciou a uma indústria de medicamentos. Mas desastre pode ser revertido, desde que haja vontade política
Índice IBESD revela abismos tecnológicos no país. Em meio a reprimarização e desmonte industrial, digitalização privilegia Sul e Sudeste. Novidade é Centro-Oeste, onde ruralismo combina “inovação” com retorno ao modelo agrário-exportador
Como a entrada da Alphabet nas cátedras aprofunda a dependência e ameaça a soberania nacional? Que ardis utiliza para forçar acesso ao pensamento estratégico do Estado e transformar ciência pública em infraestrutura privada de poder?
Alta do custo de vida foi o estopim das manifestações. EUA e Israel tentam dirigi-las para a “mudança de regime”. Esta ousadia pode ser seu ponto fraco: população rejeita interferência externa. Regime age para enfrentar as sanções, mas resultados ainda são limitados
Da Inglaterra industrial às lutas de Chicago, seguido pela França até às greves no Brasil, reduzir a o tempo de trabalho está no cerne das resistências trabalhistas. O que dizem as pesquisas atuais? Por que o apoio ao fim da escala 6×1 é tão amplo?
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