A onda conservadora e um caminho para enfrentá-la

Para derrotar Aécio, Dilma precisa compreender que modelo dos últimos doze anos esgotou-se. Mas ela terá ânimo para giro à esquerda?

141009-Matrix3

Por Guilherme Boulos

O último domingo revelou eleitoralmente um fenômeno que já se observava ao menos desde 2013 na política brasileira: a ascensão de uma onda conservadora. Conservadora não no sentido de manter o que está aí, mas no pior viés do conservadorismo político, econômico e moral. Uma virada à direita.

Talvez, o recente período democrático brasileiro não tenha presenciado ainda um Congresso tão atrasado como o que foi agora eleito. O que já era ruim ficará ainda pior. O pântano de partidos intermediários, cujo único programa é o fisiologismo, cresceu consideravelmente. A bancada da bala e os evangélicos fundamentalistas tiveram votações expressivas em vários Estados do país.

O deputado mais votado no Rio Grande do Sul foi Luis Carlos Heinze, que recentemente defendeu a formação de milícias rurais para exterminar indígenas. No Pará, foi o Delegado Eder Mauro. Em Goiás, o Delegado Waldir, com um pitoresco mote de campanha que associava seu número (4500) com “45 do calibre e 00 da algema”. No Ceará foi Moroni Torgan, ex-delegado e direitista contumaz. No Rio de Janeiro, ninguém menos que Jair Bolsonaro, que há muito deveria estar preso e cassado por apologia ao crime de tortura.

Isso sem falar da cereja do bolo, São Paulo, que desde 1932 orgulha-se em ser a vanguarda do atraso. Alckmin foi reeleito com quase 60% de votos. Serra suplantou facilmente Suplicy e, tal como em 2010, não teve pudores em recorrer ao conservadorismo mais apelativo. Desta vez, com a redução da maioridade penal como bandeira. O deputado federal mais votado foi Celso Russomano e o terceiro, o Pastor homofóbico Marco Feliciano. Dois coronéis, Telhada e Camilo, conseguiram vagas na Assembleia Legislativa.

Como não falar numa onda? Onda que teve como crista a surpreendente votação de Aécio Neves para a presidência, que ficou apenas 8% atrás de Dilma quando todos os institutos de pesquisa apontavam o dobro de diferença. De São Paulo levou –direto para o aeroporto de Cláudio– 4 milhões de votos de vantagem em relação a Dilma.

São Paulo, que foi o berço das mobilizações de junho de 2013. Contradição? Nem tanto.

Por um lado, as jornadas de junho expressaram uma descrença de que as transformações populares se darão por dentro destas instituições. Foram sintoma de uma aguda crise urbana, traduzida no tema da mobilidade. E deixaram um legado positivo com o crescimento das mobilizações populares, ocupações e greves no último período. Esta vertente esquerdista de junho talvez tenha se manifestado eleitoralmente –além da votação no PSOL– pelo aumento das abstenções e votos inválidos. Neste ano somaram 29,03%, mais do que os 26,93% do primeiro turno de 2010 e do que os 26,79% que definem a média das eleições brasileiras desde 1994.

Mas junho teve outra vertente, que deixou rescaldos mais marcantes. A direita saiu do armário. Passou a adotar abertamente um discurso mais ousado e raivoso. Os velhinhos do Clube Militar tiraram a poeira das fardas para defender uma reedição de 64. Homofóbicos, racistas e elitistas passaram a falar sem pudores de suas convicções. Isso tudo se sintetizou num antipetismo feroz que correu o país. As ofensas a Dilma em estádios da Copa apenas repetiram o cântico que foi ecoado nas ruas meses antes.

E não foi só a elite. Alguns petistas ainda não compreenderam. Pensaram estar lidando com uma segunda versão do movimento “Cansei”. E por isso são incapazes de entender o que ocorreu no último domingo. Aécio ganhou no Campo Limpo, Itaquera, Jardim São Luis, Ermelino Matarazzo e Sapopemba. Elite?

O que o PT teimou em não compreender é que o modelo de governo que adotou nos últimos doze anos chegou ao esgotamento. Junho de 2013 foi um sintoma disso. O pacto social construído por Lula em 2002 não funciona mais. A ideia de que todos os interesses são conciliáveis, de que todos podem ganhar, depende do crescimento econômico e da desmobilização das forças sociais.

O que temos hoje é o contrário. Uma sociedade muito mais polarizada e uma economia beirando a recessão. A mágica de agradar a todos acabou e o povo sente necessidade de mudanças. Quem teve força política para capitanear o discurso da mudança não foi a esquerda, mas a direita. O sentimento é difuso e despolitizado, por isso pôde ser encarnado farsescamente pelo PSDB após o declínio de Marina Silva.

Este segundo turno será um divisor de águas. A burguesia brasileira provavelmente se alinhará em bloco com Aécio Neves, seu candidato puro sangue. Se o PT quiser disputar o discurso direitista com Aécio corre grave risco de ser derrotado e ainda sair desmoralizado para uma eventual oposição a partir de 2015.

Outra alternativa que tem é apontar o rumo de transformações populares para o próximo mandato, o que não fez nos últimos doze anos. Fazer o combate pela esquerda. Se o fizer, terá um preço a pagar em relação à base aliada e aos financiadores. Dificilmente o fará.

O mais provável é que recorra a uma retórica semelhante à de 2006 contra Alckmin, dos de baixo contra os de cima, sem maior consequência prática. Mas o momento é outro e o discurso da mudança está com muito mais capilaridade inclusive entre os de baixo. A eficácia pode não ser a mesma. A onda conservadora está vindo com força e, agora ou em 2015, obrigará o PT a reposicionar-se na conjuntura, para lá ou para cá.

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também:

23 comentários para "A onda conservadora e um caminho para enfrentá-la"

  1. Sugestões para a reta final da campanha presidencial
    Havia pensado em “Pequeno Manual de Guerrilha Política”, porém achei o título um tanto quanto pedante. E que correria o risco de que sugerissem que eu fosse morar em Cuba
    A maior deficiência da campanha à reeleição da presidenta Dilma Rousseff está na escolha do formato e na propagação do seu discurso. Apesar de seu governo ter apresentado avanços em diversas áreas, de o país ter aumentado a sua influência no cenário internacional, de vivenciarmos hoje, mesmo com a crise econômica mundial, índices com os quais podemos afirmar que exista pleno emprego, tais conquistas não foram suficientes para um sufrágio convincente nas urnas. É óbvio que a campanha maciça de omissão de resultados importantes, o afinco em denegrir a imagem do governo, aliada à superlativização de factoides que denegrissem a sua imagem (orquestrados pelos setores conservadores e corroborados até mesmo por setores da esquerda) contribuiu de forma determinante para a visão distorcida que boa parte da população hoje detém do que foi vivenciado nos últimos anos.
    A corrida eleitoral começou e (como já outras tantas vezes ocorreu em nossa história) a coordenação de campanha e o eleitor de Dilma subestimaram a força e as intenções dos setores reacionários da sociedade. Durante todo o primeiro turno davam como certa a reeleição e até mesmo uma vitória em 1º turno foi amplamente cogitada (eu fui um dos que acreditaram). Como hoje vemos tais prognósticos não se confirmaram. A realidade hoje é outra: estamos na iminência de que um governo conservador, neoliberal e defensor dos interesses escusos do capital internacional venha a vencer a eleição daqui a poucos dias derrubando por terra os bons resultados obtidos em mais de uma década.
    O que ficou claro com o resultado do último dia cinco é que os partidos de direita robusteceram. Os grandes meios de comunicação já não escondem qual partido tomou na disputa. As alianças para o 2º turno, quase quem em sua totalidade, beneficiaram a campanha do peessedebista. Em grande parte com a ajuda da própria campanha do PT e sua base aliada, que não soube mensurar qual adversário seria a melhor opção a ser enfrentada, Aécio ressurgiu com tal força que há pouco sequer poderia ser cogitada até mesmo pelos maiores entusiastas de sua campanha. Não será fácil derrotá-lo.
    Um grande esforço de memória, a utilização intensa de propaganda que enfatize os reflexos diretos das políticas do governo na vida do cidadão comum e, sobretudo, a simplificação e objetivação do discurso serão elementares para que Dilma Rousseff governe o país pelos próximos quatro anos.
    Primeiro ponto: deixar claro para a população a quem servem os grandes meios de comunicação. Isso deve ser feito ao vivo, já na apresentação dos debates. Mostrar que independente do que seja ali dito, caberá aos editores e aos donos dos meios (e aqueles que estes representam) a mensagem que será massificada nos dias subsequentes; expor a inequidade de espaço e tratamento dispensados a cada candidato na programação veiculada. Explicar o porquê de tais meios estarem tão temerosos com um possível novo êxito. Um exercício de desmistificação.
    Próximo passo: sair da defensiva. “Refrescar” a memória do eleitor (sobretudo os mais pobres) quanto o que foram os anos sob o governo do PSDB: arroxo salarial, salário mínimo abaixo dos US$ 100,00, entrega de um patrimônio incalculável em setores estratégicos (enfatizar a Vale do Rio Doce e o conteúdo de suas reservas na exemplificação) ao capital estrangeiro, mendicância ao FMI, a elevação astronômica do endividamento público, ressaltar a miséria em que vivia boa parte da população (o soro caseiro era o paliativo apresentado no combate à desnutrição infantil e as empregadas doméstica sem direito algum se contentavam com sobras de comida e roupa usada para complementar o seu parco rendimento, etc.) Tem que “tocar na ferida” porque, ao contrário do que muitos pensam, muitos dos eleitores de eleitores de Aécio são pobres grandemente beneficiados pelas políticas sociais e que, sob influência da mídia golpista (ou porque agora erroneamente sentem-se classe média e comportam-se como tal) “viraram casaca” e desavisadamente “cospem” prato que ainda comem.
    Corrupção: chega de falar que os atuais escândalos hoje vêm à tona porque já não existe um “engavetador-geral da república”, grande parte do eleitorado sequer entende o trocadilho. É hora de por à mesa o que foi a “Privataria Tucana”, o “Trensalão”, o “Mensalão Mineiro”, a “Pasta Rosa”, a compra de votos para a reeleição de FHC, entre outros. É hora de “dar nome aos bois”. Assuma os erros sem deixar dúvidas de que os hoje acusadores têm muito mais a explicar. Chega de carregar a “paternidade” de algo que está vinculado às entranhas do país desde seu descobrimento. Uma catarse política necessária.
    A simplificação do discurso e da sua propagação: dizer que gerou 5 milhões de emprego em nada refresca (quem está desempregado enxerga a afirmação como bravata e os que estão empregados julgam sê-lo por próprio mérito). O questionamento deve ser franco de imediata reflexão, imagético: a sua vida está melhor hoje ou há dez anos (isso demonstra a importância e a eficácia do processo implementado)? Você come mais carne hoje ou na era FHC? Era sempre que se podia fazer churrasco? Quando foi que seu filho começou a beber leite de caixinha, danone (lembre-se que o maior número de pessoas deve ser atingida), bolacha recheada, etc..? “Se você é muito novo para se lembrar, pergunte para seu pai”. Quantas pessoas da sua família ou conhecidos tinham carro ou moto? Você tinha? Agora tem? Quantas pessoas que você conhece fez faculdade? Você fez? E seu filho? Quem você conhecia que podia viajar de avião? Você conhece alguém hoje que já viajou? No seu tempo a escola distribua livros, lápis, caderno? Hoje é mais fácil compra uma geladeira, um fogão, uma TV? Você que é empregada doméstica, trabalhador da construção civil, do comércio, da indústria, a sua vida melhorou? Os exemplos podem ser outros tantos mais. Reafirme a identidade com o proletariado. Fale em primeira pessoa, olhos nos olhos do eleitor.
    Para que essas mensagens repercutam não será fácil. As edições que irão ao ar nos telejornais, que estamparão impressos e plataformas digitais facilmente as converterão em bravatas vazias de conteúdo, quando não puderem omiti-las. Faça uso intensivo dos modernos meios de comunicação, mas não se apoie somente a eles. Transcreva os questionamentos que instigarão a criticidade do cidadão em panfletos, isso mesmo, a velha e eficiente panfletagem tão utilizada pela esquerda outrora (caso aja espaço na lei eleitoral, inunde os grandes centros com outdoors contendo apenas tais perguntas, sem identificação partidária, deixe responderem por si). Distribua-os nos bairros mais populosos, nas portas das fábricas, às pessoas a caminho do trabalho ou escola. A verdade virá à tona. Será essa uma grande transgressão à ordem comunicacional estabelecida.
    Essa é a opinião de alguém que ainda acredita que seja possível sairmos vencedores dessa batalha. O tempo urge e o inimigo não dorme!
    Não concordo com tudo no atual governo, mas penso que essa seja a única opção para aqueles que lutam por um país mais justo. Caso sejamos vencedores, será a hora de intensificar as mudanças, corrigir os erros e fazer jus ao voto de confiança dos que lutam para que todos os brasileiros, sem exceção, tenham a cada dia uma vida melhor. Espero, sinceramente, de alguma forma ter colaborado.
    Fernando Grisolia
    Comunicador social, jornalista e bancário.

