Live: Para entender os conceitos da “nova” direita

Canal Transe recebe nesta quinta (30/7), às 20h, dois pesquisadores que vão fundo, no esforço para compreender o bolsolavismo e movimentos semelhantes. O que pretendem. Como cresceram. Por que se multiplicam e se dividem

Com Camila Marques e Marcos de Almeida Matos | Texto de Marcelli Cipriani

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Assista à conversa, a partir das 20h de 30/7, aqui

No Brasil, assim como em outros países do mundo, transformações estruturais associadas à crise de confiança generalizada e ao abalo da democracia liberal potencializaram a consolidação do que vem sendo chamado de nova direita, direita alternativa (alt-right) ou movimento antiestablishment. Seu fortalecimento, expresso na confluência entre grupos e indivíduos que são plurais e, não raro, estão atravessados por visões contraditórias, costuma perpassar pela adesão ao ultraliberalismo, ao neoconservadorismo e, de forma declarada ou pragmática, a formas de governo autoritárias. No país, liberais, ancaps e bolsolavistas podem ser tomados como expressão desse fenômeno.

Herdeira do Orkut e das ideias de Von Mises, a nova geração de liberais brasileiros passou a se articular através de táticas próprias aos movimentos sociais contemporâneos – por exemplo, com o uso das plataformas virtuais e adotando maior horizontalidade organizacional. Esses ativistas, muito mais jovens, foram influenciados pelas ideias olavistas – que já circulavam no ciberespaço desde meados da década de 90. Na metade dos anos 2000, eles se juntariam aos bolsonaristas – também inspirados pelo conspiratório “marxismo cultural” e apoiados por Olavo de Carvalho – para organizar protestos de rua pedindo o impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

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Se, naquele momento, a nova direita se consolidava com aparentes mão dadas, inúmeros foram os reencontros, rearranjos e rompimentos que, de lá para cá, já se somaram dentre a miscelânea dos grupos que a compõem. A fim de desdobrar aos pontos que os conectam e repelem, o TranseHub convidou a cientista política Camila Rocha e o Antropólogo Marcos de Almeida Matos para debater um dos conceitos estruturais da nova direita: a liberdade. Na live que ocorre nesta quinta-feira (30/7), às 20h, tentaremos entender suas variadas formas de acepção, sua instrumentalização na prática e as negociações que liberais, ancaps e bolsolavistas estão dispostos a fazer em torno de seu significado.

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