Como viver em tempos de exceção?
Inspirado por Adorno, Benjamin e Arendt, autor constrói uma teoria crítica da alienação. Debate extrapola a economia e entra na existência e na memória – e propõe um pensamento que vai do trágico ao princípio da esperança. Concorra a exemplares
Publicado 21/01/2026 às 16:52 - Atualizado 21/01/2026 às 17:01

Brunno Almeida Maia [1]

Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo (Editora Cosmos, 2025), nasceu de uma pergunta simples, porém incômoda: “Como pensar quando o pensamento é posto à prova?”. Vivemos um tempo em que o caráter duradouro da experiência foi substituído pela brevidade da informação, a delicadeza do gesto pela rapidez da imagem, a escuta pelo ruído. Ao reunir os textos que compõem o livro, percebi que todos nasciam da mesma necessidade: compreender “como ainda é possível habitar o tempo?”, quando tudo parece expulsar o ser humano do mundo.
Outras Palavras sorteará dois exemplares de Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo, de Brunno Almeida Maia, entre quem apoia nosso jornalismo de profundidade e de perspectiva pós-capitalista. O sorteio estará aberto para inscrições até a segunda-feira do dia 2/2, às 14h. Os membros da rede Outros Quinhentos receberão o formulário de participação via e-mail no boletim enviado para quem contribui. Cadastre-se em nosso Apoia.se para ter acesso!
Os ensaios desta obra são materializações de, pelo menos, treze anos de reflexões. Muitos deles nasceram ainda nas primeiras inquietações da graduação em Filosofia; outros se adensaram ao longo do mestrado em filosofia na Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp; e, mais recentemente, dialogam com as pesquisas que realizo no doutorado em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU USP).
Redigidos em momentos distintos, os textos nascem, portanto, a partir de urgências diferentes. Algumas das aulas que frequentei como aluno; outros, das exposições teóricas que preparei como professor; e outros, ainda, de leituras que me acompanham há anos, entre elas, Rousseau, Adorno, Horkheimer, Benjamin, Bataille, Proust, Hannah Arendt, Michel Foucault e Nietzsche. Leituras que se tornaram verdadeiras companheiras de reflexão e, muitas vezes, de inquietação. Todas, porém, compartilham o mesmo desejo: pensar o presente histórico como uma “experiência-limite”; aquele ponto em que o sujeito, exilado do mundo e de si, tenta reconstruir uma morada, um lar – ainda que provisório – no tempo. Nesse sentido, destaco as palavras da filósofa Olgária Matos, autora do prefácio:
Brunno Almeida Maia desenvolve uma nova teoria crítica da alienação cujo eixo não é nem valor de uso, nem valor de troca ou valor de exposição, mas alienação como exílio e forma de habitar o mundo. Sua expressão primordial é a casa imaginária da infância, espaço familiar de reconforto e proteção. Estável e cheia de dinamismo e movimento, fechada, mas em uma abertura cheia de acontecimentos novos a cada dia, a casa é enraizamento, o da memória. [2]
Assim, escrever, para mim, tornou-se um modo de resistência – e o gênero ensaio, a forma dessa resistência. O ensaio me interessa porque ele não parte da pretensão do saber cientificista, da certeza, mas da dúvida. Ele é uma travessia – muitas vezes dolorosa, mas também atravessada por alegria – em que o pensamento e a experiência não se separam. Quero dizer: a vida e o pensamento caminham juntos, um iluminando o outro.
Quando falo em “tempos de exceção”, não me refiro apenas ao conceito desenvolvido por Carl Schmitt [3] – e retomado por Agamben – como suspensão da lei e da ordem na política, mas, sobretudo, a exceção vivida no gesto mais cotidiano: aquele instante em que o mundo parece sair do eixo e, ao nos paralisar, nos obriga a repensar o essencial. Se, nas democracias liberais, a exceção tornou-se regra sob a máscara da violência e da barbárie, há, ainda assim, um reverso dialético aberto por experiências como a da arte: a exceção pode ser também lucidez, e a arte, a antítese da sociedade. Ela suspende o curso da normalidade e faz ver aquilo que o hábito insiste em esconder.
Não deixo de lembrar aqui uma mania que me acompanhou durante a graduação e depois no mestrado: enquanto o professor avançava na exposição teórica, eu anotava, no canto do caderno, músicas que dialogavam com o tema da aula. Era uma forma de pensar com o corpo – de permitir que o pensamento encontrasse suas próprias ressonâncias sensíveis. E talvez seja por isso que, ao pensar a exceção, me ocorra aquela letra de Chico Buarque, cantada ao lado de Zizi Possi: “Oh, pedaço de mim/ Oh, metade exilada de mim/ Leva os teus sinais/ Que a saudade dói como um barco/ Que aos poucos descreve um arco/ E evita atracar no cais”.