  2. Georges Bourdoukan Júnior disse:

    Fernando, parabéns pelas palavras. Temo que ocorra um esvaziamento da militância e da simpatizancia aos avanços, e não ao PT. Esperemos que a inquisição não volte.abraços Georges Bourdoukan Júnior.

  3. Jbatista-Brasileirinho disse:

    Desde 1990 voto e arrumei votos para Lula e Dilma, tem reunião do PT e irei lá ver como posso ajudar, nem filiado sou, vou lutar contra um retrocesso.

  4. Fernando disse:

    O meu xará falou tudo em seu comentário. Há um tempão venho comentado em vários fóruns políticos que discursos empolados não levam ninguém a lugar algum porque a direita é burra por natureza mas o discurso que a representa é velho, centenário, com base em religião e no que de pior temos como característica: a hipocrisia. Eles ganham na base do medo e estão amedrontando os ignorantes e afrontando pessoas mais esclarecidas como cães raivosos com sangue injetado nos olhos.
    A esquerda não se acostumou a governar e deitou sobre os louros das conquistas da última década e se acomodou num exemplo de mediocridade política de fazer dó. Não adianta falar em PIB, engavetador geral da república, etc, porque o público-alvo, leia: miseráveis e pobres em geral, não sabem nem o que é um vereador o que dirá termos técnicos de economia ou política. Tem que ser didático e por o dedão fundo na ferida e dizer: meus amigos, se vcs hoje tem casa, podem estudar e compraram um carrinho foi porque o governo fez isto, isto e aquilo. O Lula sabia falar para o povo como ninguém mas a equipe que rodeia Dilma parece a corte encabeçada por Richelieu que quer a cabeça do rei a qualquer custo mesmo que isto lhes custe as suas também. Tem que ser direto, cirúrgico, claro, sem rodeios ou meias palavras porque quem cala quando apanha, consente no motivo da surra. O povo, em geral, pensa dessa maneira e é uma verdade, há até um princípio em Direito que é o da indignação – quando uma pessoa é acusada injustamente e ela se indigna é sinal de que não deve – e isto é a única coisa que não se vê no PT no governo da Dilma. A midia bate, fofoca, calunia, e ela lá, impávida. Gente! Isto não é uma monarquia para ela posar com aquela fleuma de que não está vendo o que está acontecendo e nem vivemos num país altamente civilizado da Europa onde os ataques são no terreno das idéias. Isto aqui é Brasil, uma verdadeira selva onde as feras de casa afiam seus dentes para se devorarem todo santo dia sem contar os abutres que vem e roubam o que é nosso.
    Temos pouco mais de duas semanas até o segundo turno. Ponham a boca no mundo, pelo amor de Deus! Mostrem os vídeos do Armínio Fraga prometendo privatizar o BC e acabar com a CEF e o BB e, por conseguinte, com os programas de financiamento da habitação; mostrem as entrevistas esdrúxulas dele quando era ministro de FHC e a economia era uma merda de fazer dó; mostrem o Aecim debochando da cara do povo; a Marina se contradizendo feito uma caduca; o FHC chamando os aposentados de vagabundos; as filas do desemprego na era FHC; a roubalheira desmascarada e apontada na Privataria Tucana; as pérolas que os economistas e ministros junto com o empresariado soltavam quando todo mundo estava com a corda no pescoço e só eles se davam bem num país endividado até a alma; a roubalheira e a quebradeira nos estados governados por tucanos a começar pela água que nem os porcos tomariam e que os coxinhas desvairados da paulicéia tomam por puro desleixo e incompetência dos governos emplumados que se encastelaram no palácio Bandeirantes. Ponham a boca no trombone! Se der processo, deu. Mas pelo menos percam ou vençam como homens e não como ratos encolhidos num canto enquanto apanham. Isto é que não dá mais para agüentar. E se eleita, espero que Dilma entre de sola num plano educacional porque o que acontece hoje em dia é reflexo da estrutura carcomida de uma educação que faliu há décadas e que não faz nada mais do que formar mão-de-obra mas nunca cabeças pensantes. Quem se ocupa disto é a mídia podre . É por isto que pobretão de Itaquera tá se achando no direito de ser a palmatória do mundo e olhar a eleição pelo viés torto do moralismo de fundo de quintal, de comadres, quando deveria pensar em se organizar para garantir as poucas conquistas que sua vida teve.
    Sinceramente, espero estar enganado, mas se as coisas continuarem deste jeito, com este churrio diário de notícias plantadas e mentiras e um novo governo liderado por um traficante, daí eu arrumo as malas de vez e desisto. Faço o caminho inverso dos meus antepassados e aí sim, Brasil nunca mais.

  5. Ruy Mauricio de Lima e Silva Neto disse:

    É absolutamente indispensável, essencial, crucial mesmo, que Lula (e especialmente Lula) bata com toda violência nestes crápulas violentos que durante 3 ou 4 meses de campanha semearam as maiores calúnias, as maiores inverdades, e quase sempre a maior falta de respeito para com a Presidente (antes de mais nada, uma mulher), criando chavões ou bordões da maior canalhice como o absurdo de dizer, referindo-se a junho de 2013, que “as ruas estão exigindo mudança e eu sou a verdadeira mudança”!!! Que canalha, precisa ter muita cara de pau e se valer da grande falta de memória da maioria do povo de pouca instrução para dizer uma aberração destas, que é uma total inversão de valores e adulteração da verdade do que realmente prevaleceu desde Sempre até a chegada de Lula e do PT.Insultar os governos Lula-Dilma achacando que eles colocaram um diretor corrupto por 10 anos para saquear a Petrobrás. Um crápula destes tem que ser chamado às falas e na primeira oportunidade ser processado por crime de calúnia. É fundamental que todos estes insultos e maquinações insultuosas sem limite sejam rebatidos por Lula, pelo marketing do João Santana e por uma verdadeira rede de “blogueiros sujos” (de cuja sujeira eu faço questão de me emporcalhar).Enquanto é tempo.A canalhada vem avançando muito, é só ver como as bancadas do PT recuaram no Congresso.Vamos acordar e contra-atacar enquanto é tempo.Se bobearmos vai ser uma absoluta tragédia para o povo e para a nação brasileira, ver tudo ser meticulosamente desconstruído.

