A cada ônibus elétrico, 5.800 árvores poupadas

Baterias de veículo desenvolvido com tecnologia nacional alimentam-se, em parte, do movimento do veículo; poupam derivados de petróleo e evitam emissão anual de 46,8 toneladas de CO²

Por Marcos de Sousa, no Mobilize Brasil

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Baterias de veículo desenvolvido com tecnologia nacional alimentam-se, em parte, do movimento do veículo; poupam derivados de petróleo e evitam emissão anual de 46,8 toneladas de CO²

Por Marcos de Sousa, no Mobilize Brasil

Um ônibus 100% elétrico e assistido por energia solar fotovoltaica foi apresentado pela Universidade Federal de Santa Catarina durante o 12º Salão Latino-americano de Veículos Elétricos, realizado em São Paulo, na primeira semana de setembro.

O protótipo foi desenvolvido por meio do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar, numa parceria entre a universidade e as empresas Eletra (fabricante da tração elétrica), Marcopolo (carroçaria), Mercedes-Benz (chassi) e WEG (motor elétrico). O conceito do projeto catarinense baseia-se na ideia de deslocamento produtivo, que permite a geração de energia elétrica durante a circulação do ônibus. O veículo é tracionado por um motor elétrico da WEG trifásico que permite autonomia de até 200 km, com quatro recargas de seis minutos.

Reduzir custos e  poluição

Um ônibus com consumo médio de 670 litros de diesel por mês emite cerca de 3,9 toneladas de CO2. Em um ano, a emissão chega a 46,8 toneladas de CO2, segundo o professor Júlio Dal Bem, membro do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC. Um estudo do Instituto Totum e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da USP em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica apontou que cada árvore da Mata Atlântica absorve 163,14 kg de gás carbônico (CO2) nos primeiros 20 anos de vida, o que seria uma média de 8,1 kg de CO2 por ano.

“Precisaríamos de quase 5,8 mil árvores para resgatar o CO2 emitido por um ônibus urbano comum em um ano de operação”, complementou o pesquisador. Mas, além de não emitir poluentes, a tecnologia permitirá uma economia de R$ 2 mil mensais em combustíveis, segundo cálculos do professor. 

A carroceria Torino, da Marcopolo, tem 12,70 metros de comprimento, entrada com piso baixo, rampa de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, 37 poltronas estofadas, sistema de ar-condicionado, Wi-Fi e pontos USB para recargas de aparelhos eletrônicos. “A Marcopolo trabalhou muito e conseguiu desenvolver uma carroçaria que proporcionasse mais espaço, conforto e segurança para os usuários em relação a qualquer outro modelo. Estamos preparados para iniciar a produção em série imediatamente em nossa fábrica em Caxias do Sul”, disse Paulo Corso, diretor de operações comerciais e marketing da Marcopolo.

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