Cerveja: o transgênico que você bebe?

Sem informar consumidores, Ambev, Itaipava e Kaiser trocam cevada pelo milho e podem estar levando à ingestão inconsciente de OGMs

140306-Milho

Sem informar consumidores, Ambev, Itaipava, Kaiser e outras marcas trocam cevada pelo milho e podem estar levando à ingestão inconsciente de OGMs

Por Flavio Siqueira Júnior*Ana Paula Bortoletto*

Vamos falar sobre cerveja. Vamos falar sobre o Brasil, que é o 3º maior produtor de cerveja do mundo, com 86,7 bilhões de litros vendidos ao ano e que transformou um simples ato de consumo num ritual presente nos corações e mentes de quem quer deixar os problemas de lado ou, simplesmente, socializar.

Não se sabe muito bem onde a cerveja surgiu, mas sua cultura remete a povos antigos. Até mesmo Platão já criou uma máxima, enquanto degustava uma cerveja nos arredores do Partenon quando disse: “era um homem sábio aquele que inventou a cerveja”.

E o que mudou de lá pra cá? Jesus Cristo, grandes navegações, revolução industrial, segunda guerra mundial, expansão do capitalismo… Muita coisa aconteceu e as mudanças foram vistas em todo lugar, inclusive dentro do copo. Hoje a cerveja é muito diferente daquela imaginada pelo duque Guilherme VI, que em 1516, antecipando uma calamidade pública, decretou na Bavieira que cerveja era somente, e tão somente, água, malte e lúpulo.

Acontece que em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam o mundo com a publicação de um artigo científico no Journal of Food Composition and Analysis, indicando que as cervejas mais vendidas por aqui, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.

Antarctica, Bohemia, Brahma, Itaipava, Kaiser, Skol e todas aquelas em que consta como ingrediente “cereais não maltados”, não são tão puras como as da Baviera, mas estão de acordo com a legislação brasileira, que permite a substituição de até 45% do malte de cevada por outra fonte de carboidratos mais barata.

Agora pense na quantidade de cerveja que você já tomou e na quantidade de milho que ela continha, principalmente a partir de 16 de maio de 2007.

Foi nessa data que a CNTBio inaugurou a liberação da comercialização do milho transgênico no Brasil. Hoje já temos 18 espécies desses milhos mutantes produzidos por Monsanto, Syngenta, Basf, Bayer, Dow Agrosciences e Dupont, cujo faturamento somado é maior que o PIB de países como Chile, Portugal e Irlanda.

Tudo bem, mas e daí?

E daí que ainda não há estudos que assegurem que esse milho criado em laboratório seja saudável para o consumo humano e para o equilíbrio do meio ambiente. Aliás, no ano passado um grupo de cientistas independentes liderados pelo professor de biologia molecular da Universidade de Caen, Gilles-Éric Séralini, balançou os lobistas dessas multinacionais com o teste do milho transgênico NK603 em ratos: se fossem alimentados com esse milho em um período maior que três meses, tumores cancerígenos horrendos surgiam rapidamente nas pobres cobaias. O pior é que o poder dessas multinacionais é tão grande, que o estudo foi desclassificado pela editora da revista por pressões de um novo diretor editorial, que tinha a Monsanto como seu empregador anterior.

Além disso, há um movimento mundial contra os transgênicos e o Brasil é um de seus maiores alvos. Não é para menos, nós somos o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, mais da metade do território brasileiro destinado à agricultura é ocupada por essa controversa tecnologia. Na safra de 2013 do total de milho produzido no país, 89,9% era transgênico. (Todos esses dados são divulgados pelas próprias empresas para mostrar como o seu negócio está crescendo)

Enquanto isso as cervejarias vão “adequando seu produto ao paladar do brasileiro” pedindo para bebermos a cerveja somente quando um desenho impresso na latinha estiver colorido, disfarçando a baixa qualidade que, segundo elas, nós exigimos. O que seria isso se não adaptar o nosso paladar à presença crescente do milho?

Da próxima vez que você tomar uma cervejinha e passar o dia seguinte reinando no banheiro, já tem mais uma justificativa: “foi o milho”.

Dá um frio na barriga, não? Pois então tente questionar a Ambev, quem sabe eles não estão usando os 10,1% de milho não transgênico? O atendimento do SAC pode ser mais atencioso do que a informação do rótulo, que se resume a dizer: “ingredientes: água, cereais não maltados, lúpulo e antioxidante INS 316.”

Vai uma, bem gelada?

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125 comentários para "Cerveja: o transgênico que você bebe?"

  1. E lala em!!! E eu que gosto da “marvada” agora fiquei confuso. Mas que a lazarenta é gostosa é. Voce não há de convir comigo?

  2. Renan Garcia disse:

    É por isso que eu faço a minha própria cerveja!

  3. Gustavo disse:

    este país é uma vergonha toda cadeia alimentar esta envenenada, e agora mais esta!!! Pipoquinha gelada não dá, desce uma Heineken que é cerveja de verdade!!!

  4. inês castilho disse:

    Flávio e Ana Paula, que excelente matéria! informa na veia com estilo!!! parabéns e obrigada!

  5. André P. R. disse:

    “Frequentemente há uma certa confusão entre organismos transgênicos e Organismos Geneticamente Modificados (OGM), e os dois conceitos são tomados, de forma equivocada, como sinônimos. Ocorre que OGMs e transgênicos não são sinônimos. Todo transgênico é um organismo geneticamente modificado, mas nem todo OGM é um transgênico. OGM é um organismo que teve o seu genoma modificado em laboratório, sem todavia receber material genético (RNA/DNA) de outro organismo. Transgênico é um organismo foi submetido a técnica específica de inserção de material genético (trecho de RNA|DNA) de outro organismo (que pode até ser de espécie diferente).” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Transg%C3%AAnese)
    Não sou da área e entendo que a Wikipédia como fonte é duvidosa, mas pressupondo que a informação seja correta, como distinguir os OGMs e será esse mesmo o caso das cervejas?

  6. “Frequentemente há uma certa confusão entre organismos transgênicos e Organismos Geneticamente Modificados (OGM), e os dois conceitos são tomados, de forma equivocada, como sinônimos. Ocorre que OGMs e transgênicos não são sinônimos. Todo transgênico é um organismo geneticamente modificado, mas nem todo OGM é um transgênico. OGM é um organismo que teve o seu genoma modificado em laboratório, sem todavia receber material genético (RNA/DNA) de outro organismo. Transgênico é um organismo foi submetido a técnica específica de inserção de material genético (trecho de RNA|DNA) de outro organismo (que pode até ser de espécie diferente).” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Transg%C3%AAnese)
    Não sou da área e entendo que a Wikipédia como fonte é duvidosa, mas pressupondo que a informação seja correta, como distinguir os OGMs e será esse mesmo o caso das cervejas?

    • Sandro disse:

      Os transgênicos além da falta de estudos (e quando são realizados são maquiados ou descredenciados) tem o agravante que as mudas só são fornecidas pela empresa e é proibido tentar realizar duplicação delas, já que as plantações transgênicas são estéreis não produzem mudas. Ocorrendo que essas empresas serão as únicas fontes de fornecimento de mudas de alimento do mundo, já imaginaram isso??? Em algumas parte do mundo estão fazendo um banco de mudas naturais, claro que vão inventar bragas para exterminar toda muda natural.

  7. Marcio Ramos disse:

    .. e por isso que eu so fumo maconha e tomo chá de ayuasca…

  8. Toni disse:

    A última frase é de uma ironia amarga ” Vai uma (morte)bem gelada…”

  9. Isso é muito grave. Um crime eu diria. Para eu consumir uma cerveja agora só se tiver certeza que não haverá lixo transgênico.

  10. FERNANDO MACHADO disse:

    Isso não será golpe das mulheres para os homens não beber? tenho minhas duvidas kkkkkk

  11. Bosco disse:

    A Heikner e a bavaria são exceções. Feitas todas com malte.

    • Cleci Rosa disse:

      EU NÃO ESTOU LÁ PARA ACOMPANHAR A FABRICAÇÃO DE NENHUMA CERVEJA E DE NENHUMA MARCA E MESMO QUE QUISESSE JAMAIS IRIAM PERMITIR QUE UM CONSUMIDOR ACOMPANHE O PROCESSO DE FABRICAÇÃO POIS OS SEGREDOS REAIS ELES GUARDAM A SETE CHAVES,PORTANTO QUEM GOSTA DE CERVEJA VAI SE IMPORTAR POUCO COM ESSA REVELAÇÃO QUE POR VEZ ACHO DUVIDOSA.

      • NO BRASIL, DEPOIS DA INSTITUIÇÃO DO MENSALAÇÃO, TODOS OS ORGÃOS DO GOVERNO NÃO FISCALIZAM, POIS TODO DIA E MESES DEZENAS OU CENTENAS DE MILHARES PAGO PELAS EMBPRESAS AOS RESPONSÁVEIS PELAS FISCALIZAÇÕES. O PIOR É A MARGARINA QUE TEM 24 SUBSTÂCIAS DE TINTA DE PAREDE E UNS DOS MAIORES CANCERÍGENOS DO POVÃO.

    • Tomara, porque o “baruio” é feio se ingerirmos produtos com esse tal de transgênico no meio.

    • César Vetter disse:

      Dale bavaria!

    • Igor SH de Carvalho disse:

      Heineken e Bavaria Premium são as puro malte de escala industrial vendidas no Brasil. Sendo que a primeira afirma não conter nenhum conservante ou aditivo – somente água, malte e lúpulo.

  12. Virgílio Andrade Moreira disse:

    Não tem problema ser transgênica. No futuro tudo será manipulado e vem sendo assim uma seleção nos últimos 10.000 anos. O homem vai sempre evoluindo . No futuro até o Homo sapiência será transgênico. Abrs.

  13. marcio beck disse:

    O consumo do Brasil está muito longe de ter um mercado de 87 bilhões de litros. Isso é mais que a China e os EUA juntos. Não sei de onde saiu esse dado, mas ele é totalmente equivocado.
    E a promulgação da lei pelo duque Guilherme IV não refletia uma preocupação com a qualidade do produto, isso é uma análise moderna para a qual faltam dados históricos.

  14. Felipe disse:

    O problema não são os alimentos geneticamente modificados, e sim os pesticidas que são usados em excesso neles, justamente por esses alimentos serem mais resistentes aos agrotóxicos…

  15. lucilartlucila disse:

    E ninguém se preocupa com as bolachinhas e o mingau que as criancinhas estão comendo! Tá tudo dominado…e com certeza não é para a saúde das populações e sim das corporações.