  6. Edson Aracy Meneses Ferreira disse:

    Importante para os mais jovens, que só tiveram acesso às versões dos comunistas.
    A Contra-Revolução de 1964
    Gilberto Paim (Jornalista)
    Sr. Presidente: Permita-me esclarecer que a intenção desta palestra consiste em colocar em debate a perda da memória dos acontecimentos que precederam o 31 de março de 1964. Persiste o veto a qualquer referência favorável à derrubada do governo João Goulart. A circunstância de que os derrotados de 64 estejam em condições de influenciar tantos atos na área oficial (atletas cubanos expulsos do país em avião de Hugo Chavez e a defesa organizada do criminoso Cesare Battisti) é reveladora de uma pronunciada tendência para o esquerdismo. Na universidade, na imprensa, nas editoras, na publicidade, na internet e em várias áreas da vida social brasileira exalta-se a importância das “reformas de base” do governo João Goulart, cuja execução teria sido impedida pelo golpe de Estado. Tais reformas entram na história como uma grande fraude.
    Passo ao texto da palestra, intitulada A Contra-Revolução de 64.
    Inicio citando, textualmente, uma bravata brizolista:
    “O Grupo dos Onze representa a vanguarda avançada do Movimento Revolucionário, a exemplo da Guarda Vermelha da Revolução Socialista de 1917 na União Soviética”, proclamou Leonel Brizola, em outubro de 1963, ao criar essa organização revolucionária.
    Da população total hoje existente, cento e dez milhões de brasileiros não respiraram a atmosfera dos anos que precederam o movimento de 31 de março de 1964, quando foi derrubado o presidente João Goulart. Para essa grande massa de patrícios o acontecimento histórico, um divisor de águas, há de parecer remoto ou inexistente. Não será difícil aos formadores de opinião, esquerdistas, anticapitalistas e antiamericanos desenvolver esforços para convencer os desprevenidos de que essa data serve apenas de referência a uma quartelada.
    A derrubada do presidente Goulart e de seu grupo de agitadores políticos ofereceu à sociedade a oportunidade de uma descontração, de um alívio profundo, que só pôde ser avaliado pelos que viveram aqueles anos tumultuosos. Na área política, predominavam tensões crescentes. Em todas as regiões metropolitanas as greves, distúrbios, arruaças e tumultos faziam parte da vida cotidiana, perturbando a tranqüilidade pública de modo incessante. À medida que avançava o ano de 1963, intensificava-se a fuga de capitais. Na onda de desespero, muitos vendiam suas propriedades a qualquer preço, pois a escalada de teor esquerdista, fomentada pela Presidência da República, conduzia à crença de que parecia fatal a instauração de um governo comunista. Luiz Carlos Prestes dizia que os comunistas estavam no governo, mas ainda não no poder.
    Como os derrotados ganharam o prêmio de uma aplicação de alto rendimento, recebido sob a forma de bilhões de reais em indenizações, a ascensão do esquerdismo político, nos últimos decênios, criou condições em que se tornou fácil denegrir a contra-revolução de 64, como se tivesse sido um golpe de Estado de estilo latino-americano. Mais de cem milhões de brasileiros ignoram que a Nação esteve à beira de uma revolução comunista, à moda de Cuba. Essa grande massa de patrícios não se cansa de ouvir elogios ao governo João Goulart, “impedido pelo golpe” de executar o seu projeto de reformas de base, que era uma palavra de ordem inteiramente vazia. Tudo o que se imaginava como reforma era contra o desenvolvimento sócio-econômico. Propunha-se, por exemplo, que o capital estrangeiro ficasse proibido de operar em energia elétrica, frigoríficos, indústria farmacêutica, refinação de petróleo, telefonia e outros setores. Medida dessa natureza deixaria a economia nacional à margem da comunidade financeira internacional e a colocaria no campo soviético. O Brasil viria a ser mais um satélite de Moscou. Aberração maior foi o decreto do presidente Goulart desapropriando terras, vinte quilômetros ao longo de rodovias, ferrovias, açudes e rios navegáveis, uma pré-condição das fazendas coletivas. Entre as palavras de ordem do esquerdismo ganhava destaque a que propunha que o proprietário de duas casas ou dois apartamentos deveria ceder um aos sem teto. Providências insensatas eram anunciadas quase diariamente, nos últimos meses do governo Goulart, inclusive o aluguel de casas e apartamentos fixado pelo governo e o preço uniforme dos remédios em todas as farmácias. O carro-chefe era um amplo programa de estatização. A parte política das reformas abrangia o direito de voto para analfabetos, sargentos e patentes inferiores, origem de estremecimento nas Forças Armadas.
    A imprensa refletia o clima de desordem. O matutino Correio da Manhã, jornal de grande prestígio na época, proclamava no dia 31 de março: “Basta!” e no dia seguinte declarava “Fora” ao governo João Goulart, que havia perdido a confiança dos representantes da sociedade organizada. Na verdade, o presidente se tornara joguete das forças radicais de esquerda, as quais se empenharam em fomentar um desafio constante às Forças Armadas, alimentando ilusão num suposto “Dispositivo” do general Assis Brasil, chefe da Casa Militar e secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional. Posteriormente, o general declarou: “O dispositivo militar, que dizem que eu montei, nunca existiu”. Propagava-se a informação de que o general comandava a parte “progressista” do Exército, a qual seria capaz de neutralizar as Forças Armadas e de facilitar a tomada do poder pelos extremistas de esquerda. Não demoraram os fatos para provar, de forma categórica, que as forças sob o comando de Jango não passavam de agitadores incapazes de enfrentar um simples embate. O famoso “dispositivo” era pura invenção.
    Em certo momento, houve uma aparente disputa entre Jango e seu cunhado Brizola para ver qual dos dois estava mais à esquerda. As agitações de operários, estudantes e lideres de trabalhadores rurais deixaram o presidente da República convencido de que as forças de esquerda podiam lhe assegurar a vitória final, no confronto com os adversários liberais e conservadores.
    Demonstrando visível prudência, o governador Magalhães Pinto advertia: “Dois grandes males põem em risco a paz e a liberdade de nossa pátria na conjuntura atual. São eles a inflação financeira e o radicalismo político. O medo de perder gera a mesma fúria agressiva que a cobiça de ganhar. Em breve, se não houver possibilidade de uma solução equilibrada, o destino da maioria dos brasileiros estará à mercê dos grupos extremistas minoritários que se atiram à ação direta, para a revolução ou para o golpe de Estado”.
    Os fatos se encarregaram de provar que esse receio tinha sério fundamento. Em março de 1963, uma passeata de militares, em São Paulo, demonstrava a escalda do esquerdismo. Consistia o objetivo do movimento na posse de alguns sargentos eleitos no pleito de 3 de outubro de 1962. Militares da Aeronáutica e da Força Pública compareceram fardados à passeata, a qual foi seguida de solenidade, na qual sentaram-se à mesa diretora os comunistas Geraldo Rodrigues dos Santos, Mario Schemberg, Luiz Tenõrio de Lima, Oswaldo Lourenço e o general reformado Gonzaga Leite, um dos organizadores do Congresso Continental de Solidariedade a Cuba.
    As manifestações realizadas em defesa dos militares de baixa patente, cujas reivindicações repercutiam em todo o país, ganharam ímpeto quando o sargento-deputado Garcia Filho afirmou, em Fortaleza, que, se não houvesse uma decisão favorável à posse dos sargentos eleitos, a Justiça Eleitoral seria “fechada”. Garcia pregou o enforcamento dos responsáveis pela tirania dos poderes econômicos e rotulou a instituição militar de nazista.
    Entre os acontecimentos que tornaram denso o clima político, no ano de 1963, não se pode subestimar o efeito causado pelas comemorações do aniversário do general Osvino Ferreira Alves, comandante do III Exército, em Porto Alegre, onde cerca de oitocentos subtenentes e sargentos se reuniram, em julho, para homenageá-lo. O ato teve significação particular. O general se distinguira como um dos ardorosos defensores da restauração do presidencialismo, contra o parlamentarismo, vigente no ano de 1962, um fator restritivo à ação do presidente Goulart. Osvino representava um dos esteios do janguismo.
    Em setembro de 63, Brasília se tornou palco de um fato político de gravidade, quando sargentos da Marinha e da Força Aérea, sob o comando do sargento da FAB Antonio Prestes de Paula, se apossaram do Ministério da Marinha, da Base Aérea, da Área Alfa (da Companhia de Fuzileiros Navais), do Aeroporto Civil, da Estação Rodoviária e da Rádio Nacional. Os revoltosos prenderam um ministro do Supremo Tribunal Federal e o presidente da Câmara Federal. Durante a tarde, o movimento estava dominado com a prisão dos rebelados. Carros blindados do Exército ocuparam pontos estratégicos de Brasília e se dirigiram ao Ministério da Marinha, onde os rebeldes se entregaram. Alguns marinheiros saíram feridos. Houve dois mortos, o soldado fuzileiro Divino Dias dos Anjos, rebelde, e o motorista civil Francisco Moraes.
    A imprensa denunciava como insuportável a agitação social que descambava para um estado de desordem, o qual interessava, visivelmente, à Presidência da República, como exigência da implantação das “reformas de base”. A denuncia da agitação era a tônica dos editoriais dos Diários Associados, do Estado de S. Paulo, do Jornal do Brasil, da Tribuna da Imprensa e do Globo. Empresários e intelectuais se reuniam em associações civis para advertir a sociedade dos perigos que se avolumavam e combater a infiltração comunista, que pregava a revolução social e a estatização da economia. Estava em plena atividade o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais – IPES, ao lado do Instituto Brasileiro de Ação Democrática – IBAD, o qual se empenhava no combate aberto à infiltração comunista. A CAMDE reunia as esposas de militares, funcionários públicos e dirigentes sindicais contra a desordem. Foi também criado o Movimento Sindical Democrático, para atuar no campo. Era muito ativo em Pernambuco o Serviço de Orientação Rural.
