Lições hermanas

Na Argentina, Alberto e Cristina Fernández inauguram mandato enfrentando neoliberalismo: aumento de salários e aposentadorias, impostos para os mais ricos, demissões dificultadas. Novo governo mostra que não será refém dos credores

Primeiras medidas emergenciais do governo Fernández y Fernández para enfrentar a enorme crise criada pela banda Mauricito & Los Liberales:

– aumento de impostos para os mais ricos;
– taxação de 30% para compras em moeda estrangeira;
– autorização ao Executivo para decretar aumento de aposentadorias, pensões e salários;
– aumento da retenção sobre exportações;
– duplicação da indenização para demissão sem justa causa;
– redução de 8% seguida de congelamento do preço dos medicamentos;

Três diretrizes são evidentes:

– estancar o desemprego;
– gerar poder de compra das famílias para reverter a recessão via demanda efetiva;
– subordinar o pagamento da dívida externa à saúde de médio prazo da economia nacional;

Os empregados de Homer Cado sairão aos berros dizendo que vai dar tudo errado e montarão todas as operações de sabotagem que puderem, a começar por incentivo a histéricas manifestações do agronegócio e por um ataque especulativo contra o peso.

Só a história dirá quem vence ou perde, quem acerta ou erra, mas certamente a via escolhida pelo ministro Martín Guzmán é a que privilegia os interesses do povo argentino e que não aceita ficar refém dos credores.

Todas as informações provém de reportagem do Valor.

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