  16. Barbara Araujo disse:

    Me desculpem, mas na Cervejaria Petrópolis que fabrica a Itaipava, Black Princess, Petra, Weltenburg, Lokal e Crystal, isso não acontece. Em TODAS as fábricas existe BEER TOUR durante toda a semana, onde qualquer pessoa pode conhecer o processo produtivo.

  17. Carlos WF disse:

    Quanta desinformação.
    Texto de baixíssima qualidade. Os autores usam termos equivocados, pouco científicos, tendenciosos.
    1. Não é CNTBio e sim CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).
    2. 18 espécies de milhos mutantes? Não são 18 espécies diferentes de milho, a espécie é uma só, o milho (Zea mays), são diferentes variedades ou cultivares transgênicos de milho. Os autores
    3. O estudo de Séralini (“cientista” polêmico, já bastante controverso e criticado) foi desqualificado por toda comunidade científica, não apenas as empresas. O estudo usa métodos estatísticos inaquados e confusos, animais previamente propensos a desenvolver tumores, entre outras falhas.
    4. A CTNBio avalia todas as cultivares transgênicas quanto a segurança alimentar e ambiental plantadas no Brasil. A comissão, ainda bem, é formada por cientistas especialistas no ensino e pesquisa na área.
    “tumores cancerígenos horrendos”, “pobres cobaias”, “milhos mutantes”. Que termos são esses? Os autores deveriam ou estudar mais ou se abster de falar asneiras.

    • É um tristeza ver gente defendendo esses venenos. E sempre os mesmos argumentos de que ainda não se provou que faz mal.
      Tanto a CTNBio quanto a FDA ja deixaram ha muito tempo de se preocupar com a saúde das pessoas. A saúde que eles se preocupam é das grande corporações. Chega a ser patética a atuação deles.
      Devemos lutar por um mundo de respeito a natureza porque sem ela não haverá vida na terra.
      Transgênicos são um câncer para o mundo. Mas isso ninguém se preocupa.

      • Carlos WF disse:

        Eduardo, como você classifica OGMs categoricamente como venenos, você deve entender muito sobre o assunto. Então por favor nos explique: o que é um OGM, como funciona a tecnologia (DNA recombinante e transformação genética), o que esses milhos têm de diferente, qual o princípio que os faz serem “venenos”…

        • Não preciso entender a fundo para concluir que essas coisas são venenos.
          Pegue a soja transgênica, eles jogam um preparado ( que é o velho agente laranja da guerra do Vietnam ) que mata absolutamente tudo que é orgânico naquela terra. Só isso já é um grande crime ambiental. Toda a matéria orgânica foi morta. Séculos de evolução exterminados.
          Além disso eu não confio na capacidade técnica e moral das pessoas que estão mexendo com isso. Para mim ha muita vaidade, ambição e irresponsabilidade. Esse papo de matar a fome do mundo é uma mentira.
          Para mim os cientistas não tem competência para prever o impacto dessa nova tecnologia nem na saúde das pessoas e muito menos no meio ambiente. Como na energia nuclear. Se não temos competência para lidar com a radiação para que brincar com isso. Vale os mesmos argumentos acima.
          E por isso não vou servir de cobaia para que os cientistas testem seus novos Frankensteins.
          Se possível vou lutar contra tudo isso. Acho que os produtos livres de transgênicos deveriam vir com selo de identificação.
          Acredito também que a expansão dos transgênicos colocam em risco as sementes originais. É preciso muita ética nesse processo e ética não é o forte de organizações como a monsanto que processam e tomam as terras de muitos pequenos proprietários nos EUA.
          Posso estar errado, mas enquanto não tiver certeza vou fazer de tudo para ficar longe de “alimentos” transgênicos

    • VOCÊ DEVE FAZER PARTE DOS ARBUTRES DAS EMPRESAS QUE SÓ VISAM LUCROS, MESMO SENDO A CUSTA DAS DESGRAÇAS DE MILHÕES DE ILUDIDOS.

  18. Paulo Andrade disse:

    Uma pena que este bom blog copie e cole as bobagens que algumas vezes escapolem pelo funil da Carta Capital.
    Primeiro, isso não ´é novidade alguma, já foi anunciado em outros blogs (ver http://genpeace.blogspot.com.br/2012/10/cerveja-transgenica-mais-um-produto.html
    Segundo, a segurança alimentar dos milhos GM até agora liberados no mercado brasileiro (e em dezenas de outros pelo Mundo) é completa: não há qualquer relato de doença ou dano ambiental causado por eles.
    Terceiro, o artigo do Séralini era muito ruim desde quando saiu, cercado de muita mídia, bombeada de forma absolutamente irresponsável pelo próprio autor e sua trupe. Sua retirada da revista nada tem a ver com a pressão das multi, foi apenas uma correção indispensável para manter a credibilidade da Food and Chemical Toxicology. Para um relato desta incrível e paradigmática história de como se cria uma farsa científica e como a mídia compra isso está detalhada no link abaixo.
    http://genpeace.blogspot.com.br/2013/11/sepultando-um-zumbi-o-artigo-cientifico.html
    Continuem bebendo suas cervejas sem medo, mas sempre com moderação.
    Abraços etílicos.

    • O blog Outras Palavras não copia conteúdo da Carta Capital, o texto que esta na revista foi postado num espaço exclusivo cedido a esse blog. Sobre as outras questões, convidaremos os próprios autores para responde-las. Atenciosamente.

    • Paulo Andrade, alimentos transgênicos são o maior crime ambiental da humanidade .
      As grandes corporações estão empurrando esse lixo e nos usando como cobaias.
      Os órgãos reguladores, incluindo da FDA nos EUA são órgão ligado ao sistema que não estão nem ao para saúde das pessoas, muito pelo contrário.
      Devemos lutar contra esse crime com todas as nossas forças.
      Lutar por um mundo sem alimentos transgênicos.

    • Alex DS disse:

      Isso vamos tomar nossa nossa cerveja de Milhos, a gente já aceita nossa gasolina de alcool mesmo, vamos aceitando tudo que não é mais puro, temos a qualidade do produto que merecemos mesmo.

  19. Paulo Andrade disse:

    Eduardo e os demais que creem no perigo dos alimentos transgênicos: tirando um ou outro artigo que “mostra” problemas com estes alimentos, todas as muitas centenas de outros artigos (de 2002 a 2012 foram 1780!) mostram o contrário, portanto, até que provem com experimentos sérios que os alimentos fazem mal, a ciência (e eu junto) acha que são seguros
    Segundo, o as grandes corporações não empurram nada ao consumidor. Neste caso as plantas transgênicas são uma vantagem para o produtor (basta ver a imensa taxa de adoção destas variedades no Brasil e eu todos os outros países que adotam a tecnologia). Se ele planta, a gente come. Mas antes a CTNBio (e nos demais países as suas agências de risco congêneres) avalia os riscos ambientais e alimentares. Até agora nenhuma delas viu qualquer risco. Nem a CTNBio, nem o FDA, a EFSA, o OGTR e muitos outros, são irresponsáveis, isso é uma opinião sua sem respaldo na história destes órgãos. É evidente que, uma vez ou outro, eles podem errar, mas acertam na maioria absolutamente esmagadora dos casos.
    Por fim, se você não quer comer (nem beber) alimentos transgênicos, muito bem. Há uma enormidade deles e será difícil evitá-los, mas não impossível. Entretanto, evite também todas as vacinas, para você e seus animais de estimação, as rações formuladas, o sabão em pó, o pão e mais um mundo de coisas das quais você nem desconfia que levam enzimas ou outras proteínas feitas por transgênicos. Se você for coerente, sua vida será bem complicada. Boa sorte.

    • Augusto disse:

      Acho engraçado pessoas que falam: desde que se prove que faz mal eu vou continuar consumindo. Foi assim com o cigarro… Ate provarem que fazia mal. Nao seria melhor esperar provarem que nao faz mal à saúde para continuar consumindo? Eu… To fora! Prefiro consumir tudo que seja o mais natural possível! Se da pra evitar, vamos evitar!!!! Abraços

    • Será não .Está. Sei de tudo isso e nem meu cachorro come esse lixo transgênico. Na minha casa não entra quase nada industrializado.
      Eu como basicamente produtos orgânicos.
      O mundo ainda vai se tocar que essa epidemia de câncer vem exatamente desse seu pensamento e vai combater essa epidemia de comida fake.
      Eu vou seguir defendendo a natureza e lutando contra esse lixo.
      Só o futuro dirá quem está certo.
      Mas cuidado com a premissa de que não faz mal. Os problemas de saúde, quando começarem a aparecer, já estarão em estágio avançado.
      Todas as agências de saúde já se venderam ao grande capital. Não são mais confiáveis.
      A vida é sua, vc faz o que quiser. Eu recomendo cautela com o que vc come.
      Vivemos uma crise de valores sem precedentes na nossa civilização.

      • Paulo Andrade disse:

        Eduardo, obrigado pela recomendação de cautela. eu sou cauteloso, não sigo modismos alimentares e não me intoxico com bobagens, mas uso muito a ciência para me nortear e, no caso dos transgênicos, a metodologia de avaliação de risco. Depois de seis anos na CTNBio aprendi um bocado sobre este assunto. Ainda há muito o que aprender e estou certo que, uma vez que encontre evidências de danos dos transgênicos provocados à saúde (sempre procuro por elas), estarei pronto a expô-las ao público. Falando nisso, aguardo as evidências científicas que você deve ter para estar tão seguro quanto ao perigo dos transgênicos.
        Bom carnaval (sem cervejas comerciais, porque são transgênicas).
        Paulo Andrade

        • Não é preciso provar que esses alimentos são perigosos. É preciso provar que não são.

          • Marcelo Bravo disse:

            Engraçado, que apesar de todo alarde dos naturebas, que querem plantar a própria comida e voltar a viver como no século retrasado, a expectativa de vida no mundo só cresce. Tem mais gente com câncer, sim é verdade, mas tb nunca teve tanta gente no mundo, vivendo por tanto tempo. Vcs querem combater fatos com crenças, títulos sensacionalistas e informações equivocadas.

      • Raimundo de Santana disse:

        Eduardo, pra mim vc levanta uma questão crucial: há sim uma relação entre o desenvolvimento de cânceres no aparelho digestivo e os hábitos alimentares, particularmente nos últimos 30 ou 50 anos. Tens razão também quando afirma que há sim forte pressão exercida pelas transacionais dos transgênicos sobre as agências de regulação e governos. Isso é fato. É fato também que esse é um debate q os grandes veículos de informação abandonaram. Aliás o q se percebe claramente é que esse é um assunto q o agronegócio e seus simpatizantes dentro do governo, na Embrapa, na mídia de um modo geral e claro dentro CTNBio etc. n querem que aconteça.