    Em oposição ao movimento democrático, eram numerosas as entidades que compunham a frente de agitação esquerdista, inclusive o Comando Geral dos Trabalhadores, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, o Comando dos Trabalhadores Intelectuais e a Frente Parlamentar Nacionalista. Ao mesmo tempo desenvolviam intensa atividade a União Nacional de Estudantes, cujo Centro Popular de Cultura agia em todo país; O Movimento de Educação de Base, a Ação Popular e o próprio Ministério da Educação, por intermédio da Comissão de Cultura Popular, que influía na conduta das Secretarias de Educação dos Estados.
    Ganhou importância, nessa atmosfera pré-revolucionária, o documento que o general Castello Branco, chefe do Estado Maior do Exército, encaminhou ao Ministro da Guerra, salientando a necessidade de providências sobre a “ação ilegal, inclusive subversiva, do Comando Geral dos Trabalhadores, a agitação insurrecional promovida pelo Deputado Leonel Brizola, e a conexão de atividades de políticos com o motim de Brasília”. Na mesma ocasião o general se manifestou contrário ao Estado de Sítio pleiteado por João Goulart, para implantação das “reformas de base”.
    O encadeamento dos fatos demonstra a marcha acelerada do esquerdismo para a tomada do poder. Assinalemos algumas datas:
    5 de julho de 1961 – Durante a greve geral de 5 de julho foi criado o Comando Geral dos Trabalhadores, CGT. As lideranças sindicais criaram o Comando Geral de Greves, CGG, para coordenar o movimento grevista.
    25/09/1962 – É fundada a Frente de Libertação Nacional, tendo Leonel Brizola como presidente e Mauro Borges, governador de Goiás, como secretário-geral.
    Em 2 de julho de 1962, Auro de Moura Andrade é indicado para primeiro ministro e enfrenta reação das organizações sindicais que decretam greve geral contra sua posse, afetando principalmente o Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Santos e Fortaleza.
    Agosto de 1962 – Os ministros militares lançam manifesto pedindo antecipação do plebiscito sobre o fim do regime parlamentarista e a restauração do presidencialismo. O primeiro ministro Brochado da Rocha defende essa posição em discurso na Câmara
    15 de outubro de 1962 – O Comando Geral dos Trabalhadores deflagra greve geral com a finalidade de exigir do Congresso a fixação da data do plebiscito. O Congresso aprova lei complementar número 2 que estabelece a realização do plebiscito em 6 de janeiro de 1963.
    6 de janeiro de 1963 – Realização do plebiscito. O presidencialismo venceu por ampla margem: 9.5 milhões contra 2 milhões. João Goulart é o grande vencedor.
    24 de janeiro de 1963 – tomou posse o primeiro ministério presidencialista.
    De 28 a 30 de março, realizou-se em Niterói, na sede do Sindicato dos Operários Navais, um Congresso Continental de Solidariedade a Cuba, com a participação de delegações latino-americanas. Luiz Carlos Prestes foi um dos oradores. Manifestou o desejo de que o Brasil fosse a primeira nação da América do Sul a seguir o exemplo de Cuba.
    5 de maio de 1963 – Leonel Brizola discursa em Natal, fazendo acusações ao general Antonio Carlos Muricy, a quem chama de “gorila” e “golpista”. Seguem-se manifestações de militares apoiando o general.
    12 de maio e 1963 – Sob o comando do subtenente Gelci Rodrigues Correia, mais de mil suboficiais, sargentos e cabos se reúnem no auditório antigo do IAPC, no Rio, para defender a elegibibilidade dos graduados. Gelci refere-se também à possibilidade de os graduados lançarem mão de “seus instrumentos de trabalho” (as armas) para exigir do governo federal as reformas de base.
    O ministro da Guerra, Amauri Kruel, determina a detenção do subtenente Gelci por 30 dias.
    15 de junho de 1963 – João Goulart muda pela quarta vez o seu ministério. Os ministros do Exército, da Aeronáutica e da Marinha são substituídos.
    23 de setembro de 1963 – A Frente Parlamentar Nacionalista e a União Nacional de Estudantes defendem a elegibilidade dos sargentos e condenam declarações do general Peri Bevilacqua, que criticou a revolta dos sargentos e a solidariedade sindical a esse movimento. O general, que havia apoiado a posse de Goulart e a realização do plebiscito, atribuiu ao Comando Geral dos Trabalhadores, ao Pacto de Unidade e Ação e ao Fórum Sindical de Debates a responsabilidade pela insurreição dos sargentos, tachando a cúpula do movimento sindical de “aglomerados de malfeitores sindicais”.
    4 de outubro de 1963 – Goulart envia mensagem ao Congresso solicitando a decretação de estado de sítio por trinta dias. Mas sofre derrota.
    6 de outubro -Tropas do IV Exército, por ordem do seu comandante, o general Justino Alves Bastos, ocupam Recife para conter trinta mil manifestantes camponeses nas proximidades do palácio do governo estadual. O governador Miguel Arrais apóia a manifestação.
    Outubro de 1963 – Brizola organiza o “Grupo dos Onze Companheiros”. Seu objetivo era tomar o poder pela luta armada. Segundo Brizola, o G-11 seria a “vanguarda avançada do Movimento Revolucionário, a exemplo da Guarda Vermelha da Revolução Socialista de 1917 na União Soviética”. Brizola chegou a lançar um boletim, intitulado “O Panfleto”, cujo objetivo era literalmente fomentar distúrbios.
    A Nação estava na expectativa de uma grande concentração popular anunciada pelas lideranças de esquerda para o dia 13 de março de 64. Prepararam o grande ato o Comando Geral dos Trabalhadores, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, o Comando dos Trabalhadores Intelectuais, a União Nacional de Estudantes, a Frente Parlamentar Nacionalista e conhecidos dirigentes de esquerda. Nos comunicados à opinião pública, declararam essas organizações que o objetivo era demonstrar a exigência das reformas, as quais deveriam entrar em vigor ainda no ano de 64. Outro objetivo era a defesa das liberdades democráticas e sindicais, exigindo-se a extensão do direito de voto aos soldados, marinheiros e cabos, assim como a elegibilidade para todos os eleitores e a necessidade de imediata anistia a todos os civis e militares indiciados e processados por crimes políticos e pelo exercício de atividades sindicais.
    Era grande a efervescência no momento em que se realizava o comício de 13 de março de 64, na Praça da República, vizinhanças do Quartel-General do Exército e da Central do Brasil. Nessa concentração, a que compareceram Goulart e sua esposa, Maria Teresa, ao lado de vários ministros de seu governo, deputados e líderes sindicais. Ficou demonstrado que o presidente não era o ponto de equilíbrio, lembrado por Magalhães Pinto, capaz de evitar a destruição das instituições democráticas. Animado pelos aplausos da multidão, Goulart decreta a encampação das refinarias de petróleo privadas e autoriza a expropriação de terras, vinte quilômetros à beira de rodovias, ferrovias, rios navegáveis e açudes.
    O matutino Estado de S. Paulo, no dia 14 de março, um dia depois do grande comício da Central do Brasil, em que o presidente Goulart fez pronunciamentos tipicamente de esquerda, escreveu: “Depois do que se passou naquela praça, após a leitura dos decretos presidenciais que violam a lei, não tem mais sentido falar-se em legalidade democrática, como coisa existente”.
    A agitação no comício foi o sinal de que as forças de esquerda marchavam para a tomada do poder. Essa concentração não foi um ato isolado, Comícios semelhantes foram à mesma hora realizados em Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e São Paulo, para veiculação de orações de teor sindical-esquerdista. No Rio, participavam da comissão organizadora do comício o radical Oswaldo Pacheco da Silva, presidente da Federação Nacional dos Estivadores e representante do Comando Geral dos Trabalhadores e do Pacto de Unidade e Ação; o deputado comunista Hércules Corrêa dos Reis, secretário da Comissão Permanente das Organizações Sindicais, e o deputado José Talarico, secretário do PTB na Guanabara e assessor de Goulart nas atividades sindicais.
    No dia 19 de março, mulheres paulistas lideraram a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, um movimento que envolveu centenas de milhares de pessoas, traduzindo a inquietação generalizada dos brasileiros. No dia seguinte, O GLOBO comentou: “Sirva o acontecimento para mostrar aos que pensam em desviar o Brasil de seu caminho normal, apresentando-lhe soluções contrárias ao ideal democrático e ensejando a tomada do poder pelos comunistas, que o povo brasileiro jamais concordará em perder a liberdade, nem assistirá de braços cruzados ao sacrifício das instituições”.
    O grevismo era o principal instrumento de agitação política. Na área de Santos, o ano de 1963 registrou em média de 3 a 4 greves por mês. Houve durante o ano duas greves gerais. Junho e agosto viveram os meses mais agitados, numa sucessão de paralisações de trabalhadores do Porto, de hospitais, funcionários públicos e até de juízes de futebol. O clima era de greve onde quer que houvesse trabalho sindicalizado. Houve momentos em que se tornou necessária a presença de tropas federais para assegurar a ordem na faixa portuária e na área da refinaria de petróleo e do oleoduto. (Ainda César Souza: Mais de uma vez, oficiais e praças da Marinha de Guerra tiveram que operar nossos navios de cabotagem para evitar o desabastecimento da população. Ironicamente, recebiam menos da metade do pessoal marítimo em greve por maiores salários… Os portuários sindicalizados ganhavam uma exorbitância sem realmente trabalhar: qualquer tipo de carga a carregar ou descarregar era motivo de nova gratificação especial, enquanto pagavam não-sindicalizados para cumprirem suas tarefas por valor ínfimo – eram os “bagrinhos” )
    As greves gerais foram decretadas pelo Fórum Sindical de Debates, que contava com o apoio de quarenta sindicatos e associações de trabalhadores. Durante todo o ano de 1963 e primeiros meses de 1964, a baixada santista viveu momentos de grande tensão, causada pelo grevismo e as agitações de rua. Qualquer pretexto servia para se proclamar uma greve. No dia 24 de fevereiro de 1964, foi declarada greve que parou totalmente o porto de Santos depois de um incidente entre um vigilante das Docas e um delegado da Polícia Marítima.
