Como a Grã-Bretanha trata os miseráveis

Sem-teto: multa de até 1100 libras e prisão, por “pedir” ou “vagabundear”

Sem-teto são multados, processados e encarcerados devido apenas… a sua condição de excluídos

Operações cruéis de ataque a pedintes e moradores de rua — como o ex-prefeito de S.Paulo, João Dória, orgulhava-se de fazer — seriam uma aberração brasileira? Ou estão se tornando norma, no capitalismo contemporâneo? Uma reportagem na edição de hoje do Guardian ajuda a responder. O jornal londrino revela que um número crescente de sem-teto britânicos estão sendo multados, processados ou encarcerados devido apenas a… sua própria condição de excluídos.

Tudo começou em 2014, quando a atual primeira-ministra (então secratária do Interior), Thereza May concedeu, a autoridades locais, poderes para endurecer o combate a “atitudes anti-sociais”. Com base nas leis de acesso a informações públicas, o Guardian apurou que centenas de pessoas em condição vulnerável têm sido importunadas, a cada ano, por “pedir”, “pedir agressivamente” ou “vagabundear”. As multas chegam a 1.100 libras (cerca de R$ 5 mil), obviamente impagáveis. Há casos grotescos, como o de um juiz que escreveu: “estou mandando um homem para a prisão por ter pedido comida, quando estava faminto”. Ou de um morador de rua condenado a uma multa de 105 libras depois que uma criança depositou uma moeda de 2 libras em seu sleeping bag.

TEXTO-FIM

A aristocracia financeira teme os hackers

Bunker de “defesa” da Mastercar, com relógio indicando número de ataques num dia

Sistema dos bancos globais é vulnerável. Perdas anunais equivalem ao PIB da Suécia

Uma longa reportagem no New York Times revela hoje o temor crescente do mundo financeiro global — bancos e outras instituições de crédito — diante da possível invasão de seus gigantescos sistemas de dados e comunicação. Eles são bastante vulneráveis, ao contrário do que se pensa. Só no ano passado, as invasões teriam custado 445 bilhões de dólares — pouco menos que o PIB da Suécia. Como são imensos, os bancos suportaram as perdas. Mas temem um ataque devastador, que comprometa sua capacidade de operar. Por isso, montam centros de “defesa” que, segundo a reportagem, assemelham-se cada vez mais a bunkers militares.

O fantasma norte-coreano tira o sono de Trump

Trump e o linha-dura John Bolton, que quer fazer da Coreia do Norte “uma Líbia”

E mais: uma provocação da Casa Branca levou o coreano Kim Jong Un o por em questão o diálogo com Washington

O New York Times revelou que o presidente norte-americano, Donald Trump está indeciso e iniciou consultas a aliados e conselheiros, para saber como agir em relação a seu encontro previsto com Kim Jong Un, líder político da Coreia do Norte. A reunião está marcada para junho, em Singapura. A política norte-americana tem seguido zigue-zagues. Por anos, Kim Jong Un foi tratado como ditador, à frente de um governo sanguinário. Nas últimas semanas, porém, começou uma lua-de-mel, com setores do establishment norte-americano sonhando em transformar Pyongyang num aliado de Washington bem próximo ao coração da China.

Mas na quinta-feira veio o banho de água fria. Um porta-voz do governo norte-coreano afirmou que os EUA devem esquecer a hipótese de que a Coreia do Norte aceite pressões para se desfazer unilateralmente de suas armas nucleares. Além disso, colocou em dúvida a própria realização do encontro com Trump. A imprensa norte-americana admite: esta reação, que alguns viram como intempestiva, foi resposta a declarações de John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca. Dias antes, este afirmara que as negociações entre Washington e Pyongyang deveriam “seguir o modelo líbio” — ou seja, desarmar o adversário para em seguida atacá-lo militarmente…

Iraque: depois dos EUA, o nacionalismo?