    • Hugo Rocha disse:

      Eu não ia falar nada não, fiquei em choque com tanta gente defendendo os transgênicos.
      Independente dos seus perigos não serem consenso na comunidade científica, os alimentos transgênicos não tem razão nenhuma para existir. Primeiro porque já produzimos comida pra mais que uma humanidade e meia, se existe fome na áfrica e aqui mesmo no Brasil é porque tem gente comendo e estocando mais que o necessário. Segundo porque a grande jogada com os OGMs é que as empresas que os criam patenteiam as sementes e lucram bilhões toda safra. Os agricultores que adquirem essas sementes ficam reféns das grandes companhias, já que são proibidos legalmente de estocar sementes para a próxima safra, têm que comprar tudo de novo.
      Os OGMs nem merecem ser testados quanto à segurança, pois são um erro desde sua concepção . Não passam de uma masturbação acadêmica de cientistas querendo brincar de Deus. Não vai ser colocando um gene aqui, outro ali que vamos fazer melhor que 3 bilhões de anos de evolução fizeram.
      E não é culpa dos órgãos reguladores mesmo. Não tem como detectar problema nenhum ainda, tudo isso é muito recente. Se tiver que aparecer algo vai ser quando essa geração chegar à velhice. Se não der nada, ótimo. Se der, eles pedem desculpa e dizem que não sabiam, como sempre.

      • Igor SH de Carvalho disse:

        Mandou bem, Hugo Rocha. O principal problema é o sistema capitalista, e os transgênicos são “apenas” um braço tecnológico do grande capital na agricultura – ou seja, transformar o alimento sagrado em lucro para transnacionais.
        Paulo Andrade, que fala “em nome da ciência”, que tal apresentar um artigo científico comprovando que o capitalismo funciona? Ou então, apresente sua posição: você é contra ou a favor do sistema capitalista? Sem essa premissa, fica difícil discutir “cientificamente”.
        Lembrando que Outras Palavras tem uma proposta pós-capitalista. Para superarmos o capitalismo, só mesmo com autonomia, segurança e soberania alimentar. Não precisamos de transgênicos, não queremos transgênicos! Viva a agroecologia!

      • Paulo Andrade disse:

        Hugo, entendo suas preocupações, que refletem as discussões que andam pela internet. Queria apenas comentar alguns pontos:
        a) Primeiro, não é preciso haver “consenso” em ciência, no sentido que o púbico usa, isto é, não haver que tenha opinião diferente. A ciência tem um consenso, sim: de que os OGMs são seguros. O consenso é ditado pela maioria e será sempre desta forma enquanto prevalecer o método científico. O consenso, entendido como unanimidade de opinião, é coisa de políticos, nada tem a ver com ciência.
        b) Segundo, os avaliadores de risco trabalham com as informações discordantes, também, e determina classes de risco para cada produto, o que leva em conta, inclusive, as incertezas. Não há produto no Mundo sem riscos. Nem tão pouco atitudes. Não fazer nada, por exemplo, pode ser mais arriscado do que tomar uma determinada iniciativa. Quer um exemplo: as vacinas não são desprovidas de risco;entretanto, não vacinar (por exemplo, não imunizar frangos contra doenças de aves) pode levar a imensas perdas. Não adotar uma tecnologia pode levar a enormes prejuízos econômicos.
        c) Terceiro: as incertezas reais em relação às plantas transgênicas são muito menores do que dá a entender o besteirol da internet. Para isso é preciso mergulhar no assunto um pouco mais do que assimilando os textos da AS-PTA, do MST, do IDEC, do Greenpeace, do CRIIGEN e dos pesquisadores que comungam com estas organizações.
        d) Quarto: hoje produzimos talvez mais alimentos do que podemos consumir, o desperdício é enorme, a fome é um problema complexo, concordo. Mas o desafio de alimentar 9 bilhões de habitantes em mais 20 ou 30 anos, sem devastar todas as matas para plantar com baixa produtividade por hectare, é enorme. Precisamos aumentar muito a produtividade dos campos, aproveitar áreas degradadas (que hoje nem mais para pasto servem), etc. Qualquer tecnologia nova que ajude deveria ser bem vinda.
        e) Quinto: que alguém lucre bilhões com as sementes faz parte do capitalismo. Lembre-se: se há quem as compre, é porque elas trazem mais lucro ao agricultor. Esta é a equação mais banal do capitalismo, não tem nada a ver com escravização do agricultor, propaganda mentirosa e coisas assim. O agricultor não burro e sabe fazer conta muito bem.
        f) Sexto: todo agricultor que planta sementes híbridas tem que comprar novas sementes a cada safra, independente de serem transgênicas ou não, porque os alelos segregam. Isso é genética e é muito bem conhecido no campo. E se não forem híbridas, ele pode plantar, mas terá que pagar depois os royalties. Isso nada tem a ver com a transgenia, mas com a Lei das sementes e a proteção da propriedade industrial.
        g) Os OGMs não são masturbação acadêmica alguma: se é assim, não tome mais vacinas, não vacine seus animais, não lave roupas, não tome pílulas com vitaminas e um mundo de outras coisas que são produzidas por organismos geneticamente modificados. Ninguém quer brincar de Deus: queremos apenas melhorar o que a evolução fez, que nada tem a ver com Deus. O que o Criador nos deu foi a inteligência para inventarmos, e ainda bem que é assim. A transgenia também não muda o curso da evolução, isso é uma bobagem imensa.
        h) Por fim, os riscos não antecipados: os reguladores levam em conta isso e, ao menos no Brasil, temos uma resolução normativa que faz com que a CTNBio e o desenvolvedor da tecnologia tenham que acompanhar o produto no mercado por vários anos. Até agora, passados 15 anos que as plantas transgênicas estão no mercado, não há NENHUM dano concreto, seja à saúde, seja ao ambiente. O que há é muita conversa mole de aficionados de armaggedoms naturais ou artificiais. Pode ser que ainda aconteça algo? Sim, mas as probabilidades são muito pequenas.

    • Raimundo de Santana disse:

      Caro Paulo Andrade, vc escreve com muita propriedade de causa. Desculpe a indiscrição, mas vc é pesquisador, curioso ou tens vínculos profissionais com CNTBio ou com alguma empresa do ramo dos transgênicos? Vc está correto quando põe os autores do artigo na parede. Penso eles têm a obrigação ética e moral de responder às suas questões.

      • Paulo Andrade disse:

        Raimundo, moralmente têm obrigação, sim. Quando alguém publica suas conclusões, deve confrontar-se com os pares. Mas atenção: os autores só devem responder às questões ligadas à metodologia e conclusões do artigo, é é isso que eu e os demais pares fazemos,. Faz parte da ciência.
        Quanto ao que eu sou, basta olhar o Lattes: http://lattes.cnpq.br/5792312135796017
        Mas isto é absolutamente irrelevante. O que está em discussão são as ideias e informações, e não as pessoas. Não interessa nem um pouco saber que é você, apenas quais são suas ideias neste forum.

  20. Aline disse:

    E você ainda acha que não nos empurram nada Paulo Andrade?!

  21. Luiz disse:

    Depois de ler a “matéria” (muito malescrita, aliás) e todos os comentários, a única conclusão a que chego não refere-se ao assunto dos “transgênicos”, mas à qualidade de um jornalismo que quer afirmar-se como uma alternativa. Não se faz necessário muito conhecimento para perceber o modo amador, apressado e inconsequente da dita matéria. Eu uso sempre o seguinte parâmetro para medir a eficácia de um assunto lido: mudou ou não mudou a minha compreensão sobre o tema. No caso daqui, melhor teria sido se eu não tivesse lido. Se alguém tiver algo melhor escrito que deseje compartilhar, por favor faça-o agora.
    Grato.
    Luiz

  22. Dinio disse:

    A CTNBio não defende os Brasileiros, defende o Agribusiness, o que é diferente.
    Sugestões de leitura:
    – Livro: – Primavera Silenciosa – Rachel Carson;
    – Livro: – O Futuro Roubado – (Theo Colborn, Dianne Dumanoski e John Peterson Myers
    – Revista: -“The Ecologist” vol.28 Nº 5 set/out 1998 – Terra de Monsanto – Reinado da Morte !
    E tem muito mais, é só pesquisar e ter interesse pela vida.

    • Paulo Andrade disse:

      Dinio, a Primavera Silenciosa foi um importante alerta, no tempo em que foi publicada. Os demais livros são muito sectários e não trazem informação importante. O que foi pedido ao Eduardo foram as referências bibliográficas de artigos científicos que provem os males dos transgênicos, o que é muito diferente de um livro com uma discussão muito mais apaixonada do que científica do tema. Não imagine que não pesquiso e que não tenho interesse pela vida. Nada pode ser mais incorreto. Pode ter certeza que tenho na cabeça centenas de textos das mais diversas origens com prós e contras à biotecnologia, mas não me apego nem utilizo o besteirol que rola na internet nem as sandices escritas por meia dúzia de estrangeiros que querem vender gato por lebre.
      Quanto à CTNBio, ela é uma agência pública de avaliação de riscos e não está a serviços das empresas. Seus membros são na sua maioria esmagadora professores e pesquisadores de instituições públicas. Eles trabalham para defender a saúde e o ambiente, mas fazem apenas e exclusivamente avaliação de risco, nada mais. As considerações econômicas e sociais da adoção da tecnologia não cabem à CTNBio. Assim, defender ou repudiar o agrobusiness não é função dela. Sugiro que você pondere que lá trabalham brasileiros que nem você, que não recebem um centavo para isso e que não merecem ser tratados de forma leviana. As reuniões da CTNBio são abertas ao público, as datas estão disponíveis no portal da Comissão, assim como toda a documentação que você possa querer para acompanhar o que rola por lá. Não há em todo país nenhuma comissão de igual nível de importância tão aberta. Tente, por exemplo, ir a uma reunião na ANVISA ou no IBAMA sem ser convidado.
      É muito desapontador ver como os que se opõem à biotecnologia agrícola agridem sem nenhuma base os pesquisadores e professores que dão o melhor de si na CTNBio. Uma pena. Mas todo brasileiro se acha no direito de ser algoz dos demais. Consequência de um mau exercício democrático, do qual somos todos vítimas, você e eu inclusive.