No ensaio que abre o livro, escrevo que talvez o inferno não seja o espaço do castigo, da punição ou do tormento – como aparece em certa tradição cristã -, mas um espelho. O inferno como o ponto de convergência entre duas temporalidades que, à primeira vista, parecem distantes: o tempo da infância e a idade que o sujeito tinha no instante de sua morte. Esse encontro expõe aquilo que nos tornamos depois de termos esquecido o que desejávamos ser. É o choque entre o que fomos, o que sonhamos ser, e o que, de fato, nos tornamos. Essa imagem me acompanha desde a infância: a de que, às vezes, é preciso se perder para reencontrar a própria casa. E essa casa é a memória. É o espaço que redime o que o tempo dispersou.
Benjamin dizia que o historiador do materialismo histórico recolhe os fragmentos, os “cacos da história” – aquilo que se dispersou e se tornou ruína. [4] O ensaísta, eu diria, faz o mesmo: ele contempla as ruínas não com o desejo de restaurá-las, mas para reconhecer, nelas, vestígios de sentido. Escrever é uma forma de recolher o presente, de aproximar o olhar daquilo que permanece vivo mesmo quando tudo parece ter se desfeito. É a partir desse gesto – recolher, desmontar e remontar o que resta – que cada um dos ensaios deste livro ganha forma. Eles não pretendem oferecer respostas, mas abrir caminhos, aproximar temas que, à primeira vista, parecem distantes, e mostrar que a experiência contemporânea talvez só possa ser compreendida por meio dessas constelações fragmentárias.
No ensaio O Eclipse do desejo, estabeleço um diálogo com Rousseau, Adorno, Horkheimer e Freud para problematizar um mito que ainda nos acomete no contemporâneo: o mito do falso progresso. Interrogo essa promessa moderna de emancipação que, ao invés de ampliar nossa interioridade, a empobrece; que transforma autonomia em aceleração; que converte experiência em desempenho. E, sobretudo, formulo uma questão que atravessa o nosso tempo: como o desejo – que deveria ser força criadora impulsionada por Eros – foi capturado pelos mecanismos da sociedade administrada sob a forma de consumo? Um consumo que promete plenitude, mas a adia infinitamente; que promete liberdade, mas produz conformismo; que promete o novo, mas repete a novidade.
A geração de intelectuais vinculada à Escola de Frankfurt questionou a razão instrumental – a serviço da dominação política, econômica e da subjetividade – e propôs, à maneira dos surrealistas e dos “paraísos artificiais” baudelarianos, um alargamento da percepção sensível. Ou seja, ao contrário da tradição filosófica de origem platônico-cartesiana, a aparência também diz respeito à natureza das coisas. O sensível é uma forma de pensamento. É nesse sentido que a Moda – enquanto conceito filosófico, fenômeno social e linguagem estética – é tematizada no livro. A Moda, que muitos consideram inútil, é, para mim, uma das formas mais profundas de pensar o tempo. A Moda é o desenho do tempo. Cada dobra do tecido é um pensamento; cada gesto de vestir, uma tentativa de estar no mundo.
Esse conjunto sobre a Moda forma um núcleo central do livro. No ensaio O vestido de Benjamin, ela é elaborada a partir da dialética do tempo: como cada dobra, cada corte e cada tecido mobilizam passados que reaparecem no presente sob novas configurações, na medida em que o costureiro ou estilista cita o passado ao atualizá-lo no presente histórico. Em Imitação e distinção, abordo a Moda como linguagem social – um jogo entre imitação e distinção, pertencimento e diferenciação, a partir da leitura do ensaio Filosofia da Moda (1905) de Georg Simmel. O texto Um Eros que sonha articula o erotismo e a Moda, mostrando como o corpo-vestido é um corpo político, superfície de inscrição do desejo e da interdição. E em Identidade de nós mesmos: a história da moda contada pelos álbuns de família, proponho olhar a moda pelos arquivos íntimos, pelas fotografias domésticas que revelam modos de existir e de rememorar.
Outras Palavras sorteará dois exemplares de Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo, de Brunno Almeida Maia, entre quem apoia nosso jornalismo de profundidade e de perspectiva pós-capitalista. O sorteio estará aberto para inscrições até a segunda-feira do dia 2/2, às 14h. Os membros da rede Outros Quinhentos receberão o formulário de participação via e-mail no boletim enviado para quem contribui. Cadastre-se em nosso Apoia.se para ter acesso!
