Pesquisadora mostra como o neoliberalismo vende o empoderamento individual das mulheres, às custas da saúde mental. Retórica obscurece a razão estrutural do sofrimento. Ultradireita captura a pauta, cria bodes expiatórios e tenta naturalizar o trabalho de cuidado
Punições endurecem, mas mortes saltam: Em nove anos, houve aumento de 186% dos casos registrados. Dentre estas, não estão inclusas as mulheres trans. Uma variedade de estudos mostra as múltiplas camadas que levam a um crime quase sempre evitável
Pensadora feminista mergulha nas subculturas como incel e redpill. Como extrema direita politiza frustrações pessoais. Os impactos no mundo offline e a monetização do antifeminismo. E os caminhos para repensar modelos de masculinidade
Num sinal de desmasculinização do esporte, a Eurocopa feminina empolga e vende 90% dos ingressos. Projeta-se, em dois anos, duplicar a quantidade de jogadoras. Mas ainda falta apoio às ligas nacionais e há enormes disparidades – salariais e de condições de trabalho
Sobrevivem, e causam enorme sofrimento, duas relações obsoletas: a família como espaço de exclusividade afetiva e a responsabilização das mulheres pelo bem-estar amoroso. Um conceito pode ajudar a superá-las: o de reprodução emocional
Cenouras bi, pepinos fluidos, maçãs lésbicas: reino vegetal é queer! Enquanto o Ocidente impõe binários, a Natureza ri: diversidade e beleza desafiam preceitos de funcionalidade. No mundo opressor, plantas ensinam: dissidência é base da vida
Em fábula sobre o “empoderamento” nos limites do capitalismo, a princesa desperta e aprende que deixou de ser submissa. Agora, é livre, deseja e age, porque é “excepcional”. Então, uma proposta da Disney faz-lhe pensar na luta de classes
Ano 2250: o patriarcado é peça de museu, a tecnologia serve ao Comum e a crise climática foi superada. Se hoje o porvir aterroriza, novo podcast mescla ficção e entrevista para fazer críticas contundentes, ousando recusar a distopia para plantar sementes da mudança
Festival Mulheres em Lutas reúne, em SP, ativistas, pesquisadoras e parlamentares para debater democracia e feminismo – e a violência contra aquelas que ocupam espaços públicos. Organizado por Manuela D’Ávila, visa unificar agendas para o Comum e a mudança do país
Um esforço para atualizar, sob lentes feministas, a teoria de Adorno – que pode ter olhado as mulheres principalmente como consumidoras. Que papel cumprem agora as redes, para tornar palatável o trabalho reprodutivo? O que é – e deveria ser – o “tempo livre” das mulheres?