      • Igor SH de Carvalho disse:

        “sectário”… (sim, a velha mania de acusar a ideologia do outro, mas não assumir a própria)
        “pesquisadores e professores de instituições públicas, que dão o melhor de si”… (verdadeiros heróis!)
        ah, a democracia…
        Sem ofensas, Paulo, mas se dependermos da “ciência” e seus heróis provarem tudo em suas revistas especializadas, demoraremos muito para mudar o que é óbvio que deve ser mudado: o sistema capitalista (que é suicida).
        Um outra pergunta: o desenvolvimento, a produção e a distribuição de produtos transgênicos sobreviverá ao pico do petróleo?
        Creio eu ser muito mais sensato o fortalecimento de sistemas produtivos locais, baseados em variedades onde haja domínio das sementes e das técnicas de produção, com um mínimo de interferência nos ecossistemas locais. Dá pra fazer isso muito bem, a um baixíssimo custo, com uma verdadeira socialização dos benefícios.

        • Paulo Andrade disse:

          Igor, não estou acusando a ideologia de ninguém, mas a visão do livro: esta é que é sectária. que quer dizer ; visão estreita, intolerante ou intransigente. Só isso.
          Você pode ter razão em achar que não podemos esperar que os especialistas provem e descubram tudo antes de tomarmos ações. Temos que agir dentro de um certo universo de conhecimentos, com riscos que em parte proveem da falta de alguns tijolos nesta estrutura do conhecimento.
          Mudar de capitalismo para um outro sistema qualquer pode ser bom, mas isso nada tem a ver com a biotecnologia, que também é adotada em Cuba, na Rússia,na China e no Vietnam, que estão longe de ser capitalistas.
          Se a biotecnologia vai sobreviver à crise do petróleo? Que crise do petróleo?
          O fortalecimento dos sistemas produtivos locais é uma importante meta do Governo e está sendo buscado. Para este fortalecimento o agricultor deveria dispor de todas as tecnologias. Excluir uma ou outra não tem sentido. Afinal, a Embrapa e outras instituições e empresas nacionais estão desenvolvendo transgênicos resistentes a vírus, tolerantes a seca, etc. O agricultor num arranjo local não vai poder usar? É como proibir o uso de celular pelos moradores de bairros pobres: só rico pode ter, os outros que usem o orelhão. Bacana…
          A socialização dos benefícios deve também incluir a socialização das tecnologias (adubos, sementes melhoradas, tratores, plantio direto, etc.). Ou fazemos isto ou condenaremos nossos pequenos agricultores ai atraso técnico e à pobreza.

  23. Roberto disse:

    Sempre que tomo umas me da a mo kganera !!!!!!!

  24. Raimundo de Santana disse:

    Oquei Paulo Andrade. Vi somente agora sobre você

  25. Marcio Ramos disse:

    … cerVeja bem… dá uma volta la pelos interior onde este povo planta suas drogas transgenicas e afins e constatem a cheiro de veneno no ar, os avioes despejando litros de veneno na terra e em cima de aldeias indigenas, o cheiro do veneno nas estradas, a diarreia diaria das pessoas nas pequenas cidades, a monocultura que nao deixa uma arvore nativa em pé por centenas de kilometros, a terra está morrendo nestes lugares, as pessoas sendo expulsas e o agronegocio aumentando o PIB….
    …depois deste passeio pelos interior da monocultura tentem entender porque tanta gente boa se dá ao luxo de trabalhar neste mercado, entre estas pessoas estão cientistas, empresarios, bons tecnicos, lavradores, professores, ativistas, etc etc etc, tudo gente boa que transa com o sistema como eu vc e a tiazinha caída ali na minha sala breaca de alcool…
    … a monocultura é D+++++, os agrotoxicos fazem bem e todo mundo quer dim dim, o mercado é lindo e a Terra será modificada pelo ser humano ate o fim do ser humano sobre a Terra porque o ser humano não nasce em um mundo maravilhoso nasce em um mundo que leva a dor e ao sofrimento e por isso precisa mudar o mundo para que o mundo seja só prazer e gozo… curtiu? sim? não?
    … toma uma cervejinha a propaganda te educa, orienta e te faz feliz como na propaganda que te educa te orienta e te faz feliz como na propaganda que te orienta….

  26. Dinio disse:

    Caro Paulo não sou cientista nem pretendo ser, sou um cidadão comum, com uma certa cultura, que tento ter o direito a uma natureza mais saudável, e deixar para o futuro um mundo melhor, e tenho certeza que Monsanto e mais meia dúzia de mega-coorporações …Bayer; Syngenta; Du-pont; Novartis…que dominam o mercado mundial da “fome”, e os “organismos” de fachada que nada mais servem do que para defender os interesses destas coorporações, mundo afora não trabalham com este fim, apenas o de dominação global! Se não qual o sentido de criar uma “Semente Suicida”- tecnologia “TERMINATOR” ! Toda a bibliografia e o cientista sério que vá contra os interesses destas coorporações, sofre brutais campanhas de difamação e descrédito, a começar pelas Universidades que são dominadas pelas coorporações!
    “O Mundo Segundo a Monsanto” – Marie Monique Robin
    Uma passada nos textos do Gaúcho José Lutzemberguer faz bem à saúde!
    http://www.fgaia.org.br/texts/index.html#
    Ah, se alguém encontrar “rãs” nos campos do Rio Grande do Sul…me avise…elas são excelentes carnadas pra pescar bagre e traíra!
    O extermínio delas é FATO! Não é discurso político-científico-coorporativo!

    • Paulo Andrade disse:

      Dinio, os cientistas também são pessoas comuns: sabem, ou creem que sabem, um pouco mais sobre um par de assuntos, mas desconhecem para que nasceram e pra onde vão quando morrerem, como todo mundo.
      As grandes corporações, como a Monsanto, visam o lucro e podem ser bastante agressivas, mas não dominam o “mercado da fome”. A fome, em escala global, é um processo extremamente complexo, fortemente influenciada pela política e pela falta de infraestrutura e logística, além de banhada em ideologia e costumes alimentares. Não posso concordar na visão simplista de que estas corporações têm domínio disso.
      Quanto à sementes com a característica “terminator”, gostaria de lembrar que elas evitam o fluxo de genes para além da safra onde foram plantadas, e isto pode ser uma segurança no caso de plantas que produzem remédios e vacinas (ainda não estão no mercado). Não há este tido de sementes no mercado agrícola comum e nem interesse nelas, ao contrário do que você poderia imaginar: as empresas produtoras de sementes vendem muitas vezes híbridos, cujos grãos não podem ser plantados na safra seguinte porque os alelos segregam e a produtividade cai muito. O agricultor compra este tipo de sementes se quiser (e o faz porque lhe traz vantagens), os governos e outras empresas comercializam boas variedades e se pode viver toda uma vida sem comprar um único pacotinho de sementes híbridas e, ainda mais, transgênicas.
      Quanto às tais campanhas de difamação, são mútuas: os que não vêem riscos maiores nos transgênicos do que nos convencionais também são acusados de serem vendidos às corporações, de só olharem o próprio umbigo, de serem míopes, ignorantes e burros. É o que dá a entender, por exemplo, o Marcio, que escreve aí acima um comentário, como se tudo o que ele escreve não fosse do conhecimento dos que estão na CTNBio, e como se todos nós, que avaliamos risco de OGM, desconhecêssemos como vivem os agricultores brasileiros e as populações vizinhas às grandes plantações por este brasil afora. O conhecimento, naturalmente, só pertence a ele e a seus like-minded…

    • Paulo Andrade disse:

      Marcio, o paraquat é muito tóxico, de fato; algumas vezes ele é aplicado de avião e, se houver falhas, pode provocar acidentes graves. Mas é um herbicida para o qual nenhum transgênico é resistente. Assim, ele é aplicado em todas as culturas, inclusive cana de açúcar, para a dessecação pré plantio e outros fins, e nada tem a ver com os transgênicos.
      Os herbicidas para os quais há transgênicos resistentes são essencialmente dois: o glifosato e o glufosinato de amônio. Há uns poucos outros e todos eles têm toxicidade muitíssimo mais baixa que o paraquat e rapidamente se degradam no ambiente.
      A confusão que você está fazendo não contribui em nada para esclarecer o leitor deste blog e mostra que, se você conhece o campo, desconhece a química, a transgenia e a agricultura industrial. Para criticar deve-se conhecer, ou suas palavras serão vãs e só vão ecoar em cérebros desprovidos de informação adequada.

    • Paulo Andrade disse:

      Dinio, sobre as rãs. Uns meses atrás tive a oportunidade de vadiar um pouco pela Lagoa dos Patos. Avistei muitas rãs, quase todas de uma espécie exótica trazida ao Brasil para criação em cativeiro, a rã touro. Aqui e lá vi outras espécies, nativas. O impacto da espécie exótica na nossa biota nativa, seja de anuros, seja de outras espécies, inclusive plantas e algas, é impressionante (veja file:///C:/Users/Paulo%20Andrade/Downloads/Rosa2006-libre.pdf). Onde há muita rã touro, há em geral uma redução de populações de rãs nativas. Não sei qual é a que o bagre prefere, mas não creio que falte rã para eles. Na natureza eles de fato consomem muito os girinos, não estou certo se sabem escolher entre os da espécie nativa e da invasora.
      O impacto de pesticidas sobre as populações de anfíbios e peixes depende muito do tipo de cultivo, grupo químico usado e um mundo de outras coisas. Como no RS se planta muito arroz, é provável que os herbicidas empregados nesta cultura tenham um impacto importante sobre a fauna e a flora fluviais, lagunares e até estuarinas. Mas não sou um especialista na área e era bom consultar alguns deles antes de chegar a uma opinião. De toda forma, não existe arroz transgênico (por enquanto)…

  27. Marcio Ramos disse:

    http://aspta.org.br/campanha/665-2/
    … de longe é facil falar vai morar na roça onde chove agotoxico e me diz se banho de chuva é bão….
    (…)
    Estudo similar já havia sido realizado no Brasil, no município de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, vitrine do agronegócio e da produção de soja. Em 2006 essa cidade foi banhada por uma chuva do herbicida paraquate, classificado pela Anvisa como “Extremamente Tóxico” para a saúde (Classe I). O produto foi despejado por um avião agrícola que se apressava por terminar o serviço antes da chuva, e atingiu casas, jardins, hortas, escolas e canteiros públicos. Embora eventos desse tipo sejam recorrentes, o episódio de Lucas do Rio Verde ganhou repercussão na mídia e motivou um conjunto de ações sobre o tema na região. Nesse contexto, teve início o projeto de pesquisa “Impacto dos Agrotóxicos na Saúde do Ambiente na Região Centro-Oeste”, coordenada pelo médico e doutor em toxicologia Wanderlei Pignati, Professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e realizada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás entre 2007 e 2010.
    Nessa pesquisa também foram encontrados resíduos de agrotóxicos em amostras de ar e água de chuva: 11% das amostras de ar e mais de 40% das amostras de água da chuva coletadas no pátio de 4 escolas públicas do município de Lucas do Rio Verde continham venenos. Também foram encontrados agrotóxicos na água de poços artesianos e, ainda mais grave: no sangue, na urina e no leite materno de habitantes do município (no caso do leite, foram encontrados resíduos de ao menos um tipo de veneno em 100% das amostras de leite das 62 mulheres que participaram da pesquisa, entre a 3ª. e a 8ª. semana após o parto).

