União Européia pode rever relação com Cuba

E uma Prêmio Nobel de Literatura intercede em favor dos cubanos presos nos Estados Unidos


O ministro das Relações Externas da Espanha, Miguel Angél Moratinos, defendeu ontem — em entrevista coletiva da qual participou também o chanceler brasileiro Celso Amorin — o fim das restrições diplomáticas da União Europeia (UE) contra Cuba. A Espanha exerce atualmente a presidência rotativa da UE.

As restrições europeias foram adotadas em 1996 e 2003, por insistência de outro governo espanhol: o que era chefiado por José Maria Aznar, e considerado forte aliado dos Estados Unidos e em particular do então presidente George W. Bush. Tinham como base denúncias de violações de direitos humanos.

Moratinos afirmou na entrevista, no entanto, ser muito mais produtivo, a este respeito, manter diálogos diretos com Havana. Ele voltará a se reunir com autoridades cubanas nesta quinta-feira, 18/2.

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Cinco prisioneiros: Já em Havana, onde se encontra para a 19ª Feira Internacional do Livro, a escritora sul-africana Nadine Gordimer (foto) — Nobel da Literatura de 1991 — apelou ao presidente norte-americano pela liberdade de cinco agentes cubanos presos em Miami. “Lanço também um chamado a todos os cidadãos do mundo. Já é hora de acabar com o padecimento deles”, disse Gordimer.

Aprisionados desde 1998, os cinco agentes realizavam, em solo norte-americano, infiltração em organizações anticubanas que praticaram atos terroristas. Sua história está relatada num artigo de Frei Betto.

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Antonio Martins

Antonio Martins é Editor do Outras Palavras