    Maior e mais intensa foi a inquietação social causada pelo grevismo no Estado da Guanabara, onde, nos anos de 1962 a 1964, foram declaradas 176 greves, abrangendo em grande parte empresas privadas, mas também as governamentais, que eram mais tolerantes com o paredismo. Na capital da República, fonte de informação disseminada a todo o país, a população carioca e da periferia esteve dominada por tensão generalizada e viveu mais de perto a ameaça da implantação do regime comunista. Em 1963 houve setenta e seis greves no Rio e 38 nos primeiros meses de 64, segundo o pesquisador Marcelo Badaró Matos, in Revista Brasileira de História, Vol. 24/2004, S. Paulo. Segundo esse autor, as greves por aumentos salariais estavam sempre impregnadas de motivação política. Greves e mais greves se sucediam. Bancos, escolas, hospitais, serviços públicos, transportes, tudo estava sujeito a paralisação. Os habitantes da metrópole eram quase diariamente vítimas de greves que perturbavam a vida da cidade.
    O Rio viveu os momentos mais intensos da desordem. No dia 25 de março de 64, houve o motim dos marinheiros, precedido de uma assembléia de mais de dois mil militares de baixa patente, realizada no Sindicato dos Metalúrgicos. Esse numeroso grupo, onde predominavam marinheiros e taifeiros, exigia melhores condições de existência, extensivas aos militares de outras Armas, e declaravam apoio às “reformas de base”, anunciadas por João Goulart. Exigia, também, a suspensão de medidas disciplinares impostas aos diretores da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil, entidade que funcionava à revelia do regulamento da Marinha. O então ministro da Marinha, almirante Silvio Mota, ordenou que fossem presos os líderes dos amotinados, enviando destacamento dos fuzileiros navais, sob o comando do almirante Candido Aragão. No entanto, ocorreu a adesão dessa tropa aos amotinados. O presidente Goulart expediu ordens, no dia 26, proibindo a invasão da sede do Sindicato onde se realizava a assembléia. Coube ao ministro do Trabalho negociar com os marinheiros a desocupação pacífica do edifício.
    Logo em seguida, uma tropa ( do Exército) prendeu os líderes dos amotinados, porém João Goulart lhes concedeu imediato perdão, o que exaltou o ânimo da oficialidade. O ministro Silvio Mota, que ordenara a prisão dos dirigentes da associação, foi demitido e substituído pelo almirante Paulo Mário da Cunha Rodrigues. A resposta do almirantado foi hostil ao governo. No Clube Naval, um grupo de almirantes hasteou a bandeira nacional a meio pau. O Clube Militar se solidarizou. A decisão do novo ministro, que concedeu anistia aos rebeldes marinheiros, provocou a coesão militar contra João Goulart. Vinte almirantes subscreveram uma nota de protesto, em que afirmavam: “O grave acontecimento que ora envolve a Marinha, ferindo-a na sua estrutura, abalando a disciplina, não pode ser situado apenas no setor naval. É um acontecimento de repercussão nas Forças Armadas e a ele o Exército e a Aeronáutica não podem ficar indiferentes”.
    A Folha de São Paulo, de 27 de março, indagava: “Até quando as forças responsáveis deste país, as que encarnam os ideais e os princípios da democracia, assistirão passivamente ao sistemático, obstinado e agora já claramente declarado empenho capitaneado pelo presidente de República de destruir as instituições democráticas?”
    Pouco depois, no dia 30 de março, véspera da derrubada do governo, estava marcada, no Rio de Janeiro, uma reunião de sargentos das três Forças, mais os da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, a ser realizada no Automovel Clube. Diante da notícia, o Comando do Primeiro Exército ordenou que suas unidades retivessem dentro dos quartéis os sargentos, o que impediu a presença destes na reunião. Para presidi-la foi convidado o presidente da República. Tancredo Neves, político experiente, aconselhou-o a não comparecer. O deputado Tenório Cavalcanti, um ativista das esquerdas, recomendou a Jango que não saísse do Palácio das Laranjeiras. Tudo inútil. Acompanhado do general Assis Brasil, responsável pelo esquema de segurança, o presidente se dirigiu ao Automóvel Clube, onde foi festivamente recebido pelos sargentos.
    O clima, nessa noite, o induziu a deixar de lado o discurso escrito, para falar de improviso, ressaltando a importância do sargento como elemento de ligação entre as Forças Armadas e o povo. Estavam presentes o almirante Aragão e o “cabo” Anselmo que pronunciaram discursos inflamados e foram aplaudidos com entusiasmo.
    Comentando o fato, escreveu o Jornal do Brasil, em 31 de março: “Pois não pode mais ter amparo legal quem, no exercício da Presidência da República, violando o Código Penal Militar, comparece a uma reunião de sargentos para pronunciar discurso altamente demagógico e de incitamento à divisão das Forças Armadas”.
    Horas depois da reunião no Automóvel Clube, iniciaram o avanço em direção o Rio de Janeiro as tropas de Minas, sob o comando dos generais Mourão e Guedes. As informações que Goulart conseguiu reunir, na manhã do dia 1º de abril, eram confusas. O presidente decidiu viajar a Brasília, para manter contato com parlamentares e deixou no Rio o general Assis Brasil. Logo a seguir, o general Âncora telefona a Assis para informá-lo de que “o Norte já aderiu à revolução. Minas está toda revoltada. O batalhão que mandei daqui se passou para o lado dos revoltosos, os quais ganharam a adesão do batalhão de Barra do Piraí. As tropas de São Paulo já estão marchando. Colocaram os cadetes da Academia Militar na vanguarda”.
    Relatou o general Assis Brasil os últimos momentos do governo Goulart. Disse que, antes de ir para Brasília, realizou uma reunião com os ministros militares e depois com os civis. O único que queria resistir era o da Marinha, justamente o que não tinha tropa”. Assis chegou a Brasília às 20 horas e encontrou Goulart no aeroporto. Havia um avião da Panair do Brasil sendo preparado. Disse o general que, antes de falar com Goulart, mandou que os oficiais da Casa Militar fossem para seus postos e passassem os cargos aos substitutos. “Ninguém falou em resistência entre os meus auxiliares. Um deles perguntou: “E o senhor?”. Respondi: vou com o presidente, porque esta é a minha função. Não sei para onde ele vai, mas o meu destino, enquanto ele estiver vivo, está ligado ao dele. Fui ao encontro de Jango, que queria saber da situação. Informei que o III Exército perdeu o Paraná e Santa Catarina, mas Porto Alegre está intacta. Militarmente, dá para o senhor descer lá, mas não podemos pensar em resistência.
    Prossegue o relato das horas finais:
    – Fomos para Porto Alegre. Chegamos pela madrugada. O general Ladário, que chefiava as tropas, queria resistir. Jango me disse que também Brizola falava em resistir. Eram quatro horas da manhã. A guerra estava perdida. Durante a manhã, embarcamos e fomos para a estância Rancho Grande, em São Borja, onde se encontravam Maria Teresa e filhos. Jango não sabia o que fazer, estava atordoado. Eu disse: O senhor tem que sair daqui, senão vão lhe prender. Havia três aviões, um dos quais levou a Brasília os oficiais que me acompanhavam.
    – De lá fomos para uma das fazendas de Jango, à margem do rio Uruguai. Consegui demover Jango da idéia de ir para o Brasil Central e ficar em uma de suas fazendas. Quando ele me perguntou qual era a minha sugestão, sugeri o Uruguai. Mandamos um portador a Montevidéu para sondar a posição do governo. O piloto voltou com a notícia de que Jango e família seriam recebidos de braços abertos. Às três e meia da tarde do dia 4 de abril, partimos de uma segunda estância de Jango e logo desembarcamos em Montevidéu, onde Goulart foi muito bem recebido.
    Assis Brasil viajou de volta ao Brasil para se apresentar ao Exército. Foi preso. Perdeu os vencimentos. Passou muitas dificuldades. Ganhava a sobrevivência como professor. Até que foi anistiado.
    Leonel Brizola não se conformou com a derrota. Pronunciou discursos acalorados em Porto Alegre, dirigindo-se aos “sargentos do III Exército. Dessas Unidades que me ouvem neste momento. Atenção, sargentos das Unidades chefiadas por esses militares golpistas. Atenção, oficiais nacionalistas dessas Unidades. O povo, do qual sois uma parte inseparável, vos pede neste instante. Pedem a todos vós, pede aos sargentos que se levantem, tomem os quartéis e prendam os gorilas”. ( Mais ainda: eu César Souza tenho gravada sua fala aos sargentos, repetida diversas vezes no Rádio: “AINDA NÃO CORREU SANGUE ! Sargentos, MATEM OS OFICIAIS !”)
    Sem demora, o líder esquerdista também seguiu o caminho do exílio.
    A Nação havia escapado de um golpe comunista que esteve barulhentamente articulado, deixando a Nação em suspenso diante da possibilidade de se materializar.
    O movimento esquerdista não contou com o apoio do general Machado Lopes, aquele que levantou o III Exército para garantir, em 1961, a posse de Goulart na Presidência da Republica. Em livro que publicou em 1981, o general escreveu: “A Nação, estarrecida, assistia aos desmandos do próprio chefe do Governo. E o Sr. Leonel Brizola vibrava no meio da desordem, que parecia levar o país para o caos. O Clero, o povo e principalmente as Forças Armadas puseram em 1964 um paradeiro na situação caótica em que se encontrava o país”.
    No dia 1º de abril de 1964, o Diário de Notícias, do Rio, assim definia o governo: “Por mais que o sr. João Goulart negaceie, tergiverse e dissimule, ninguém poderá negar – porque está à vista de todos, porque é público e ostensivo – que os elementos chamados de “formação marxista”, não somente conseguiram infiltrar-se facilmente em todos os postos, mas também são os preferidos pelo governo para esses postos, sobretudo os de comando e direção. Atualmente, no presente governo, que ainda se diz democrata, a ideologia marxista e mesmo a militância comunista indisfarçada constituem recomendação especial os olhos do governo”.
    Concluiu o Diário de Noticias: “Era como se já estivéssemos em pleno regime “marxista-leninista”, com que sonham os que desejam incluir sua pátria no grande império soviético, às ordens do Kremlin”.
    O Brasil foi salvo à beira do precipício do retrocesso econômico e do empobrecimento crescente, à moda de Cuba, e a alteração de seu destino colocou a sua economia entre as maiores do mundo, mas não escapou da falsificação da história, simbolizada em dois atos oficiais: João Goulart recebeu o prêmio de anistiado político, enquanto a viúva Maria Tereza, milionária, foi contemplada por indenização de R$ 643 mil e pensão vitalícia de R$ 4,5 mil.
    A contra-revolução de 64 representa uma página oculta em nosso passado.