  28. Sandro disse:

    Transgênico não reproduz semente, além da falta de estudos a longo prazo dos efeitos desses alimentos na saúde da população tem a importante questão do poder nas mãos do controle de um único grupo de todas as sementes de alimentos do mundo. É o futuro é esse. Fique, ligados…

    • Paulo Andrade disse:

      Sandro, a informação de que transgênico não produz semente está muito espalhada na internet, mas é completamente falsa: eles se comportam igualzinho às plantas não transgênicas, neste aspecto. As plantas que não produzem sementes em geral são triploides, como a banana e algumas variedades de frutas, mas absolutamente nada disso tem a ver, nem longinquamente, com transgenia.
      O que faz com que os agricultores comprem sementes a cada safra, em vez de plantarem os grãos da safra anterior? Primeiro, se eles compram sementes híbridas (das transgênicas, só o milho é híbrido), terão que comprar na safra seguinte, porque os alelos segregam e os grãos (ou sementes, no caso das hortaliças) vão produzir plantas sem qualidade agronômica. Segundo, independentemente de se a semente é híbrida ou não, ela sempre tem elevada qualidade, como ausência de doenças, sementes adventícias, etc. O agricultor quer isso.
      Mas se o agricultor quiser produzir ele mesmo suas sementes, claro que pode: reserva um pedaço da terra para a sementeira, muda a data de plantio, escolhe com cuidado o que vai plantar e pronto. Todo mundo pode fazer isso, não fazem por conveniência ou porque estão á procura de uma produtividade muito elevada ou características agronômicas inovadoras.
      Não há nada novo aqui, tudo o que escrevi é bem conhecido de qualquer engenheiro agrônomo (eu não sou um deles) ou de qualquer um que se interesse pela agricultura com mais profundidade um pouco, inclusive mantendo sua roça (que é o meu caso).

  29. Dinio disse:

    Sou do oeste do RS , região maior produtora de arroz do Brasil, sei bem o que estas lavouras significam em termos de degradação do meio ambiente. A famosa “Revolução Verde” tão propagandeada pelas empresas dos agroquímicos (venenos) deveria se chamar “Revolução Laranja” …Agente Laranja da guerra do Vietnã!
    Rã nesta região…só em fotos antigas, para não falar no sumiço de muitas outras espécimes…como garças brancas, tatus, abelhas … a lista é grande.
    E tudo o que eu não quero é consultar “especialistas” , para tentarem me enrolar com termos técnicos e uma falácia , que na prática nada mais é do que tentar defender o indefensável, ou seja, que esta gigantesca monocultura mundial é extremamente nociva ao meio ambiente e sua antes maravilhosa bio-diversidade…o resto é balela de tecnocratas defendendo suas contas bancárias bem adubadas e governos e políticos que disso se beneficiam! Ou seja, o LUCRO é para poucos e os PREJUÍZOS são para todos!
    E tem ARROZ TRANSGÊNICO sim o LL62 da Bayer que tenta empurrar no Brasil, porque nos EUA foi proibido e causou prejuízo de mais de 1 Bi lá.
    Leiam a matéria do Portal do Meio Ambiente:
    http://www.portaldomeioambiente.org.br/noticias/cidadania/4114-nota-de-repudio-a-manobrada-ctnbio-para-liberar-arroz-transgenico
    PS. Numa Reserva Ecológica como a do Taim – Lagoa dos Patos/RS, é lógico que o meio ambiente e as espécies são preservadas, afinal esta é a razão de ser Reserva Ecológica, ou APP.

    • Penso na mesma linha que vc Dinio. Esses “especialistas” ainda vão acabar com tudo.
      Porque eles entendem muito de mercado e de lucro. Aliás o argumento deles vai sempre por essa linha. Produtividade e lucro.
      Saúde e meio ambiente nunca foi prioridade para eles. Nem para os EUA, diga-se de passagem, que é o grande berço desse grande crime ambiental.

    • Paulo Andrade disse:

      Antes de me despedir de vocês, quero agradecer o tom sempre educado, ainda que incisivo, com que levaram a discussâo. E dizer que há variedades de arroz trangênico, mas que elas não foram liberadas no Brasil. O que é plantado aqui é uma variedade obtida por mutação e seleção, tolerante a herbicidas do grupo das imidazolinonas. Por fim, gostaria de lembrar que os especialistas a que me refiro são ecologistas, entomologistas, biólogos, químicos, físicos, etc. Não são gente que entenda de lucro, empresas, negócios, etc. mais do que eu ou vocês. Espero ter outros encontros com voces. Se quiserem discutir sobre avaliação de risco de transgênicos, é só escrever: [email protected]. Att Paulo Andrade

  30. marcio ramos disse:

    … muito esclarecedor Paulo Andrade, sinto que vc ficou puto com real que eu coloquei no meu comentário, acho que serviu pra você, nem precisa agradecer.
    Eu tenho imagens de aviões despejando agrotóxico em aldeias próximas a plantações de transgênicos, entrevistas que denunciam as diarreias constantes nestas regiões e uma serie de doenças, cresci no MS e tenho parentes que trabalham no campo e alguns ja venderam produtos da Monsanto para ganhar uma grana. Estas pessoas fazem tudo certo, a conversa com os técnicos da área – químicos, biólogos, etc etc – nos centros de pesquisa ja acompanhei de perto e na intimidade e garanto que é tudo muito educado, estudado, técnico e frio, uma coisa meio desumana, sem subjetividade e pouca cultura o que me permitiu entender alguma coisa.
    Não conheço química caro Paulo Andrade, sou meio besta, fui expulso da maioria das escolas que passei, mas te garanto que o ar que você respira nas grandes cidades e muitas vezes nas pequenas, como nos lugares da monocultura é uma porcaria. Também não conheço Kant mas sei que podemos pensar e frear um “instinto” através da razão. Não sou versado nas ultimas tendencias da pecuária, mas sei muito bem que a maioria dos pecuaristas vendem seu gado de preferencia sem nota ou com nota falsa nas passagens de fronteira e não respeitam os limites do abate após aplicação de certos hormônios na boiada e isso é regra.
    Caro Paulo a minha ignorância em química parece ser diretamente proporcional com a sua ignorância com relação a vida real, a vida vivida na rua, nos campos, no mundo,É o que sinto lendo seus comentários, uma vida que quer conhecer a vida de dentro do escritório – mesmo que o “escritório” seja o campo – é uma vida de conhecimento limitadíssimo ou pior do alto de uma arrogância pseudo intelectual muito comum em alguns “técnicos”, “professores” e “servidores voluntários”. Conheço fazendeiros e técnicos no meio do Pantanal alheios aos problemas da região, normal, alienação é coisa nossa, tem professor que estuda a vida toda a escravidão e diz que no Brasil não tem racismo, tem químico que estuda e não enxerga além da tabela periódica ou dos mandos e desmandos do patrão. E patrão é legal, veja eu.
    E seguimos Paulo Andrade, cuidado com o ar do campo da monocultura, não deixe as crianças perto por favor e procure mudar o modelo de vocês ae, essa tal de monocultura não combina com a diversidade saudável.
    Vida boa ae com ou sem transgênicos e agrotóxicos, mesmo porque, que cada um se intoxique com o que quiser mas sem prejudicar as populações locais e a população em geral ok?

    • Paulo Andrade disse:

      Olha, Marcio, eu não fico zangado com críticas, mesmo ferozes. Procuro responder. Mas você tem uma estranha mania de achar que a gente não vê as coisas que estão debaixo de nossos olhos, ou que não vemos porque somos brasileiros alienados, etc. Como você não me conhece e não tem a menor ideia de meu engajamento nas ações ambientais, não sabe por onde ando, o que faço, conheço ou desconheço, todas as suas críticas são vazias.
      As informações concretas que você trouxe à discussão já foram respondidas, Se você quer aproveitar, ótimo, Se não, continue juntando paraquat com transgênicos e vá em frente, bom proveito.

  31. Carlos WF disse:

    Muito obrigado pela aula Prof. Paulo Andrade. Saiba que existem muitos brasileiros felizes por termos pessoas como o senhor na CNTBio e como docente em universidades respeitadas.

    • Paulo Andrade disse:

      Carlos, obrigado por suas gentis palavras. Aprendi muito com meus colegas na CTNBio, nos Ministérios e nas empresas, cada um com seu ponto de vista e sua vasta dose de conhecimento. E ainda tenho muito a aprender, com os agricultores, alunos, professores, polemistas, jornalistas, etc. Basta ser humilde, ter a mente aberta e nunca ficar satisfeito com as explicações. o “achismo” é fruto da falta de vontade ou tempo de ir ao fundo de um assunto e deve ser evitado. Nestas discussões sobre transgênicos rola muito achismo, a gente procura orientar, mas é difícil quando o preconceito impede que alguém pondere sobre suas próprias informações.

  32. marcio ramos disse:

    Paulo Andrade você tem razão misturei agrotóxico com transgênico, os meus achismos precisam ter limites, desculpe pelo comentário que você achou feroz e obrigado pela orientação.
    Acho que eu peguei a estrada errada, eu não conheço o MS, não conheci alguns idealizadores da EMBRAPA, e nunca estive em uma roda de professores na região de Dourados e duvido que alguma “experiencia” com transgênicos constate algum problema, deve ser tudo manipulação da oposição, sabe como é, a competição pelo dim dim faz coisas terríveis. Esta tudo certo, não temos excesso de agrotóxico em monoculturas transgênicas que por si só são “perfeitas”.
    As populações que convivem de perto com a monocultura transgênica devem estar felizes e saudáveis, o resto é balela desta gente cheia de preconceitos.

