Quais as doenças que mais afastaram trabalhadores em 2025?
• Wadih Damous fala sobre as perspectivas da ANS • Saúde do trabalhador: afastamentos aumentam 15% • Motivos para rejeitar acordo UE-Mercosul • E MAIS: câncer desigual; metais na poluição; sobrepeso; picadas de cobras •
Publicado 29/01/2026 às 14:44 - Atualizado 29/01/2026 às 14:47

O Ministério da Previdência Social registrou mais de 4,12 milhões de afastamentos temporários de trabalhadores por motivo de saúde em 2025, conforme dados confirmados pela Agência Brasil. Este é o maior número desde 2021 e representa um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Pelo terceiro ano consecutivo, as dores nas costas foram a principal causa – foram 237.113 benefícios concedidos pelo INSS –, seguidas por lesões na coluna, como hérnias de disco (208.727 casos), e fraturas na perna e tornozelo (179.743 casos).
O ranking nacional também evidencia o crescimento significativo de afastamentos por transtornos mentais. Ansiedade (166.489 casos) e episódios depressivos (126.608 casos) ocupam a quarta e sexta posições, respectivamente. Quando analisado por gênero, enquanto a maioria das mulheres se afastou por dores nas costas, a maior parte dos homens foi afastada devido a fraturas nas pernas ou tornozelos. Os transtornos ansiosos aparecem como a segunda maior causa de afastamento entre as trabalhadoras.
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Câncer e desigualdade
Pessoas negras, maioria da população brasileira, enfrentam piores desfechos no cuidado oncológico. Ainda há desigualdades no acesso a diagnóstico precoce, terapias de alta complexidade e pesquisas clínicas. Novo Guia de Diversidade busca promoção de tratamentos inclusivos. Confira mais informações.
Metais pesados
Arsênio, chumbo e mercúrio são classificados como altamente tóxicos pela Organização Mundial da Saúde. A exposição a esses compostos ocorre diariamente como decorrência da poluição, e pode afetar a saúde de diversas formas. Para gestantes, contudo, o risco é ainda maior. Entenda.
Brasil acima do peso
Mais de 60% da população brasileira está acima do peso e 25% vive com obesidade, segundo o Vigitel 2024. Dados revelam problema estrutural: desigualdade alimentar, avanço de ultraprocessados e dificuldade de acesso a políticas públicas. O impacto recai diretamente sobre o SUS, com aumento de doenças crônicas evitáveis. Leia mais.
Soro antiofídico
Acidentes envolvendo picadas de cobras ainda são recorrentes, e causam até 138 mil mortes por ano. A distância entre áreas rurais e hospitais, falhas logísticas e falta de equipes treinadas fazem o tratamento chegar tarde, causando amputações, cegueira e sequelas neurológicas evitáveis. Saiba mais.
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