Stiglitz busca uma alternativa para propriedade intelectual

No mundo contemporâneo, ela amplia desigualdades e precisa ser substituída por mecanismos inovadores, diz Nobel de Economia

Nobel de Economia em 2001, o norte-americano Joseph Stiglitz tem se destacado pela crítica incansável — e sempre apoiada em fatos — às políticas de “austeridade” hoje praticadas na maior parte dos países. Mas Stiglitz vai além. Ele também se debruça sobre grandes temas ligados à produção de riquezas, na transição da economia baseada na indústria para a que tem, como centro, o imaterial. Um de seus temas frequentes é a chamada “propriedade intelectual” — suposto “direito”, atribuído a inventores ou descobridores de produtos, processos, ou bens simbólicos (um texto, uma marca, um personagem de história em quadrinhos), de monopolizar a produção ou desenvolvimento de suas criações ou descobertas.

Stiglitz acaba de publicar novo texto a respeito, no New York Times. Ele comemora a decisão da Suprema Corte norte-americana, que vetou uma tentativa de levar a extremos a propriedade intelectual. Uma empresa, a Myriad Genetics, desejava patentear dois genes ligados ao câncer nos seios. Foi rechaçada. Mas, a partir deste caso, o Nobel de Economia argumenta que a própria ideia de conceder exclusividade aos criadores é paralisante e multiplicadora da desigualdade.

Ele reconhece: é necessário oferecer estímulos a quem inventa e cria. Mas sugere que há inúmeras alternativas mais justas e eficazes, como a constituição de fundações e instituição de prêmios. Outras Palavras pretende publicar o texto em português. [email protected] a traduzi-lo voluntariamente podem escrever para [email protected]

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