  33. Marcio Ramos disse:

    Transgênicos:
    As sementes do
    mal. A silenciosa
    contaminação de
    solos e alimentos
    ANTÔNIO INÁCIO ANDRIOLI E RICHARD FUCHS (ORGS.)
    São Paulo, Expressão Popular, 2008, 280p
    Transgênicos: Ministério Público pede à CTNBio que suspenda liberações
    O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) enviou oficio à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) solicitando que sejam suspensas as deliberações sobre liberação de sementes transgênicas resistentes a agrotóxicos. O MPF/DF pede a suspensão “até que sejam realizadas audiências públicas e estudos conclusivos sobre o impacto da medida para o meio ambiente e a saúde humana”.
    http://www.andrioli.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=219:transgenicos-ministerio-publico-pede-a-ctnbio-que-suspenda-liberacoes&catid=35:atualidades&Itemid=41

    • Paulo Andrade disse:

      Márcio, sugiro que você leia os artigos científicos publicados sobre o assunto pois, afinal, as opiniões pessoais de cada um de nós têm pouco valor. Será sempre um confronto de meia dúzia de opiniões e nada mais. Pouco se constrói com isso.
      Te passo um link onde há cometários sobre uma revisão recente da literatura sobre segurança de OGMs nos últimos 10 anos. São pouco mais de 1700 artigos. É a revisão de Nicolia e cols e está linkada numa parte desta postagem: http://genpeace.blogspot.com.br/2013/10/transgenicos-novos-temas-no-dialogo.html.
      Ao longo destes muitos anos de pesquisa 99% dos artigos mostram que não há riscos diferentes entre plantas GM e convencionais (ao menos aquelas que estão no mercado). Há vozes discordantes, mas os artigos carecem de qualidade. Enquanto o quadro for este, avaliadores de risco e cientistas seguirão supondo que as plantas GM são seguras, não importa quem as produza e se são maléficas para a soberania alimentar dos povos, pois estas são outras questões que não quero discutir. Já estamos muito longe do tema inicial: a cerveja feita com milho GM. Vou bebendo a minha aqui, sem receio, porque é muito mais provável que eu morra de cirrose, se beber demais, do que de qualquer malefício causado por qualquer uma das 18 variedades de milho GM que podem estar nas dornas das cervejarias. Saúde!

  34. Marcio Ramos disse:

    .. aqui opinião de + um camarada da CTNBio…
    Milho transgênico: uma morte lenta e silenciosa. Entrevista especial com Antônio Inácio Andrioli,
    …e seguimos…
    http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=11922&cod_canal=41

    • Carlos WF disse:

      Marcio, esses links que você compartilha possuem tantos erros de conceito básicos de biologia que qualquer argumento que tentam desenvolver em cima disso cai por terra. É muito difícil dar crédito a textos tão mal escritos como esses.

      • Paulo Andrade disse:

        Faço minhas as palavras do Carlos. E digo mais: não apenas conceitos errados, mas associações completamente desprovidas de base, como aumento de câncer, de alergias e ampliação do uso de transgênicos. A gente podia associar as mesmas coisas com o aumento do uso de celulares, vacinas contra gripe e um monte de outras coisas. É uma bobagem feroz.

  35. Daniela Rueda disse:

    Estou chocada com esta notícia. Eu não consumo nada que apareça o símbolo do transgênico. Mas o agronegócio está enfiando goela abaixo essa questão. Fico pensando como é que vamos mudar essa situação, se as empresas no Brasil não são sérias e não especificam o que vem na cerveja. A partir dessa reportagem precisamos fazer uma reclamação!

    • Paulo Andrade disse:

      Daniela, todo produto que contém mais de 1% de algo derivado de um OGM (mesma que seja óleo) tem que ser rotulado. As indústrias não rotulam sempre, acho que com medo de perderem mercado. Mas o fato é que não houve queda perceptível dos produtos rotulados, o que indica que a maioria dos brasileiros não se importa com isso.
      Entretanto, você tem razão em exigir que a lei não seja letra morta. Não sou jurista e não sei como proceder, mas acho que você pode denunciar a coisa ao Procom e dizer que se julga prejudicada no seu direito de escolha, amparado por lei.
      Agora,não é o agronegócio que mete por goela abaixo o milho transgênico: a opção de plantar é individual (de cada agricultor) e está amparada por lei (isto é, o agricultor pode escolher o que vai semear e o transgênico é legalizado). Então, você pode se perguntar: porque plantam transgênicos? Eu te peço para pensar: porque você compra um celular Nokia, Samsung ou Motorola, e não uma obscura marca mais em conta? Porque você não constrói seu celular com componentes, mas prefere pagar os royalties embutidos nos Nokia da vida? A questão da compra das sementes é idêntica, é só pensar e você vai ter uma resposta clara. Livre-se da ideia de que somos presas indefesas de um sistema capitalista que nos empurra qualquer coisa: compramos aquilo que achamos que é melhor ou que justifica o investimento. A menos que sejamos tapados,o que não é o caso dos agricultores.
      Abraços

    • Daniela, tenho exatamente o mesmo ponto de vista. Inclusive ja mandei essa matéria para a Anvisa mas duvido muito que acontecerá alguma coisa.
      Você vai descobrir nas discussões que os nossos “cientistas” tem argumentos de sobra na defesa dos transgênicos, das grandes corporações, da própria vaidade ( claro que eles querem ser os salvadores mundiais), do lucro e da eficiência no plantio (esse Paulo, por exemplo, trabalhou diretamente na elaboração do feijão transgênico que até agora não descobri qual é.).
      Mas não tem nenhum na defesa da saúde das pessoas e dos meio ambiente. O máximo que eles fazem é constatar que não foi comprovado que os transgênicos que estão gerando os problemas. Mas provar realmente que não fará mal ninguém se mobiliza.
      Somos todos cobaias nas mãos dessa grande máfia. Faz bem vc de tentar se livra de tudo isso. Sem contar o risco dessas sementes acabarem com as sementes tradicionais. Ai a coisa ficará irreversível. O jogo é sujo e bem armado.
      Minha dica. Comece uma horta e procure sementes cablocas. Tenha muito cuidado com o que come e a dúvida não coma. Principalmente ser for ou tiver milho ou soja.
      Há muito os cientistas se distanciaram das pessoas. Pena.

      • Paulo Andrade disse:

        Gasta água, tempo e sabão quem…

        • DNA dos alimentos modificados se transmitem para os humanos que os consomem.
          Dorme com essa sabendo que seu trabalho transforma pessoas em ratos de laboratório.
          http://portugalmundial.com/2014/02/confirmado-dna-de-alimentos-geneticamente-modificados-sao-transferidos-para-os-humanos-que-os-ingerem/

          • Paulo Andrade disse:

            Eduardo, a circulação de DNA pelo plasma é velha conhecida da ciência. O que o artigo tenta mostrar é que genes inteiros circulam, mas as conclusões deles são meio furadas. O artigo não fala nada sobre transgênicos nem insinua que os “genes” poderiam ser expressos em alguma célula. Aí os arruaceiros de plantão, que infestam o pseudo ativismo ecológico, pegaram os resultados, extrapolaram para transgênicos e disseram que isso ia perverter todo o proteoma do organismo, pela inserção de genes e viagens deste tipo. Caríssimo, é puro delírio! O DNA que circula no plasma jamais entra na célula. Se, por um mecanismo bizarro, o fizer, jamais será expresso e nunca, mas nunca, incorporado ao genoma da gente. Desde que um bicho como outro ou come uma planta que os DNAs circulam no nosso sangue.
            Não há novidade alguma nisso e nem sequer na notícia, que já havia sido comentado em nosso blog faz muitos meses atrás: http://genpeace.blogspot.com.br/2013/08/genes-inteiros-podem-passar-do-alimento.html. Durmo, portanto, muito bem e quem não dorme e se preocupa com isso é porque acredita em história de vampiro e lobisomem. Mas você pode evitar que DNA exógeno circule no seu sangue: é só parar de comer. Depois de uma semana não haverá mais DNA exógeno circulante. Depois de mais três semanas também não haverá mais o seu, uma vez que DNA não circula em gente morta.

      • Carlos WF disse:

        No sentido de uma cultivar melhorada contaminar as sementes crioulas que diferença faz, por exemplo, se é um milho transgênico ou se é um não transgênico? A quanto tempo são plantadas cultivares de milho melhorados e nem por isso as variedades crioulas se extinguiram? Os híbridos de milho, para constar, não são plantas que encontraríamos na natureza, foram desenvolvidos pelo melhoramento e nem por isso o mundo acabou.
        E o feijão transgênico foi desenvolvido pela Embrapa para benefício dos produtores brasileiros. Sem nem conhecer qual tecnologia foi aplicada nessa nova cultivar de feijão só falta chamarem o feijão de veneno, que provoca câncer e etc…
        O Paulo tem toda a razão, o produtor não planta cultivares transgênicas porque foi obrigado, mas sim porque ele sabe que produzem mais por um gasto menor (com menor uso de herbicidas e defensivos).

      • Paulo Andrade disse:

        Eduardo, você tem uma fonte de informações muito errada. eu nunca trabalhei com plantas transgênicas. Quem desenvolveu o feijão resistente ao vírus do mosaico dourado foi o pessoal da EMBRAPA. Na verdade, ficaria muito orgulhoso se tivesse trabalhado no desenvolvimento desta variedade de feijão. O que fiz foi avaliar, junto com vários outros relatores, os impactos deste feijão no ambiente na CTNBio, em 2011. A questão da saúde também foi analisada, mas não por mim, já que a CTNBio tem várias setoriais especializadas em assuntos diferentes.
        Na CTNBio avaliamos os riscos a partir de um procedimento internacionalmente aceito. Estamos preocupados com a fauna e a flora de nosso país e fazemos nossa tarefa, que é avaliar os riscos diretos do OGM. Portanto, você está enganadíssimo quado diz que não há cientistas que defendem a saúde e o meio ambiente (suponho que quem o faça corretamente são os curiosos e leigos no assunto… é o que vc dá a entender).
        Já os riscos da tecnologia, da dependência econômica e outros, são analisados por outras instâncias e julgados, quando pertinente, pelo Conselho Nacional de Biossegurança, um conselho de 11 ministros de estado. Portanto, não é verdade que a Comissão não faça o papel de avaliadora de riscos. O que ela não faz é o papel de analista de risco, porque não se debruça sobre outros aspectos que não sejam os biológicos. A CTNBio não tem esta função, por lei (a lei 11.105, de 2005), nem os especialistas para isso.
        Por fim, mais uma vez: a biotecnologia está em tudo o que você usa hoje, do sabão em pó aos diagnósticos no laboratório, às vacinas, ao jeans “Stone washed”, passando pelo pão e por uma infinidade de outras coisas, tudo produzido por microrganismos e vírus transgênicos. Isso pode, né? Só faz mal o que entra pela boca. O resto, mesmo que injetado, esfregado, lançado no ambiente, é absolutamente inócuo! Quanta ignorância! Mas siga na sua concepção individualista, parcial e errada: se não como alimento transgênico, estou salvo. Vai fundo.

