Neste sábado, Renda Básica em debate

É para todos? É de quanto? Dá certo? Tatiana Roque, Guilherme Melo, Eduardo Suplicy e Antonio Martins, editor de Outras Palavras, debatem os caminhos para uma economia mais solidária. Evento é organizado pela Articulação pela Economia de Francisco

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Os debates começam às 16h de sábado, 25/7. Podem ser vistos aqui

A pandemia escancarou a massa de brasileiros cujo almoço de amanhã é garantido pelo trabalho de hoje. Trabalho crescentemente precário, informal, inseguro, incerto. Sua renda, estagnada e igualmente incerta, agora depende completamente do Estado.

O governo ultraliberal promoveu o maior e mais rápido programa de transferência de renda de nossa história. Mas o país não estava quebrado? O que é o dinheiro, afinal? Pode o Estado, simplesmente, enviar cheques às pessoas, como faz o governo americano?

Cresce o desemprego mundo afora. O mercado, capenga, expulsa uma parte e a máquina inteligente expulsa outra. Se a renda não pode vir do mercado, de onde virá? Mas a renda vem, de fato, do mercado?

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Em sua carta de convocação de economistas e empresários do mundo todo para um encontro com ele em Assis, programado para acontecer em março passado e adiado em razão da pandemia, o papa Francisco afirma que é preciso “atribuir uma alma à economia de amanhã”.

O papa quer (re)incrustar a economia no tecido social, diria provavelmente Karl Polanyi. O papa que veio do fim do mundo, como ele mesmo diz, quer combater o moinho satânico formulado pelo filósofo austríaco, que, em sua lógica autorreferencial e abstrata, domina os indivíduos de carne e osso e subtrai sua liberdade.

É livre a pessoa se não pode comer? “Trabalhamos com fome carregando comida nas costas”, denunciam os entregadores de aplicativos. Precisam de uma renda básica.

Por isso, nós, economistas convocados pelo papa Francisco, convocamos a todos para um debate: É para todos? É de quanto? Dá certo? O governo pode pagar?

Eduardo Suplicy, o militante original, nos contará como viu a ideia dos livros sagrados à teoria econômica de John Maynard Keynes. Antonio Martins, o editor deste site, compartilha com Suplicy a tarefa de explicar o que é renda básica.

Em seguida, Tatiana Roque, da Rede Brasileira pela Renda Básica, apresenta os conceitos e projetos em discussão na conjuntura brasileira, e o professor Guilherme Mello, da Unicamp, coloca em questão suas possibilidades econômicas.

Na bancada, os jovens economistas de Francisco nos preparamos para não deixar pergunta sem resposta. As nossas e as suas.

Aliás, a primeira pergunta será a mesma para todos: a renda básica é um caminho para a Economia de Francisco?

No próximo sábado, dia 25, às 16h

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