São Paulo terá habitação popular no Centro

Prefeitura promete desapropriar e restaurar 41 prédios. Decisão amplia importância das ocupações anti-especulativas, como forma de luta pelo Direito à Cidade

No Brasil247

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Prefeitura promete desapropriar e restaurar 41 prédios. Decisão amplia importância das ocupações anti-especulativas, como forma de luta pelo Direito à Cidade

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O prefeito Fernando Haddad (PT) avalia que reformar os prédios ocupados no centro de São Paulo e transformá-los em moradias populares é uma forma de revitalizar a região. Dez prédios na região central, quatro deles ocupados hoje por sem-teto, estão sendo comprados ou já pertencem ao governo municipal. “Queremos adquirir 41 prédios, muitos estão ocupados de forma organizada há muito tempo. Agora, ocupação com menos de um ano não vai ficar”, afirma José Floriano, secretário municipal de Habitação.

Ao falar das manifestações promovidas por sem-teto na cidade, ele diz que o governo atual considera legítimos os protestos e a forma de organização dos movimentos de moradia. “Há movimentos muito organizados, que realmente conseguem fazer um papel social importante ao acolher pessoas de baixa renda sem casa para morar. E tem movimentos que surgiram só agora, que querem credenciamento para construir casas do Minha Casa Minha Vida”, diz Floriano.

A Ocupação Mauá, na Luz, e a Ocupação Prestes Mais, na mesma região, vão virar moradia definitiva para os sem-teto. Outros dois prédios tombados pelo patrimônio histórico, o Hotel Lorde, na região de Santa Cecília, e o Hotel Cambridge, na Bela Vista, serão revitalizados e transformados em conjuntos populares.

Para viabilizar a moradia no centro com financiamento de R$ 72 mil do Minha Casa Minha Vida, o governo municipal vai fazer um aporte de R$ 20 mil por imóvel, valor igual ao que será depositado pelo governo estadual. Além disso, entram os custos de revitalização de cada prédio. Para 2014, a Prefeitura estima gastar R$ 220 milhões em desapropriações – no ano passado, os gastos para comprar áreas particulares do governo foram de R$ 80 milhões.

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