    • Daniela, percebeu como a preocupação deles esta só na produtividade. Saúde e meio ambiente nunca deu lucro mesmo.
      O agricultor acaba caindo nessa história de redução de custos e aumento na produtividade. Ele ja é oprimido pelo sistema produtivo e não tem muita saída.
      E descobri a variedade de feijão da Embrapa. É o feijão carioca. Uma merda ter que tirar ele da lista de compras.

  36. Adriana disse:

    Assistam Food Inc. Tem no youtube….

  37. Dinio disse:

    No México, à bala e assassinatos dos índios Xiapas, com ajuda do governo e dos “cientistas”, as Agro-químicas, estão dizimando as variedades nativas de milho, eram mais de 1000 as cultivares, para dominarem a produção mundial de milho, e com isto ter os produtores nas “mãos”. É uma baita balela esta história de aumento de produção e de que a planta resistente ao herbicida, usa menos veneno, ao contrário, usa mais e mais aplicação do mesmo veneno, exemplo “rund-up” , até que as “invasoras” , adquirem resistência, e ai, ao produtor é oferecida novas sementes resistentes a outros venenos, que já estão no bolço dos fabricantes. Nos USA a Soja RR, da Monsanto dá prejuízo aos produtores. E no Brasil a CTN”bio????” tenta à força , conforme (http://pratoslimpos.org.br/?tag=2-4-d# ) , empurrar MILHO E SOJA resistente ao herbicida 2.4.D e 2.4.5-T, velhos conhecidos do “vietnamitas” aleijados, com fetos mal-formados, com câncer congênitos etc, desde o desfoliante Agente Laranja, jogados pelos USA, nas florestas do Vietnã, durante a guerra. O subproduto destes venenos citados acima, é a DIOXINA, uma das substâncias mais tóxica já inventada pelo homem.
    Só para ilustrar meu post, tenho em mãos a “bula” do “Roundup WG” , daí o nome da Soja Transgênica Rpundup Read -da Monsanto, o herbicida mais usado no Brasil e numa parte dela está escrito:
    – “ESTE PRODUTO É MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE !” Depois: PASMEM !!!
    – ” ESTE PRODUTO NÃO PODE SER USADO PRÓXIMO A CORPOS HÍDRICOS !”
    Então tá, o avião quando está lá em cima jogando veneno nas lavouras, vai fechar a “torneira”, porque lá embaixo tem uma sanga, uma nascente, um riacho, uma barragem -que é só o que tem nas lavouras de arroz irrigado-
    pois como a própria definição da cultura “arroz irrigado” ! E a lâmina de água que não é absorvida pela planta, parte evapora e volta para a terra, parte infiltra no solo e parte escorre de volta aos diversos corpos hídricos, inerentes de cada plantação. Quer dizer…sempre o veneno está na água ou no solo, não tem escapatória!
    Percebem a farsa e a falácea dos técnicos-cientistas e as multinacionais do Agronegócio. Seria mais descente dizerem: -“são só negócios…amigos…só
    negócios…”
    Ps. Se alguém quiser posso mandar cópia da bula do RoundupWG da Monsanto…bom veneno à todos!

    • Paulo Andrade disse:

      Dinio, já estive várias vezes no México, especificamente para discutir com as autoridades de lá a questão da avaliação de risco. Embora haja problemas sérios de conflito com os agricultores, há uma consciência coletiva muito grande sobre a importância das variedades crioulas de milho. Não existe coisa alguma como a referida acima, muito pelo contrário: eles têm um imenso banco de germoplasmas de milho e estão sempre procurando novas variedades. Como o cultivo comercial de plantas transgênicas NUNCA FOI APROVADO no México, o que eles têm lá são áreas com transgênicos relativamente pequenas, longe dos centros onde se cultiva milho crioulo, plantadas como escala intermediária pré-liberação comercial. Na verdade, as regiões onde se cultiva milho crioulo convivem com o milho convencional (híbriidos e variedades) faz muitas décadas e continuam tão crioulos como sempre foram.
      Em relação ao Roundup, passo o link da bula: http://www.monsanto.com.br/produtos/herbicidas/fichas-de-emergencia-e-bulas/pdf/roundup-original-bula.pdf.
      Não posso discutir herbicidas com a profundidade que faço com avaliação de risco de OGM, mas já li algumas dezenas de estudos sobre a permanência do glifosato em diferentes substratos e na água. A minha impressão (só impressão, nada mais) é que ele é muito menos tóxico, a médio prazo (isto é, até um mês depois da aplicação) do que se fala pela internet, porque é degradado bioticamente, decai espontaneamente e se mineraliza rapidamente. Mas deixo isso aos especialistas.
      PS. O herbicida Tordon e vários outros, cuja base é o 2-4-D, não contêm nada do que você diz. A dioxina e os outros produtos estavam no Agente Laranja, mas o processo produtivo moderno eliminou estes tóxicos. Dize que o Tordon é o Agente Laranja é desrespeitar os vietnamitas, que sofreram com os efeitos da dioxina, envolvendo este triste episódio na capa de uma mentira.

  38. Dinio disse:

    Tá bom Paulo ,tu fica com tuas leituras e tuas “certezas” e eu fico com as minhas, preferencialmente fico longe dos venenos. Todos os que eu leio, por décadas, sobre os transgênicos e venenos, são mentirosos e desrespeitam os Vietinamitas. Lutzemberguer (10 anos de Bayer, antes de ser ecologista), Sebastião Pinheiro, Naomi Klein, Marie Monike Roban etc…etc… Tudo gente ruim e desinformada né, todos contra a natureza!
    Certinhos e bonzinhos são os Americanos e os laboratórios de venenos. Saúde e sorte amigo, só sugiro, a título de cortesia que manuseies pouco estes produtos, já vi um amigo morrer (55 anos) …o câncer foi uma feridinha no pé, subui para perna -cortaram- foi para o fígado e por fim para o cérebro, paralisando o movimento dos olhos (triste de ver); do diagnóstico até sua morte sua foram apenas 6 meses. Detalhe ele vendia os venenos e gerenciava as aplicações nas lavouras, desde a época do Aldrin até o Roundup. Eu tô fora meu chapa.

  39. Dinio disse:

    Esqueci um detalhe para ilustrar este debate e me despeço. O desrespeito ao “Princípio de precaução” através do qual, teoricamente, teriam as Multi dos Transgênicos e seus venenos “parceiros” que PROVAR à sociedade e aos órgãos reguladores de que não oferecem perigo à saúde das pessoas e ao meio-ambiente, funciona da mesma forma que a Indústria Fumageira, só admitiram que o cigarro causava Câncer e outros malefícios, após o primeiro canceroso vencer uma ação judicial nos USA contra esta indústra.
    É o mesmo “modus operandis”…LUCRO… e o resto que se esploda…Como os Drones no Afeganistão…só EFEITO COLATERAL!

  40. Oicram Somar disse:

    Justiça proíbe venda de milho transgênico da Bayer no Norte e Nordeste
    “O Tribunal Regional Federal da 4ª Região proibiu hoje (13) a venda do milho transgênico Liberty Link, produzido pela Bayer, nas regiões Norte e Nordeste do país. A venda só poderá ocorrer após estudos serem apresentados à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). O relator da decisão, desembargador Alfredo Silva Leal Júnior, destacou que não foram feitas pesquisas suficientes e que, por terem diferenças em seus ecossistemas, as duas regiões deveriam ter sido analisadas de acordo com suas características específicas.”
    http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-03/justica-proibe-venda-de-milho-transgenico-da-bayer-no-norte-e-nordeste

    • Paulo Andrade disse:

      A Ctnbio já tem estes estudos, mas não há mais interesse comercial nesta variedade de milho. No entendimento dos avaliadores de risco, que seguramente sabem muito mais do assunto do que os desembargadores, não há diferença relevante aos riscos entre as áreas com aptidão para plantio de milho no Brasil.
      Por fim, cabe ressaltar que o ponto importante desta ação era a revogação das normas de coexistência entre cultivos de milho transgênico e convencional. Os desembargadores rechaçaram este pleito. Na minha leitura, a suspensão de uma venda que de fato nem existe foi um prêmio de consolação para a AS-PTA e outros que entraram com esta ação.

  41. A cada comentário esse paulo andrade vai se revelando um ser desprezível, e mostrando a verdadeira cara da CNTBio. O LUCRO a todo custo. Não duvido nem um pouco que essas pessoas da CNTbio sejam sustentadas por essas organizações internacionais. A Monsanto já colocou bastante dinheiro na Embrapa por exemplo, o que eu considero um crime.
    É triste ver que a saúde do planeta nas mãos de pessoas assim. Tomara que as pessoas acordem e vejam o quanto estão sendo envenenadas diariamente.
    Eu continuo fazendo o meu trabalho de formiguinha, alertando as pessoas para não confiar nessas mega organizações e muito menos nos nosso “cientistas”.
    Para finalizar esta bastante claro também que a função atual do paulo é um mediador de redes sociais.
    Já não há a opção de apenas não consumir esse lixo, a medida que a ganância dessas organizações é realmente controlar todas as sementes do planeta. Então é guerra mesmo.

  42. Paulo Andrade disse:

    Não interessa nem um pouco quem eu sou, mas as ideias e conceitos discutidos aqui, assim como a informação que circula. Quando voltarem a isso, volto a discutir. Quem quiser saber o que faço é só olhar no Lattes-CNPq (o link está mais lá pra cima).

  43. Paulo Andrade disse:

    Disseram aí em cima que “os países sérios ainda estão discutindo o assunto” da aprovação e uso de plantas transgênicas. Será mesmo? Será que só a CTNBio, braço tupiniquim da Monsanto e outras empresas de biotec, aprova estes venenos? Quanta ignorância? Leiam uma análise embasada em informação concreta: http://genpeace.blogspot.com.br/2014/03/a-ctnbio-nao-decide-diferente-dos.html

    • Tem alguma outra fonte além desse blog ridículo que vc cita sempre?

      • Paulo Andrade disse:

        As fontes estão citadas na postagem e nos links de outras postagens rekaciobadas. Mas nao adiante fornecer dados a quem acha que sabe tudo. Se quiser, vá diretamente ao site do CERA ou da CTNbio e faça a pesquisa você mesmo, se for capaz.

