Para pensar políticas públicas cuidadoras


Encontros sobre o futuro, que a Fiocruz promoverá em 20/6, debatem com Leonardo Boff cuidados na saúde como elemento de espiritualidade e sustentabilidade nas relações humanas e com o planeta
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MAIS
“A ética do cuidado: atenção sustentável na saúde”
Promoção: Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz
Data: 20 de junho de 2018
Horário: de 14h às 17h
Transmissão on-line, em tempo real, pelo perfil do Facebook do CEE-Friocruz (https://www.facebook.com/ceefiocruz/) e pelo blog (http://cee.fiocruz.br/).
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Associar a dimensão do cuidado à sustentabilidade, visando a prevenção e a promoção de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e a formulação de políticas públicas cuidadoras é o tema que inaugura a série de encontros “Futuros do Brasil e da América Latina”, iniciativa do Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz (CEE-Fiocruz).

O escritor e teólogo Leonardo Boff, que elaborou o conceito de cuidado para pensar a espiritualidade e as relações de homens e mulheres entre si e com a terra, estará no centro desse primeiro encontro falando sobre “A ética do cuidado: atenção sustentável na saúde”, em debate coordenado pelo ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, pesquisador do Centro. Continuar lendo

TEXTO-FIM

SP: coletivos ampliam Virada Sustentável

Grupos articulam luta pela ocupação do espaço público na metrópole, programando sábado de debates e domingo de mutirão na Ilha do Bororé, quase desconhecida

Por Carol Gutierrez

Dia 30 e 31 de agosto, São Paulo viverá, com a Virada Sustentável 2014, um encontro sobre ocupação do espaço público e direito à cidade. Mas o evento, na verdade, reconhece algo que começou há muito. Coletivos de toda São Paulo vem se reunindo há mais de um mês para fomentar o debate, as conexões e atuações em rede.

No próximo sábado (30), os coletivos se reunirão no Largo da Batata e participarão de programação diversa: rodas de conversa, piquenique comunitário, atividades lúdicas e culturais, instalações e conexões envolvendo diferentes grupos e pessoas (veja a programacão completa aqui) Continuar lendo

Para transformar o lixo em energia

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Tecnologias já existentes permitiriam converter resíduos orgânicos em biogás — preservando atmosfera, evitando expansão de aterros e reduzindo extração de combustíveis fósseis

Por Carlos Sanches

O lixo que produzimos diariamente, também chamado, de modo mais técnico, de “resíduos sólidos urbanos – RSU”, tem como destino final lixões a céu aberto (17,8%), aterros sanitários (58%) e aterros controlados (24,2%). A quantidade gerada, no Brasil, chega a aproximadamente 200.000 toneladas de lixo por dia, sendo a região Sudeste responsável por quase metade desse total. Os dados são da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) de 2012, ano da mais recente publicação sobre o tema.

Diante disso, fica no ar a pergunta: não poderia ao menos parte desse lixo, esteja ele no lixão ou no aterro, ser utilizado para gerar energia e, desta forma, reduzir o volume ocupado em seu local de origem? A resposta é sim. Continuar lendo

Energia: chave para a geopolítica global

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Igor Fuser lança hoje, em São Paulo, livro fundamental para compreender relação entre fontes energéticas, desenvolvimento e sustentabilidade

No contexto em que o Brasil emerge como potência no cenário mundial da energia e discute como aproveitar a riqueza petrolífera do pré-sal para alavancar o seu desenvolvimento, mostra-se extremamente oportuno o livro Energia e Relações Internacionais, de Igor Fuser. Para o lançamento da obra, está marcado um debate com o autor na quinta-feira, dia 26 de setembro, às 18h, no curso de Relações Internacionais da PUC de São Paulo, Sala 117-A Prédio Novo (Rua Ministro Godói, 969 – Perdizes – veja mapa).

Fuser, professor na Universidade Federal do ABC (UFABC), apresenta nesse livro os principais temas da geopolítica global da energia, em uma linguagem clara, acessível a um amplo universo de leitores, sem perder o rigor indispensável a uma obra acadêmica. A obra explica questões fundamentais para o entendimento da política internacional, como o papel do petróleo nos conflitos do Oriente Médio, a disputa entre as grandes potências pelo controle das reservas globais de energia e o ressurgimento do nacionalismo petroleiro no pós-Guerra Fria. Continuar lendo

Comunicação e Sustentabilidade: em busca de caminhos

Foto: Gutierrez de Jesus Silva

Oficina compartilha e debate, em São Paulo, experiências coletivas em favor de lutas socioambientais e o papel da mídia alternativa nesse processo

Por Bruna Bernacchio

Durante dois dias intensos, jovens de organizações e movimentos com variadas cores e formas encontraram-se para debater, trocar e produzir em torno dos temas juventude, sustentabilidade e comunicação. Dinâmicas lúdicas, atividades práticas e falas de convidados mais experientes, expondo suas vivências e opiniões, impulsionam um mergulho nesse tema tão delicado, que com devido cuidado deve ser tratado pela mídia e a sociedade em geral.

