A Coca-Cola vem apostando muitas fichas numa versão adicionada de cafeína. É uma clara tentativa de concorrer com energéticos, que vêm apresentando crescimento no consumo, em paralelo a uma queda na venda de refrigerantes, cada vez mais afetados pela imagem negativa de associação a problemas de saúde.

Na terça-feira (23), a companhia apresentou os resultados globais de venda para o segundo trimestre de 2019. As bebidas adicionadas de cafeína foram um dos destaques do aumento das vendas, de 6% em valor comparado ao mesmo período do ano passado. Um energético com cafeína adicionada já está presente em 14 países, com expectativa de rápida ampliação.

Essa semana, o Meio, veículo de comunicação que entrega diariamente um resumo de notícias a milhares de pessoas, estreou uma seção patrocinada pela Coca-Cola Plus Café Expresso. A coletânea de notícias terá foco em produtividade, exatamente o ponto central da divulgação do produto.

Segundo a empresa, “é a novidade que faltava para acompanhar a sua rotina. A combinação ideal entre Coca-Cola e Café Espresso com 40% a mais de cafeína e 50% menos açúcar. Mais entusiasmo e sabor para as diferentes atividades do dia a dia intenso em que as pessoas vivem hoje”.

A mudança também está antenada com o realinhamento da comunicação da empresa, que passou a apostar em mensagens como “Vai no gás”, uma reafirmação do caráter “turbinante” da combinação entre açúcar e cafeína.

A quantidade de açúcar presente no produto é de 11 gramas. Metade da Coca-Cola tradicional, mas, ainda assim, o equivalente a quase um quarto do consumo diário para um adulto, levando em conta a recomendação da Organização Mundial de Saúde.

Segundo a fabricante, a cafeína adicionada é equivalente à metade daquela presente numa xícara de café.