  7. Julio disse:

    é notório como o ácido súlfurico da crítica marxista socialista se acha a dona da verdade absoluta. Capitalismo e socialismo marxista são gêmeas siamesas, é só olhar para o contexto do século XIX, ambas querem dominação das massas, ambas querem progresso, ambas querem poder, ambas lutam para dominar as sociedades e subjugá-las. Criticar os evangélicos que foram eleitos é deleitavel, como se apenas os socialistas sabem fazer política, que pretensão.
    Esta é a visão de mundo marxista do Boulos, cercear às outras visões, que bonito hein

  8. Renata disse:

    Vale a leitura do texto e das respostas. Algo sensato em meio a esse período eleitoral.

  9. Julio disse:

    cadê meu comentário ? que coisa rasteira é essa? estranho né?

  10. zaza rodrigues disse:

    Fernando Grisolia e outros, incluo aí mais um questionamento: pousar de classe média “é ótimo”, mas ainda faltou lembrar aquele empresário que está com um cartão do BNDS no bolso e fez/faz campanha pelo “45”… ou aquela família que orgulhosamente se refere a/ao filha/o que está “lá fora” pelo Ciência Sem Fronteiras”, e deseja mudanças… Aliás, até agora não entendi porque o pessoal responsável pelo marketing da presidenta optou pela expressão “mudança” – isso reforça a mente do eleitor que é preciso “trocar”… Não seria melhor um aperfeiçoar, aprimorar?

    • Edson Aracy Meneses Ferreira disse:

      Não foi uma guinada à direita, foi um repúdio a tantos desmandos deste governo, loteamento de cargos, escândalos da Petrobrás, prisão dos principais líderes do partido no caso denominado mensalão, e, por sinal o PT não os expulsou do partido, do PT, somente Olívio Dutra do R.G.S, condenou os desmandos destes criminosos. Um governo do Fórum de São Paulo, liderado por Cuba e Venezuela para implantação da “Ditadura do Proletariado” na América Latina, um governo que apoia ditaduras em outros países, que apoia os criminosos do EI, que degolam inocentes nas telas de televisão. Que financia com o dinheiro do BNDS, o nosso dinheiro, obras em Cuba, Venezuela. Que entregou praticamente a Refinaria da Petrobrás à Bolívia, que comprou uma refinaria quebrada “Passadena EEUU” por bilhões de reais. O caso dos diretores da Petrobrás e do doleiro, com delação premiada, revelando todo o esquema de corrupção deste desgoverno de Lula e Dilma. Você ainda acredita que isto é uma guinada à direita? Isto chama-se INDIGNAÇÃO! Agora, é muita “cara de pau” não reconhecer isto. Isto é fruto desta esquerda atrasada, retrógrada que está ainda atrelada ao lenilismo, ao stalinismo, ao gramscismo que impera na América Latina. Vejam, Cuba é uma imensa favela. A matança que os comunistas fizeram onde se instalaram, Rússia trinta milhões de camponeses mortos porque não queriam entregar suas terras, em sua minoria era de minifúndios. A morte por fuzilamento de vinte mil oficiais e sub-oficiais Poloneses na floresta de Kurk, ordenado por Stalin, e o assassino culpou os também assassinos nazistas. No Camboja, o psicopata do Pom Nol, que liderava o partido comunista deste país, mandou fuzilar um milhão de compatriotas que não queriam ir para o campo, em sua maioria, profissionais liberais. A matança foi tanta que o Vietnam do Norte, invadiu o Camboja e derrubou o ditador, entregando-o aos demais líderes comunistas que o fuzilaram. Olhem o que acontece na Coréia do Norte. A China com Mao, mandou fuzilar vinte cinco milhões de compatriotas, também porque não queriam entregar suas terras para o Estado. Esta ideologia pouco se diferencia da ideologia nazista, por sinal, Hitler admirava Stalin. Estes neo-comunistas que ao ler meu comentário certamente irão querer chamar-me de conservador, neo-liberal, direitista. E, eu digo a vocês, na realidade sou de esquerda, mas uma esquerda avançada, ao estilo da esquerda Européia, sem ranços e sem atrelar-se ao passado stalinista e lenilista. No regime nazista de Hitler e no regime comunista de Stalin e Lenine uma minoria não aceitava que se falasse mal do regime, apesar das barbaridade que estavam acontecendo, e, a maioria silenciosa concordava, o resultado todos conhecem, milhões de mortes e destruição. A propósito, não falem na ideologia comunista na Polônia, na Lituânia, Estônia, aos Checos, na Alemanha ex-oriental etc.etc. porque poderão apanhar da população.

    • Edson Aracy Meneses Ferreira disse:

      AS MANIFESTAÇÕES DO POVO
      É culpa da mídia ! da Policia ! do MPF ! dos Juízes ! os petralhas não tem nenhuma relação com os fatos.
      Rodrigo P. Julios • 4 dias atrás
      Dá para entender a hojeriza quando se fala em privatização? Quanto mais politicos mais corrupção, mais Estado mais corrupção.
      saoleo2012 • 4 dias atrás
      A Dilma e o Lula, não sabiam de nada, vamos votar nesta corja e aumentar a recessão. Viva a ditadura do PT…
      PauloPennaforte saoleo2012 • 4 dias atrás
      A recessão é uma promessa do Armínio Fraga, economista do Arrocho Neves. Aliás, ele foi o recordista de inflação nos últimos 20 anos, quando Ministro do FHC.
      Laura B. Junqueira PauloPennaforte • 3 dias atrás
      Ele nunca foi ministro! Vai ser pela primeira vez! No governo de FHC era presidente do banco central! Ele é um economista muito respeitado no mundo! Informe-se melhor!
      Paula Tejando 2 • 4 dias atrás
      Se essa Quadrilha não sair na boa dia 26, vai ter que sair na marra….AÉCIO PRESIDENTE E A DILMA NA PAPUDA
      Consultor Imobiliário Paula Tejando 2 • 4 dias atrás
      Concordo, caso o Aécio não se eleja, os militares tem que agir para tirar essa organização criminosa do poder. Não dá mais…
      Peter PauloPennaforte • 3 dias atrás
      A velha tática de colocar medo. O interessante é que o FMI fez uma previsão justamente considerando o cenário econômico atual do presente governo e que estas coisas vão acontecer ano que vem. O governo diz que é pessimismo, só que o mesmo FMI previu um crescimento para o país este ano de 1,3% mas que só deve fechar o ano em 0,3%. A é, o problema é o FMI que é muito negativo.
      paulo garcia • 4 dias atrás
      E TEM GENTE AINDA QUE VOTA NESSE ”PT” E O LULA E A DILMA DIZEM QUE NÃO SABEM DE NADA! PAPAI NOEL TA CHEGANDO PRO NATAL

