Na net, a polêmica sobre o Código Florestal

SOS Florestas: site informativo e atualizado

Por Iara Vicente, colaboradora do Outras Palavras

Muito se tem dito, gritado, protestado e publicado neste último ano sobre os retrocessos que estamos arriscados a sofrer, na legislação ambiental brasileira. Dentre este turbilhão de informações, de todos os níveis de qualidade e orientação ideológica, existem ferramentas virtuais que facilitam o acesso a informações importantes, de fontes diversas, úteis para formar opinião sobre o assunto.

Um deles é o site da campanha SOS Florestas, que reúne notícias atualizadas diariamente, artigos científicos na íntegra e também artigos de opinião (tanto de defensores do Código atual, quanto de entusiastas do relatório de Aldo Rebelo – inclusive alguns artigos do próprio Aldo). Contém também o link para a petição no site da Avaaz, que reivindica dos deputados federais não aprovarem propostas que facilitem o desmatamento. A campanha é mantida por uma série de organizações de cunho ambiental, dentre elas o Greenpeace, o Instituto Centro de Vida (ICV) e o Instituto Socioambiental (ISA). A lista completa pode ser acessada aqui.

A campanha disponibiliza também um vídeo (veja abaixo), produzido em parceria com a Fundação Grupo Boticário, destrinchando a questão. O vídeo chama atenção para aspectos do relatório de Aldo que relacionam-se diretamente com deslizamentos de terra, aumento das emissões de carbono e também para as brechas que a nova legislação abriria.

Há também o blog Código Florestal em Debate, lançado recentemente pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Aborda a questão de modo mais denso e técnico. Apresenta, em seções disponíveis no menu superior, tanto a contextualização sobre o impasse na discussão sobre as mudanças no Código, quanto sugestões de diretrizes para o debate e propostas para resolver os problemas das irregularidades relacionadas ao descumprimento da legislação atual. O site abre também espaço para que o leitor proponha soluções alternativas, e se engaje na discussão de forma mais ativa.

Como o debate sobre esta questão é crucial para decidirmos o tipo de padrão produtivo, e mais ainda, o tipo de desenvolvimento que queremos para o Brasil, é importante que os cidadãos tenham acesso a o que está sendo falado no meio científico, dentre @s [email protected] de opinião, e a partir daí assumam uma posição independente e voluntária.

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É bom também lembrar que estas propostas do substitutivo proposto por Aldo Rebelo incluem, dentre outras coisas: a anistia a desmatadores, o fim da proteção legal às matas situadas em encostas e topos de morro e também a possibilidade de os Estados autorizarem mais desmatamento em seus territórios. Os ideólogos da bancada ruralista argumentam que estas alterações permitem conciliar produção rural e preservação ambiental. Será mesmo? Leia, debata, pesquise, informe-se e decida se concorda ou não.

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