Outros ensaios deslocam o olhar para a experiência da paixão amorosa. Talvez num tempo de delicadeza sintetiza a reificação do amor nos tempos do capitalismo, isto é, o amor objetificado como mercadoria. Em A lei do desejo, retorno ao trabalho da Recherche, de Marcel Proust, para refletir sobre a paixão amorosa como força que desloca, desestabiliza e revela uma experiência em que o desejo não se reduz ao psicológico, mas se encarna, faz-se corpo, segundo as leis dos ciúmes.
Em Proust, o amor é verso e reverso: ao mesmo tempo “doença da imaginação” e possibilidade de desvelar o mundo do Outro – um mundo que se forma sem a nossa presença. Esse mundo inteiramente outro diz respeito também à arte: é aquele impulso que sentimos quando nos deparamos com uma obra e, desejando-a, nela embarcamos rumo ao desconhecido, isto é, à transcendência.
Em Pequena história da gestualidade, tento reconstruir uma genealogia de como, desde o século XIX, a burguesia buscou se caracterizar por meio dos gestos – na fotografia, na moda, no cinema, nas revistas ilustradas e, mais recentemente, nas redes sociais. Interessa-me perceber como cada época produz um “corpo”, um modo de estar no mundo, e como a burguesia, sobretudo, elaborou uma gestualidade própria, destinada a distingui-la das demais classes sociais. Esses gestos – o modo de posar, de caminhar, de sentar, de olhar para a câmera, de ocupar o espaço – não são naturais; são construções históricas que expressam poder, ideal de refinamento e processos de diferenciação social. Ao acompanhar essas transformações, procuro mostrar como o gesto também é indício, sintoma, política do corpo: uma forma de inscrever no visível aquilo que a sociedade deseja velar ou desvelar.
O corpo permanece uma categoria central em outros ensaios do livro. No texto O deserto do imaginário, estabeleço um diálogo com Michel Foucault para pensar o projeto político das instituições modernas sobre o corpo: como ele é disciplinado, admoestado, vigiado, punido. Em À Marginália – título-homenagem à Hélio Oiticica – discuto as identidades e as expressões de gêneros, entendendo o corpo como experiencia-limite da subjetividade contemporânea. E, por fim, em Sobre gestos: dandismo e revolta, apresento o dandismo do século XIX como um movimento estético-político: uma revolta do espírito pelo corpo, pelos modos de vida, pelos modos de vestir – uma forma de resistência que transforma a aparência em crítica social – ética e poética – uma estética da existência.
Há textos em que a filosofia encontra seus limites e os transforma. Em Teatro do Impossível: Georges Bataille e a transgressão em Eros, parto – de forma livre – desse escritor e filósofo fundamental do início do século XX para pensar como sua literatura, especialmente o romance História do Olho (1928), revela uma profunda reconfiguração do corpo no advento das vanguardas modernistas. A pintura, com o cubismo de Picasso e Braque, havia iniciado esse processo ao desmontar o corpo clássico, humanista, íntegro – corpo instituído pelo menos desde a Renascença na tradição do Ocidente. O corpo fragmentado em Bataille, assim como o corpo das vanguardas, nos permite pensar uma forma inteiramente outra de experiência contemporânea: não mais o corpo feito à imagem e semelhança do divino, mas o corpo como projeto contínuo de criação, excesso e abertura de sentidos, o corpo em transgressão.
Em Atravessar o abismo na noite que chega, retomo Benjamin, Scholem, Clarice Lispector e a Cabalá – aquilo que me é caro no judaísmo, a sua mística – para pensar o instante em que a história toca o sagrado, explorando a tensão entre o materialismo histórico e a mística judaica como contraponto à noção esvaziada de racionalismo. A travessia “na noite que chega” não é apenas tarefa do místico, mas também do filósofo que enfrenta o limite entre a linguagem e o silêncio, entre a história e a transcendência.
Partindo da leitura de Foucault sobre Kant, mostro como Benjamin concilia metafísica e história – uma reflexão que ilumina a condição contemporânea, marcada pelo esgotamento das categorias racionais e pelo desejo de reencontro com o invisível. Não se trata de religião, mas da mística como limite do pensamento: o ponto em que a razão se reconhece impotente, mas insiste. Atravessar a noite é recusar o desespero; é continuar a pensar quando já não há garantias; é a coragem de formar uma constelação que não se destina a ver a luz, mas o iluminado no tempo histórico.