  11. Edson Aracy Meneses Ferreira disse:

    DEZ MENTIRAS DO GOVERNO DILMA
    1. “A crise vem de fora.”
    Esse é o discurso oficial para justificar a RECESSÃO TÉCNICA em que
    o Brasil entrou. O que os dados podem nos dizer sobre isso? Comecemos do
    mais simples: o crescimento econômico do Governo Dilma será, na média,
    dois pontos percentuais MENOR do que o apresentado pela América Latina.
    Nos governos Lula e FHC, avançamos na mesma velocidade dos vizinhos.
    Indo além, haveremos de lembrar que a economia mundial cresceu 3,9% em
    2011, 3% ao ano entre 2012 e 2013, e deve emplacar mais 3,6% em 2014.
    Nada mal. Comparando o Brasil com alguns vizinhos: Chile, Colômbia e
    Peru, países que adotaram políticas econômicas ortodoxas e cumpriram uma
    agenda de reformas na América Latina, cresceram 4,1%, 4,0% e 5,6% ao
    ano, entre 2008 e 2013. Enquanto isso, a evolução média do PIB
    brasileiro na administração Dilma deve ser de 1,7% ao ano. A retórica
    oficial, desprovida de qualquer embasamento empírico, continua ser de
    que a crise vem de fora. Aquela marolinha identificada pelo presidente
    Lula, lá em 2008, seis anos atrás, ainda deixando suas mazelas.
    2. “A política neoliberal vai aumentar o desemprego.”
    Não há como desafiar o óbvio de que o produto agregado (PIB) depende
    dos fatores de produção, capital e trabalho. Ora, com o PIB brasileiro
    desabando por causa de uma política econômica desastrosa (heterodoxa),
    cedo ou tarde bateremos no emprego. Podemos não conseguir precisar qual
    a exata função de produção, ou seja, de como o PIB se relaciona com o
    nível de emprego, mas não há como contestar a existência de relação
    entre as variáveis.
    O CRESCIMENTO ECONÔMICO DA ERA DILMA É O MENOR DESDE FLORIANO
    PEIXOTO, governo terminado em 1894, subsequente à crise do encilhamento.
    Há uma transmissão óbvia desse comportamento para o emprego. Os dados do
    Caged de maio apontaram a menor geração de postos de trabalho desde
    1992. Em sequência, junho foi o pior desde 1998. E julho, o pior desde
    1999. Quem vai gerar desemprego é a nova matriz econômica – não o fez
    ainda simplesmente porque a variável “desemprego” é a última a reagir (e
    a única que ainda não foi destruída).
    3. “A oposição quer acabar com o reajuste do salário mínimo.”
    Essa é uma mentira escabrosa por vários motivos. O primeiro é
    trivial: os dois candidatos da oposição já se comprometeram, em dezenas
    de oportunidades, em manter a política de reajuste de salário mínimo.
    Ademais, quando Dilma se coloca como a protetora do salário mínimo, está
    simplesmente negando as estatísticas. Veja-se o AUMENTO REAL DO SALÁRIO
    MÍNIMO:
    – Entre 1994 e 2002, foi de 4,7% ao ano.
    – Entre 2003 e 2010, foi de 5,5% ao ano.
    – Entre 2011 e 2013 (era Dilma) foi de 3,5% ao ano.
    SIM, O REAJUSTE DO MÍNIMO NA ERA DILMA É INFERIOR AO IMPLEMENTADO
    POR LULA E TAMBÉM POR FHC. Ainda assim, Dilma se apresenta como
    protetora do salário mínimo. Pode?
    4. “A política neoliberal proposta pela oposição vai promover
    arrocho salarial.”
    Esse ponto, obviamente, guarda relação com o anterior. Merece
    destaque por revelar a doença de ilusão monetária do governo, ou uma
    tentativa descarada de enganar a população.
    O arrocho salarial já vem sendo promovido pela atual política
    econômica, com a disparada da inflação. O SALÁRIO NOMINAL (o quanto o
    sujeito recebe em reais no final do mês) não vale per se. O que importa
    é o PODER DE COMPRA, isto é, o quanto o empregado pode adquirir com o
    que recebe. Pois a leniência do governo no combate à inflação faz que o
    salário vá perdendo (de vagarinho) seu poder de compra.
    Falando sério, aumentos sistemáticos de salário acima da
    produtividade do trabalhador acarretam, no longo prazo, inflação, que
    acaba reduzindo o próprio salário real.
    A correta estratégia é perseguir aumentos de produtividade maiores e
    duradouros. Isso permite dar melhorias salariais sem impactar a
    inflação. Sem aumento da produtividade, aumentos do salário nominal
    serão corroídos pela inflação.
    5. “Programa de Marina reduz a pó a política industrial.”
    A presidente Dilma realmente não precisa ter essa preocupação, pois
    ela mesma já fez o serviço. O Plano Brasil Maior, lançado em 2010 com
    metas para 2014, não conseguiu entregar sequer um de seus vários
    objetivos.
    GRAVE, Dilma está fazendo simplesmente o maior processo de
    desindustrialização da história brasileira, levando o presidente da
    Fiesp a afirmar categoricamente que somente louco investe hoje no
    Brasil. Seria pertinente preocupar-se com a própria política industrial
    antes de amedrontar-se com o programa alheio.
    Quem defende uma política de campeões nacionais, em que se escolhem
    a priori os vencedores da prática concorrencial desafiando a lógica de
    mercado, não entende absolutamente nada de empreendedorismo nem de
    política industrial. O MAIOR ELOGIO QUE MARINA PODERIA RECEBER À SUA
    POLÍTICA INDUSTRIAL É A DESCONFIANÇA DE DILMA.
    6. “A política monetária foi exitosa.”
    A frase foi proferida por Alexandre Tombini, presidente do Banco
    Central, em seminário nos EUA sobre política monetária. Só que a
    inflação brasileira tem sistematicamente namorado o teto da meta, de
    6,50% em 12 meses, ignorando o princípio básico de um sistema de metas,
    em que o centro do intervalo deve ser perseguido. A banda de tolerância
    de dois pontos existe apenas para abarcar choques exógenos. A rigor, a
    inflação em 12 meses está até acima do teto. O IPCA de agosto aponta
    variação de 6,51% em 12 meses, estourando o limite superior do
    intervalo.
    Transformamos o teto no nosso objetivo e represamos cerca de dois
    pontos de inflação através do controle de preços de combustíveis,
    energia e câmbio. SERÁ ESSE O TIPO DE ÊXITO QUE ESPERAMOS DA POLÍTICA
    ECONÔMICA?
    7. “Precisamos de um pouco mais de inflação para não perder
    empregos.”
    Para ser justo, a frase, ao menos que seja de meu conhecimento, não
    foi dita ipsis verbis por nenhum membro do Governo. Entretanto, é o que
    se extrai como pensamento da administração petista, ao observarem-se as
    decisões e diretrizes de política monetária de Dilma,. O velho trade-off
    entre inflação e crescimento, em pleno século XXI?
    Bom, antes de entrar no debate acadêmico, pondero que poderia até
    ser verdade se houvesse, de fato, crescimento. Como acima referido, não
    é o caso. Ignorando esse fato e fingindo que vivemos crescimento
    econômico pujante, a questão sobre o trade-off entre inflação e
    crescimento parece apoiar-se numa discussão tacanha sobre a Curva de
    Phillips.
    O debate até faria sentido se estivéssemos nos idos de 1970. Dai em
    diante, Friedman, Phelps e outros destruíram o argumento de mais
    inflação, mais emprego. A partir da síntese de 1976, naquilo que ficou
    batizado de crítica de Lucas, com trabalhos posteriores sobretudo de
    Kydland e Prescott, a fronteira do conhecimento passou a incorporar a
    ideia de que o trade-off entre inflação e desemprego existe apenas a
    curtíssimo prazo.
    Ao trabalhar com uma inflação sistematicamente mais alta,
    rapidamente voltamos a um novo equilíbrio, com nível de preços maior e o
    mesmo nível de emprego original.
    8. “As contas públicas estão absolutamente organizadas. O superávit
    primário, embora menor do que em 2008, é um dos maiores do mundo. Dizer que há uma desorganização fiscal é um absurdo.”
    A preciosidade foi dita pelo ministro Guido Mantega em entrevista ao
    jornal Valor. O superávit primário do setor público não é somente menor
    do que aquele de 2008. No primeiro semestre, foi o menor da história, em
    R$ 29,4 bilhões.
    Nos últimos 12 meses, a variável marca 1,4% do PIB, sendo metade
    derivado de receitas extraordinárias, como Refis e leilão de libra. E se
    considerarmos o atraso em pagamentos em subsídios, precatórios e
    repasses aos bancos públicos para benefícios sociais, provavelmente não
    passamos de 0,5% do PIB.
    O déficit nominal bate 4% do PIB, flertando com aumento de dívida,
    maiores impostos e/ou mais inflação à frente. É o triste legado que
    “absoluta organização das contas públicas” está nos deixando.
    9. “Nunca foi feito tanto pelo pobre neste país.”
    Intuitivamente, já se pode desconfiar dessa afirmação, bastando ver
    a inflação, que é um fenômeno essencialmente ruim para as classes mais
    pobres. Os abastados têm um estoque de riqueza aplicada em ativos que
    remuneram acima da inflação. Logo, estão em grande parte protegidos. A
    inflação é um instrumento clássico de concentração de riqueza.
    Mas há de ser além da simples intuição, evidentemente. Aqui, a PNAD
    (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2012, última
    disponível, é emblemática. A constatação principal é de que, depois de
    10 anos ininterruptos de melhora, a desigualdade de renda para de
    evoluir em 2012. O coeficiente de Gini, medida clássica de equidade,
    para de cair e as curvas de Lorenz de 2011 e 2012 são sobrepostas.
    Em adição, a relação existente entre a renda apropriada pelo 1% mais
    rico da população e os 50% mais pobres aumenta de 0,66 para 0,69. Ou
    seja, O RESULTADO É SIMPLES: QUEBRAMOS UMA SEQUÊNCIA DE 10 ANOS DE
    AVANÇO DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL. A política econômica
    heterodoxa não faz crescer o bolo e também não o distribui de forma mais
    equitativa.
    10. “A oposição faz terrorismo eleitoral.”
    Se você concorda com um dos nove pontos anteriores, você é um
    terrorista eleitoral, egoísta e interessado apenas em si mesmo.
    Provavelmente, é financiado por um dos candidatos de oposição.
    Enquanto isso, Dilma e apoiadores acusam a candidata oposicionista
    de homofóbica e de semelhanças com Fernando Collor… Sim, ele mesmo,
    Collor que é parte da base de apoio do…. GOVERNO DILMA. Quem é
    terrorista???
    Esse é o legado que fica para 2015. Você tem dois caminhos a adotar:
    o primeiro é esperar as consequências materiais dessa gestão desastrosa
    sobre sua vida, e o segundo é começar a se mexer, de modo a proteger ou
    até mesmo aumentar suas economias.

  12. Edson Aracy Meneses Ferreira disse:

    Julio
    Seu comentário, apesar de estar pela “metade” foi pertinente, e, em poucas frases você disse tudo. Parabéns!