        • Resposta que eu dei no seu blog preferido.
          Primeiro que “ecossocialistas” é um termo bem ignorante para que se diz um “cientista”. O velho chavão de sempre. É contra o meu pensamento deve ser socialista ou ecologista. Alias é contra o lucro das grandes corporações. Meu deus!!!! E você conseguiu unir os dois chavões em um só. Bacana heim !!!
          Você não esta olhando a sua volta com critérios ( essa não deveria ser uma habilidade de um cientista) . Estamos sim em uma grande epidemia de câncer. Eu diria uma pandemia. Mas os meios de comunicação jamais vão explorar esse tema. Para quem eles trabalham mesmo? Dúvido que tenha alguém no mundo sem pelo menos alguns casos na família.
          E isso esta ainda mais grave nos animais. Todos os cachorros que eu conheço morreram de câncer. Inclusive o meu. É verdade, eu dei ração para ele sem saber que era esse lixo transgênico.
          Os oncologistas estão ricos sim. Muito ricos. É a profissão do momento.
          Quando você fala de países, infelizmente você não esta falando de países, mas sim de ”políticos” que tomam as decisões por seus países. Com base em que? Na saúde da população ou na pressão e no dinheiro das grandes corporações? E os “cientistas”? Não estão fazendo os mesmos? Quem financias as pesquisas? A monsanto deu dinheiro para Embrapa. Isso é conflito de interesses. Não? É crime contra a sociedade.
          Mesmo assim a lista de países ainda é pequena. Existem muitos países resistindo a essa pressão dos eua que é a origem de todo esse mal.
          Não duvido da qualidade técnica dos cientistas. Conheço vários que admiro muito. Mas não é na capacidade deles que mora o problema mas sim nas sua decisões políticas.
          Você inverteu a ordem. São alguns “cientistas” que estão colocados propositalmente em lugares estratégicos que estão usando a ideia do conhecimento para tomar as decisões políticas em favor das grande corporações. Sim, são os cientistas que estão jogando politicamente. Você acha que alguém contrário aos transgênicos ocuparia um cargo na CTNBio. Cadê a ética desses profissionais?
          Vocês estão sim fazendo as pessoas de cobaia. Mas não é só no Brasil. No mundo todo. Principalmente as pessoas pobres.
          Mas como combater esse monstro? É bastante difícil bater de frente com tudo isso. É um esquema muito bem armando com muito dinheiro e poder.
          E diga-se de passagem usando a gente simples do campo inescrupulosamente. Fácil convencer que não tem muita escolha.
          A solução será inversa. Pequenas células de resistência que se tornarão grandes e começarão interferir politicamente nos países. Mas pera ai. Isso não se assemelha ao câncer?
          Olha!!!! um câncer do bem no meio da maioria das células ruins!!!!
          Há esperança!!!

  44. Hélder Ramos disse:

    Transgênicos sao OGM, mas existem outros OGM que não são transgênicos. A transgenia não foi inventada pelo homem. Existe na natureza desde seus primórdios gerando essa diversidade maravilhosa de vida na terra. O homem aprendeu a controlar e induzir a transgenia. Essa técnica facilitou muito o aumento da produtividade no setor agropecuário, reduzindo o uso de defensivos agrícolas e custos de produção. A certeza que temos até agora são 3.
    1. Até agora os benefícios do uso da transgenia é imenso para a natureza e o ser humano e os males nada comprovados.
    2. Que economicamente, devido às patentes, multinacionais dominam o setor gerando desequilíbrio na concorrência.
    3. Que ecologistas xiitas juntamente com setores que não dominam tais tecnicas, põem falácias na mídia tentando inverter os benefícios e, consequentemente, equilibrar a concorrência.

    • Benefícios imensos para a natureza? Os caras criam especies que resistem aos venenos que eles jogam sobre a terra. Veneno esse que mata tudo menos a “plantinha transgênicas”.
      Além de matar toda a herança biológica daquela terra, contaminam tudo em volta. Água, ar , insetos e outros animais. Modificando tudo.
      Um grande crime ambiental para falar o mínimo.
      Quando descobrirem que isso faz mal ao homem, alguém pensará em alguma solução é só. Mas para descobrir levará tempo. Porque como associar uma câncer a isso? Vai morrer muita gente.
      Acho que uma boa pesquisa seria a incidência de câncer em cachorros. Deve ser altíssima.
      O único legado desse lixo é dinheiro e poder.
      Aliás a maneira que tratamos a comida é uma coisa nojenta hoje em dia.
      Esta todo mundo sendo tratado feito ratos de laboratório.
      Aqui na minha casa não entram esses lixos. Apenas quando somos enganados como nesse reportagem.

  45. Paulo Andrade disse:

    Eduardo, olhei pela internet para ver seu perfil e encontrei isso:
    Cinco provas da ida do homem à Lua – Mensageiro Sideral – Uol
    mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/…/cinco-provas-da-ida-do-home…‎
    23/08/2013 – Eduardo De Magalhaes Nobilioni e os babacas incrédulos acreditam nas mas variadas asneiras quando o assunto é ser anti-Yankee 🙂
    Nãovou seguir discutindo contigo, sem chances.

  46. alina disse:

    que um maravilhoso mundo em que vivemos , eu ainda duvido que este lançador de magias como ele fez isso !
    Minha boca está cheia de testemunhos , Am alina meu marido deixou a casa por dois anos à África do Sul para um turista , ele quis dizer uma prostituta e ele foi enfeitiçar pela menina meu marido se recusa a voltar para casa de novo, eu choro dia e noite à procura para quem me ajudar , eu li um jornal de notícias sobre um poderoso lançador de magias chamado Dr. Okojie e eu em contato com o lançador de magias para me ajudar a conseguir meu amor de volta para mim e ele me pedir para não se preocupar com isso que os deuses que lutam por mim .. ele me disse que em meados de noite, quando todo o espírito está em repouso , ele vai lançar um feitiço para se reunir meu amor de volta para mim. e ele fez em menos de 3 dias o meu marido voltou para mim e começou a chorar que eu deveria para perdoá-lo , eu , estou tão feliz por que este lançador de magias fez por
    eu e meu marido .. contato em seu [email protected] e-mail é o melhor lançador de magias em todo o mundo selvagem. ele está specialiesed na resolução de outros problemas , incluindo os seguintes :
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    (2) se você sempre tem pesadelos.
    (3) Você quer ser promovido em seu escritório.
    (4) Você quer que as mulheres / homens a correr atrás de você.
    (5) Se você quer um filho.
    (6) Se você precisar de ajuda financeira.
    (7) Se você quiser que a cura do HIV AIDS
    contatá-lo agora para solução imediata do seu
    problemas no [email protected]
    obrigado

  47. A Bavaria Premium também está fora desse esquema

  48. Ana Mary disse:

    Gente, vivemos numa sociedade que visa o lucro e não o bem estar das pessoas e tudo absolutamente tudo será feito para aprimorar incrementar este lucro. conheço um senhor que se chama Seu Juvenal, ele tem uma casa de sementes. guarda sementes de várias plantas, há anos. se hoje eu quisesse achar uma semente natural teria que recorrer a ele por que sei que as deles são puras por que o conheço e vejo os procedimentos.O que quero dizer com isso é que a nossa saúde não depende só da gente- pra se contaminar basta respirar, quer coisa mais poluída do que o ar? sou a favor do uso da tecnologia e da ciência em beneficio da coletividade, no entanto, o que vemos são o uso destas em benefício próprio e convenhamos a maioria pra não dizer todos os órgãos são capachos das multinacionais e como pagam a banda escolhem a música. Vejam as pesquisas das grandes universidades são voltadas para o bem estar social ou são voltadas para as multinacionais? se não come o milho transgênico come outra coisa que faz o mesmo mal…não temos o poder de decidir nada e poucos tem condições de bancar uma alimentação 100% orgânica…
    Quando um prédio está em ruínas não adianta fazer remendos tem que ser demolido e construir outro no lugar. É isto que que está posto para agente no momento. outra sociedade.

  49. Clube de Direito disse:

    Mui simple, nada de tomar cervas fabricadas aqui, se somente Heikner e a bavaria por exemplo, que inclusive são mais caras, mas comprovadamente não possuem o tal milho na composição!!
    sou mulher a amo uma gelada!
    😉

    • Paulo Andrade disse:

      Não é tão simples assim: muitos países, inclusive os EUA, permitem a adição de cereais não maltados (arroz, milho) na cerveja e em muitos casos o milho será transgênico. Acho que o certo mesmo é beber cervejas artesanais de fontes seguras ou fazer a sua, que é fácil e divertido.

  50. marcos antonio carcelen disse:

    Infelizmente somos enganados a todo instante neste pais pagamos impostos absolutamente abusivos esfregam mais impostos ate na economia da energia e agua nunca fizeram um sistema de captacao de agua de chuva e agora nis eh que pagamos o preco pela incompetencia.e as cervejas importadas sao feitas de cevadas…eh isso abrs

  51. Paulo Andrade disse:

    Parece que não adianta escrever um comentário com correções e esclarecimentos, porque os leitores seguem com suas ideias preconcebidas, amadurecidas na leitura parca das informações mais cruas da internet.
    As cervejas pelo mundo afora levam cereais não maltados porque isso barateia o custo. A adição é legal, não há violação alguma. E o produto é cerveja, do mesmo jeito. Há algumas cervejarias que não usam estes cereais, mas são uma minoria. Então, se o consumidor acha que importando dos EUA vai beber cerveja só de cevada, está redondamente enganado: muito provavelmente vai ter milho, que lá é quase 100% transgênico. Melhor importar da Europa, mas pode ter arroz ou outro grão, só que não transgênico.
    Por fim, os milhos trannsgênicos aprovados para cultivo no Brasil foram rigorosamente avaliados aqui (pela CTNBio) e em muitos outros países (nos EUA pelo EPA e pelo FDA, na Europa pela EFSA, na Austrália pelo OGTR e por aí vai) e nenhum encontrou qualquer problema. Faz 10 anos que o Mundo consome estes milhos, sem que haja qualquer impacto na saúde, exceto pelos relatos fantasiosos de um Séralini, de uma Seneff e de “cientistas independentes”, que são tão independentes que nem seguem o método científico…
    Boa cerveja prá vocês! Prosit, auf unserer Wohl!

  52. francisco lima disse:

    Pessoal,tem alguém que não bebeu cerveja com 150 anos? porquê estou com 67 e não sinto uma dor numa unha,e vou continuar bebendo, RESPEITANDO A LEI DE DEUS!VAMOS VIVER PARA SEMPRE,ESTAMOS SEMPREPENSANDO EM NÓS MESMOS!O PESSOAL QUE SOFRE DE FOME NA ÁFRICA COMEM TRNSGENICOS PARA SOBREVIVEREM!QUANTA HIPOCRISIA !

  53. Samuel da Silva Alencar disse:

    Um alerta nunca é de mais…

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