Nem EUA, nem Irã, sugere o clérigo xiita, vencedor das eleições. Com ele, o Partido Comunista

O fim de semana também foi marcado por eleições parlamentares no Iraque. Venceu a coalizão liderada pelo clérigo xiita Muqtada al-Sadr — que inclui, entre outros, o Partido Comunista. Al-Sadr é conhecido por opor-se à presença norte-americana no país, mas também à crescente influência iraniana. Sua vitória, porém, não foi completa. Num país fragmentado políticamente, sua coalizão obteve 54 das 329 cadeiras no Parlamento. Negociações para formar um novo governo — em até 90 dias, segundo a legislação do país — começaram ainda ontem.

Itália: o novo governo-Frankenstein e suas razões

Anti-sistema? Luigi di Maggio, líder da bancada do Movimento Cinco Estrelas

Poderão um partido que se diz anti-sistema e outro xenófobo governar o país? Começa um experimento curioso

Porta-vozes de dois grupos políticos italianos — o Movimento Cinco Estrelas (MVL) e A Liga anunciaram ontem que apresntarão nas próximas horas, ao presidente do país, Sergio Mattarella, o nome do possível novo primeiro-ministro. MVL e Liga anunciaram na sexta-feira que haviam chegado a um acordo para governar a Itália. Têm em teoria, votos parlamentares para sustentar um gabinete bipartidário (na Itália, parlamentarista, forma o governo quem tem mais cadeiras na Câmara e Senado). Mas tanto o programa quanto a composição deste governo serão esdrúxulas — um experimento político inédito, em meio à crise global da democracia.

Formado há menos de dez anos, sob liderança do comediante Beppe Grillo, o MVL considera a si próprio como “anti-sistema” e cresceu, essencialmente, ao fazer a denúncia da decadência da democracia e das políticas de “austeridade”. Nas últimas eleições (em março), tornou-se, individualmente, a maior força política do país. Até agora, sempre havia rejeitado coalizões. Já a Liga descende da Liga Norte, um partido originalmente elitista, separatista e xenófobo. Há alguns anos, moderou seu discurso e tornou-se o partido mais importante de uma coalizão de centro-direita que inclui a Forza Italia, de Silvio Berlusconi.

Como juntar estas duas correntes sem criar um governo-Frankenstein, incapaz de se sustentar? MVL e Liga apostam num programa que inclui crítica ao euro; rejeição das medidas de “austeridade” determinadas pela União Europeia; retomada dos serviços públicos e dos gastos sociais — mas, ao mesmo tempo, restrições à entrada e aos direitos dos imigrantes. Há alguma chance de sucesso? O que se sabe, por enquanto, é que o novo governo está incomodando os burocratas europeus, incapazes de tolerar qualquer tipo de crítica a sua cartilha neoliberal.

Venezuela: Maduro vence as eleições, mas não a crise

Abstenção superou os 50%. EUA e seus aliados internos parecem dispostos a inviabilizar o país

Ao final da noite de ontem, com 92% dos votos para a Presidência contados, as autoridades eleitorais venezuelanas anunciaram que o presidente Nicolás Maduro havia assegurado um novo mandato, de 5 anos. Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela — PSUV) teve 5,8 milhões de votos (68%), contra 1,8 milhões de Henri Falcón, um ex-chavista que concorreu pelo Avanço Progressista. “Quanto nos subestimaram. Quanto me subestimaram. E no entanto, estamos aqui, vitoriosos”, disse o presidente reeleito a seus correligionários. (veja matérias no New York Times, Le Monde e Russia Today)

No entanto, certas características do pleito indicam que a divisão política do país (e a crise econômica duradoura que a acompanha) não terminarão tão cedo. A maior parte da oposição já boicotara as eleições; e ontem, o próprio Henri Falcón considerou-as ilegítimas. Os Estados Unidos, previsivelmente, fizeram o mesmo. Os opositores do chavismo obtiveram algum sucesso: o comparecimento dos eleitores às urnas foi reduzido: apenas 46,1% votaram.

Em artigo publicado por Outras Palavras, na sexta-feira, o analista político norte-americano (de esquerda) Alexander Main, formula uma hipótese perturbadora para a tática de Washington e dos grupos venezuelanos aliados aos EUA. Talvez pudessem ter vencido o pleito, caso estimulassem a ida às urnas; mas querem, mais do que estar no governo, inviabilizar o país, dono das maiores reservas de petróleo do planeta — como fizeram, por exemplo, com a Líbia.

