Petróleo: como se fabrica o subdesenvolvimento

Brasil é um dos maiores produtores mundiais, mas importa bilhões em diesel, gás de cozinha, gasolina e adubo. Sandice cresce a cada ano: mesmo com refinarias, tecnologia e indústria, optamos por gerar lucros e empregos no exterior

Como informa O Cafezinho, “[a]s importações de derivados de petróleo, em especial, vêm pesando cada vez mais na balança comercial brasileira, neutralizando todo aumento de receita derivado das exportações de petróleo bruto.

“Em janeiro, as importações de derivados de petróleo subiram 22% em relação ao mesmo mês de 2019, totalizando US$ 52,6 milhões por dia, em média. (…)

“Outro item que vem pesando muito na balança comercial brasileira são os fertilizantes, que responderam por 3,27% das importações em janeiro, e vêm impondo gastos de mais de US$ 9 bilhões ao ano – e crescendo.

Entretanto, o que realmente chama a atenção é o declínio da participação dos produtos industrializados nas exportações brasileiras.”

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Temos petróleo, temos refinarias, podemos e devemos expandi-las, temos tecnologia para fazer petróleo e gás natural virarem diesel, gás de cozinha, adubo e gasolina.

Só que não. Mandamos matéria prima passear de navio, para empregar estrangeiros e dar lucro a empresas de fora, e aí torramos bilhões de dólares para comprar derivados bem caros.

Ah… também temos indústrias. Ainda.

Liberalismo vira-lata custa caro que dói e transforma o país em fazendão com buracos de minas nos campos e matas e furos no fundo do mar, sem criação de empregos decentes e sem renda digna para quem trabalha.

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