Carnaval para franceses

Uma seleção de frases e perguntas úteis para os patrícios de Gainsbourg que decidiram cruzar o Atlântico e encarar Momo no Brasil

Por Daniel Cariello*, em Chéri à Paris

Meus 7 leitores franceses e lusófonos de vez em quando bufam reclamam que eu não venho dedicando muitos posts a eles. Pois eis que chegou a hora de corrigir isso, com uma seleção de frases e perguntas úteis para os patrícios de Gainsbourg que decidiram cruzar o Atlântico e encarar o carnaval brasileiro.

. Adorrei sua fantasia de bandido. Essa arma parrece até real. O quê, minha carteira? D’accord, pega, vou entrrar na folia. Ei, volta aqui!

TEXTO-MEIO

. Desculpe perguntar assim, mas a senhorrita está guardando uma cenourra dentro da calcinha?

. Não, eu não sou brranco, estou fantasiado de fantasma.

. Por acaso não serria falsa essa nota de 40 reais que o senhor me deu de trroco?

. O que é aquela bola amarrela ali no céu? Ah, isso é que é o sol?

. Moço, me dá todas as havaianas da sua loja, por favor.

. Que carne o senhor usou nesse churrasquinho? Filé mignau? C’est délicieux!

. Acho que bebi muitas caipirrinhas. Acordei com aquele gosto de parapluie na boca.

. Entupidanemte, estupivalente, estudipa… Ah, traz uma cerveja frria, por favor.

. 200 reais a canga? E prra mim, que sou brrasileirro?

. Ai, se eu te pegô, ai, ai, ai, se eu te pegô.


(*) Daniel Cariello é colaborador regular do Outras Palavras. Escreve a crônica semanal Chéri à Paris,

TEXTO-FIM
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Daniel Cariello

Daniel Cariello é colaborador de Outras Palavras e, antes, do Diplô Brasil, desde 2008. Já lançou dois livros de crônicas, Chéri à Paris (2013) e Cidade dos Sonhos (2015), ambos best sellers na Amazon. Foi cronista de Veja Brasília e Meia Um. Este texto faz parte de seu novo projeto, Cartas da Guanabara, com crônicas cariocas. É editor do selo literário Longe.

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