Na Argentina, a Calle Marielle Franco

Mães da Praça de Maio e outros coletivos comprometem-se a “florescer” com a vereadora brasileira e lutar contra perseguições e assassinatos de lideranças políticas da América Latina

Texto e Fotos: Vivian Ribeiro/Coletivo Passarinho

Mais de 500 pessoas se reuniram nesta quinta (dia 14), no Obelisco, localizado na região central de Buenos Aires, para homenagear e pedir justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes. O ato contou com a presença da cofundadora das Mães da Praça de Maio (Linha Fundadora) Nora Cortiñas e de diversos movimentos políticos e sociais argentinos.

Com flores, velas, performances e música, os manifestantes reivindicaram o legado de Marielle e se comprometeram a levar adiante sua luta e florecer con Marielle. Dezenas de organizações assinaram um manifesto que coloca ênfase na luta antirracista, uma grande dívida da militância argentina.

“Florescer por Marielle é combater ativamente o racismo e conscientizar-se do apagamento cultural e da invisibilização e discriminação das populações racializadas da Argentina”, dizia o texto.

Os manifestantes mudaram temporariamente o nome da estação de metrô Rio de Janeiro pra “Rio de Janeiro – Marielle Franco”. Também foram distribuídas as famosas placas de Rua Marielle Franco para coletivos e organizações argentinos.

“A ideia das placas é transpor fronteiras geográficas e políticas com a luta da Marielle”, afirma Vivian Ribeiro, do Coletivo Passarinho.

A manifestação também denunciou-se as perseguições e assassinatos sistemáticos de líderes sociais e defensores de direitos humanos em toda a América Latina.

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