A vez de Cacilda Becker

Numa forma do Teatro Oficina resistir através de arquivos nesta quarentena, outra das emblemáticas peças já feitas pela companhia estreia hoje na TV Uzyna: “Cacilda!”. Realizado entre 1998 e 1999, o espetáculo tinha Bete Coelho como protagonista

Por Simone Paz

Cacilda! — assim, com somente uma exclamação — se refere à primeira parte da maxi-série teatral que Zé Celso Martinez criou para dar tratar da vida-obra da grande atriz que sempre inspirou os trabalhos do Oficina: Cacilda Becker.

Em 1990, Zé Celso começou a escrever, febrilmente, um texto que abarcasse todas as etapas da vida de Cacilda. Foram 900 páginas para os primeiros três capítulos.

Assim, em 1998 estreou o primeiro episódio: Cacilda!, dedicada à infância e ao coma da atriz; com texto do Zé e de Marcelo Drummond e com Bete Coelho como protagonista. No ano seguinte, entrou Leona Cavalli.

Ao longo dos anos a peça foi ganhando continuações e novas Cacildas, passando pelas atrizes Sylvia Prado, Letícia Coura, Giulia Gam, Camila Mota e até Nash Laila como Cacilda criança.

E agora, enquanto há quarentena e pandemia, o Teatro Oficina adotou uma estratégia de sobrevivência: publicar na TV UZYNA — seu canal do YouTube — suas principais peças, mas, soltando-as aos poucos.

Hoje, sexta-feira 17 de abril, às 21h, estreia a primeira Cacilda!, com legendas em português e inglês — e dividida em dois atos. O acesso a todos os vídeos é gratuito.

No fim de semana passado, estreou Bandidos. E no início da quarentena, Os Sertões. Só os clássicos.

Embora o streaming seja de entrada franca, em contrapartida, a companhia incentiva o público a comprar ingressos solidários que valem para assistir qualquer peça do Oficina, lá na sede do Teatro, em SP, depois do fim da quarentena.

Saiba mais aqui e ajude a companhia mais longeva do Brasil.

Bom espetáculo.

Merda!

A atriz Joana Medeiros como a rival de Cacilda, Tônia Carrero, na encenação “Walmor e Cacilda 64: ROBOGOLPE”, também da maxi-série do Teatro Oficina


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