Sob autogestão, estabelecimentos fomentam transparência na relação com fornecedores e consumidores na compra e venda de orgânicos

Um coletivo que tentou adotar uma experiência de autogestão em uma clínica de saúde mental. Uma equipe em busca de criar um empreendimento fundamentado em ideias da economia solidária. Um conjunto de pais e mães de alunos de uma escola pública de ensino fundamental. Um trio de pessoas que compartilha práticas de comunicação não violenta. 

Cada um destes grupos leva em frente um estabelecimento que propõe outra maneira de lidar com o comércio de comida saudável. Eles são, respectivamente, os responsáveis pelos Institutos Chão, Feira Livre, Baru e Acácia. Apesar de perfis tão diferentes, dividem objetivos em comum. 

O primeiro destes objetivos, arrisco dizer, é facilitar o acesso a alimentos saudáveis, alimentos orgânicos, em sua maioria. Mais do que isso, no entanto, eles trabalham em prol de fomentar e constituir outro tipo de cadeias de consumo, produção e trabalho. 

Você pode não estar entendendo nada — aliás, esta é uma frase recorrente de pessoas com quem conversei para esta reportagem. E, de fato, você não deve estar captando bem, pois o que eles querem não é tão óbvio. 

Sabe o que aprendeu sobre pegar o carrinho e ir ao supermercado fazer compras? Esqueça tudo isso a partir deste parágrafo, se quiser entender a proposta.

“A ideia não é parar na comercialização, é mostrar quem planta, quem colhe, quem compra”

Pedro Zolli, do Instituto Baru

Costumamos tratar o ato de consumo como algo compulsório. Quer dizer, sob certa ótica, é condenável, ainda assim, é necessário; e, não o bastante, tende a ser um ato veloz que precisa se encaixar em um cotidiano de tarefas domésticas por resolver e pendências no trabalho. Não sabemos, com raras exceções, por que algo custa certo preço, quem nos forneceu tal produto e como aquele item à nossa frente chegou à prateleira.

Isso, porém, não é o que se passa quando o consumo é ativo e consciente — e estas duas palavras não são apenas adjetivações retóricas. 

Quem entra nos Institutos Feira Livre, Chão e/ou Baru vai se deparar, também, com uma profusão de outros nomes. Estância Demétria, Instituto Ibiá, Quilombo Ivaporunduva, R.A.C. Padaria Artesanal, Sítio Escola Portão Grande, Sítio da Bica, Sítio da Marafunda, Sítio Morungaba, Sítio São José… São os fornecedores, devidamente indicados nas gôndolas.

Nas prateleiras dos três estabelecimentos, onde há alimentos in natura e comida saudável em abundância e ultraprocessados em escassez, com frutas e verduras frescas, itens de mercearia e até congelados, os preços são de fábrica. As gôndolas informam o custo que o produtor teve para cada item, em uma somatória de insumos, manutenção, mão de obra e transporte. 

“A ideia não é parar na comercialização, é mostrar quem planta, quem colhe, quem compra. Isso é o que a gente deseja: passar mais do que o alimento e mostrar aonde vai o dinheiro e de onde vem o que as pessoas compram”, disse o Pedro Luiz de Oliveira Zolli, do Instituto Baru, que me recebeu com uma xícara de café orgânico em uma conversa que rendeu boas horas.

Dentro dos institutos, não é raro perceber algumas mercadorias mais baratas do que em lojas convencionais. É o princípio do comércio justo: dar às coisas o preço que elas realmente têm e deixar claro para o consumidor qual a origem daquilo que está comprando.

É importante salientar, contudo, que o custo de um item não termina na produção. Ao fazer o pagamento no caixa, os institutos pedem uma contribuição mínima de 35% sobre o valor total da compra. Este percentual é calculado e usado para pagar o salário de quem trabalha nos estabelecimentos, além de despesas de manutenção, contas de água, luz e etc. da loja.

Os institutos Baru, Chão e Feira Livre são associações sem fins lucrativos que captam recurso com a venda dos produtos que distribuem. Para isso, pedem a contribuição. Ela pode parecer custosa ou inesperada, mas em vez de embutir o valor nas mercadorias, como fazem os estabelecimentos convencionais, há transparência sobre uma necessidade.

