Para pensar políticas públicas cuidadoras


Encontros sobre o futuro, que a Fiocruz promoverá em 20/6, debatem com Leonardo Boff cuidados na saúde como elemento de espiritualidade e sustentabilidade nas relações humanas e com o planeta
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MAIS
“A ética do cuidado: atenção sustentável na saúde”
Promoção: Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz
Data: 20 de junho de 2018
Horário: de 14h às 17h
Transmissão on-line, em tempo real, pelo perfil do Facebook do CEE-Friocruz (https://www.facebook.com/ceefiocruz/) e pelo blog (http://cee.fiocruz.br/).
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Associar a dimensão do cuidado à sustentabilidade, visando a prevenção e a promoção de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e a formulação de políticas públicas cuidadoras é o tema que inaugura a série de encontros “Futuros do Brasil e da América Latina”, iniciativa do Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz (CEE-Fiocruz).

O escritor e teólogo Leonardo Boff, que elaborou o conceito de cuidado para pensar a espiritualidade e as relações de homens e mulheres entre si e com a terra, estará no centro desse primeiro encontro falando sobre “A ética do cuidado: atenção sustentável na saúde”, em debate coordenado pelo ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, pesquisador do Centro. Continuar lendo

TEXTO-FIM

Em São Paulo, uma luta emblemática pelo SUS

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Avenida Doutor Arnaldo, em São Paulo, paralisada pelos manifestantes, em protesto.

Política privatista do governo Dória ameaça um Centro de Saúde histórico, reconhecido por sua excelência. Usuários e trabalhadores unem-se para defendê-lo

Por Eveline S. Araujo*

Se você paga, não deveria / Porque saúde não é mercadoria”. Com esse slogan ocorreu, nesta segunda-feira (30/10), a primeira de uma série de manifestações públicas previstas pelos usuários e trabalhadores do Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza (CSEGPS-USP). Há 92 anos o centro, que tem história singular, presta atenção básica na Saúde em São Paulo. É tido como unidade de excelência. Mas encontra-se sob risco, porque a prefeitura, sob a gestão João Dória, reluta em manter os recursos que garantem sua existência.

A manifestação desta segunda utilizou como estratégia vários bloqueios temporários no trânsito de duas vias importantes da zona oeste da metrópole – Doutor Arnaldo e Teodoro Sampaio. Buscou dois objetivos: alertar a população sobre os riscos de desmonte do SUS e pressionar a prefeitura a manter um convênio essencial ao funcionamento do Centro de Saúde

Criado em 1925 ele está ligado à história do sanitarismo no Brasil. Foi o primeiro Centro de Saúde em São Paulo (chamado, por isso, de “Modelo”) e, para alguns, no país. Está instalado, desde 1931, num alegre casarão, que foi habitado – e mais tarde doado ao serviço público – por Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Ligou-se, em 1945, à Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, onde permanece.

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Em São Paulo, uma luta em defesa do SUS

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Funcionários do Hospital Universitário da USP e população unem-se em defesa de mais uma unidade do sistema público que passa por desmonte com vistas à privatização

Por Raquel Moreno | Imagem: Matheus Steinmeier/Simesp


DIREITO DE RESPOSTA:
Leia, ao final do texto, nota da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Citada na matéria, a entidade contesta parte das afirmações nela contidas.

O Hospital Universitário da USP está, aos poucos, sendo estrangulado. O hospital sofre uma redução dramática do seu orçamento, com Plano de Demissão Voluntária e uma política para descaracterizá-lo como Hospital Escola e a melhor referência da comunidade USP para atendimento de funcionários, alunos e professores, além da população do Butantã. O objetivo é bem claro: repassar sua estrutura para a iniciativa privada (OS). A SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), que já controla grande parte das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) na região, está com a boca na botija.

O Coletivo de Moradores “Butantã na Luta” está em campanha contra esse desmonte, colocado em marcha pelo governador Geraldo Alckmin sob a tutela do reitor Antonio Zago – ambos médicos. O movimento “Em Defesa do HU” é formado por moradores da região, alunos, funcionários e professores da USP. Continuar lendo

Saúde: a ameaça dos falsos “planos populares”

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Ministro Ricardo Barros, eleito com dinheiro das empresas de saúde privada, agora quer favorecê-las

Verdadeiros caça-níqueis, eles ofereceriam serviços mambembes, esvaziariam o SUS e enriqueceriam seguros privados — que financiaram atual ministro. Saída é oposta: fortalecer sistema público

Por Idec e Abrasco

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) irão à Justiça contra o ministro da Saúde e o governo federal caso a venda de planos de saúde com cobertura reduzida seja autorizada.  No dia 6 de julho, em audiência no Senado, o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP/PR), anunciou que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) poderá liberar nova modalidade de planos de saúde, de menor preço, mas com restrições de serviços e atendimentos.
Em nota, as entidades informam que é  falso o argumento do ministro de que a venda de “planos populares” irá “aliviar” o Sistema Único de Saúde (SUS).

O Conselho Nacional de Saúde, a maior entidade deliberativa do SUS, também informou que o ministro classificou de “político” um debate que era técnico.conhecida a informação de que Barros recebeu doação de R$ 100 mil de sócio do grupo Aliança, administradora de benefícios de saúde. Continuar lendo

Outras Palavras lança coluna sobre Saúde Pública

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Médica e “apaixonada pelo SUS”, Lilian Terra escreverá sobre avanços, limites e desafios do sistema. Sua colaboração reforça projeto de resgatar jornalismo de profundidade


Leia também: O tiro no pé das entidades médicas

Em 19 de julho, Outras Palavras publicou um texto incomum sobre o programa Mais Médicos. Em meio a uma espécie de guerra de torcidas, entre grupos contrários e favoráveis ao programa, nossa colaboradora Lilian Terra propôs uma visão mais refinada. Ela defendeu a contratação de profissionais nascidos em outras partes do mundo, nos casos em que médicos brasileiros não postulassem trabalho em localidades remotas. Mas lembrou que tal medida seria de fôlego curto. Continuar lendo