Ideia-força 13

Iniciar a Transição Agroecológica com Reforma Agrária. Superar a gravíssima subutilização da terra no país, reduzindo as pastagens e o plantio de commodities. Estimular a Agroecologia por meio de terras, crédito, tecnologias. Interromper e reverter a grilagem de terras públicas. Adotar política de aproveitamento econômico sem desmatamento dos biomas brasileiros, em especial a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica

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• Balanço: O Agro é Desperdício

Exame a fundo da subutilização e da hiperconcentração da terra no Brasil e suas consequências: aumento da desigualdade, desocupação, êxodo rural, devastação do ambiente, roubo de terras públicas. Análise de um fenômeno: a interação entre grilagem, devastação e agronegócio.

Os dados: como o país reserva a maior parte de sua terra agricultável para especulação (frequentemente após grilagem), ou para atividades devastadoras, despovoadoras e de baixo valor agregado, como a pecuária extensiva. Como a própria terra agricultada é desperdiçada em commodities, o que frustra as possibilidades de uma agricultura capaz de oferecer ocupação a milhões e de não devastar os biomas brasileiros.

• Transição Agroecológica

A criação de um mercado para a agricultura sustentável. Estratégia para estimular, por meio de políticas públicas, a produção de orgânicos e o abandono progressivo dos agrotóxicos. Uso maciço de recursos públicos para subsídios à produção de orgânicos e, em especial, pesquisa tecnológica (articulada com os saberes tradicionais) para novo modelo agrícola. Exemplo: estudo de métodos biológicos de controle de pragas. Políticas de crédito, assistência, produção de sementes, formação para a nova agricultura e distribuição dos produtos.

Reeducação alimentar: a transição agroecológica implica vasto esforço para desfazer décadas de trabalho deseducativo da publicidade associada à indústria de ultraprocessados. Estimular, em sentido oposto, a valorização do orgânico e da diversidade alimentar e de sabores, e o alerta contra os riscos da comida envenenada, padronizada e superindustrializada.

Caminhos para a conversão real. A difusão exemplar de experiências agroecológicas avançadas. A possível formação de “ilhas agroecológicas”, “clusters” que permitem o apoio mútuo entre os produtores e que vão se expandindo e ganhando terreno ao agronegócio.

• Reforma Agrária: o Agro tem de ser para todos

Retomar, em escala acelerada as desapropriações e assentamentos. Ao mesmo tempo, construir a ideia da Reforma Agrária, integrada à Transição Agroecológica, como algo muito mais vasto que uma política para os pobres do campo. Enxergar as áreas rurais do Brasil, hoje “desertos verdes”, como alternativa de vida e produção real para milhões de brasileiros, desde que dividida a terra.

Exame e multiplicação das experiências bem-sucedidas de cooperativismo agrícola ligadas à reforma agrária. Uso dos recursos provenientes da emissão monetária tanto para desapropriação quanto para financiar formas avançadas de produção nos novos assentamentos. A criação de assentamentos-modelo, para experimentar e mais tarde difundir novas formas de produção.

A vida no campo como alternativa também para śetores da classe média, em especial da juventude. O estímulo a formação de laboratórios comunitários de vida e produção. Exame e possível adoção de modelos internacionais (Rússia e Alemanha, por exemplo), de dashas suburbanas, oferecidas a preços módicos para a população.

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