Para os três, pedir o percentual é, ainda, uma maneira de estender as mãos para que os frequentadores participem da manutenção dos seus espaços. 

“É um convite às pessoas para colaborar com a rede que elas sustentam”, afirmou Juliana Braz Leblanc, do Instituto Chão, que foi o pioneiro deste que vou chamar de modelo de negócio — a história de cada uma das associações eu conto melhor mais para frente, lá para baixo no texto. 

“A gente quer qualificar a compra não só pelo produto, quer também suspender o cotidiano. Fazer as pessoas pensarem sobre coisas tão dadas e, ainda assim, tão indecifráveis”, acrescentou Juliana, durante uma longa entrevista com ela e outros três integrantes da associação. 

Dificilmente uma pessoa se recusa a pagar o percentual. Foi o que o me contou Péricles Anderson Eugênio, do Instituto Feira Livre, em uma tarde chuvosa de verão em São Paulo. “São poucos os que não podem ou não querem pagar pela contribuição. Quando tem alguém que não entende, a gente explica no caixa.”

Para não restar dúvidas, os associados do Baru adotaram uma estratégia retórica. Mudaram a denominação do pagamento percentual. Primeiro, chamaram de contribuição voluntária, então mudaram para contribuição sugerida, mas finalmente decidiram que se trata de uma contribuição necessária

O Pedro me explicou o motivo da escolha: “Se não houver a cobrança dos 35%, este espaço não se paga e não tem como manter o projeto. Essa é uma parte do consumo ativo e consciente. Se as pessoas não se apropriam, não tem como manter o espaço.”

“A gente quer suspender o cotidiano. Fazer as pessoas pensarem sobre coisas tão dadas e, ainda assim, tão indecifráveis”

Juliana Leblanc, do Instituto Chão

Quem frequenta o local não costuma ir só fazer compras. Vai, bate um papo com os associados, toma um café, conta das coisas do bairro ou só joga conversa fora sobre a vida.

Um ponto importante. Os associados trabalham nos institutos, mas não estão lá para servir ninguém. Eles não são empregados que estão lá para satisfazer clientes vaidosos.

Assim, de orelhada, eu acho que o capitalismo dos dias de hoje nos acostumou mal, massageando o que há de pior no nosso narcisismo. As pessoas não mais pagam somente por um serviço. Como os caras de marketing adoram dizer, enquanto eu tento rir cinicamente, paga-se por uma experiência

Quá quá quá. Mas eu imagino que isso tem alguma relação com essa proliferação de aplicativos para qualquer coisa. Tudo tem uma nota para medir sua satisfação. Então, receber algum tipo de tratamento especial, onde você está por cima de alguém, meio que se tornou um costume na hora de comprar.

Bem, no Baru, no Chão e no Feira Livre, a relação é de igual para igual. Quem está lá trabalha para o projeto, e não para servir a vaidade de um cliente. Claro, as pessoas, como iguais, sempre podem se ajudar, mas o que os associados querem mostrar é que isso vale tanto para quem compra quanto para quem trabalha.

Quer um exemplo? Pegar os produtos a granel ou, então, lembrar de trazer uma sacola de casa. São dois afazeres óbvios, para lá de fáceis, que as grandes redes de supermercados nos desacostumaram. Segundo me disse a Juliana, do Chão, isso hoje parece um pouco óbvio, mas quando eles surgiram um tempo atrás, em 2015, não era.

“Foi trabalhoso convencer as pessoas a fazer o próprio serviço. Demorou para perceberem que dá trabalho. Perceberem que a gente é uma associação, e não um mercado”, ela me contou um pouco de antes de ir carregar as caixas para preparar a feira do dia seguinte.

Outro mundo dentro do atual

O dia a dia dos institutos é puxado. Acordar cedo para receber os produtores, carregar as mercadorias, preparar a feira, o armazém e as geladeiras, bater o caixa, fechar a loja… Não faltam tarefas, mas também não faltam braços. Internamente, os associados se organizam para trabalhar de forma horizontal, coletiva e autônoma.

Isso significa que todo mundo faz tudo, de acordo com habilidades e limitações, revezando funções o máximo possível. “De cada qual, a capacidade; a cada qual, segundo a necessidade”, escreveu certa vez um filósofo barbudo alemão, que eu eu não vou dizer quem é para não ser taxado de nada.

