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Piauí abriga maior concentração de pinturas rupestres do mundo, preservada pela luta da antropóloga Niède Guidon e outros pesquisadores. Após período de escassez de financiamento, parque foi reaberto ao publico e planeja inauguração de novo museu em 2019

Rosa Trakalo, entrevistada por André Takahashi | Vídeo: Gabriela Leite

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Complexa formação do Homo sapiens

Fósseis de hominídeos encontrados no Quênia indicam que o diagrama acima pode ser uma simplificação grosseira demais

Por Daniela Frabasile

Os diagramas tradicionais sobre a evolução humana, que sugerem um caminho linear dos símios aos hominídeos e ao atual Homo sapiens, podem ser pobres demais. Ao menos é o que indica a descoberta, no Quênia, de três fósseis de nossos ancestrais, em bom estado de preservação. Anunciado nesta quinta-feira, após anos de estudos de laboratório, o achado dos ossos deu-se graças a uma equipe científica liderada pelas paleo-antropólogas Meave e Louise Leakey. Ele revela que, muito provavelmente, diferentes espécies de seres do gênero homo habitaram simultaneamente o leste da África, cerca de 2 milhões de anos atrás.

Um dos três espécimes encontrados (nomeado KNM-ER 62000, ou apenas 62000) apresenta grande caixa craniana e rosto longo e achatado. São características que se assemelham ao crânio conhecido como 1470, encontrado na mesma área em 1972. Desde a descoberta, o crânio 1470 foi centro de debate sobre linhagens múltiplas.

O crânio 62000 pode demonstrar que as feições encontradas no 1470 não são peculiaridades de um único indivíduo pertencente à espécie Homo habilis — mas de outra espécie do gênero. Além disso, os outros dois indivíduos parecem apresentar uma peça que estava faltando: o espécime 1470, encontrado há quarenta anos, não tinha a mandíbula inferior. Já o fóssil nomeado 60000, um dos três mais recentes, inclui a mandíbula inferior quase completa (considerada a mandíbula mais completa de um homo primitivo já encontrada), além de parte de uma mandíbula do espécime 62000. Continuar lendo