Organizada e financiada pela fundação alemã Friedrich Ebert Stiftung – FES, a oficina “Entendendo e comunicando a sustentabilidade a partir da sua área de atuação” aconteceu no espaço dividido entre a redação de Outras Palavras e a Viração Educomunicação, em São Paulo. Além das duas organizações, participaram representantes da Revista Fórum, Circuito Fora do Eixo, dos veículos de comunicação Rede Brasil Atual e Jornal ABC, além de gente da Marcha Mundial das Mulheres, Coletivo Homens Feministas, Rejuma – Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, TVT – TV dos Trabalhadores, AMARC – Associação Mundial das Rádios Comunitárias e CUT. Continuar lendo

Namíbia: pela sustentação da vida

O país, que declarou como reserva ambiental 30% do seu território, se desenvolve em torno de unidades de conservação e iniciativas de desenvolvimento comunitário para o turismo sustentável

Por Flora Pereira e Natan de Aquino, do Projeto Afreaka

Entre as principais preocupações namibianas está, sem dúvida, a preservação do meio ambiente. Viajar pelo país significa se deparar continuamente com iniciativas e projetos sustentáveis. E não faltam motivos para os visitantes embarcarem na ideia. Para qualquer passeio existe uma opção ecológica e, em alguns casos, o ecoturismo é  a única alternativa.

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Brasileiro, consumidor irresponsável?

Surpresa: pesquisa internacional revela que, ao contrário do que se pensava, população está propensa a pesar origem dos produtos, nas decisões de compra

Marcante em muitos países da Europa, a noção de consumo responsável é vista às vezes como muito sofisticada para os brasileiros. O senso comum sugere que boa parte dos europeus estão dispostos a pagar mais por produtos que não agridem nem os direito sociais, nem a natureza – mas a lógica no chamado “terceiro mundo” é mais primária. Aqui, a maioria – que pode, pela primeira vez, consumir mais que o indispensável – não estaria preocupada com as consequências sócio-ambientais de suas compras.

Estas opiniões precisam, agora, ser melhor avaliadas. Acaba de ser lançado o relatório Biodiversity Barometer 2012. Produzindo pela União pelo Biocomércio Ético, uma entidade internacional, ele avalia periodicamente hábitos de consumo em países de diversos graus de desenvolvimento econômico. Neste ano, os consumidores da França, Alemanha, Suíça, Reino Unido, Estados Unidos foram comparados aos do Brasil, Índia e Peru. Os resultados são surpreendentes. Pela primeira vez essa pesquisa procurou os consumidores brasileiros. Continuar lendo

Para que a Rio+20 não sirva apenas como palco de denúncias

Texto de Ladislau Dowbor aponta caminhos para mudanças profundas na produção e consumo. Elas podem começar já, contagiar sociedades e converter-se em políticas públicas


Sobre o tema: O texto de Ladislau Dowbor a que esta resenha se refere pode ser lido em Ourras Palavras, em duas partes: 1 2

Há pelo menos duas formas de enxergar a conferência Rio+20, que começa em seis semanas. Uma delas é preparar-se para denunciar seu provável “fracasso”. Ao terminar o encontro, em 22 de junho, os chefes de governo não terão, tudo indica, desenhado um plano para deter o aquecimento global ou as diversas formas de devastação da natureza. Em quase todo o mundo, a política institucional está cada vez mais amarrada aos grandes negócios e capitais. Estes buscam valorizar-se ou por meio dos circuitos financeiros, ou dos velhos padrões de “desenvolvimento”. Sua lógica é o lucro máximo: não inclui buscar novas relações, sustentáveis e harmônicas, entre ser humano e natureza.

Por isso, a mera denúncia é radical apenas na aparência. Ela permite apontar culpados, mas não ajuda a deter o crime. Durante alguns dias, a grande exposição do evento na mídia garantirá algum alarido e desgaste dos governantes insensíveis. Depois a rotina das relações de produção e consumo atuais voltará a se impor. Continuar lendo