O nó central é o que me explicou a Maria Medeiros, que me recebeu no Feira Livre, onde eu conversei com ela e o Péricles. “Não é um trabalho para todos porque é um trabalho pesado”, ela disse e acrescentou: “Mas, quando o objetivo é comum, é muito mais fácil todo mundo se alinhar e dividir as tarefas igualmente, respeitando as diferenças.”

Os associados cumprem a mesma quantidade de horas semanais e a remuneração também é igual para todos. O salário é fixado de acordo com o fluxo da loja, após uma decisão em assembleia. No Chão e no Feira Livre, a jornada é de 44h semanas e a remuneração é, respectivamente, de R$ 5 mil e R$ 3 mil mensais.

“Quando o objetivo é comum, é muito mais fácil todo mundo se alinhar e dividir as tarefas igualmente”

Maria Medeiros, do Instituto Feira Livre

Para que esse modelo, chamado de autogestão, funcione, há, no entanto, uma cláusula pétrea. As reuniões semanais e assembleias dos institutos são obrigatórias aos associados. É nelas que eles discutem a divisão de tarefas, a rotina das lojas e as questões administrativas, como remuneração, relação com fornecedores e outras coisas mais.

Este ponto é inflexível, já que o intuito é garantir que os espaços funcionem respeitando as relações de igual para igual. É dessa maneira que cada um é chefe de si, e todos trabalham para todos. Foi isso o que me contou o Luiz Fernando Schreiner, do Instituto Chão, quando eu fui lá para uma conversa.

“Ter autonomia é diferente de tudo. Quando você trabalha coletivamente, você coloca as pessoas na centralidade do processo. Você divide melhor as responsabilidade e tem como reconhecer mais as capacidades de cada um”, ele me falou.

Chegar a essa prática não foi fácil, no entanto. O Instituto Chão, que foi o primeiro de todos e iniciou o projeto em 2015, teve que suar a camisa. Os associados chegaram a fazer jornadas de mais de 70 horas semanais até que encontrassem um jeito de tudo funcionar bem organizado, tendo que, para isso, deixar, inclusive, a loja aberta em menos ocasiões.

“Hoje em dia, parece óbvio. Mas, antes, não era. A gente conseguiu criar um outro mundo, dentro desse mundo atual. Fazemos 500 vendas por dia, mas é uma opção. A gente poderia fazer mais abrindo mão de certos valores”, comentou comigo o Fábio Mendes, do Chão, durante a nossa conversa.

Como eu disse antes, compartilhar o acesso à comida saudável é apenas um dos, não o único e talvez não o principal, objetivos dessa turma. Fomentar ambientes de trabalho saudáveis é, também, tão importante quanto.

“A gente conseguiu criar um outro mundo, dentro desse mundo atual”

Fábio Mendes, do Instituto Chão

Há menos tempo em funcionamento, desde meados do ano passado, o Instituto Baru, diferentemente do Chão e do Feira Livre, ainda não está com as contas no azul. Por conta disso, os associados tentam dar um gás a mais para cumprir as tarefas, já que muitos são pais, têm outros empregos e ainda fazem uns frilas. 

Para manter esse compromisso hercúleo, no entanto, eles jamais cogitaram descumprir a organização horizontal, coletiva e autônoma.

“A gente quer passar a viver somente do instituto. Existe esse objetivo. Mas, se tiver que abrir mão do lado humano, não vale a pena. A gente quer fazer diferença na vida das pessoas”, me contou a Carla Arbex, que, além do Baru, trabalha como designer editorial.

“Aqui é o primeiro lugar que ter uma filha não é um problema, não é uma dificuldade. Inclusive, essa é uma das motivações para continuar nesse trabalho”, complementou a Luisa Pessoa, revisora de textos e editora de vídeos, que conversou comigo ao lado do Pedro e da Carla.

No Baru, como os associados se conheceram porque são pais de alunos de uma escola pública no bairro do Butantã, é bem comum os filhos terem que acompanhá-los ao trabalho. Então, para eles, contar com um ambiente em que, além de tudo, crianças podem ficar por perto é muito importante.

Em todos os institutos, o pessoal rejeita o uso de métodos violentos, como cobranças excessivas, coação e advertências. Do jeito que está, o modelo parece funcionar e funciona tão bem que, depois do Feira Livre, em 2017, e do Baru, em 2019, está para nascer outro fruto do Chão.