De semiescrava a lutadora


Na segunda entrevista sobre desigualdade no campo, Edina Maria da Silva conta como sua vida mudou, quando o latifúndio canavieiro em que trabalhava foi ocupado, após falir. Mas denuncia: fazendeiros estão de olho nas terras comuns, e atravessadores tentam impor preços de fome

Por Oxfam Brasil
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Leia aqui primeira entrevista da série, com a líder terena Ana Sueli Firmino, de Mato Grosso do Sul
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Edina Maria da Silva é uma jovem liderança da comunidade de posseiros do Engenho Barra do Dia, pertencente à falida usina Vitória, de cana-de-açúcar, localizada em Palmares, Pernambuco. A usina foi flagrada em 2008 com trabalhadores em condições análogas à escravidão, e faliu. As famílias que moram no local há cerca de 80 anos hoje aguardam a formalização da desapropriação da área para reforma agrária, para com isso terem seus direitos garantidos.

Edina mora há sete anos na comunidade e lembra com tristeza da época que sua mãe, também agricultora, trabalhava para outra grande usina de açúcar da região, a Catende, onde era constantemente humilhada e desrespeitada. “Minha mãe foi muito humilhada com o agronegócio, por ela ser mulher”, diz Edina. “Não garantiam os direitos dela. E a gente via o agronegócio crescendo nas costas daqueles que eles estavam massacrando.”

Hoje, Edina tem sua própria roça e a vida melhorou bastante, diz. “Quando a gente começou a trabalhar para a gente mesmo, depender da gente mesmo, na área de agricultura familiar, mudou bastante.” Mas ainda há desafios importantes a serem enfrentados. Latifundiários querem tomar as terras dos pequenos agricultores, e atravessadores que compram as mercadorias da comunidade estão sempre oferecendo muito menos do que valem os produtos. “Só quem sabe o valor da mercadoria é quem planta, quem cria. Quando eles vão comprar, querem humilhar, colocam o preço lá embaixo.”

Edina é uma das 15 mulheres de comunidades rurais, movimentos do campo, agricultoras, quilombolas, lideranças de povos indígenas e comunidades tradicionais, de diversas regiões do país, que participaram de uma oficina em São Paulo para debater a relação de mulheres com o direito à terra, desigualdade no campo e impactos do agronegócio em suas vidas.

O relatório Terrenos da Desigualdade: terra, agricultura e desigualdades no Brasil rural, lançado pela Oxfam Brasil em 2016, mostra dados que revelam a grande concentração de terras no país, como o fato de as maiores propriedades terem sido as que mais receberam incentivos e foram melhoradas, com acesso a crédito, pesquisa e assistência técnica, com o objetivo de produzir para exportação ou atender à indústria agroindustrial.

A seguir, a entrevista com Edina Maria da Silva.

Como você vê a questão de desigualdade de terra no Brasil?
É uma desigualdade muito grande. Só temos garantia de terra no papel. Mas na realidade, não temos. Principalmente mulheres, a juventude… é como se nós não tivéssemos direitos.

Na questão do acesso à terra, quais são os impactos do agronegócio?
Falando por experiência própria, machuca, dói, humilha. A minha mãe foi muito humilhada com o agronegócio, por ela ser mulher, sempre tem essa questão de gênero. Ela trabalhava para a usina Catende. Eles diziam que ali não era o lugar dela. Quando não conseguia cumprir a cota dela, era tachada como “mole”. E ela adoecia, chegava em casa doente, não podia ir trabalhar no dia seguinte – e eles não aceitavam os atestados (médicos) dela. Não garantiam os direitos dela. A gente via eles crescendo, o agronegócio crescendo nas costas daqueles que eles estavam massacrando, humilhando. Então, o agronegócio é algo que machuca, humilha as pessoas.

