Fila para transplante oftalmológico dobrou na última década

• A longa fila para transplante de córnea • Estratégias de resposta à coqueluche • Investimentos em inovação científica • E MAIS: atingidos por barragens; glaucoma; prevenção ao HIV; poluição •

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O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) apresentou, durante o 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, um estudo indicando que a média de espera por uma cirurgia de transplante de córnea no Brasil atualmente é de 374 dias – mais que o dobro do registrado há 10 anos, quando a média era de 174 dias. Os dados, que comparam informações do Sistema Nacional de Transplantes no período entre 2015 e 2024, alertam que a tendência de crescimento da fila deve ser mantida.

Para o CBO, o cenário tem origem em múltiplos fatores, incluindo a falta de reajuste nos valores pagos pelos procedimentos e o impacto da pandemia da covid, que causou o represamento de pacientes, sobretudo entre 2020 e 2023. Outro ponto ressaltado foi o incremento nas exigências durante as fases de produção e processamento da córnea. Mesmo que o Brasil, ainda assim, permaneça muito bem avaliado em nível internacional e seja o grande destaque na América Latina quanto a este tema, quando se tem em vista que o banco de olhos recebe a mesma quantidade há uma década, as contas não fecham. Os números, portanto, são preocupantes.

Combate à coqueluche nas Américas

A Opas, durante uma reunião recente com a Rede Latino-Americana e do Caribe de Vigilância da Resistência Antimicrobiana (ReLAVRA+), pôs em debate as últimas descobertas e estratégias de resposta à coqueluche. Diante do ressurgimento desta doença altamente contagiosa em vários países das Américas e do surgimento e propagação de cepas resistentes a antibióticos, a Opas reiterou a importância de fortalecer os sistemas de vacinação e vigilância.

Um dos principais desafios é que o tratamento padrão da doença depende de antibióticos que, devido a mutações genéticas – que, por sua vez, são atribuídas ao uso generalizado e inadequado destes fármacos –, têm tido sua eficácia reduzida. Outro entrave trata da baixa cobertura vacinal: só durante a pandemia, a cobertura regional para a primeira e a terceira doses da vacina contra a doença caiu para mínimos históricos. Diante disso, a Opas pede aos países que fortaleçam sua capacidade de diagnóstico, aprimorem o treinamento técnico de profissionais de saúde e estabeleçam sistemas de vigilância ativos e padronizados que permitam uma resposta rápida e eficaz à resistência antimicrobiana.

Governo investe R$ 12 bi na “Indústria 4.0”

Em evento na segunda-feira (25), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, assinou convênio para investimentos de R$ 12 bilhões na inovação científica industrial. A Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao MCTI, aportará R$ 2 bi, enquanto o BNDES outros R$ 10 bilhões. 

O dinheiro será aplicado através da Nova Indústria Brasil, política de industrialização do governo federal associada ao Novo PAC, e se dirige a máquinas e bens de capital de fábricas ligadas à inovação científica, além de Inteligência Artificial, robótica e “internet das coisas”. O pacote anunciado priorizará as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste e terá juros mais baixos que os de mercado.

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Fiocruz e MAB visitam atingidos por barragem

Em 2022, a cidade de Jequié (BA) sofreu com inundações, ainda sem reparação, causadas pela empresa que controla uma barragem e abriu suas comportas inadvertidamente. Agora, pesquisadores da Fiocruz e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) visitam o local para saber qual a situação de seus moradores. Veja o que será feito.

IA para detectar glaucoma

Segundo mostram experimentos no Setor de Glaucoma do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, a inteligência artificial pode ser útil para identificar se o paciente possui a doença do nervo óptico com apenas uma imagem de retinografia. Entenda por que a tecnologia é promissora.

Prevenção contra o HIV

O Ministério da Saúde busca mapear Experiências Exitosas na Oferta da Prevenção Combinada ao HIV. A ideia é que as melhores estratégias sejam publicadas e sirvam de referência para outras iniciativas Brasil afora, na busca por eliminar a aids como problema de saúde pública até 2030. Saiba como participar.

Índice de qualidade do ar global

O Energy Policy Institute da Universidade de Chicago (EUA) avaliou os níveis de poluição em todo o mundo e constatou que o local onde a saúde das pessoas é mais afetada é no Sudeste Asiático. Déli, na Índia, teve melhora na qualidade do ar, mas ainda é a cidade mais poluída do planeta. Acesse mais dados

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