Trata-se do Instituto Acácia, já mencionado, e que pretende abrir as portas oficialmente no próximo 27 de fevereiro, após sucesso na captação de recursos com um crowdfunding.

“Resolvemos fazer o nosso próprio negócio nesse modelo. Eu e o Gabriel trabalhamos juntos há mais de um ano, apoiando organizações que trabalham com autogestão, horizontal e coletiva”, afirmou para mim por telefone a Paula Pontvianne, uma dentre os três idealizadores da associação por vir.

“Queremos mostrar que essas estruturas de autogestão funcionam. Somos mais um procurando sistematizar o conhecimento para o funcionamento de um negócio nesse modelo”, acrescentou o Gabriel Kolisch, durante a conversa. Ele e a Paula estão juntos com o Felipe Augusto na criação do Acácia, que só irá trabalhar com produtos veganos. 

“Para além de validar o modelo que a gente acredita, queremos fomentar uma experiência de transformação social”, arrematou o Gabriel.

Ou rede ou morte

Por enquanto, as associações ocupam um arco limitado entre o centro e a zona oeste de São Paulo. Trata-se uma área em que vivem ou circulam pessoas com um bom poder aquisitivo. Os três institutos em funcionamento, portanto, costumam atender o público que está nessas regiões. Isso pode parecer uma contradição, mas não é.

É parte da estratégia da venda de comida saudável estar em regiões da cidade com grande circulação de pessoas e capitais. Uma das razões para isso é redistribuir renda para os produtores rurais, segundo me contou o Fábio, do Chão, que fica no bairro da Vila Madalena.

“Faz mais sentido apoiar o pequeno produtor do que uma empresa gigante da área de alimentos”, ele disse. Também me explicou que, quando há excedente de caixa com a contribuição de 35%, os institutos reinvestem o dinheiro, ajudando os produtores rurais.

Dizer que as associações não têm fins lucrativos não quer dizer que elas não tenham lucro. Quando há excedente, a ideia é valorizar a cadeia de produtos retroativamente. Em outras palavras, serve para apoiar os produtores daquilo que eles vendem.

“Não é sobre competição, é sobre cooperação”

Paula Pontvianne, do Instituto Acácia

De tempos em tempos, o Chão costuma usar o espaço das casas que ocupa na rua Harmonia para realizar eventos de encontro entre consumidores e produtores. A ideia é não só aproximar as duas pontas de uma mesma cadeia, mas tornar os rostos conhecidos entre as pessoas e possibilitar trocas para ajuda mútua. 

Os institutos também evitam comprar os produtos à venda de intermediários, algo que se tornou comum na venda de comida saudável e alimentos frescos, principalmente de orgânicos.

“Quando há uma relação abusiva entre produtor e distribuidor, a gente deixa de lado. A gente evita grandes fornecedores sempre que pode. A ideia é fortalecer os pequenos a longo prazo”, afirmou o Péricles, do Feira Livre, que está na Vila Buarque, perto do metrô República, no centro da capital paulista.

Todos os associados dos institutos com que conversei foram unânimes em afirmar que o ato de comer é também um ato político. Isso é, como adoramos dizer aqui no Joio, a comida que chega ao prato chega a partir de uma série de implicações sociais, científicas, ambientais.

“Vejo que o que engaja as pessoas a virem aqui é uma questão política”, disse a Luisa, do Instituto Baru, que fica no bairro do Butantã, próxima ao campus da Cidade Universitária da USP. 

“Somos mais que uma loja. Estamos do lado de uma escola [Desembargador Amorim Lima], com crianças e adolescentes que estão criando consciência sobre o mundo e sobre uma boa alimentação”, complementou a Luisa, durante a conversa no Baru.

A localização dos institutos, também, é importante para que eles possam trabalhar em conjunto. Eles costumam compartilhar dos mesmos fornecedores ou então indicar o contato deles de uns para os outros. É comum, ainda, que os associados de um instituto ajudem o outro, seja com apoio logístico, de conhecimento ou mesmo financeiro. 

“Durante a construção do projeto do Acácia, eles [dos outros institutos] vieram e participaram. Não é sobre competição, é sobre cooperação, mesmo por causa das relações externas aos institutos, com os fornecedores”, me confessou a Paula, do Acácia, que irá abrir as portas em uma galeria no bairro do Itaim Bibi, na avenida Santo Amaro.