Nesse ensaio, me interessa também investigar como essa experiência de fronteira emerge na arte contemporânea, especialmente na pintura de Barnett Newman durante a década de 1950. Ali, a tensão da linguagem – seu esgarçamento, sua quase falência – aproxima-se de uma forma moderna do sublime, ou do sem-expressão: aquilo que nos deixa sem palavras, que resiste à nomeação. Esse impasse da linguagem, que encontramos tanto na mística quanto na arte contemporânea, mas também no amor, revela um ponto de encontro entre o humano e o impossível – uma experiência de silêncio que é, paradoxalmente, profundamente expressiva.
E agora, chegando ao último ensaio do livro, há algo que considero fundamental. O leitor perceberá que existe uma circularidade entre o primeiro e o último texto: ambos retornam à figura da criança – uma imagem que atravessa toda a obra, mesmo quando não nomeada. Em O ensaio como experiência crítica, reflito sobre a própria forma ensaística e recorro à criança como expressão da liberdade do espírito. Como mostro ali, seguindo Adorno, Proust e Nietzsche, a criança “não tem vergonha de se entusiasmar”, ela pergunta pelo ser, experimenta o mundo pela descoberta de que palavra e coisa nunca coincidem. A filosofia, nesse sentido, mimetiza esse gesto inaugural: ela reaprende, como a criança, a ver o mundo pela primeira vez. O ensaio, como a criança, exige duas condições fundamentais: o jogo e a felicidade.
No jogo – escrevo ali – as coisas conhecidas se ordenam “de uma nova maneira”, como se voltassem a ser vivas. É assim que a criança, para destecer “as franjas do olvido”, recomeça a brincadeira todos os dias, como se ali estivesse pela primeira vez. E, no ensaísmo, mesmo diante de objetos já “pré-formados”, é o entusiasmo que renova, que reordena, que confere intensidade ao gesto de pensar. Por isso, recordo ali o fragmento de Heráclito de Éfeso: “Tempo é criança brincando” – porque a escrita do ensaio opera nesse tempo do Aión grego: o tempo da intensidade, do instante que se reinventa. Encerrar o livro com essa imagem é também um retorno: um convite para que o pensamento preserve algo da infância – não no sentido da ingenuidade, mas da abertura, dessa coragem necessária para não esquecermos aquilo que fundamenta a vida em comunidade: o direito à felicidade.
Hoje, quando tudo se acelera, pensar tornou-se um ato de resistência. Pensar é insistir na experiência; é permitir que a vida e a história se encontrem. Talvez este livro diga apenas isto: que a esperança não é o contrário do desencanto, mas aquilo que dele se desprende quando olhamos o mundo com lucidez – e, ainda assim, permanecemos.
Esperança não como espera, mas como insistência. Insistir em construir um mundo inteiramente outro, mesmo entre ruínas. Insistir em habitar o deserto, a travessia. E que, mesmo em tempos de exceção, é possível – e necessário – reencontrar um “princípio esperança”.
Referências Bibliográficas:
GAGNEBIN, Jeanne Marie. Walter Benjamin: os cacos da história. Tradução de Sônia Salzstein. São Paulo: n-1 edições, 2018.
MATOS, Olgária. Da exceção à delicadeza – um princípio esperança In: Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo. São Paulo: Editora Cosmos, 2025.
SCHMITT, Carl. Teologia Política. Tradução Elisete Antoniuk. Belo Horizonte: Ed. Del Rey, 2006.
NOTAS
[1] É autor do livro Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo (Editora Cosmos, 2025). É doutorando em Arquitetura e Urbanismo na FAU-USP, e mestre em Filosofia pela Unifesp. Publicou ensaios em revistas acadêmicas e culturais, como a Revista do Instituto de Estudos Brasileiros (RIEB USP), Revista ZUM (IMS), Revista do CPF-Sesc e Cadernos da Casa Museu Ema Klabin. Atua como docente em cursos de pós-graduação e MBA ligados à moda e cultura, além de lecionar em diversas instituições culturais e acadêmicas. Desenvolve trabalhos de curadoria em museus e centros culturais e integra o Grupo de Práticas e Estudos em Curadoria (GPEC/FAU-USP). Atualmente, pesquisa e assina a curadoria da exposição Beleza habitada: Eva Klabin, moda e memórias na Casa Museu Eva Klabin, no Rio de Janeiro.
[2] MATOS, Olgária. Da exceção à delicadeza – um princípio esperança In: Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo. São Paulo: Editora Cosmos, 2025, p. 11.
[3] SCHMITT, Carl. Teologia Política. Tradução Elisete Antoniuk. Belo Horizonte: Ed. Del Rey, 2006.
[4] GAGNEBIN, Jeanne Marie. Walter Benjamin: os cacos da história. Tradução de Sônia Salzstein. São Paulo: n-1 edições, 2018.
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