Mobilidade sustentável contra o caos

Fórum em São Paulo discute soluções para enfrentar o caos no trânsito apelando para redes de ciclovias e transporte coletivo ecologicamente corretos — claro, sem esquecer dos pedestres

No dia 4 de novembro, em São Paulo, acontecerá o 1º Fórum Mobilize sobre os desafios da “mobilidade sustentável” nas cidades brasileiras. O evento discutirá o papel dos meios de transporte coletivos e não-motorizados, a acessibilidade universal e as relações entre planejamento urbano e meios de transporte.

“O objetivo é estimular as autoridades brasileiras a adotarem sistemas de transporte público integrados, com acessibilidade universal, menor impacto para o ambiente urbano e tarifas adequadas à população”, explica o Mobilize Brasil, que organiza o debate.

A discussão será mediada pelo jornalista, economista e mestre em planejamento urbano Thiago Guimarães e contará com a participação de Eduardo Vasconcelos, assessor da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e diretor do Instituto Movimento São Paulo; Kazuo Nakano, urbanista do Instituto Pólis; Renata Falzoni, jornalista e cicloativista; e Marcos de Sousa, jornalista.

“A opção pelo automóvel — que parecia ser a resposta eficiente do século 20 à necessidade de circulação — levou à paralisia do trânsito, com desperdício de tempo e combustível, além dos problemas ambientais de poluição atmosférica e de ocupação do espaço público”, avalia a ONG. “No Brasil, a frota de automóveis e motocicletas teve crescimento de até 400% nos últimos dez anos.”

O acúmulo de automóveis e o colapso das ruas e avenidas é um fenômeno facilmente verificável em grandes cidades, como São Paulo. Para combatê-lo, a Mobilize Brasil aposta pela “mobilidade urbana sustentável”, iniciativa política que envolve a implantação de sistemas sobre trilhos — como metrôs, trens e bondes modernos — e ônibus limpos, com integração a ciclovias, esteiras rolantes e elevadores de grande capacidade.

Isso sem contar, claro, com a construção de calçadas confortáveis e niveladas que atendam às necessidades dos pedestres e cadeirantes. Segundo a ONG, um terços das viagens realizadas nas cidades brasileiras são feitas a pé ou em cadeira de rodas.

Serviço

1º Fórum Mobilize

Dia 4/11, às 19h30

Local: Salão Nobre da FGV – EAESP (bicicletário no local)

Rua Itapeva, 432, 4º andar (Metrô Trianon-Masp)

Entrada livre e vagas limitadas

Informações pelo e-mail: [email protected]

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4 comentários para "Mobilidade sustentável contra o caos"

  1. JULIO SPÍNOLA disse:

    NEM TANTO À BICICLETA NEM TANTO AO CARRO. O QUE HÁ É LOGÍSTICA ILÓGICADO TRANSPORTE NOS HORÁRIOS DE PICO.
    As empresas de trem e metrô, junto com as contrutoras apregoam muito mais verbas para ampliação das linhas de trem e mais $$$ para as empreiteiras, lógico.
    Nota-se no metrô e trens que FORA DO HORÁRIO DE PICO ANDAM SEMI-VAZIOS.
    PORQUÊ ISTO? SIMPLESMENTE PORQUE OS HORÁRIOS DO SETOR TERCIÁRIO, DE SERVIÇOS, COMEÇA E TERMINA TODO AO MESMO
    TEMPO SEM NECESSIDADEABSOLUTA DISTO.
    ÀS APROX. 8:00 E ÀS 17/18 HORAS COINCIDE A SAÍDA EM MASSA DESTES TRABALHADORES CONGESTIONANDO O SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO.
    FORA DESTE HORÁRIO, ANDAM SEMI-VAZIOS.
    BASTARIA OTIMIZAR OS HORÁRIOS DE SAÍDA DAS EMPRESAS DE FORMA QUE CADA CONJUNTO ECONÔMICO LIBERASSE SEUS TRABVALHADORES EM HORAS DIFERENTES PARA SE DESAFOGAR O TRANSPORTE PÚBLICO.
    SE UM GRUPO DE TRABALHADORES ENTRASSE EM SEU SERVIÇO ÀS SETE DA MANHÃ, OUTRO ÀS 7:30, OUTRO GRUPO ÀS 8:00 E OUTRO ÀS 8:30 , ISTO BASTARIA PARA REDUZIR A LOTAÇÃO DOS ÔNIBUS TRENS E METRÔS A 1/4 DO NORMAL DE PICO DESAFOGANDO O TRANSPORTE URBANO .
    ASSIM, SERIA MAIS CONFORTÁVEL IR AO TRABALHO DE METRÔ OU TREM DO QUE DE CARRO.

  2. Daniel Kochi disse:

    Perfeito o comentário do Júlio. Já não vivemos mais numa sociedade industrial, com o apito da fábrica e as máquinas ditando o ritmo da vida. No entanto, a cultura industrial ainda predomina, da mesma forma que algumas idéias pré-industriais ainda influenciam boa parte das pessoas, e massas de pessoas entram e saem de seus trabalhos, escolas, etc, em sincronia com os hábitos industriais. Já disse algum rei que é mais fácil perder um trono que um hábito…É absolutamente ilógica e extemporânea a cultura de horários de trabalho no Brasil. Prejudicial, inclusive, a boa parte dos negócios que funcionam quando as pessoas não podem se fazer presentes.

  3. Sonia lima disse:

    É muito importante esse movimento e ele deve enfrentar o poder público que tem o poder de resolver e induzir soluções mais adequadas e contemporaneas para a mobilidade urbana. Eu apenas gostaria de destacar que com a modernização dos meios de transporte baseado somente em metro e trem não será possivel resolver o atendimento da demanda reprimida. Precisamos de planejamento bom e precisamos de onibus em corredores especiais, canaletas para ter velocidade e linhas alimentadoras para responder pela capilaridade complexa do sistema viário das cidades de modo que as pessoas não precisem do carro em nenhuma hipotese. Lembrando que os onibus precisam ser tecnologicamente modernos e com menor emissão possivel de carbono como já esta equipado atualmente o corredor do trolebus ABD.

  4. Arnaldo Azevedo Marques disse:

    È fundamental também estimular as autoridades brasileiras a adotarem serias medidas junto às transportadoras, proprietários de caminhões e seus motoristas. É um absurdo o que ocorre não só nas estradas, mas também, diariamente nas ruas e avenidas de São Paulo. As carretas são verdadeiros monstros devoradores de vidas humanas alem de perturbarem profundamente a circulação do transito em nossa cidade com acidentes que chegam à raia do absurdo. As carretas são dotadas de alta tecnologia e os motoristas não estão habilitados a dirigi-las como se observa na pericia feitas em cada acidente. O que estimular o transporte público quando o transito é diariamente obstruído por acidentes com caminhões. É só ver ou ouvir os noticiários no cotidiano. As pericias revelam também que muitos motoristas provenientes de outras regiões desconhecem as regras e o sistema viário da área metropolitana de São Paulo. Sugestão: criar junto ao Ministerio Publico de São Paulo um grupo especializado para atuar nos casos em que envolvam acidente com caminhões. Nos casos em que a investigação revelar, agir com rigor junto aos responsáveis e também fornecer dados para instruir outras providencias aos governos municipal, estadual e federal. Sugestão de legislação especializada será útil.

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