Na nossa entrevista, o Gabriel complementou a ideia da Paula: “Ou essas estruturas se fortalecem como rede ou acabam morrendo, porque elas precisam trabalhar juntas, seja para um carreto ou seja para buscar uma política pública. Eu digo: ou rede ou morte. Ou trabalhamos juntos ou morremos separados.”


RAIO-X

Instituto Acácia

@instituto_acacia
Endereços: avenida Santo Amaro, 823, Itaim Bibi, loja 30 – São Paulo (SP)
ou rua Domingos Fernandes, 740, loja 30 – São Paulo (SP)
Associados: 3
Inauguração: 27 de fevereiro de 2020

História: A Paula e o Felipe são casados e trabalham com alimentação. Em vivências de comunicação não violenta, conheceram o Gabriel, que fomenta experiências de autogestão em organizações. Inspirados nos outros institutos, os três se uniram para criar o Acácia.

Origem do nome: Acácia é uma das flores das quais se alimentam as girafas, que são o animal símbolo das práticas de comunicação não violenta.


Instituto Baru

@institutobaru
Endereço: avenida Corifeu de Azevedo Marques, 1383, Butantã – São Paulo (SP)
Funcionamento: segunda a quinta-feira, das 9h às 15h, e sábado, das 9h às 17h
Associados: 11 integrantes
Inauguração: 13 de julho de 2019

História: Pais e mães de alunos da escola municipal de ensino fundamental Desembargador Amorim Lima, no bairro do Butantã, mantinham um grupo de consumo consciente de compras de pequenos agricultores. Eles queriam ampliar o projeto e desenharam a criação do instituto. Quando um galpão vazio surgiu para alugar próxima da escola, tiraram a ideia do papel.

Origem do nome: A castanha do cerrado brasileiro, cuja planta é conhecida por regenerar e recuperar o solo ao seu redor.


Instituto Chão

@institutochao
Endereço: rua Harmonia, 123, Vila Madalena – São Paulo (SP)
Funcionamento: seg, ter, qui e sex, das 8h às 19h;
qua, das 8h às 14h;
sáb, das 8h às 17h
Associados: 11 integrantes
Inauguração: 30 maio de 2015

História: É o pioneiro de todos os institutos. Começou com um grupo de amigos que queria colocar em prática a experiência de autogestão em uma clínica de saúde mental na zona norte de São Paulo. Após um relativo insucesso, mudaram de planos e encontraram na alimentação, por suas implicações políticas, uma área de atuação. Desde então, são bem sucedidos. Uma boa reportagem do Projeto Draft conta a história inteira.

Origem do nome: O livro/poema Gramática Expositiva do Chão, do escritor Manoel de Barros (1916-2014).


Instituto Feira Livre

@institutofeiralivre
Endereço: rua Major Sertório, 229, Vila Buarque, Centro – São Paulo (SP)
Funcionamento: Terças às sextas-feiras, das 9h às 19h, e sábados e domingos, das 9h às 15h
Associados: 13 integrantes
Inauguração: 3 de dezembro de 2017

História: Um grupo de amigos com diferentes experiências em iniciativas de economia solidária queria criar um empreendimento que valorizasse outras relações de trabalho. O projeto foi planejado durante um ano inteiro. Após o sucesso de um crowdfunding, o instituto surgiu com o nome de um dos mais tradicionais eventos de venda de alimentos no Brasil.

Origem do nome: Uma homenagem às tradicionais feiras livres do país.


Armazém do Campo

Além dos quatro institutos mencionados nesta reportagem, eu recomendo conhecer o Armazém do Campo. Trata-se de uma loja que também vende produtos sem venenos, agroecológicos e orgânicos, em sua maioria, e é uma iniciativa do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). 

O estabelecimento tem um modelo de organização diferente dos institutos de comércio justo, mas, assim como eles, a maior parte dos itens à venda na loja privilegia pequenos produtores, especialmente aqueles ligados ao movimento.

@armazemdocampo.sp
Endereço: Alameda Eduardo Prado, 499, Campos Elíseos, Centro – São Paulo (SP)
Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, e sábado, das 9h às 18h