  13. Edson Aracy Meneses Ferreira disse:

    Aos que ainda acreditam no PT ou em sua ideologia cegamente, como fez o povo alemão e o povo russo, que acreditaram nos facínoras de Hitler, Stalin e Lenine com as consequências que todos sabem pela história recente. Vejam o que diz este aposentado do INSS.
    Mais uma barbaridade do PT !!!!
    Então continuem com este governo ou façam como o aposentado José Luiz Rebello signatário da mensagem original.
    INSS mudou o layout este mês …
    A sigla do desconto é “COBAT”. INSS DESCONTA 1% PARA A CUT DE TODOS OS APOSENTADOS
    *Ao receber minha aposentadoria de fevereiro observei que havia valor menor em relação a meses anteriores, ou seja, por volta de 1% a menos.
    Aguardei o mês de março e abril e, em ambos, o fato se repetiu.
    Entrei em contato com o fone 135 e o atendente me orientou que eu fosse ao posto mais próximo do INSS onde eu poderia receber melhores
    informações sobre as ocorrências em meu benefício mensal.
    * O funcionário que me atendeu disse NÃO SE TRATAR DO PRIMEIRO CASO
    e que estava autorizado em seu benefício UM DESCONTO DE 1% EM FAVOR DA CUT.
    * Indignado liguei para a referida Central Sindical manifestando minha
    indignação e tive a promessa de devolução em conta-corrente (fato que realmente ocorreu após 48 horas) – desde que EU PERMANECESSE CALADO E NADA DIVULGASSE SOBRE TAL OCORRÊNCIA A NINGUÉM – até porque esse esse valor correspondia aos trabalhos prestados pela CUT através
    dos deputados do PT a favor dos aposentados.
    * Estou repassando esse gravíssimo fato de APROPRIAÇÃO
    INDEVIDA para que todos OS APOSENTADOS possam conferir suas aposentadorias para saberem se também não estão sendo furtados dessa maneira tão vil.
    * Portanto, olho na aposentadoria, minha gente, cujo valor já é um roubo para todos
    os que durante anos recolheram valores previdenciários e agora poderão também
    ser vítima de furto a favor de gente que nada faz em favor daqueles que mais necessitam.
    José Luiz Rebello
    Aposentado INSS
    *O INSS É UM ÓRGÃO DO GOVERNO. DEVEMOS LEMBRAR QUE ESTAMOS NO GOVERNO DO PT
    ***************************
    Prezados,
    Ao receber este email, fui ao INSS, e constatei não só a veracidade deste
    “ASSALTO”, como também fui informado que os aposentados não mais recebem os
    seus demonstrativos de pagamentos mensais, com a fraca desculpa que a
    previdência não mais utilizava os serviços dos Correios, mas que eu
    poderia, através de uma senha fornecida pelo próprio INSS, e, via internet
    retirar o meu contra cheque, onde constatei um desconto de 1% (hum por
    cento) em beneficio da CUT, com a sigla COBAT. O meu próximo passo, será de
    voltar ao INSS, o que farei amanhã dia 09, e retirar todos os extratos
    mensais desde a entrada do governo “LULA” para ajuizar uma ação contra a
    CUT cobrando o ressarcimento de tudo que me foi roubado, que acredito num
    prazo de 10 anos (120 meses) com juros e correção.
    Detalhe: não se consegue via Internet tirar os extratos antigos, somente
    o atual. Os antigos só é possível naquele órgão, conforme já fui informado.

  14. É preciso analisar porque não avançamos a DEMOCRACIA DIRETA no Brasil, e um dos principais culpados é a própria mídia, que esconde essas informações da população. Na Bolívia, Venezuela, Uruguai, Equador, Peru, Canadá, Suíça, Holanda, Alemanha, etc; o povo pode propor e derrubar leis, além de cassar políticos; tudo por iniciativa e voto popular. A partir daí, o povo passa a ser mais respeitado, com os políticos mantendo distância da corrupção. E a racionalidade passa a governar a sociedade, na medida em que a ciência é privilegiada, com o povo ouvindo seus melhores especialistas em cada assunto, para decidir sobre proposições ou derrubada de leis; deixando de lado os burocratas do governo, que são corruptos e analisam apenas o que mais dinheiro colocará em seus bolsos, pouco se lixando para a lógica e a razão.
    O melhor momento que tivemos para instalar a DEMOCRACIA DIRETA no Brasil foi com o Lula e o Zé Dirceu, que falharam em seu compromisso assumido com a própria militância petista. A Dilma é extraordinariamente melhor que o Lula, ela propôs uma Constituinte exclusiva para a reforma política, mas recebeu oposição até de petistas (ligados ao lulismo). A Presidenta fez o DECRETO PARTICIPATIVO, demonstrando sua intenção de ir por esse caminho. Só que o caminho da Bolívia, Equador, Venezuela, Argentina, Chile, Peru, Canadá, Noruega, Holanda, Alemanha, Suíça, Austrália, etc; também passa por um “DECRETO PARTICIPATIVO NO PODER LEGISLATIVO”. E como não fizemos o dever de casa, agora estamos sujeitos a um retrocesso, com a volta do PSDB, trazendo o que de pior e mais corrupto existe em nossa política…
    Porque a mídia esconde de nós o sistema político dos países desenvolvidos:
    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/525754747560192/?type=3&theater
    O que os países desenvolvidos têm, que nós não temos:
    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/503107126491621/?type=3&theater

  15. DESSA VEZ, SÓ VOTAR NÃO RESOLVE!
    AJUDE A FISCALIZAR A ELEIÇÃO.
    O vídeo tem apenas 3 minutos, e mostra por onde podemos entrar pelo cano:
    https://www.youtube.com/watch?v=wQEsHOqXP9s
    É muito perigoso fraudar o programa que vem dentro da urna (mas não é impossível). Imaginem se um hacker identifica a fraude…
    O maior perigo está na transmissão dos votos!
    Assim que acaba a eleição, às 5 horas da tarde, os mesários imediatamente devem emitir o boletim de urna, onde já sai quantos votos cada candidato teve.
    Se a gente não estiver presente, observando esse processo, eles podem até trocar os boletins, por outros falsos.
    Os mesários são obrigados a fazer tudo de forma transparente, para que todos vejam a emissão dos boletins, e depois devem colar um deles no local onde ocorreu a votação. Se não fizerem isso é crime eleitoral, é caso de polícia, que deve ser chamada ao local! Caso isso ocorra, você pode denunciar filmando, ou então fazendo uma reclamação por escrito, e pedinso para 2 pessoas assinarem.
    É só deixar pra ir votar no fim da tarde e esperar. Levem o celular, fotografem os boletins de urna, depois mandem as fotos para o endereço do vídeo acima, e também para seus candidatos.
    VOCÊS JÁ VIRAM A CAMPANHA DO NÃO VOTE?
    Deve ser uma verdadeira
    >>>>PREPARAÇÃO PARA A FRAUDE<<<>>>OS MESÁRIOS NÃO PODEM FICAR UM SEGUNDO SOZINHOS<<<<
    Também é importante acompanhar o que os mesários vão digitar na urna, na hora de imprimir o boletim, Filmem o que puderem, e denunciem as irregularidades. nessa hora, eles podem até votar no lugar de quem não compareceu. Tudo deve ser fiscalizado.
    Os disquetes com as informações precisam ser transportados com segurança para o local de transimissão. Verifiquem se há alguma identificação no disquete, pois ele pode ser trocado por outro. O ideal é que seja colocado num envelope lacrado, e todos os fiscais assinem o lacre do envelope. Não confie em ninguém, nem nos outros fiscais. Fiscal serve para fiscalizar, não para confiar nos outros. Você também pode tornar-se um fiscal oficialmente, basta ir ao diretório de qualquer partido, e pedir uma credencial. Mas mesmo como cidadão comum, você pode acompanhar todo esse processo de fiscalização, que é público.
    A TRANSMISSÃO DOS VOTOS!
    Pergunte aos mesários o endereço, para onde levarão os disquetes. Vá ao local de transmissão, logo após a votação, normalmente no fórum da cidade; que deve ser aberto ao público, para vermos se os mesmos disquetes que chegam com os mesários, são os utilizados nos equipamentos de transmissão.
    Garantam seus direitos, não se deixem passar por palhaços. Denunciem qualquer irregularidade, e protestem caso seja necessário. Se não participarmos agora, depois não adianta reclamar…
    Vejam essa outra explicação de especialistas, também com apenas 3 minutos:
    https://www.youtube.com/watch?v=3sIE6AxJKkU

  16. Edson Aracy Meneses Ferreira disse:

    CARTA ABERTA AO SENHOR SENADOR E CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, AÉCIO NEVES DA CUNHA.
    Exmo.Sr.Senador Aécio Neves,
    Ao cumprimentá-lo pela passagem para o segundo turno das eleições venho, representando os 14.000 membros do Grupo de Facebook Inglourious Doctor, declarar abertamente nosso apoio ao senhor numa campanha em que terá como adversário o “retrato do mal em si”.
    Sabemos, senador Aécio, que muito mais do que o cargo para presidente, é o futuro das pessoas de bem que agora se encontra em jogo no Brasil. Desde 2003 estamos convivendo com os apóstolos da liberação das drogas, dos acordos com o narcotráfico, do aborto e do alinhamento internacional com forças genocidas como a Al Qaeda, o Regime da Coréia do Norte, da China e do Estado Islâmico do Iraque e da Síria. Todas essas pessoas se reúnem sob a sigla PT (Partido dos Trabalhadores) – a mais corrupta, assassina, e estelionatária organização da história política brasileira que, sob as ordens do Foro de São Paulo, nos quer levar em direção ao regime cubano.
    Senhor senador, há 20 anos sou médico, vi minha profissão ser destruída por colegas petistas que não tiveram dúvida em jogar nossa história na lata de lixo e pago hoje pessoalmente o preço de enfrentar essa gente aqui em Porto Alegre. Desde 2013 venho denuciando a farsa do Programa Mais Médicos e eu o tenho feito através do Blog Ataque Aberto, em artigos na Revista VEJA, no próprio grupo de facebook que acima mencionei, na primeira web radio conservadora do Brasil – a Rádio Vox – e na minha atividade diária. Devo dizer ao senhor que há anos venho anulando meu voto mas que, devido a gravidade do panorama político, não tenho dúvidas agora em oferecê-lo ao senhor no segundo turno como já o fiz no primeiro. Jamais fui filiado a partido político algum e longe estou de aceitar as teses do PSDB bem como sua visão de poder como um todo, mas nada me resta a fazer senão subscrevê-los no sentindo de evitar a permanência no poder dos marginais petistas que estão destruindo nossa nação. Comigo estão mais de 14.000 brasileiros que, comungando da mesma posição, acreditam na necessidade urgente de varrer do poder as forças que nos levam no caminho de uma ruptura constitucional completa, de uma crise econômica sem precedentes e de uma falência das nossas instituições. Jamais em toda minha vida escrevi nada em benefício de político algum. Abro agora essa exceção, digna de mais um entre tantos milhões de brasileiros desesperados com o futuro que espera seus filhos, e despeço-me desejando ao senhor nossos melhores votos e a esperança da justa vitória.
    Cordiais Saudações,
    Dr.Milton Simon Pires – CREMERS 20958
    Porto Alegre, 5 de outubro de 2014.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *