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Trump aplicará imperialismo de alta intensidade – militar, mas também nas finanças e comércio. Há o risco de intervenções cada vez mais frequentes. Nestas condições, a defesa pela soberania não pode ser apenas uma ênfase discursiva dos governos progressistas
Se a Rússia foi banida de competições internacionais após invadir a Ucrânia, por que os EUA continuam impunes, desde o sequestro de Maduro? E como a FIFA homenageia Trump? Silêncio da entidade, e do Comitê Olímpico Internacional, não é mero lapso
O monstro nasceu e está atuante. Ao violar regras do direito internacional, ele engendra o risco de uma guerra em larga escala. Mas perde aliados e pode enfrentar resistências internas e internacionais. Nelas está a esperança de que o desastre não se realize
Em resposta à guerra de Trump, Conferência Internacional Antifascista e pela Soberania ocorrerá em Porto Alegre, em março. Reunirá partidos, organizações e movimentos para dialogar sobre as estratégias e iniciativas em cada um de nossos países
O ataque dos EUA à América Latina escancara um ponto frágil do país. Desde Rio Branco, nossas Forças Armadas dependem das potências do Ocidente. A guerra chegou. É preciso rever por completo a Política Nacional de Defesa
Exame de uma construção midiática. Na Venezuela, como no genocídio em Gaza ou no Iraque, apaga-se a barbárie, deslocando-se o foco para a “precariedade” da vítima e a “excelência técnica” do agressor. O que sobra é um mundo um pouco mais baixo, violento e cínico
Após o sequestro de Maduro, Trump indica aceitar um governo liderado por Delcy Rodríguez, desde que o controle do petróleo venezuelano seja transferido a empresas dos EUA. A decisão não será fácil. O Estado venezuelano encontra-se por um triz
O sequestro de Maduro reduz, mas não elimina a força do chavismo na Venezuela. Tampouco resolve o declínio hegemônico dos Estados Unidos. E Washington não é capaz de oferecer oportunidades de desenvolvimento que compitam com a alternativa chinesa
O recado de Trump está dado há muito: sua política imperialista e neocolonial não tem limites, sua intenção é roubar riquezas naturais e subjugar povos. Mas a trajetória de revoltas da Venezuela, e seu embrião de poder comunal, sugerem que nada está escrito
Análise da nova Estratégia de Segurança Nacional da Casa Branca. Enfraquecidos, EUA renunciam a dirigir instituições globais. Querem controlar o antigo “quintal”. Agressão à Venezuela pode ser só o começo. Brasil precisa estar atento
Brutalidade de Trump choca, mas não é raio em céu azul. Por décadas, mundo das corporações sequestrou a riqueza coletiva e zombou da democracia e dos direitos. Resultado: um sistema arcaico e cada vez mais indesejado, mas em crise aguda
No rastro das agressões de Trump há uma tentativa de reconfigurar o desejo político. Já não seria o trabalho coletivo de construção do comum, mas o culto à força e seu impacto. O cinema, com seus “resolutores” viris, construiu este imaginário. Enfrentá-lo será uma das grandes batalhas do presente
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