Agora você trabalha na sua própria roça. Como funciona?
Hoje a gente tem nossa própria plantação e não é mais humilhado – não tanto como antes, porque ainda tem os grandes latifundiários que querem tomar as nossas terras, nós vivemos em constante processo de luta. E tem também a questão dos atravessadores. Só quem sabe o valor da mercadoria é quem planta, porque tem o trabalho de plantar. Mas eles (os atravessadores) chegam e colocam o preço das mercadorias dos agricultores lá embaixo. As mulheres têm suas plantações de hortaliças, criam suas galinhas, suas cabras, e quando eles vão comprar, querem humilhar. Elas sabem o preço que valem as mercadorias, e eles dizem que não, e colocam o preço lá embaixo. Mas hoje vivemos melhor do que antes, muito melhor. Quando a gente começou a trabalhar para a gente mesmo, depender da gente mesmo, na área de agricultura familiar, mudou bastante. Mas precisa mudar muito mais ainda.

Mato Grosso do Sul exporta carne com sangue indígena

Professora Ana Sueli Firmino, da etnia Terena

Milhares de cabeças de gado ocupam terras indígenas e dizimam seu povo, diz professora Ana Sueli Firmino, terena da aldeia Buriti, na primeira de três entrevistas com mulheres sobre desigualdade no campo

Por Oxfam Brasil

O estado do Mato Grosso do Sul tem, segundo o IBGE, mais de 60 mil indígenas, que lutam há décadas pela demarcação de suas terras, hoje ocupadas por fazendeiros. Nesse conflito, o saldo é amplamente desfavorável aos povos indígenas. O direito histórico à terra dos povos originários é desrespeitado pelo governo federal, que não toma as devidas medidas para demarcação dos territórios, e pelos grandes empresários do agronegócio local. No Mato Grosso do Sul, por mais absurdo que possa parecer, a vida dos milhares bois e vacas tem mais valor do que a dos indígenas.

“Essa carne (produzida no Mato Grosso do Sul) está saindo com sangue. Está sendo vendida, exportada, à custa de derramamento de sangue. É todo um povo que está sendo dizimado”, afirma Ana Sueli Firmino, indígena Terena da aldeia Buriti [1], do Mato Grosso do Sul, que participou de oficina organizada pela Oxfam Brasil em São Paulo com mulheres de diversos movimentos sociais, lideranças de povos indígenas e comunidades tradicionais, para discutir a relação de mulheres do campo com a concentração de terras e o modelo de agricultura adotado no Brasil.

Em 2106 lançamos o relatório Terrenos da Desigualdade: terra, agricultura e desigualdades no Brasil rural  e nele mostramos diversos dados que revelam a grande concentração de terras no país, como o fato de as maiores propriedades terem sido as que mais receberam incentivos e foram melhoradas, com acesso a créditos, pesquisa e assistência técnica com o objetivo de produzir para exportação ou atender à indústria agroindustrial.

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Jacques e a Revolução volta — e parece ainda mais atual

Em cena, Katia Iunes | Foto de MarQo Rocha

Tirania, manipulação, jogos de poder, sedução e sexo recheiam os diálogos de Jacques, um empregado de segundo escalão, e  o Empresário. Uma história que poderia acontecer em Brasília, ou no agronegócio brasileiro

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Jacques e a Revolução ou Como o criado aprendeu as lições de Diderot
Direção de Theotonio de Paiva
Montagem da Todo o Mundo Cia de Teatro
Teatro Municipal Café Pequeno – Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Metrô Jardim de Alah — Rio de Janeiro
Tel. (21) 2294.4480.
De 8 a 30 de maio – às terças e quartas
Horários: 20h | Faixa etária: 14 anos | Duração: 80 min
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A cada nova temporada a comédia dramática Jacques e a Revolução ou Como o criado
aprendeu as lições de Diderot, de Ronaldo Lima Lins, montagem inaugural da Todo o
Mundo Cia de Teatro, dirigida por Theotonio de Paiva, torna-se mais atual, como o público poderá conferir a partir de 8 de maio, às 20h, no Teatro Municipal Café Pequeno.

