Há alternativa ao realismo capitalista?

Às 20h, o canal Transe debate sobre Mark Fisher, intelectual britânico recém-traduzido no Brasil. Em sua obra, análise do realismo neoliberal: ao impor mercado como única opção à vida, também interdita novos imaginários e futuros…

Mark Fisher (1968-2017) foi um destacado intelectual britânico cujos trabalhos ainda não haviam chegado ao Brasil. Sua obra mais conhecida, Realismo Capitalista: não há mesmo alternativa?, acaba de ser traduzida para o português pela Autonomia Literária. Entre as teses de Fisher, está o fechamento do imaginário para além do capitalismo como um efeito do “TINA” (there is no alternative), de Margareth Thatcher, produzindo o realismo que dá o sistema como inevitável e cancela outros futuros (Bifo Berardi).

Em meio a outras fontes, Fisher tem toda uma produção de crítica cultural que absorve o conceito de “retromania”, de Simon Reynolds, e a leitura da pós-modernidade de Jameson para pensar um tempo guiado pelo pastiche e a repetição, sem capacidade de inventar formas novas. Além disso, Fisher ainda analisa a burocratização produzida pelo ethos neoliberal nas universidades e os efeitos psíquicos causados. É um autor muito rico, intelectual militante, cuja obra acabou inclusive influenciando diretamente boa parte da juventude corbynista na Inglaterra.

Para introduzir o livro, traremos Victor Marques, autor do posfácio brasileiro, e Letícia Cesarino para analisar dimensões cibernéticas e Maikel da Silveira para pensar a parte político-filosófica.

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