Acalentada por cinco anos, a montagem já realizou três temporadas: Parque das Ruínas
(2016), Teatro Ziembinski (2017) e Serrador (2018). Artistas de várias gerações compõem a Todo o Mundo Cia de Teatro: os atores Abílio Ramos, Katia Iunes, Marco Aurélio Hamellin e Sol Menezzes, que atuam sob a iluminação de Renato Machado, com a trilha sonora original de Caio Cezar e Christiano Sauer e direção de arte de Marianna Ladeira e Thaís Simões, além da direção de movimento da coreógrafa Carmen Luz.

Jacques e a Revolução é uma inspiradíssima comédia dramática, com tintas fortes e belos diálogos que flertam com a condição humana contemporânea, num mundo atravessado por subornos, apropriação indébita de capital público, zero apreço pelo cidadão, luta das mulheres e intolerância cultural. Tudo isso está lá, na engenhosa dramaturgia de Ronaldo Lima Lins, peça vencedora do Prêmio Maurício Távora – 1989 / Secretaria de Cultura do Estado do Paraná. Continuar lendo

O corpo como instrumento de combate


Estreia em São Paulo peça construída coletivamente por estudantes e artistas, sobre as ocupações secundaristas. Dança e canto dão corpo às experiências registradas em atas, diários, fotos e vídeos

Por Jean Tible

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Quando Quebra Queima
4, 5, 6 de Maio (sexta a domingo), 19h
13 de Maio (domingo), 19h
Casa do Povo: Rua Três Rios, 252 – Bom Retiro
Metrô Tiradentes/ Metrô Luz
20 reais/10 estudante e morador do Bom Retiro
Secundarista de Escola Pública não paga
Bilheteria aberta 1h antes do espetáculo
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Quando Quebra Queima é uma peça construída por estudantes que viveram o processo de ocupações e manifestações do movimento secundarista em 2015 e 2016. Frutos da primavera secundarista, 14 corpos insurgentes deslocam para a cena a experiência dentro das escolas ocupadas, criando uma narrativa coletiva e comum a partir da perspectiva de quem viveu intensamente o cotidiano dentro do movimento.

Ocupando o tempo presente, a ColetivA provoca de maneira pulsante o universo que compõe esse movimento que transformou o corpo e vida de todos que participaram.

Quando Quebra Queima é um espetáculo levante, fruto de quase dois anos de encontros e vivências da ColetivA Ocupação.

A peça descatraca a memória coletiva narrando a experiência da luta secundarista que se estende à luta cotidiana daqueles que a viveram: resgatando atas, diários, fotos e vídeos.

Durante as ocupações, o grupo experienciou o que é pensar e agir através do corpo e performance como instrumento de combate, agora nesta peça provocamos o encontro entre a dança, canto, música para dar corpo as nossas experências.

Criação

Abraão Santos / Alicia Esteves / Alvim Silva / Ariane Fachinetto / Beatriz Camelo / Gabriela Fernandes / Ícaro Pio / Leticia Karen / Lilith Cristina /Marcela Jesus / Matheus Maciel / Mel Oliveira / André Dias de Oliveira / Heitor de Andrade / Martha Kiss Perrone / Mayara Baptista

ColetivA Ocupação

A ColetivA Ocupação é um encontro entre estudantes, artistas e performers de diferentes regiões de São Paulo, que se conheceram durante as ocupações entre 2015 e 2016.A partir dessa experência, a luta secundarista seguiu por vários espaços e ganhou diferentes formas e desdobramentos – o teatro e a performance foi uma delas. Em 2016 Martha Kiss Perrone com o espetáculo Rózà fez uma circulação por Escolas Públicas e muitos secundaristas se aproximaram do teatro com esse encontro.
A ColetivA, no seu dia a dia de encontro e investigação, busca tecer outras relações, na vida interna do grupo e com o mundo.

vamos ocupar as escolas
vamos ocupar as ruas
vamos ocupar os teatros
vamos ocupar as universidades
vamos ocupar as narrativas
vamos ocupar tudo

“Ver esses cabelos, esses cabelos azuis e rosas, esses vários tons. O que vocês fizeram, têm feito e estão fazendo é muito importante, mas é mais importante para aquilo o que podemos ser, e é disso que vocês estão falando, daquilo que nós podemos ser.”

(Salloma Salomão)

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